Foram encontradas 505 questões.
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
O medo de ser nós
01 __Neste ano que passou, redescobri o prazer de usar a palavra nós. Ao mesmo tempo, fui
02 lembrado de como é difícil deixar de ser eu – e me ocorreu, numa noite de angústia, que talvez
03 nisso resida uma das dificuldades secretas dos relacionamentos.
04 __No começo, quando a gente conhece alguém, é delicioso se confundir com ele ou com ela –
05 nas opiniões, no corpo, nas emoções que parecem nascer idênticas. Infelizmente, esse
06 momento passa rápido.
07 __Assim que o convívio se prolonga e os sentimentos se aprofundam, é possível perceber,
08 dentro de nós, sinais de ................... . Nossa personalidade – livre na solidão, senhora de si
09 na ausência do outro – começa a se inquietar com a influência externa poderosa, que se mistura
10 ______ que somos e que de alguma forma nos ameaça.
11 __Muitos romances terminam aí, precocemente, quando alguém reage em pânico ___
12 possibilidade de ser engolido ou controlado pelo outro.
13 __Existe algo em nós que se exaspera ao perceber que a outra pessoa, de alguma forma, vai
14 se tornando parte do que somos: ela habita nossos sonhos, povoa nossas preocupações e
15 preenche as horas de nossos dias. Viver sem ela parece impossível. Viver com ela nos inquieta.
16 __A indústria do amor nos faz crer que todo mundo está louco para ter uma experiência como
17 essa, mas não é verdade. Muita gente não está preparada para ter alguém tão perto de si.
18 Muitos se sentem profundamente ................... em abrir sua intimidade ou penetrar ___
19 intimidade dos outros.
20 __Como eu disse no início, é difícil deixar de ser eu para ser nós. Alguém dirá, com razão, que
21 essa mudança não é sequer desejável, e estará certo. Ninguém deveria deixar de ser o que é
22 para se tornar parte de uma entidade híbrida de duas pessoas. Ou, ainda pior, para subjugar-se
23 voluntariamente ___ personalidade do outro.
24 __Entretanto, a intensidade conjugal depende de que algo dessa natureza escandalosa
25 aconteça no interior do relacionamento. Se uma das partes do casal não abdicar de um pedaço
26 importante de si, se os dois não entregarem algo valioso em sacrifício, a união não acontece. É
27 preciso haver uma fusão parcial de almas, atada no mais profundo inconsciente, para que duas
28 pessoas se constituam verdadeiramente como casal. Do contrário, dividirão a mesma casa e a
29 mesma cama, poderão até estar casadas e ter filhos, mas serão apenas indivíduos que vivem
30 juntos. Faltará a esse arranjo o alicerce emocional que torna as relações ....................... .
31 __Dá para entender o que eu estou dizendo?
32 __No início de um relacionamento, e mesmo depois que ele avança, é comum que a gente olhe
33 para a parceira ou o parceiro e tenha – do nada, subitamente – uma dolorosa sensação de
34 estranheza. Quem é essa pessoa? O que ela está fazendo aqui? O que eu estou fazendo aqui?
35 Esses segundos de perplexidade, que nunca são inteiramente superados, e que sempre nos
36 assustam, revelam um pedaço de nós que insiste em permanecer singular, e que não reconhece
37 ou não admite a existência do outro, embora anseie secretamente por fundir-se com ele.
38 __Essa resistência interior tem de ser quebrada para que a gente forme uma unidade conjugal,
39 para que seja superado o medo da aniquilação amorosa.
40 __Se existe um jeito fácil de superar essa barreira, eu desconheço. O que acho possível é
41 tentar permanecer aberto aos sentimentos que o outro nos provoca, permitindo que eles
42 cresçam e se aprofundem mesmo quando nos apavoram. Num tempo de gente tão prática, de
43 relações humanas superficiais e utilitárias, acho bonita a ideia de se perder no outro e ser um
44 com ele ou com ela. Ou, posto de outra forma, a gente precisa perder o medo de ser nós para
45 entender, verdadeiramente, o que significa ser eu.
(Fonte: http://epoca.globo.com/sociedade/ivan-martins/noticia/2018/01/o-medo-de-ser-nos.html - texto adaptado
Em relação ao texto, analise as seguintes assertivas:
I. O autor afirma que as pessoas que têm pensamentos mais egoístas não são capazes de ter uma união estável, já que não conseguem pensar no próximo.
II. Para se ter uma união bem-sucedida, uma união de verdade com outra pessoa, o autor sugere que ambos devam abrir mão de um pouco de si.
III. De acordo com o autor, a maior dificuldade em um relacionamento é conviver com a angústia sem prejudicar o seu parceiro.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Só acredito em você se...
- Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
- contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
- mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
- indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
- mundo.
- Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
- DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
- Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
- dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
- único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
- autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
- atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
- fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
- operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
- climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
- gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
- empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
- dessas teorias ______ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
- visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ______ suas posturas por considerarem que _____
- do lado inimigo.
- O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
- dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
- Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
- já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
- a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
- “continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
- sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
- alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
- quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
- Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
- por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
- milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
- às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
- escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
- defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
- extremos opostos da base da pirâmide.
- Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
- Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
- situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
- percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
- sua visão de mundo ou de si mesmos.”
- Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
- podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
- manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
- detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
- possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
- interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
- Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
- possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
(Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 07, 16 e 40 (duas ocorrências).
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Só acredito em você se...
Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
mundo.
Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
dessas teorias ____ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ___ suas posturas por considerarem que _____
do lado inimigo.
O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
“continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
extremos opostos da base da pirâmide.
Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
sua visão de mundo ou de si mesmos.”
Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado
A respeito da grafia de palavras do texto, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 24, 28 e 34.
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Só acredito em você se...
Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
mundo.
Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
dessas teorias ____ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ___ suas posturas por considerarem que _____
do lado inimigo.
O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
“continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
extremos opostos da base da pirâmide.
Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
sua visão de mundo ou de si mesmos.”
Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado
Analise as assertivas a seguir a respeito do significado de palavras do texto:
I. O vocábulo ‘laicos’ (l.07) significa não religiosos.
II. A palavra ‘dissonância’ (l.22) é o mesmo que falta de coerência entre duas ou mais coisas.
III. A expressão ‘à margem’ (l.44) poderia ser substituída por ‘de lado’ sem acarretar nenhum tipo de incorreção.
Quais estão corretas?
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Só acredito em você se...
Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
mundo.
Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
dessas teorias ____ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ___ suas posturas por considerarem que _____
do lado inimigo.
O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
“continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
extremos opostos da base da pirâmide.
Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
sua visão de mundo ou de si mesmos.”
Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado
Analise as seguintes possibilidades de reescrita da seguinte frase retirada do texto: “a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o indivíduo reafirma as suas opiniões.” (l.03-04).
I. A impressão dada é que, ouvindo provas esmagadoras, o indivíduo reafirma as suas opiniões contra aquilo que acredita.
II. A impressão que dá é que o indivíduo reafirma as suas opiniões ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita.
III. Ao ouvir aquilo que acredita, o indivíduo reafirma as suas opiniões.
Quais estão corretas?
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Só acredito em você se...
Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
mundo.
Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
dessas teorias ____ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ___ suas posturas por considerarem que _____
do lado inimigo.
O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
“continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
extremos opostos da base da pirâmide.
Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
sua visão de mundo ou de si mesmos.”
Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado
Analise as seguintes propostas de substituição de palavras do texto:
I. Troca de ‘a fim’ (l.14) para ‘com o propósito’.
II. Alteração de ‘se deve’ (l.21) para ‘é devido’.
III. Substituição de ‘chamaram’ (l.39) por ‘identificaram’.
Quais mantêm a sintaxe adequada do período em que ocorrem?
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Só acredito em você se...
Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
mundo.
Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
dessas teorias ____ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ___ suas posturas por considerarem que _____
do lado inimigo.
O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
“continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
extremos opostos da base da pirâmide.
Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
sua visão de mundo ou de si mesmos.”
Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado
Considerando a pontuação do texto, analise as seguintes assertivas:
I. Se substituíssemos os dois-pontos da linha 03 por vírgula, não haveria necessidade de nenhum outro ajuste no período.
II. A vírgula da linha 31 (segunda ocorrência) introduz um aposto.
III. Considerando os adequados ajustes, a substituição dos parênteses da linha 31 por vírgulas não implicaria incorreção à frase.
Quais estão corretas?
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Só acredito em você se...
Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
mundo.
Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
dessas teorias ____ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ___ suas posturas por considerarem que _____
do lado inimigo.
O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
“continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
extremos opostos da base da pirâmide.
Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
sua visão de mundo ou de si mesmos.”
Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado
A respeito da formação de palavras do texto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1. Derivação prefixal.
2. Derivação sufixal.
3. Derivação regressiva.
4. Composição por justaposição.
Coluna 2
( ) Experimentos.
( ) Espaçonave.
( ) Fraude.
( ) Farmacêuticos.
( ) Reconhecer.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Só acredito em você se...
Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
mundo.
Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
dessas teorias ____ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ___ suas posturas por considerarem que _____
do lado inimigo.
O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
“continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
extremos opostos da base da pirâmide.
Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
sua visão de mundo ou de si mesmos.”
Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado
Analise as assertivas abaixo a respeito da acentuação de palavras do texto:
I. As palavras ‘já’ e ‘até’ classificam-se como monossílabos tônicos.
II. As palavras ‘público’ e ‘dá’, se retirados os acentos, assumem outra classe gramatical.
III. As palavras ‘fósseis’ e ‘edifícios’ são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo.
Quais estão INCORRETAS?
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Só acredito em você se...
Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
mundo.
Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
dessas teorias ____ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ___ suas posturas por considerarem que _____
do lado inimigo.
O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
“continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
extremos opostos da base da pirâmide.
Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
sua visão de mundo ou de si mesmos.”
Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado
A respeito dos pronomes no texto, analise as assertivas abaixo:
I. O pronome ‘suas’ (l.04) faz referência a ‘pessoas sempre mudam de opinião’ (l.01).
II. O pronome ‘os’ (l.09) retoma aos ‘inimigos das vacinas’ (l.08).
III. O pronome ‘seu’ (l.10) faz referência a ‘estudo’ (l.10).
IV. O pronome ‘-los’ (l.32) refere-se a ‘fatos’ (l.32).
Quais estão corretas?
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