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Texto I
País rico
Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos; não nos apercebemos bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e a todo instante, estamos vendo o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba.
Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade da calariça das sarjetas, aos quais o governo não dá destino, ou os mete num asilo, num colégio profissional qualquer, porque não tem verba, não tem dinheiro. É o Brasil rico…
Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de hospitais na cidade, a má localização dos existentes. Pede-se a construção de outros bem situados; e o governo responde que não pode fazer porque não tem verba, não tem dinheiro. E o Brasil é um país rico.
Anualmente cerca de duas mil mocinhas procuram uma escola anormal ou anormalizada, para aprender disciplinas úteis. Todos observam o caso e perguntam:
- Se há tantas moças que desejam estudar, por que o governo não aumenta o número de escolas a elas destinadas?
O governo responde:
- Não aumento porque não tenho verba, não tenho dinheiro.
E o Brasil é um país rico, muito rico…
As notícias que chegam das nossas guarnições fronteiriças são desoladoras. Não há quartéis; os regimentos de cavalaria não têm cavalos etc. etc.
- Mas que faz o governo, raciocina Brás Bocó, que não constrói quartéis e não compra cavalhadas?
O doutor Xisto Beldroegas, funcionário respeitável do governo, acode logo:
- Não há verba; o governo não tem dinheiro.
- E o Brasil é um país rico; e tão rico é ele, que apesar de não cuidar dessas coisas que vim enumerando, vai dar trezentos contos para alguns latagões irem ao estrangeiro divertir-se com os jogos de bola como se fossem crianças de calças curtas, a brincar nos recreios dos colégios.
O Brasil é um país rico…
Lima Barreto, 08/05/1920 Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/lima-barreto-e-o-brasil-de-ontem-e-hoje/. Acesso em 20 de agosto de 2022.
Vocabulário: Calariça – ociosidade, preguiça Cavalhadas – manadas de cavalos Latagões – homenzarrões Anormalizada – diferenciada (palavra usada à época em que o texto foi escrito) |
“Todos observam o caso” (4º parágrafo). Na voz passiva, essa frase seria:
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Cuidado e higiene bucal interferem diretamente na saúde de todo o corpo
O cuidado com a saúde bucal vai além da estética. Porta de entrada para nutrientes necessários ao corpo humano, a boca também pode introduzir microrganismos, como vírus e bactérias.
A cárie é a doença crônica não transmissível mais prevalente no mundo. Mas além das enfermidades da própria boca, outras doenças infecciosas, como Covid-19, varíola (incluindo a dos macacos), herpes, sífilis e HPV podem infectar o corpo por meio dela. “Isso porque a boca é, naturalmente, um ambiente de fácil contaminação”, explica o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Wellington Carvalho.
“A falta da higiene adequada pode levar desde uma dor de dente até uma infecção, que pode se espalhar pelo corpo, causando quadros mais graves e, se permanecer sem tratamento, pode levar à morte”, complementa Wellington. “Existe uma doença chamada endocardite bacteriana, que acontece quando a contaminação que começou na boca infecciona as estruturas internas do coração, levando a pessoa à internação”, exemplifica.
A boca tem também importante função social, seja falando, sorrindo ou beijando. Wellington esclarece que “uma pessoa que não está confortável com seu sorriso tem mais dificuldade de se comunicar e isso pode levar inclusive a problemas psicológicos. Ter uma boca saudável e funcional é importante para muitos aspectos da saúde física e mental”.
A melhor forma de saber se a saúde bucal está em dia é procurando um dentista. Para Christian Colares, cirurgião dentista da Estratégia Saúde da Família na Unidade Básica de Saúde n°1, em São Sebastião/DF, “algumas pessoas devem procurar um profissional em períodos mais curtos, a cada seis meses e, outras, geralmente as que já passaram por uma rigorosa prevenção de saúde bucal, precisam retornar ao dentista a cada ano”.
Christian ensina algumas rotinas e medidas de prevenção para manutenção da qualidade de vida. “Evitar fumo e bebida alcoólica são práticas que ajudam a saúde da boca e do corpo, além daquelas rotinas mais específicas, como escovação, uso de fio dental e atendimento odontológico periodicamente”, lista. “Quanto à escovação, o ideal é escovar os dentes de manhã, ao acordar, e à noite. Além disso, também é importante realizar higiene sempre que a pessoa se alimentar, principalmente quando há ingestão de alimentos cariogênicos, ou seja, ricos em açúcar”, conclui o dentista.
