Foram encontradas 420 questões.
Robert Slenes constatou que em Campinas, nas grandes e médias propriedades, quase 20% das crianças [escravizadas] entre dez e quatorze anos já não contavam com pai e mãe, mas descartou a mortalidade como causa, atribuindo a ausência de ambos a uma provável venda.
(Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. Em: Marcos Cezar de Freitas, Historiografia brasileira em perspectiva)
Os dados apresentados reforçam a ideia de que
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No que diz respeito ao terceiro conjunto temático indicado, ou seja, o referente aos sistemas de crenças, lembro a publicação, em 1986, da minha tese de doutorado, O diabo e a terra de Santa Cruz, que utilizou, creio, que pela primeira vez entre nós, os processos do Santo Ofício para estudar as práticas mágico-religiosas nos três primeiros séculos da nossa história.
(Laura de Mello e Souza, Aspectos a Historiografia da Cultura sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas, Historiografia brasileira em perspectiva)
Essa tese de doutorado, mais tarde publicada em livro, conclui que
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Uma das consequências da convergência entre história e antropologia foi o grande desenvolvimento e popularidade desse gênero historiográfico. Seguindo os antropólogos, os historiadores adquiriram o gosto pelo estudo de pequenas comunidades e de indivíduos obscuros. Tal tendência, no entanto, tem sido criticada por historiadores respeitáveis que se inquietam com a possibilidade de esse gênero só tratar de questões insignificantes. John Elliott, por exemplo, afirmou que algo está muito errado quando “o nome de Martin Guerre é tão ou mais conhecido que o de Martin Luther”.
(Maria Lúcia G. Pallares-Burke. As muitas faces da história. Adaptado)
O fragmento refere-se à
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A reconstituição de grandes cenários de comportar a elaboração do vasto espetáculo da História era para Braudel uma tarefa que não deveria ficar submetida aos procedimentos da velha disciplina.
(Paulo Miceli, Sobre História, Braudel e os vaga-lumes. A Escola dos Annales e o Brasil (Ou vice-versa). Em: Marcos Cezar de Freitas, Historiografia brasileira em perspectiva)
Nesse sentido, Braudel faz a defesa
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A história do absolutismo tem múltiplos e sobrepostos pontos de partida e pontos finais díspares e escalonados. A sua unidade subjacente é real e profunda, mas não é a de um continuum linear. A complexa duração do absolutismo europeu, com suas múltiplas rupturas e deslocamentos de região para região, determina neste estudo a apresentação do material histórico.
(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista)
Tal “complexa duração do absolutismo europeu”, segundo Anderson, pode ser verificada por meio
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Conquistas temáticas e metodológicas da nova historiografia brasileira, sobretudo aquela chamada de Cultural, têm permitido a realização corajosa e instigante de releituras do passado. Temas até muito pouco tempo ignorados e menosprezados têm sido revalorizados ou, até mesmo, incorporados como objetos de reflexão dos historiadores pela primeira vez. Um pequeno exemplo, que nos auxilia a pensar sobre a complexidade da empresa colonizadora portuguesa, está vinculada à história da alimentação e do que vem sendo designado como eco-história.
(Eduardo França Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thaís Nívia de Lima e Fonseca (org.), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História)
Em relação à reflexão do texto, é correto afirmar que
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Leia um excerto da obra didática Brasil Vivo: uma nova história da nossa gente, da autoria de Chico Alencar e outros, com a primeira edição publicada em 1986.
A situação do Brasil colonial começou a mudar quando algumas pessoas – poucas, no início – passaram a achar que nem tudo tinha que ser como era, como El-Rei mandava. Ninguém pensava em mudança à toa. Havia motivos para isso. No final do século XVIII, Portugal vivia uma grande crise. O país produzia pouco, a Corte gastava o que tinha em banquetes e artigos de luxo importados da Inglaterra e da França. Por isso, Portugal cada vez mais pedia empréstimos aos banqueiros ingleses. Em resumo: a metrópole do Brasil era um reino decadente e dependente. O jeito era descontar no Brasil, sua “galinha dos ovos de ouro”: impostos, taxações, proibições e monopólios. Quem gostava? Até os proprietários de terras e de escravos começaram a reclamar do “espantoso cativeiro”.
(Apud Thais Nívia de Lima e Fonseca, “Ver para compreender”: arte, livro didático e a história da nação. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thaís Nívia de Lima e Fonseca (org.), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História)
A autora do artigo, ao analisar esse excerto de Brasil Vivo, conclui que essa obra
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A leitura da imagem enquanto documento-monumento oferece referenciais para a construção de estratégias didáticas e metodológicas para uso na sala de aula.
(Lana Mara de Castro Siman, Pintando o descobrimento: o ensino de História e o imaginário de adolescentes. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thaís Nívia de Lima e Fonseca (org.), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História)
O trabalho escolar da imagem “enquanto documento-monumento”, segundo o artigo citado, consubstancia-se na
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O mestre-de-campo Inácio Corrêa Pamplona, “bruto e rústico”, conhecedor, provável partícipe e denunciante dos planos inconfidentes, tal e qual um Brancaleone dos trópicos, levava consigo, nas expedições contra os quilombolas, músicos, poetas populares e clérigos. Às barbaridades provavelmente cometidas por seus homens na caça ao “negro fugido”, expressas na extração de alguns “pares de orelhas” como indicadores do êxito da empreitada, sucediam-se sessões de declamação poética, recitais de música e orações que procuravam exaltar os propósitos civilizadores da expedição.
[…]
Tomás Antônio Gonzaga, outrora poderoso ouvidor de Vila Rica, mesmo ocupado com os poemas à sua doce Marília de Dirceu e, provavelmente na segunda metade da década de 1780 já às voltas com “pasquins” e “conspirações literárias” traduzidas na publicação das Cartas Chilenas, não deixaria de encontrar tempo para exercer com certo zelo alguns de seus afazeres de ministro da casa real portuguesa e de ter, assim, obtido a desafeição do Tiradentes, que se queixara dos excessos e “prepotências” do poeta a D. Luís da Cunha Meneses, o tristemente célebre “Fanfarrão Minésio” das mesmas cartas.
(João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino da história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thaís Nívia de Lima e Fonseca (org.), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História)
Os perfis desses dois personagens ligados à Inconfidência Mineira colaboram para a compreensão deste evento como
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Entender filmes como parte de um curso supõe, no mínimo, o mesmo trabalho oferecido a outros documentos ou a textos da bibliografia. O filme não deve ser visto como pura ilustração nem como obra que já mostra um conteúdo. Ele é parte da temática e merece tanta consideração quando qualquer texto de época.
Ampliando esta observação, acrescento uma nuance ao efetivarmos a desmontagem de um filme. É que essa etapa pode orientar a própria seleção da bibliografia de leitura prévia para o trabalho com o filme.
(Carlos Alberto Vesentini, História e ensino: o tema do sistema de fábrica visto através de filmes. Em: Circe Bittencourt (org), O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
Para Vesentini, a desmontagem de um filme significa
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