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Escola e igualdade
Embora pouco lidas em suas versões originais, as teses de Bourdieu e Passeron acerca do
caráter reprodutor do sistema escolar tiveram um impacto bastante significativo nos discursos
educacionais brasileiros. Sua recepção, consolidada a partir do final do século passado,
generalizou a convicção entre os profissionais da educação de que a escola privilegia os
privilegiados, transformando uma herança cultural de classe em capital cultural escolarmente
rentável. Noutras palavras, o desempenho escolar das crianças – mostraram-nos suas pesquisas
– vincula-se menos a seus supostos dons pessoais do que à familiaridade que ....... com a cultura
das instituições escolares, com seus hábitos, valores e práticas. Uma familiaridade, em geral,
cultivada no ambiente privado e familiar.
Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas
distintas, mas que são solidárias. Por um lado, ela resultou no surgimento de uma visão cética –
ou mesmo niilista – para a qual a identificação da escola com os ideais de emancipação pessoal
e de igualdade de oportunidades não passaria de um ardil ideológico cujo verdadeiro objetivo
seria dissimular as estruturas de dominação e reprodução de privilégios. Paralelamente – e em
alguma medida como resposta __ essas tendências – intelectuais e responsáveis por políticas
públicas de educação se dedicaram a propor medidas práticas visando superar ou, ao menos,
atenuar os efeitos dessa dinâmica de reprodução das desigualdades sociais. Seus programas de
ação passaram, então, a sugerir __ necessidade de uma ruptura com os formalismos da cultura
escolar e a adoção de um currículo mais adaptado aos alunos oriundos das classes populares.
......, a despeito da inegável pertinência de algumas das medidas então propostas, como a
abertura do currículo escolar a diferentes manifestações culturais, os efeitos da recepção
pedagógica das teses que assumem o caráter reprodutor do sistema escolar e os resultados das
políticas públicas que tomaram como sua tarefa eliminá-lo ou, ao menos atenuá-lo, não .......
sido muito animadores. Por um lado, a convicção de que a escola privilegia os privilegiados parece
ter tido entre muitos professores um efeito paradoxal: naturalizou o “fracasso” de seus alunos,
atribuindo __ suas condições sociais e econômicas as causas de suas supostas dificuldades,
transformando, assim, a explicação de um fenômeno social em um destino educacional
inexorável. Por outro, a explicitação dos fatores implícitos no êxito escolar dos herdeiros do capital
cultural gerou uma corrida para transformar seus habitus e modos específicos de socialização em
novos objetos de uma aprendizagem pedagogicamente controlada, agravando, em alguns casos,
as desigualdades entre o desempenho de alunos das redes privada e pública.
Em face de um quadro como esse, parece-me que é chegada a ...... de se tecer um discurso
alternativo que, a um só tempo, reconheça a crítica, mas a ela anteponha uma nova forma de
pensar o compromisso da escola para com a igualdade. Uma igualdade que não se conceba como
um resultado exterior ao próprio processo de escolarização, que não se forje pela escola, mas
que se possa construir na escola; que não seja uma promessa para um futuro, mas uma
experiência do presente.
Adaptado de: http://www.revistaeducacao.com.br/escola-e-igualdade-3/
I. ‘consolidada’ (l.03) por ‘fundada’. II. ‘convicção’ (l.24) por ‘crença’. III. ‘Em face de’ (l.32) por ‘diante de’.
Quais das propostas acima alteram o sentido da frase em que estão inseridas?
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Escola e igualdade
Embora pouco lidas em suas versões originais, as teses de Bourdieu e Passeron acerca do
caráter reprodutor do sistema escolar tiveram um impacto bastante significativo nos discursos
educacionais brasileiros. Sua recepção, consolidada a partir do final do século passado,
generalizou a convicção entre os profissionais da educação de que a escola privilegia os
privilegiados, transformando uma herança cultural de classe em capital cultural escolarmente
rentável. Noutras palavras, o desempenho escolar das crianças – mostraram-nos suas pesquisas
– vincula-se menos a seus supostos dons pessoais do que à familiaridade que ....... com a cultura
das instituições escolares, com seus hábitos, valores e práticas. Uma familiaridade, em geral,
cultivada no ambiente privado e familiar.
Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas
distintas, mas que são solidárias. Por um lado, ela resultou no surgimento de uma visão cética –
ou mesmo niilista – para a qual a identificação da escola com os ideais de emancipação pessoal
e de igualdade de oportunidades não passaria de um ardil ideológico cujo verdadeiro objetivo
seria dissimular as estruturas de dominação e reprodução de privilégios. Paralelamente – e em
alguma medida como resposta __ essas tendências – intelectuais e responsáveis por políticas
públicas de educação se dedicaram a propor medidas práticas visando superar ou, ao menos,
atenuar os efeitos dessa dinâmica de reprodução das desigualdades sociais. Seus programas de
ação passaram, então, a sugerir __ necessidade de uma ruptura com os formalismos da cultura
escolar e a adoção de um currículo mais adaptado aos alunos oriundos das classes populares.
......, a despeito da inegável pertinência de algumas das medidas então propostas, como a
abertura do currículo escolar a diferentes manifestações culturais, os efeitos da recepção
pedagógica das teses que assumem o caráter reprodutor do sistema escolar e os resultados das
políticas públicas que tomaram como sua tarefa eliminá-lo ou, ao menos atenuá-lo, não .......
sido muito animadores. Por um lado, a convicção de que a escola privilegia os privilegiados parece
ter tido entre muitos professores um efeito paradoxal: naturalizou o “fracasso” de seus alunos,
atribuindo __ suas condições sociais e econômicas as causas de suas supostas dificuldades,
transformando, assim, a explicação de um fenômeno social em um destino educacional
inexorável. Por outro, a explicitação dos fatores implícitos no êxito escolar dos herdeiros do capital
cultural gerou uma corrida para transformar seus habitus e modos específicos de socialização em
novos objetos de uma aprendizagem pedagogicamente controlada, agravando, em alguns casos,
as desigualdades entre o desempenho de alunos das redes privada e pública.
Em face de um quadro como esse, parece-me que é chegada a ...... de se tecer um discurso
alternativo que, a um só tempo, reconheça a crítica, mas a ela anteponha uma nova forma de
pensar o compromisso da escola para com a igualdade. Uma igualdade que não se conceba como
um resultado exterior ao próprio processo de escolarização, que não se forje pela escola, mas
que se possa construir na escola; que não seja uma promessa para um futuro, mas uma
experiência do presente.
Adaptado de: http://www.revistaeducacao.com.br/escola-e-igualdade-3/
I. ‘Sua’ (l.03) refere-se à recepção das teses de Bourdieu e Passeron. II. O pronome ‘ela’ (l.11) retoma ‘a popularização dessa tese’ (l.10). III. ‘ela’ (l.33) retoma ‘crítica’ (l.33).
Quais estão corretas?
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Escola e igualdade
Embora pouco lidas em suas versões originais, as teses de Bourdieu e Passeron acerca do
caráter reprodutor do sistema escolar tiveram um impacto bastante significativo nos discursos
educacionais brasileiros. Sua recepção, consolidada a partir do final do século passado,
generalizou a convicção entre os profissionais da educação de que a escola privilegia os
privilegiados, transformando uma herança cultural de classe em capital cultural escolarmente
rentável. Noutras palavras, o desempenho escolar das crianças – mostraram-nos suas pesquisas
– vincula-se menos a seus supostos dons pessoais do que à familiaridade que ....... com a cultura
das instituições escolares, com seus hábitos, valores e práticas. Uma familiaridade, em geral,
cultivada no ambiente privado e familiar.
Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas
distintas, mas que são solidárias. Por um lado, ela resultou no surgimento de uma visão cética –
ou mesmo niilista – para a qual a identificação da escola com os ideais de emancipação pessoal
e de igualdade de oportunidades não passaria de um ardil ideológico cujo verdadeiro objetivo
seria dissimular as estruturas de dominação e reprodução de privilégios. Paralelamente – e em
alguma medida como resposta __ essas tendências – intelectuais e responsáveis por políticas
públicas de educação se dedicaram a propor medidas práticas visando superar ou, ao menos,
atenuar os efeitos dessa dinâmica de reprodução das desigualdades sociais. Seus programas de
ação passaram, então, a sugerir __ necessidade de uma ruptura com os formalismos da cultura
escolar e a adoção de um currículo mais adaptado aos alunos oriundos das classes populares.