Fonte: Adaptado. Disponível em: https://www.douradosagora.com.br/2022/08/22/ cuidado-e-higiene-bucal-interferem-diretamente-na-saude-de-todo-o-corpo/. Acesso em 25/08/2022.
Pela norma gramatical, a colocação pronominal está corretamente empregada em:
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Cuidado e higiene bucal interferem diretamente na saúde de todo o corpo
O cuidado com a saúde bucal vai além da estética. Porta de entrada para nutrientes necessários ao corpo humano, a boca também pode introduzir microrganismos, como vírus e bactérias.
A cárie é a doença crônica não transmissível mais prevalente no mundo. Mas além das enfermidades da própria boca, outras doenças infecciosas, como Covid-19, varíola (incluindo a dos macacos), herpes, sífilis e HPV podem infectar o corpo por meio dela. “Isso porque a boca é, naturalmente, um ambiente de fácil contaminação”, explica o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Wellington Carvalho.
“A falta da higiene adequada pode levar desde uma dor de dente até uma infecção, que pode se espalhar pelo corpo, causando quadros mais graves e, se permanecer sem tratamento, pode levar à morte”, complementa Wellington. “Existe uma doença chamada endocardite bacteriana, que acontece quando a contaminação que começou na boca infecciona as estruturas internas do coração, levando a pessoa à internação”, exemplifica.
A boca tem também importante função social, seja falando, sorrindo ou beijando. Wellington esclarece que “uma pessoa que não está confortável com seu sorriso tem mais dificuldade de se comunicar e isso pode levar inclusive a problemas psicológicos. Ter uma boca saudável e funcional é importante para muitos aspectos da saúde física e mental”.
A melhor forma de saber se a saúde bucal está em dia é procurando um dentista. Para Christian Colares, cirurgião dentista da Estratégia Saúde da Família na Unidade Básica de Saúde n°1, em São Sebastião/DF, “algumas pessoas devem procurar um profissional em períodos mais curtos, a cada seis meses e, outras, geralmente as que já passaram por uma rigorosa prevenção de saúde bucal, precisam retornar ao dentista a cada ano”.
Christian ensina algumas rotinas e medidas de prevenção para manutenção da qualidade de vida. “Evitar fumo e bebida alcoólica são práticas que ajudam a saúde da boca e do corpo, além daquelas rotinas mais específicas, como escovação, uso de fio dental e atendimento odontológico periodicamente”, lista. “Quanto à escovação, o ideal é escovar os dentes de manhã, ao acordar, e à noite. Além disso, também é importante realizar higiene sempre que a pessoa se alimentar, principalmente quando há ingestão de alimentos cariogênicos, ou seja, ricos em açúcar”, conclui o dentista.
Fonte: Adaptado. Disponível em: https://www.douradosagora.com.br/2022/08/22/ cuidado-e-higiene-bucal-interferem-diretamente-na-saude-de-todo-o-corpo/. Acesso em 25/08/2022.
Ocorre uma explicação adicional a um termo dito anteriormente em:
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Cuidado e higiene bucal interferem diretamente na saúde de todo o corpo
O cuidado com a saúde bucal vai além da estética. Porta de entrada para nutrientes necessários ao corpo humano, a boca também pode introduzir microrganismos, como vírus e bactérias.
A cárie é a doença crônica não transmissível mais prevalente no mundo. Mas além das enfermidades da própria boca, outras doenças infecciosas, como Covid-19, varíola (incluindo a dos macacos), herpes, sífilis e HPV podem infectar o corpo por meio dela. “Isso porque a boca é, naturalmente, um ambiente de fácil contaminação”, explica o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Wellington Carvalho.
“A falta da higiene adequada pode levar desde uma dor de dente até uma infecção, que pode se espalhar pelo corpo, causando quadros mais graves e, se permanecer sem tratamento, pode levar à morte”, complementa Wellington. “Existe uma doença chamada endocardite bacteriana, que acontece quando a contaminação que começou na boca infecciona as estruturas internas do coração, levando a pessoa à internação”, exemplifica.
