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O mundo, ou seus aspectos relevantes, tornou-se pós- -industrial, pós-imperial, pós-moderno, pós-estruturalista, pós-marxista, pós-Gutenberg, qualquer coisa. […] a transformação mais sensacional, rápida e universal na história humana entrou na consciência das mentes pensadoras que a viveram.
A novidade dessa transformação está tanto em sua extraordinária rapidez quanto em sua universalidade. Claro, as partes desenvolvidas do mundo, isto é, para fins práticos, as partes central e ocidental da Europa e da América do Norte, além de uma pequena faixa de ricos e cosmopolitas em toda parte, há muito viviam num mundo de constante mudança, transformação tecnológica e inovação cultural. Para eles, a revolução da sociedade global significou uma aceleração ou intensificação de movimento a que já se achavam acostumados em princípio. […] para a maior parte do globo as mudanças foram igualmente súbitas e sísmicas. Para 80% da humanidade, a Idade Média acabou de repente em meados da década de 1950; ou talvez melhor, sentiu-se que ela acabou na década de 1960.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos. Adaptado)
Para Hobsbawm, tais transformações presentes após a Segunda Guerra, referem-se
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A primeira tarefa do regime jacobino foi mobilizar o apoio da massa contra a dissidência dos notáveis e girondinos provincianos e preservar o já mobilizado apoio da massa dos sansculottes de Paris. Uma nova constituição, em 1793 foi proclamada.
(Eric J. Hobsbawm, A era das revoluções: Europa 1789-1848, p. 87. Adaptado)
Na Constituição francesa de 1793, é correto afirmar que havia preceitos como
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Ao proclamarem a independência em nome da liberdade, em 1783, os americanos decerto não contavam com as reivindicações dos escravos que haviam lutado ao lado deles, o que explica que grande número de negros, decepcionados, tenham apoiado os ingleses. Thomas Jefferson, autor da Declaração de Independência e senhor de escravos, abordou a questão do destino dos negros nas suas Notes on the State of Virginia (1787). Ele resumia suas propostas com a seguinte fórmula: o que mais podemos fazer com eles?
(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX. Adaptado)
Em relação aos destinos dos negros norte-americanos, no início do século XIX,
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Até aqui discutimos a gênese do feudalismo na Europa Ocidental como síntese de elementos liberados pela dissolução circunstancial dos modos de produção comunais primitivo e escravo; e, então, esboçamos a estrutura constitutiva do modo de produção feudal desenvolvido no Ocidente. Agora falta mostrarmos brevemente como a natureza essencial intrínseca desta síntese produziu uma tipologia variegada de formações sociais na época medieval. O modo de produção que acabamos de descrever resumidamente jamais existiu em um estado puro em parte alguma da Europa, como ocorreria mais tarde no modo de produção capitalista.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo)
Para Anderson, as formações sociais concretas da Europa medieval eram sistemas complexos porque
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I.
Ainda que tivesse dedicado a vida à causa da independência, percorrendo vastas extensões da América do Sul e perdendo saúde e fortuna pessoal, Bolívar morreu no exílio, em Santa Maria, criticado e desprezado por seus antigos aliados. Porém, na década de 1840, quando o país vivia um período de intensas lutas políticas que ameaçavam sua coesão interna, as visões sobre Simón Bolívar sofreram alterações radicais que o conduziram da posição de traidor da pátria ao altar dos heróis consolidadores da unidade nacional.
II.
Logo após a independência, havia controvérsias sobre quem deveria ser apontado como herói da emancipação. Os conservadores, particularmente, difundiram uma visão negativa dos padres Miguel Hidalgo e José Maria Morelos. A Igreja – que durante a guerra de independência excomungou Hidalgo e Morelos – continuou a pintar Hidalgo como um demônio que enganara o povo crente. Com a derrota da Igreja frente aos liberais em 1867, no panteão dos heróis nacionais passou a haver lugar para todos, desde Hidalgo e Morelos, os líderes populares, até José de Iturbide, o artífice conservador da independência.
(Maria Lígia Coelho Prado, América Latina no Século XIX: Tramas, Telas e Textos. Adaptado)
Os textos I e II, respectivamente, apresentam
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Por ocasião da renúncia de Jânio Quadros, que desistiu da presidência da república em 25 de agosto de 1961, o vice-presidente da república, João Goulart, estava no exterior (China comunista), em viagem oficial. Encontrando desde logo resistência em seu sucessor imediato, Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, e nos chefes das forças armadas, que recusavam seu regresso ao Brasil com base na segurança nacional, Goulart veio a assumir a presidência da república no dia 7 de setembro de 1961.