......, a despeito da inegável pertinência de algumas das medidas então propostas, como a
abertura do currículo escolar a diferentes manifestações culturais, os efeitos da recepção
pedagógica das teses que assumem o caráter reprodutor do sistema escolar e os resultados das
políticas públicas que tomaram como sua tarefa eliminá-lo ou, ao menos atenuá-lo, não .......
sido muito animadores. Por um lado, a convicção de que a escola privilegia os privilegiados parece
ter tido entre muitos professores um efeito paradoxal: naturalizou o “fracasso” de seus alunos,
atribuindo __ suas condições sociais e econômicas as causas de suas supostas dificuldades,
transformando, assim, a explicação de um fenômeno social em um destino educacional
inexorável. Por outro, a explicitação dos fatores implícitos no êxito escolar dos herdeiros do capital
cultural gerou uma corrida para transformar seus habitus e modos específicos de socialização em
novos objetos de uma aprendizagem pedagogicamente controlada, agravando, em alguns casos,
as desigualdades entre o desempenho de alunos das redes privada e pública.
Em face de um quadro como esse, parece-me que é chegada a ...... de se tecer um discurso
alternativo que, a um só tempo, reconheça a crítica, mas a ela anteponha uma nova forma de
pensar o compromisso da escola para com a igualdade. Uma igualdade que não se conceba como
um resultado exterior ao próprio processo de escolarização, que não se forje pela escola, mas
que se possa construir na escola; que não seja uma promessa para um futuro, mas uma
experiência do presente.
Adaptado de: http://www.revistaeducacao.com.br/escola-e-igualdade-3/
No contexto em que ocorre, a locução adverbial ‘Grosso modo’ significa:
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Escola e igualdade
Embora pouco lidas em suas versões originais, as teses de Bourdieu e Passeron acerca do
caráter reprodutor do sistema escolar tiveram um impacto bastante significativo nos discursos
educacionais brasileiros. Sua recepção, consolidada a partir do final do século passado,
generalizou a convicção entre os profissionais da educação de que a escola privilegia os
privilegiados, transformando uma herança cultural de classe em capital cultural escolarmente
rentável. Noutras palavras, o desempenho escolar das crianças – mostraram-nos suas pesquisas
– vincula-se menos a seus supostos dons pessoais do que à familiaridade que ....... com a cultura
das instituições escolares, com seus hábitos, valores e práticas. Uma familiaridade, em geral,
cultivada no ambiente privado e familiar.
Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas
distintas, mas que são solidárias. Por um lado, ela resultou no surgimento de uma visão cética –
ou mesmo niilista – para a qual a identificação da escola com os ideais de emancipação pessoal
e de igualdade de oportunidades não passaria de um ardil ideológico cujo verdadeiro objetivo
seria dissimular as estruturas de dominação e reprodução de privilégios. Paralelamente – e em
alguma medida como resposta __ essas tendências – intelectuais e responsáveis por políticas
públicas de educação se dedicaram a propor medidas práticas visando superar ou, ao menos,
atenuar os efeitos dessa dinâmica de reprodução das desigualdades sociais. Seus programas de
ação passaram, então, a sugerir __ necessidade de uma ruptura com os formalismos da cultura
escolar e a adoção de um currículo mais adaptado aos alunos oriundos das classes populares.
......, a despeito da inegável pertinência de algumas das medidas então propostas, como a
abertura do currículo escolar a diferentes manifestações culturais, os efeitos da recepção
pedagógica das teses que assumem o caráter reprodutor do sistema escolar e os resultados das
políticas públicas que tomaram como sua tarefa eliminá-lo ou, ao menos atenuá-lo, não .......
sido muito animadores. Por um lado, a convicção de que a escola privilegia os privilegiados parece
ter tido entre muitos professores um efeito paradoxal: naturalizou o “fracasso” de seus alunos,
atribuindo __ suas condições sociais e econômicas as causas de suas supostas dificuldades,
transformando, assim, a explicação de um fenômeno social em um destino educacional
inexorável. Por outro, a explicitação dos fatores implícitos no êxito escolar dos herdeiros do capital
cultural gerou uma corrida para transformar seus habitus e modos específicos de socialização em
novos objetos de uma aprendizagem pedagogicamente controlada, agravando, em alguns casos,
as desigualdades entre o desempenho de alunos das redes privada e pública.