A boca tem também importante função social, seja falando, sorrindo ou beijando. Wellington esclarece que “uma pessoa que não está confortável com seu sorriso tem mais dificuldade de se comunicar e isso pode levar inclusive a problemas psicológicos. Ter uma boca saudável e funcional é importante para muitos aspectos da saúde física e mental”.
A melhor forma de saber se a saúde bucal está em dia é procurando um dentista. Para Christian Colares, cirurgião dentista da Estratégia Saúde da Família na Unidade Básica de Saúde n°1, em São Sebastião/DF, “algumas pessoas devem procurar um profissional em períodos mais curtos, a cada seis meses e, outras, geralmente as que já passaram por uma rigorosa prevenção de saúde bucal, precisam retornar ao dentista a cada ano”.
Christian ensina algumas rotinas e medidas de prevenção para manutenção da qualidade de vida. “Evitar fumo e bebida alcoólica são práticas que ajudam a saúde da boca e do corpo, além daquelas rotinas mais específicas, como escovação, uso de fio dental e atendimento odontológico periodicamente”, lista. “Quanto à escovação, o ideal é escovar os dentes de manhã, ao acordar, e à noite. Além disso, também é importante realizar higiene sempre que a pessoa se alimentar, principalmente quando há ingestão de alimentos cariogênicos, ou seja, ricos em açúcar”, conclui o dentista.
Fonte: Adaptado. Disponível em: https://www.douradosagora.com.br/2022/08/22/ cuidado-e-higiene-bucal-interferem-diretamente-na-saude-de-todo-o-corpo/. Acesso em 25/08/2022.
De acordo com o texto, o cuidado envolvendo nossa boca é muito importante porque:
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TEXTO I
Perguntas sobre renda, raça e CPF viram entraves no Censo
Recenseadores relatam que condomínios costumam dificultar acesso para coleta de dados
"Eu não vou responder. É muito perigoso. Vocês tão pensando o quê? Chegam na minha casa do nada." É comum que recenseadores ouçam reclamações como esta durante a coleta de dados para o Censo de 2022, que teve início em 1º de agosto.
A Folha acompanhou o trabalho de duas equipes em dois locais da cidade de São Paulo, na Vila Clementino e em Paraisópolis (ambos na zona sul), durante esta quinta-feira (18). Em ambos, os pesquisadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relatam que muitas pessoas sentem medo de divulgar informações pessoais e a recusa em abrir a porta não é incomum.
Além disso, perguntas referentes à renda da residência e de dados pessoais, como CPF, assustam alguns. Diocélia Virmonde da Silva, 35, agente censitária municipal e responsável pelo posto de coleta da Vila Clementino, diz que pessoas com rendas mais baixas costumam receber melhor os pesquisadores.
Até o fim da coleta de dados, o posto em que ela trabalha vai visitar 30.000 domicílios. Até agora, já foram 3.000, sendo que cerca de 20% se recusaram a receber o pesquisador, que tentam convencer as pessoas a mudarem de ideia. "Explicamos que é importante para as políticas públicas", diz. Apenas em último caso, afirma ela, o agente informa que responder o questionário é obrigatório por lei.
Da Silva conta que, hoje, o maior problema são os condomínios. "Temos que entrar em contato com o porteiro, que fala com o zelador e passa para o síndico. Só que eles demoram muito para nos responder e eu preciso ir até lá e explicar a urgência", diz.
A agente censitária supervisora Vanessa Celina Campos, 20, diz ainda que, por se tratar de um ano de eleições, muitos acham que a pesquisa tem cunho político.
"Não tem nenhuma questão política. Isso causa receio, as pessoas acham que vamos perguntar em quem eles vão votar e não tem nada a ver", afirma ela.
O recenseador Alberto Longo Craveiro, 46, analisa que pessoas mais idosas que vivem só e passam muito tempo sozinhas acabam conversando com os pesquisadores. "Com a pandemia, as pessoas ficaram muito só e elas veem no recenseador uma oportunidade para conversar."