(Carlos Fico, O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia, subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946-1964). Em: Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000): a grande transação)
A posse de João Goulart, segundo Carlos Fico, decorreu
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Leia o texto escrito por José Bonifácio, em abril de 1823.
Poderíamos enfrentar a crise e a oposição daqueles que se dedicam ao tráfico, mas não podemos, sem um grau de risco que nenhum homem em sã consciência possa pensar em correr, tentar no momento presente propor uma medida que iria indispor a totalidade da população do interior [...] A quase totalidade de nossa agricultura é feita por negros e escravos. Os brancos, infelizmente, pouco trabalho fazem, e se os proprietários rurais tivessem seu suprimento de trabalhadores repentinamente cortado, deixo que vossa mercê faça julgamento do efeito que isso teria sobre essa classe de gente desinformada e pouco ilustrada. Se a abolição viesse para eles antes que estivessem preparados, todo o país entraria em convulsão, de uma ponta até a outra, e não há como calcular as consequências para o governo e para o próprio país.
(Apud Kenneth Maxwell, Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. Em: Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). Formação; histórias)
Em meio aos debates que ocorriam na Assembleia Constituinte, José Bonifácio
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[…] não é difícil encontrar nos livros didáticos afirmações, algumas vezes contundentes e fortes, contra o racismo e o preconceito e, portanto, encorajando os alunos a terem uma visão de “respeito e tolerância com relação aos grupos etnicamente diversos”. Há, em quase todos, uma valorização de “uma nacionalidade que surge da diversidade”. A congruência de três raças – brancos, negros e índios – na formação do povo brasileiro é sempre lembrada. Mas uma leitura mais atenta destes manuais mostra as dificuldades em lidar com a existência de diferenças étnicas e sociais na sociedade brasileira atual.
(Luís Donisete Benzi Grupioni, Livros didáticos e fontes de informações sobre as sociedades indígenas no Brasil. Em: Aracy Lopes da Silva e Luís Donizete Benzi Grupioni (org.), A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus)
Entre diversas críticas ao livro didático no trato das sociedades indígenas, Luís Grupioni destaca
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Depois que o novo sistema federal se estabilizou, sob o controle civil, no final da década de 1890, a intervenção do governo central nos estados tornou-se frequente, com exceção dos três grandes e suas máquinas políticas. Se por acaso um presidente hostil aos interesses de São Paulo assumisse o poder – ocorrência rara –, ele seria impedido de intervir no estado […]
(Joseph L. Love, A república brasileira: federalismo e regionalismo (1889-1937). Em: Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000): a grande transação)
O impedimento da intervenção federal em São Paulo, ao menos até os anos 1930, tem relação, entre outras razões, com
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I.
Declarava, em 1933, em voz alta que o Brasil não era uma nação branca que tinha negros. O negro estava em todos nós e sem o negro não teria havido nem havia o Brasil. Éramos todos mestiços, na cultura. E era a cultura o que importava, a cultura que movimentava a nossa mente e o nosso corpo e não a cor da pele ou a textura dos cabelos. Tão intensa fora a nossa mestiçagem cultural, que era quase impossível medir-se, sobretudo no cotidiano doméstico, o que se devia ao ameríndio, ao africano e ao europeu.
II.
Ressaltava a indecisão da Ibéria entre a Europa e a África muçulmana. Considerava que os ibéricos se desenvolviam à margem da Europa e das mudanças que se processavam em suas formas de vida social. Ele discorda fundamentalmente de Capistrano de Abreu: tinha sido um mal que o país tivesse sido construído do interior para a costa, contra as cidades que representavam a metrópole. Entre outras razões, porque a família patriarcal dos sertões tornara-se mais forte do que o Estado. Por isso mesmo, acentuou-se no Brasil a propensão lusitana para confundir os domínios do privado e do público, este constantemente invadido por aquele.
(Alberto Costa e Silva, Quem fomos nós no século XX: as grandes interpretações do Brasil. Em: Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000): a grande transação. Adaptado)
Os excertos I e II, respectivamente, tratam de
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