Foram encontradas 1.714 questões.
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder às questões de números 01 a 09.
Assim nasce uma canção
Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos.
Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família.
Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou-se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção.
Vê? Estão voltando as flores!
Vê? Um novo céu se abrindo!
Vê? Como é bonita a vida!
Vê? Há esperança ainda!
Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta.
Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso.
(Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce-uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980)
* Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965.
Caso os dois primeiros versos da canção expressassem uma suposição, deveriam ser reescritos da seguinte forma:
Provas
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder às questões de números 01 a 09.
Assim nasce uma canção
Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos.
Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família.
Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou-se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção.
Vê? Estão voltando as flores!
Vê? Um novo céu se abrindo!
Vê? Como é bonita a vida!
Vê? Há esperança ainda!
Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta.
Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso.
(Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce-uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980)
* Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965.
Na última frase do texto – Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso. –, o termo destacado traz uma ressalva em relação às ideias expostas anteriormente. A mesma situação ocorre com termo ou expressão em destaque na alternativa:
Provas
Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder às questões de números 01 a 09.
Assim nasce uma canção
Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos.
Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família.
Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou-se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção.
Vê? Estão voltando as flores!
Vê? Um novo céu se abrindo!
Vê? Como é bonita a vida!
Vê? Há esperança ainda!
Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta.
Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso.
(Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce-uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980)
* Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965.
Há trechos no texto em que o autor atribui reações próprias dos seres humanos a seres não humanos. É o que se observa em:
Provas
Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder às questões de números 01 a 09.
Assim nasce uma canção
Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos.
Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família.
Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou-se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção.
Vê? Estão voltando as flores!
Vê? Um novo céu se abrindo!
Vê? Como é bonita a vida!
Vê? Há esperança ainda!
Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta.
Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso.
(Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce-uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980)
* Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965.
Na frase do terceiro parágrafo – Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. –, os dois-pontos introduzem:
Provas
Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder às questões de números 01 a 09.
Assim nasce uma canção
Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos.
Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família.
Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou-se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção.
Vê? Estão voltando as flores!
Vê? Um novo céu se abrindo!
Vê? Como é bonita a vida!
Vê? Há esperança ainda!
Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta.
Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso.
(Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce-uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980)
* Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965.
Considere os trechos do terceiro parágrafo.
• Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele.
• ... e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade.
É correto afirmar que, associados aos outros termos da frase, os termos destacados
Provas
Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder às questões de números 01 a 09.
Assim nasce uma canção
Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos.
Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família.
Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou-se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção.
Vê? Estão voltando as flores!
Vê? Um novo céu se abrindo!
Vê? Como é bonita a vida!
Vê? Há esperança ainda!
Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta.
Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso.
(Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce-uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980)
* Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965.
O trecho em que o autor esclarece o sentido de um termo empregado no texto está na alternativa:
Provas
Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder às questões de números 01 a 09.
Assim nasce uma canção
Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos.
Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família.
Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou-se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção.
Vê? Estão voltando as flores!
Vê? Um novo céu se abrindo!
Vê? Como é bonita a vida!
Vê? Há esperança ainda!
Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta.
Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso.
(Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce-uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980)
* Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965.
No trecho do segundo parágrafo – recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática –, as palavras destacadas podem ser substituídas, respectivamente e sem alteração do sentido do texto, por:
Provas
Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder às questões de números 01 a 09.
Assim nasce uma canção
Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos.
Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família.
Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou-se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção.
Vê? Estão voltando as flores!
Vê? Um novo céu se abrindo!
Vê? Como é bonita a vida!
Vê? Há esperança ainda!
Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta.
Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso.
(Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce-uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980)
* Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965.
De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que Soledade
Provas
Leia a crônica de José Carlos Oliveira para responder às questões de números 01 a 09.
Assim nasce uma canção
Era comandante da Panair*. Excelente amigo. Bem casado, dois filhos pequenos e adoráveis. Adoeceu do pulmão. Licenciado (ele que vivia para voar), foi para uma fazenda no Paraná. Passou ali quatro longos, tão longos anos, embora gostasse dos cavalos, dos bosques, dos riachos que abrem fenda entre as colinas. Tinha saudades do Rio e dos seus amigos.
Em 1960, submeteram-no a delicada operação cirúrgica, chamada lobectomia, na qual o cirurgião trabalha na parte superior do pulmão afetado. A cirurgia foi bem-sucedida, porém, ao sair da enfermaria, recebeu uma notícia desalentadora: a recuperação seria longa e problemática. Ele que vivera em velocidade sobre as nuvens, que colecionava cidades, que não perdia ocasião de aproveitar as coisas boas da existência, depois de quatro anos de exílio no campo, teria ainda que se conservar em repouso absoluto por seis meses. Ansiava por voltar a trabalhar e viver intensamente. Pensava no futuro e na segurança de sua família.
Foi quando uma profunda tristeza se apossou dele. Acreditou que nunca mais recuperaria o antigo vigor físico. Até que um dia, em seu apartamento em Copacabana, acordou com o pressentimento de que a felicidade se aproximava. Era um pressentimento confirmado pelas sensações: seu corpo estava leve e alegre, seu sangue corria cálido nas veias. Levantou-se e abriu a janela: viu a paisagem, a montanha de pedra e árvores e uma profusão de flores silvestres subindo a montanha em grande velocidade. Era primavera. O céu sorria azul por cima dele. Então... Então ele cantarolou! O regresso da plenitude da vida cristalizou-se numa canção.
Vê? Estão voltando as flores!
Vê? Um novo céu se abrindo!
Vê? Como é bonita a vida!
Vê? Há esperança ainda!
Assim nasceu uma das obras-primas de Paulo Soledade, o compositor, o boêmio (que só bebe moderadamente), contudo ama a noite, na qual se perde com os amigos, sempre que a ocasião se apresenta.
Conto essa história porque, há poucas semanas, num programa de TV, uma senhora confessou: na noite em que pretendia abandonar a própria vida, foi salva pela canção. Ela não conhecia a música, mas o chamamento à alegria lhe veio forte e imperioso.
(Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16643/assim-nasce-uma-cancao Adaptado. Texto original publicado no Jornal do Brasil, em 07.01.1980)
* Panair: companhia aérea brasileira que encerrou atividades em 1965.
Segundo o autor, o que o motivou a escrever a crônica a respeito de Paulo Soledade foi
Provas
- SintaxeColocação Pronominal
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir.
Amanhã à tarde realizada uma palestra sobre conflito entre irmãos. Quanto aos ingressos para o evento, favor com uma hora de antecedência, o auditório comporta apenas cem pessoas.
Provas
Caderno Container