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O bê-a-bá da polícia na democracia
Paulo Sérgio Pinheiro e Paulo de Mesquita Neto
Dois problemas estão no topo da lista de prioridades na agenda política durante as campanhas eleitorais em todo o mundo: emprego decente e segurança. O terremoto que aconteceu na França, onde um candidato neofascista foi ao segundo turno das eleições presidenciais com uma campanha centrada nas ameaças do desemprego e da insegurança dos cidadãos, mostra que não estamos sozinhos.
Ainda sob o impacto dos ataques terroristas a Nova York e Washington, governantes, candidatos a postos eletivos e lideranças da sociedade civil articulam e defendem com vigor um objetivo principal: derrotar organizações criminosas e reduzir a violência que atinge de maneira crescente cidadãos de todas as classes sociais. E procuram estabelecer coalizões capazes de ganhar as eleições e levar adiante as políticas e estratégias necessárias para a realização desse objetivo, desejado por todos.
Entretanto, em muitos países, duas questões ainda não foram claramente articuladas. Primeira: o objetivo desejado é apenas prender, processar e julgar os membros de organizações criminosas? Ou é também impedir o surgimento de novas organizações? Segunda: na realização desse objetivo, os fins justificam os meios? Ou os princípios constitucionais e valores fundamentais da democracia e do Estado de Direito que governam a escolha do objetivo determinam também os meios para atingi-lo?
Não há dúvida de que a intensidade da violência e a truculência das organizações criminosas crescem em sociedades em que a democracia e o Estado de Direito são frágeis e nas quais os direitos sociais são ainda desrespeitados.
Mas, ao procurar desbaratar organizações criminosas, prender, processar e julgar seus membros, governos e polícia, frequentemente com apoio de lideranças da sociedade civil, no afã de dar respostas imediatistas a problemas estruturais, podem ficar tentados a fazer uso de meios ilegais e antidemocráticos e a desrespeitar direitos fundamentais da pessoa humana. A revista “Time”, o semanário de maior circulação no mundo, em sua edição de 15 de abril de 2002, diante da captura do chefe de operações da Al Qaeda, perguntava “como nós faremos com que ele fale?”, considerando abertamente a opção da tortura. A utilização de meios ilegais e antidemocráticos, como a tortura e as execuções sumárias, sob a ilusão de facilitar a prisão de um ou outro criminoso, fortalece a ideia de que os fins justificam os meios. A tolerância com a violência arbitrária fragiliza a democracia, debilita o Estado e, o que é pior, não estanca o crescimento da violência nem aumenta a segurança da população.
Há um enorme esforço por parte de governos democráticos, chefes de polícia e lideranças da sociedade civil para reformar as organizações policiais, implantar o policiamento comunitário e proteger os direitos humanos. Mas o relatório global da Human Rights Watch e o anuário da Anistia Internacional em 2002 apontam a persistência de graves problemas de violência e corrupção policial em toda a América Latina.
Maus policiais em vários países continuam a torturar. Execuções sumárias e prisões arbitrárias são instrumentos rotineiros de combate à criminalidade.
E, pior ainda, em todo o mundo, algumas autoridades, candidatos a postos eletivos e lideranças da sociedade civil parecem fazer vista grossa a essas violações de direitos, quando não as encobrem ou as apoiam. Esses candidatos podem até ter sucesso na luta contra um ou outro grupo criminoso e na disputa eleitoral, mas um fracasso rotundo está garantido na luta para impedir o surgimento de novas organizações criminosas e reduzir a violência no país, se continuarem tolerando a violência ilegal.
Nunca é demais lembrar quatro normas fundamentais que devem governar o funcionamento da polícia em democracias consolidadas – aliás, exatamente aquelas que pautam a política do Governo Federal no Brasil em matéria de segurança pública. São elas: a polícia deve dar prioridade máxima à prestação de serviços aos cidadãos, não aos governantes; a polícia deve ser responsabilizada perante a lei em toda e qualquer circunstância; a polícia deve proteger os direitos humanos; a polícia deve ser transparente nas suas atividades.
Essas regras tão singelas devem orientar a polícia em novas democracias, para garantir a segurança dos cidadãos, para garantir segurança as suas famílias. A temporada eleitoral é um momento oportuno para governantes e candidatos, em vez de apelarem para a demagogia, levarem em conta esse bê-a-bá da segurança pública em seus programas.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à concordância verbal, assinale a alternativa correta.