A pesquisa, que costuma ser realizada de dez em dez anos, é considerado o trabalho mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas da população brasileira. A edição mais recente ocorreu em 2010. A nova pesquisa seria em 2020, mas foi adiada devido à pandemia.
[...]
Isabella Menon
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/08/perguntas-sobre-renda-raca-e-cpf-viram-entraves-no-censo.shtml. Adaptado. Acesso em 20 de agosto de 2022.
“Com a pandemia, as pessoas ficaram muito só e elas veem no recenseador uma oportunidade para conversar” (8º parágrafo). A formal verbal destacada não tem acento porque:
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TEXTO I
Perguntas sobre renda, raça e CPF viram entraves no Censo
Recenseadores relatam que condomínios costumam dificultar acesso para coleta de dados
"Eu não vou responder. É muito perigoso. Vocês tão pensando o quê? Chegam na minha casa do nada." É comum que recenseadores ouçam reclamações como esta durante a coleta de dados para o Censo de 2022, que teve início em 1º de agosto.
A Folha acompanhou o trabalho de duas equipes em dois locais da cidade de São Paulo, na Vila Clementino e em Paraisópolis (ambos na zona sul), durante esta quinta-feira (18). Em ambos, os pesquisadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relatam que muitas pessoas sentem medo de divulgar informações pessoais e a recusa em abrir a porta não é incomum.
Além disso, perguntas referentes à renda da residência e de dados pessoais, como CPF, assustam alguns. Diocélia Virmonde da Silva, 35, agente censitária municipal e responsável pelo posto de coleta da Vila Clementino, diz que pessoas com rendas mais baixas costumam receber melhor os pesquisadores.
Até o fim da coleta de dados, o posto em que ela trabalha vai visitar 30.000 domicílios. Até agora, já foram 3.000, sendo que cerca de 20% se recusaram a receber o pesquisador, que tentam convencer as pessoas a mudarem de ideia. "Explicamos que é importante para as políticas públicas", diz. Apenas em último caso, afirma ela, o agente informa que responder o questionário é obrigatório por lei.
Da Silva conta que, hoje, o maior problema são os condomínios. "Temos que entrar em contato com o porteiro, que fala com o zelador e passa para o síndico. Só que eles demoram muito para nos responder e eu preciso ir até lá e explicar a urgência", diz.
A agente censitária supervisora Vanessa Celina Campos, 20, diz ainda que, por se tratar de um ano de eleições, muitos acham que a pesquisa tem cunho político.
"Não tem nenhuma questão política. Isso causa receio, as pessoas acham que vamos perguntar em quem eles vão votar e não tem nada a ver", afirma ela.
O recenseador Alberto Longo Craveiro, 46, analisa que pessoas mais idosas que vivem só e passam muito tempo sozinhas acabam conversando com os pesquisadores. "Com a pandemia, as pessoas ficaram muito só e elas veem no recenseador uma oportunidade para conversar."
A pesquisa, que costuma ser realizada de dez em dez anos, é considerado o trabalho mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas da população brasileira. A edição mais recente ocorreu em 2010. A nova pesquisa seria em 2020, mas foi adiada devido à pandemia.
[...]
Isabella Menon
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/08/perguntas-sobre-renda-raca-e-cpf-viram-entraves-no-censo.shtml. Adaptado. Acesso em 20 de agosto de 2022.
“A agente censitária supervisora Vanessa Celina Campos, 20, diz ainda que, por se tratar de um ano de eleições, muitos acham que a pesquisa tem cunho político” (6º parágrafo). A palavra destacada pode ser considerada um advérbio de:
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TEXTO I
Perguntas sobre renda, raça e CPF viram entraves no Censo
Recenseadores relatam que condomínios costumam dificultar acesso para coleta de dados
"Eu não vou responder. É muito perigoso. Vocês tão pensando o quê? Chegam na minha casa do nada." É comum que recenseadores ouçam reclamações como esta durante a coleta de dados para o Censo de 2022, que teve início em 1º de agosto.
A Folha acompanhou o trabalho de duas equipes em dois locais da cidade de São Paulo, na Vila Clementino e em Paraisópolis (ambos na zona sul), durante esta quinta-feira (18). Em ambos, os pesquisadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relatam que muitas pessoas sentem medo de divulgar informações pessoais e a recusa em abrir a porta não é incomum.