Em face de um quadro como esse, parece-me que é chegada a ...... de se tecer um discurso
alternativo que, a um só tempo, reconheça a crítica, mas a ela anteponha uma nova forma de
pensar o compromisso da escola para com a igualdade. Uma igualdade que não se conceba como
um resultado exterior ao próprio processo de escolarização, que não se forje pela escola, mas
que se possa construir na escola; que não seja uma promessa para um futuro, mas uma
experiência do presente.
Adaptado de: http://www.revistaeducacao.com.br/escola-e-igualdade-3/
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Escola e igualdade
Embora pouco lidas em suas versões originais, as teses de Bourdieu e Passeron acerca do
caráter reprodutor do sistema escolar tiveram um impacto bastante significativo nos discursos
educacionais brasileiros. Sua recepção, consolidada a partir do final do século passado,
generalizou a convicção entre os profissionais da educação de que a escola privilegia os
privilegiados, transformando uma herança cultural de classe em capital cultural escolarmente
rentável. Noutras palavras, o desempenho escolar das crianças – mostraram-nos suas pesquisas
– vincula-se menos a seus supostos dons pessoais do que à familiaridade que ....... com a cultura
das instituições escolares, com seus hábitos, valores e práticas. Uma familiaridade, em geral,
cultivada no ambiente privado e familiar.
Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas
distintas, mas que são solidárias. Por um lado, ela resultou no surgimento de uma visão cética –
ou mesmo niilista – para a qual a identificação da escola com os ideais de emancipação pessoal
e de igualdade de oportunidades não passaria de um ardil ideológico cujo verdadeiro objetivo
seria dissimular as estruturas de dominação e reprodução de privilégios. Paralelamente – e em
alguma medida como resposta __ essas tendências – intelectuais e responsáveis por políticas
públicas de educação se dedicaram a propor medidas práticas visando superar ou, ao menos,
atenuar os efeitos dessa dinâmica de reprodução das desigualdades sociais. Seus programas de
ação passaram, então, a sugerir __ necessidade de uma ruptura com os formalismos da cultura
escolar e a adoção de um currículo mais adaptado aos alunos oriundos das classes populares.
......, a despeito da inegável pertinência de algumas das medidas então propostas, como a
abertura do currículo escolar a diferentes manifestações culturais, os efeitos da recepção
pedagógica das teses que assumem o caráter reprodutor do sistema escolar e os resultados das
políticas públicas que tomaram como sua tarefa eliminá-lo ou, ao menos atenuá-lo, não .......
sido muito animadores. Por um lado, a convicção de que a escola privilegia os privilegiados parece
ter tido entre muitos professores um efeito paradoxal: naturalizou o “fracasso” de seus alunos,
atribuindo __ suas condições sociais e econômicas as causas de suas supostas dificuldades,
transformando, assim, a explicação de um fenômeno social em um destino educacional
inexorável. Por outro, a explicitação dos fatores implícitos no êxito escolar dos herdeiros do capital
cultural gerou uma corrida para transformar seus habitus e modos específicos de socialização em
novos objetos de uma aprendizagem pedagogicamente controlada, agravando, em alguns casos,
as desigualdades entre o desempenho de alunos das redes privada e pública.
Em face de um quadro como esse, parece-me que é chegada a ...... de se tecer um discurso
alternativo que, a um só tempo, reconheça a crítica, mas a ela anteponha uma nova forma de
pensar o compromisso da escola para com a igualdade. Uma igualdade que não se conceba como
um resultado exterior ao próprio processo de escolarização, que não se forje pela escola, mas
que se possa construir na escola; que não seja uma promessa para um futuro, mas uma
experiência do presente.
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( ) Os travessões das linhas 06 e 07 poderiam ser substituídos por parênteses sem acarretar incorreções à frase. ( ) As vírgulas das linhas 06 e 11 (segunda ocorrência) são empregadas em função do mesmo motivo. ( ) A vírgula da linha 21 separa termos justapostos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é:
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Embora pouco lidas em suas versões originais, as teses de Bourdieu e Passeron acerca do
caráter reprodutor do sistema escolar tiveram um impacto bastante significativo nos discursos
educacionais brasileiros. Sua recepção, consolidada a partir do final do século passado,
generalizou a convicção entre os profissionais da educação de que a escola privilegia os
privilegiados, transformando uma herança cultural de classe em capital cultural escolarmente
rentável. Noutras palavras, o desempenho escolar das crianças – mostraram-nos suas pesquisas
– vincula-se menos a seus supostos dons pessoais do que à familiaridade que ....... com a cultura
das instituições escolares, com seus hábitos, valores e práticas. Uma familiaridade, em geral,
cultivada no ambiente privado e familiar.
Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas
distintas, mas que são solidárias. Por um lado, ela resultou no surgimento de uma visão cética –
ou mesmo niilista – para a qual a identificação da escola com os ideais de emancipação pessoal
e de igualdade de oportunidades não passaria de um ardil ideológico cujo verdadeiro objetivo
seria dissimular as estruturas de dominação e reprodução de privilégios. Paralelamente – e em
alguma medida como resposta __ essas tendências – intelectuais e responsáveis por políticas
públicas de educação se dedicaram a propor medidas práticas visando superar ou, ao menos,
atenuar os efeitos dessa dinâmica de reprodução das desigualdades sociais. Seus programas de
ação passaram, então, a sugerir __ necessidade de uma ruptura com os formalismos da cultura
escolar e a adoção de um currículo mais adaptado aos alunos oriundos das classes populares.
......, a despeito da inegável pertinência de algumas das medidas então propostas, como a
abertura do currículo escolar a diferentes manifestações culturais, os efeitos da recepção
pedagógica das teses que assumem o caráter reprodutor do sistema escolar e os resultados das
políticas públicas que tomaram como sua tarefa eliminá-lo ou, ao menos atenuá-lo, não .......
sido muito animadores. Por um lado, a convicção de que a escola privilegia os privilegiados parece
ter tido entre muitos professores um efeito paradoxal: naturalizou o “fracasso” de seus alunos,
atribuindo __ suas condições sociais e econômicas as causas de suas supostas dificuldades,
transformando, assim, a explicação de um fenômeno social em um destino educacional
inexorável. Por outro, a explicitação dos fatores implícitos no êxito escolar dos herdeiros do capital
cultural gerou uma corrida para transformar seus habitus e modos específicos de socialização em
novos objetos de uma aprendizagem pedagogicamente controlada, agravando, em alguns casos,
as desigualdades entre o desempenho de alunos das redes privada e pública.
Em face de um quadro como esse, parece-me que é chegada a ...... de se tecer um discurso
alternativo que, a um só tempo, reconheça a crítica, mas a ela anteponha uma nova forma de
pensar o compromisso da escola para com a igualdade. Uma igualdade que não se conceba como
um resultado exterior ao próprio processo de escolarização, que não se forje pela escola, mas
que se possa construir na escola; que não seja uma promessa para um futuro, mas uma
experiência do presente.
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I. Tem 10 letras e 9 fonemas. II. Possui um dígrafo. III. Possui um encontro consonantal. IV. ‘dissimulado’ pertence à mesma família de palavras.
Quais estão corretas?
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- MorfologiaAdjetivos
- MorfologiaAdvérbios
- MorfologiaPreposições
- MorfologiaPronomes
- MorfologiaSubstantivos
Escola e igualdade
Embora pouco lidas em suas versões originais, as teses de Bourdieu e Passeron acerca do
caráter reprodutor do sistema escolar tiveram um impacto bastante significativo nos discursos
educacionais brasileiros. Sua recepção, consolidada a partir do final do século passado,
generalizou a convicção entre os profissionais da educação de que a escola privilegia os
privilegiados, transformando uma herança cultural de classe em capital cultural escolarmente
rentável. Noutras palavras, o desempenho escolar das crianças – mostraram-nos suas pesquisas
– vincula-se menos a seus supostos dons pessoais do que à familiaridade que ....... com a cultura
das instituições escolares, com seus hábitos, valores e práticas. Uma familiaridade, em geral,
cultivada no ambiente privado e familiar.
Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas
distintas, mas que são solidárias. Por um lado, ela resultou no surgimento de uma visão cética –
ou mesmo niilista – para a qual a identificação da escola com os ideais de emancipação pessoal
e de igualdade de oportunidades não passaria de um ardil ideológico cujo verdadeiro objetivo
seria dissimular as estruturas de dominação e reprodução de privilégios. Paralelamente – e em
alguma medida como resposta __ essas tendências – intelectuais e responsáveis por políticas
públicas de educação se dedicaram a propor medidas práticas visando superar ou, ao menos,
atenuar os efeitos dessa dinâmica de reprodução das desigualdades sociais. Seus programas de
ação passaram, então, a sugerir __ necessidade de uma ruptura com os formalismos da cultura
escolar e a adoção de um currículo mais adaptado aos alunos oriundos das classes populares.