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O Código Civil (Lei nº 10.406/2002), em seu artigo 99, considera bens públicos aqueles de uso comum do povo, os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração e aqueles de uso dominicais. Diante desse assunto,assinale a alternativa correta.
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A faculdade de que dispõe a Administração Pública para controle de direitos e liberdades das pessoas naturais ou jurídicas, inspirada nos ideais do Bem Comum, denomina-se
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Com base no processo penal, analise as assertivas abaixo.
I. A busca será domiciliar ou pessoal.
II. Proceder-se-á a busca domiciliar quando fundadas razões autorizarem para descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu.
III. A busca pessoal em mulher, obrigatoriamente, sempre será feita por outra mulher.
IV. No caso da busca domiciliar, caso haja desobediência do morador, será permitido o arrombamento da porta e forçada a entrada.
V. No fim da diligência da busca domiciliar, os executores lavrarão auto circunstanciado sobre tudo o que ocorreu.
É correto o que se afirma em
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Um Guarda Civil apreendeu menor pela prática de ato infracional e o conduziu à delegacia de polícia. Caso o delegado de polícia responsável pela apreensão do menor deixe de fazer a imediata comunicação da apreensão à autoridade judiciária competente, à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada, constituirá
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Após a tradicional festa do “Boi Falô” em Campinas, na saída do evento, houve um tumulto generalizado, e 15 desses indivíduos se agrediram mutuamente, sofrendo todos lesões corporais leves. Não conseguindo descortinar quem ocasionou a lesão de cada vítima, embora identificados todos os participantes após detenção desses pela GCM de Campinas, eles responderão por
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Considerando o Código de Trânsito Brasileiro, sobre a condução de veículos por motoristas profissionais, analise as assertivas abaixo.
I. É vedado ao motorista profissional, no exercício de sua profissão e na condução de veículo de passageiros com mais de 10 (dez) lugares, dirigir por mais de 4 (quatro) horas ininterruptas.
II. O tempo de direção não poderá ser prorrogado, em quaisquer hipóteses.
III. O condutor é obrigado a, dentro do período de 24 (vinte e quatro) horas, observar um intervalo de, no mínimo, 11 (onze.) horas de descanso, podendo ser fracionado em 9 (nove.) horas mais 2 (duas), no mesmo dia.
IV. O condutor somente iniciará viagem com duração maior que 1 (um) dia, isto é, 24 (vinte e quatro) horas após o cumprimento integral do intervalo de descanso previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
É correto o que se afirma em
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Com base no estatuto do desarmamento (Lei nº 10.826/2003), e no Decreto-Lei nº 5.123/04, analise as assertivas abaixo.
I. Será obrigatório o registro de arma de fogo no órgão competente.
II. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no comando do exército.
III. As armas de fogo de uso restrito serão registradas na Polícia Federal.
IV. O certificado de registro de arma de fogo tem validade somente no estado em que foi emitido.
V. O certificado de registro de arma de fogo autoriza o seu proprietário a portar arma em qualquer local público.
II. As armas de fogo de uso restrito serão registradas no comando do exército.
III. As armas de fogo de uso restrito serão registradas na Polícia Federal.
IV. O certificado de registro de arma de fogo tem validade somente no estado em que foi emitido.
V. O certificado de registro de arma de fogo autoriza o seu proprietário a portar arma em qualquer local público.
É correto o que se afirma em
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A Lei nº 10.746/2003 estabelece que fica instituído, no âmbito do Ministério da Justiça, o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), com o objetivo de apoiar projetos na área de segurança pública e de prevenção à violência, enquadrados nas diretrizes do plano de segurança pública do Governo Federal. Diante desse assunto, assinale a alternativa correta.
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Considerando a Lei nº 4.898/1965 (também conhecida como a Lei do abuso de autoridade.), analise as assertivas abaixo.
I. O abuso de autoridade cometido pelo agente o sujeitará à sanção administrativa, civil e penal concomitantemente.
II. Cometido o abuso de autoridade pelo agente, esse se sujeitará somente a sanções administrativa e penal.
III. A prática do crime de abuso de autoridade sujeitará o agente somente à sanção penal.
IV. Constitui crime de abuso de autoridade qualquer atentado à liberdade de consciência e de crença.
V. Para os efeitos da Lei de Abuso de Autoridade, considere-se autoridade quem exerce cargo ou função pública de natureza civil ou militar.
É correto o que se afirma em
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