Além disso, perguntas referentes à renda da residência e de dados pessoais, como CPF, assustam alguns. Diocélia Virmonde da Silva, 35, agente censitária municipal e responsável pelo posto de coleta da Vila Clementino, diz que pessoas com rendas mais baixas costumam receber melhor os pesquisadores.
Até o fim da coleta de dados, o posto em que ela trabalha vai visitar 30.000 domicílios. Até agora, já foram 3.000, sendo que cerca de 20% se recusaram a receber o pesquisador, que tentam convencer as pessoas a mudarem de ideia. "Explicamos que é importante para as políticas públicas", diz. Apenas em último caso, afirma ela, o agente informa que responder o questionário é obrigatório por lei.
Da Silva conta que, hoje, o maior problema são os condomínios. "Temos que entrar em contato com o porteiro, que fala com o zelador e passa para o síndico. Só que eles demoram muito para nos responder e eu preciso ir até lá e explicar a urgência", diz.
A agente censitária supervisora Vanessa Celina Campos, 20, diz ainda que, por se tratar de um ano de eleições, muitos acham que a pesquisa tem cunho político.
"Não tem nenhuma questão política. Isso causa receio, as pessoas acham que vamos perguntar em quem eles vão votar e não tem nada a ver", afirma ela.
O recenseador Alberto Longo Craveiro, 46, analisa que pessoas mais idosas que vivem só e passam muito tempo sozinhas acabam conversando com os pesquisadores. "Com a pandemia, as pessoas ficaram muito só e elas veem no recenseador uma oportunidade para conversar."
A pesquisa, que costuma ser realizada de dez em dez anos, é considerado o trabalho mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas da população brasileira. A edição mais recente ocorreu em 2010. A nova pesquisa seria em 2020, mas foi adiada devido à pandemia.
[...]
Isabella Menon
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/08/perguntas-sobre-renda-raca-e-cpf-viram-entraves-no-censo.shtml. Adaptado. Acesso em 20 de agosto de 2022.
“Apenas em último caso, afirma ela, o agente informa que responder o questionário é obrigatório por lei” (4º parágrafo). Com base na leitura do texto, pode-se afirmar que o pronome destacado faz referência a:
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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Coordenativas
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Subordinativas
TEXTO I
Perguntas sobre renda, raça e CPF viram entraves no Censo
Recenseadores relatam que condomínios costumam dificultar acesso para coleta de dados
"Eu não vou responder. É muito perigoso. Vocês tão pensando o quê? Chegam na minha casa do nada." É comum que recenseadores ouçam reclamações como esta durante a coleta de dados para o Censo de 2022, que teve início em 1º de agosto.
A Folha acompanhou o trabalho de duas equipes em dois locais da cidade de São Paulo, na Vila Clementino e em Paraisópolis (ambos na zona sul), durante esta quinta-feira (18). Em ambos, os pesquisadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relatam que muitas pessoas sentem medo de divulgar informações pessoais e a recusa em abrir a porta não é incomum.
Além disso, perguntas referentes à renda da residência e de dados pessoais, como CPF, assustam alguns. Diocélia Virmonde da Silva, 35, agente censitária municipal e responsável pelo posto de coleta da Vila Clementino, diz que pessoas com rendas mais baixas costumam receber melhor os pesquisadores.
Até o fim da coleta de dados, o posto em que ela trabalha vai visitar 30.000 domicílios. Até agora, já foram 3.000, sendo que cerca de 20% se recusaram a receber o pesquisador, que tentam convencer as pessoas a mudarem de ideia. "Explicamos que é importante para as políticas públicas", diz. Apenas em último caso, afirma ela, o agente informa que responder o questionário é obrigatório por lei.
Da Silva conta que, hoje, o maior problema são os condomínios. "Temos que entrar em contato com o porteiro, que fala com o zelador e passa para o síndico. Só que eles demoram muito para nos responder e eu preciso ir até lá e explicar a urgência", diz.
A agente censitária supervisora Vanessa Celina Campos, 20, diz ainda que, por se tratar de um ano de eleições, muitos acham que a pesquisa tem cunho político.