......, a despeito da inegável pertinência de algumas das medidas então propostas, como a
abertura do currículo escolar a diferentes manifestações culturais, os efeitos da recepção
pedagógica das teses que assumem o caráter reprodutor do sistema escolar e os resultados das
políticas públicas que tomaram como sua tarefa eliminá-lo ou, ao menos atenuá-lo, não .......
sido muito animadores. Por um lado, a convicção de que a escola privilegia os privilegiados parece
ter tido entre muitos professores um efeito paradoxal: naturalizou o “fracasso” de seus alunos,
atribuindo __ suas condições sociais e econômicas as causas de suas supostas dificuldades,
transformando, assim, a explicação de um fenômeno social em um destino educacional
inexorável. Por outro, a explicitação dos fatores implícitos no êxito escolar dos herdeiros do capital
cultural gerou uma corrida para transformar seus habitus e modos específicos de socialização em
novos objetos de uma aprendizagem pedagogicamente controlada, agravando, em alguns casos,
as desigualdades entre o desempenho de alunos das redes privada e pública.
Em face de um quadro como esse, parece-me que é chegada a ...... de se tecer um discurso
alternativo que, a um só tempo, reconheça a crítica, mas a ela anteponha uma nova forma de
pensar o compromisso da escola para com a igualdade. Uma igualdade que não se conceba como
um resultado exterior ao próprio processo de escolarização, que não se forje pela escola, mas
que se possa construir na escola; que não seja uma promessa para um futuro, mas uma
experiência do presente.
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Embora pouco lidas em suas versões originais, as teses de Bourdieu e Passeron acerca do
caráter reprodutor do sistema escolar tiveram um impacto bastante significativo nos discursos
educacionais brasileiros. Sua recepção, consolidada a partir do final do século passado,
generalizou a convicção entre os profissionais da educação de que a escola privilegia os
privilegiados, transformando uma herança cultural de classe em capital cultural escolarmente
rentável. Noutras palavras, o desempenho escolar das crianças – mostraram-nos suas pesquisas
– vincula-se menos a seus supostos dons pessoais do que à familiaridade que ....... com a cultura
das instituições escolares, com seus hábitos, valores e práticas. Uma familiaridade, em geral,
cultivada no ambiente privado e familiar.
Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas
distintas, mas que são solidárias. Por um lado, ela resultou no surgimento de uma visão cética –
ou mesmo niilista – para a qual a identificação da escola com os ideais de emancipação pessoal
e de igualdade de oportunidades não passaria de um ardil ideológico cujo verdadeiro objetivo
seria dissimular as estruturas de dominação e reprodução de privilégios. Paralelamente – e em
alguma medida como resposta __ essas tendências – intelectuais e responsáveis por políticas
públicas de educação se dedicaram a propor medidas práticas visando superar ou, ao menos,
atenuar os efeitos dessa dinâmica de reprodução das desigualdades sociais. Seus programas de
ação passaram, então, a sugerir __ necessidade de uma ruptura com os formalismos da cultura
escolar e a adoção de um currículo mais adaptado aos alunos oriundos das classes populares.
......, a despeito da inegável pertinência de algumas das medidas então propostas, como a
abertura do currículo escolar a diferentes manifestações culturais, os efeitos da recepção
pedagógica das teses que assumem o caráter reprodutor do sistema escolar e os resultados das
políticas públicas que tomaram como sua tarefa eliminá-lo ou, ao menos atenuá-lo, não .......
sido muito animadores. Por um lado, a convicção de que a escola privilegia os privilegiados parece
ter tido entre muitos professores um efeito paradoxal: naturalizou o “fracasso” de seus alunos,
atribuindo __ suas condições sociais e econômicas as causas de suas supostas dificuldades,
transformando, assim, a explicação de um fenômeno social em um destino educacional
inexorável. Por outro, a explicitação dos fatores implícitos no êxito escolar dos herdeiros do capital
cultural gerou uma corrida para transformar seus habitus e modos específicos de socialização em
novos objetos de uma aprendizagem pedagogicamente controlada, agravando, em alguns casos,
as desigualdades entre o desempenho de alunos das redes privada e pública.