"Não tem nenhuma questão política. Isso causa receio, as pessoas acham que vamos perguntar em quem eles vão votar e não tem nada a ver", afirma ela.
O recenseador Alberto Longo Craveiro, 46, analisa que pessoas mais idosas que vivem só e passam muito tempo sozinhas acabam conversando com os pesquisadores. "Com a pandemia, as pessoas ficaram muito só e elas veem no recenseador uma oportunidade para conversar."
A pesquisa, que costuma ser realizada de dez em dez anos, é considerado o trabalho mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas da população brasileira. A edição mais recente ocorreu em 2010. A nova pesquisa seria em 2020, mas foi adiada devido à pandemia.
[...]
Isabella Menon
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/08/perguntas-sobre-renda-raca-e-cpf-viram-entraves-no-censo.shtml. Adaptado. Acesso em 20 de agosto de 2022.
“Além disso, perguntas referentes à renda da residência e de dados pessoais, como CPF, assustam alguns” (3º parágrafo). O elemento em destaque é usado no texto para indicar:
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TEXTO I
Perguntas sobre renda, raça e CPF viram entraves no Censo
Recenseadores relatam que condomínios costumam dificultar acesso para coleta de dados
"Eu não vou responder. É muito perigoso. Vocês tão pensando o quê? Chegam na minha casa do nada." É comum que recenseadores ouçam reclamações como esta durante a coleta de dados para o Censo de 2022, que teve início em 1º de agosto.
A Folha acompanhou o trabalho de duas equipes em dois locais da cidade de São Paulo, na Vila Clementino e em Paraisópolis (ambos na zona sul), durante esta quinta-feira (18). Em ambos, os pesquisadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relatam que muitas pessoas sentem medo de divulgar informações pessoais e a recusa em abrir a porta não é incomum.
Além disso, perguntas referentes à renda da residência e de dados pessoais, como CPF, assustam alguns. Diocélia Virmonde da Silva, 35, agente censitária municipal e responsável pelo posto de coleta da Vila Clementino, diz que pessoas com rendas mais baixas costumam receber melhor os pesquisadores.
Até o fim da coleta de dados, o posto em que ela trabalha vai visitar 30.000 domicílios. Até agora, já foram 3.000, sendo que cerca de 20% se recusaram a receber o pesquisador, que tentam convencer as pessoas a mudarem de ideia. "Explicamos que é importante para as políticas públicas", diz. Apenas em último caso, afirma ela, o agente informa que responder o questionário é obrigatório por lei.
Da Silva conta que, hoje, o maior problema são os condomínios. "Temos que entrar em contato com o porteiro, que fala com o zelador e passa para o síndico. Só que eles demoram muito para nos responder e eu preciso ir até lá e explicar a urgência", diz.
A agente censitária supervisora Vanessa Celina Campos, 20, diz ainda que, por se tratar de um ano de eleições, muitos acham que a pesquisa tem cunho político.
"Não tem nenhuma questão política. Isso causa receio, as pessoas acham que vamos perguntar em quem eles vão votar e não tem nada a ver", afirma ela.
O recenseador Alberto Longo Craveiro, 46, analisa que pessoas mais idosas que vivem só e passam muito tempo sozinhas acabam conversando com os pesquisadores. "Com a pandemia, as pessoas ficaram muito só e elas veem no recenseador uma oportunidade para conversar."
A pesquisa, que costuma ser realizada de dez em dez anos, é considerado o trabalho mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas da população brasileira. A edição mais recente ocorreu em 2010. A nova pesquisa seria em 2020, mas foi adiada devido à pandemia.
[...]
Isabella Menon
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/08/perguntas-sobre-renda-raca-e-cpf-viram-entraves-no-censo.shtml. Adaptado. Acesso em 20 de agosto de 2022.
O texto trata do trabalho dos recenseadores do IBGE. Segundo a reportagem, esses profissionais:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: SELECON
Orgão: Pref. Lucas Rio Verde-MT
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021, a parcela de brasileiros com 60 anos de idade ou mais representava 14,7% da população.
Em relação a essa população, o Estatuto do Idoso, por intermédio do Sistema Único de Saúde - SUS, tem por objetivo:
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