Em face de um quadro como esse, parece-me que é chegada a ...... de se tecer um discurso
alternativo que, a um só tempo, reconheça a crítica, mas a ela anteponha uma nova forma de
pensar o compromisso da escola para com a igualdade. Uma igualdade que não se conceba como
um resultado exterior ao próprio processo de escolarização, que não se forje pela escola, mas
que se possa construir na escola; que não seja uma promessa para um futuro, mas uma
experiência do presente.
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I. As palavras ‘inegável’ e ‘caráter’ são acentuadas em função da mesma regra. II. As palavras ‘século’ e ‘cética’ são acentuadas por serem proparoxítonas. III. Se o acento das palavras ‘êxito’ e ‘solidárias’ fosse retirado, ambas as palavras continuariam existindo na língua portuguesa, mas assumiriam outra classe gramatical.
Quais estão corretas?
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Embora pouco lidas em suas versões originais, as teses de Bourdieu e Passeron acerca do
caráter reprodutor do sistema escolar tiveram um impacto bastante significativo nos discursos
educacionais brasileiros. Sua recepção, consolidada a partir do final do século passado,
generalizou a convicção entre os profissionais da educação de que a escola privilegia os
privilegiados, transformando uma herança cultural de classe em capital cultural escolarmente
rentável. Noutras palavras, o desempenho escolar das crianças – mostraram-nos suas pesquisas
– vincula-se menos a seus supostos dons pessoais do que à familiaridade que ....... com a cultura
das instituições escolares, com seus hábitos, valores e práticas. Uma familiaridade, em geral,
cultivada no ambiente privado e familiar.
Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas
distintas, mas que são solidárias. Por um lado, ela resultou no surgimento de uma visão cética –
ou mesmo niilista – para a qual a identificação da escola com os ideais de emancipação pessoal
e de igualdade de oportunidades não passaria de um ardil ideológico cujo verdadeiro objetivo
seria dissimular as estruturas de dominação e reprodução de privilégios. Paralelamente – e em
alguma medida como resposta __ essas tendências – intelectuais e responsáveis por políticas
públicas de educação se dedicaram a propor medidas práticas visando superar ou, ao menos,
atenuar os efeitos dessa dinâmica de reprodução das desigualdades sociais. Seus programas de
ação passaram, então, a sugerir __ necessidade de uma ruptura com os formalismos da cultura
escolar e a adoção de um currículo mais adaptado aos alunos oriundos das classes populares.
......, a despeito da inegável pertinência de algumas das medidas então propostas, como a
abertura do currículo escolar a diferentes manifestações culturais, os efeitos da recepção
pedagógica das teses que assumem o caráter reprodutor do sistema escolar e os resultados das
políticas públicas que tomaram como sua tarefa eliminá-lo ou, ao menos atenuá-lo, não .......
sido muito animadores. Por um lado, a convicção de que a escola privilegia os privilegiados parece
ter tido entre muitos professores um efeito paradoxal: naturalizou o “fracasso” de seus alunos,
atribuindo __ suas condições sociais e econômicas as causas de suas supostas dificuldades,
transformando, assim, a explicação de um fenômeno social em um destino educacional
inexorável. Por outro, a explicitação dos fatores implícitos no êxito escolar dos herdeiros do capital
cultural gerou uma corrida para transformar seus habitus e modos específicos de socialização em
novos objetos de uma aprendizagem pedagogicamente controlada, agravando, em alguns casos,
as desigualdades entre o desempenho de alunos das redes privada e pública.
Em face de um quadro como esse, parece-me que é chegada a ...... de se tecer um discurso
alternativo que, a um só tempo, reconheça a crítica, mas a ela anteponha uma nova forma de
pensar o compromisso da escola para com a igualdade. Uma igualdade que não se conceba como
um resultado exterior ao próprio processo de escolarização, que não se forje pela escola, mas
que se possa construir na escola; que não seja uma promessa para um futuro, mas uma
experiência do presente.
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Coluna 1 1. Artigo. 2. Numeral. 3. Conjunção. 4. Advérbio. 5. Preposição.
Coluna 2 ( ) Embora (l.01). ( ) um (l.02). ( ) menos (l.07). ( ) como (l.34).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
O medo de ser nós
01 __Neste ano que passou, redescobri o prazer de usar a palavra nós. Ao mesmo tempo, fui
02 lembrado de como é difícil deixar de ser eu – e me ocorreu, numa noite de angústia, que talvez
03 nisso resida uma das dificuldades secretas dos relacionamentos.
04 __No começo, quando a gente conhece alguém, é delicioso se confundir com ele ou com ela –
05 nas opiniões, no corpo, nas emoções que parecem nascer idênticas. Infelizmente, esse
06 momento passa rápido.
07 __Assim que o convívio se prolonga e os sentimentos se aprofundam, é possível perceber,
08 dentro de nós, sinais de ................... . Nossa personalidade – livre na solidão, senhora de si
09 na ausência do outro – começa a se inquietar com a influência externa poderosa, que se mistura
10 ______ que somos e que de alguma forma nos ameaça.
11 __Muitos romances terminam aí, precocemente, quando alguém reage em pânico ___
12 possibilidade de ser engolido ou controlado pelo outro.
13 __Existe algo em nós que se exaspera ao perceber que a outra pessoa, de alguma forma, vai
14 se tornando parte do que somos: ela habita nossos sonhos, povoa nossas preocupações e
15 preenche as horas de nossos dias. Viver sem ela parece impossível. Viver com ela nos inquieta.
16 __A indústria do amor nos faz crer que todo mundo está louco para ter uma experiência como
17 essa, mas não é verdade. Muita gente não está preparada para ter alguém tão perto de si.
18 Muitos se sentem profundamente ................... em abrir sua intimidade ou penetrar ___
19 intimidade dos outros.
20 __Como eu disse no início, é difícil deixar de ser eu para ser nós. Alguém dirá, com razão, que
21 essa mudança não é sequer desejável, e estará certo. Ninguém deveria deixar de ser o que é
22 para se tornar parte de uma entidade híbrida de duas pessoas. Ou, ainda pior, para subjugar-se
23 voluntariamente ___ personalidade do outro.
24 __Entretanto, a intensidade conjugal depende de que algo dessa natureza escandalosa
25 aconteça no interior do relacionamento. Se uma das partes do casal não abdicar de um pedaço
26 importante de si, se os dois não entregarem algo valioso em sacrifício, a união não acontece. É
27 preciso haver uma fusão parcial de almas, atada no mais profundo inconsciente, para que duas
28 pessoas se constituam verdadeiramente como casal. Do contrário, dividirão a mesma casa e a
29 mesma cama, poderão até estar casadas e ter filhos, mas serão apenas indivíduos que vivem
30 juntos. Faltará a esse arranjo o alicerce emocional que torna as relações ....................... .
31 __Dá para entender o que eu estou dizendo?
32 __No início de um relacionamento, e mesmo depois que ele avança, é comum que a gente olhe
33 para a parceira ou o parceiro e tenha – do nada, subitamente – uma dolorosa sensação de
34 estranheza. Quem é essa pessoa? O que ela está fazendo aqui? O que eu estou fazendo aqui?
35 Esses segundos de perplexidade, que nunca são inteiramente superados, e que sempre nos
36 assustam, revelam um pedaço de nós que insiste em permanecer singular, e que não reconhece
37 ou não admite a existência do outro, embora anseie secretamente por fundir-se com ele.
38 __Essa resistência interior tem de ser quebrada para que a gente forme uma unidade conjugal,
39 para que seja superado o medo da aniquilação amorosa.
40 __Se existe um jeito fácil de superar essa barreira, eu desconheço. O que acho possível é
41 tentar permanecer aberto aos sentimentos que o outro nos provoca, permitindo que eles
42 cresçam e se aprofundem mesmo quando nos apavoram. Num tempo de gente tão prática, de
43 relações humanas superficiais e utilitárias, acho bonita a ideia de se perder no outro e ser um
44 com ele ou com ela. Ou, posto de outra forma, a gente precisa perder o medo de ser nós para
45 entender, verdadeiramente, o que significa ser eu.
(Fonte: http://epoca.globo.com/sociedade/ivan-martins/noticia/2018/01/o-medo-de-ser-nos.html - texto adaptado
A respeito da grafia de palavras do texto, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 08, 18 e 30.
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