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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções Subordinativas
Texto para responder às questões de 01 a 08.
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Nem novo, nem normal
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Considerado em 2019 o segundo país mais feliz de todos (o primeiro lugar ficou com a Finlândia), a Dinamarca ocupou esse posto em 2013 e 2016, liderando o Índice Mundial de Felicidade, segundo a Organização das Nações Unidas. O site Family Life Goals comenta que nesse país, os serviços de saúde e de educação são gratuitos. Sua geografia permite que, de qualquer ponto da Dinamarca, as pessoas estejam a uma distância máxima de 52 km do mar. Que privilégio! Além disso, são valores fundamentais para os dinamarqueses, a empatia e a afeição, o que torna o país próspero e seus habitantes compassivos. A empatia faz parte do currículo padrão, ensinando às crianças dinamarquesas o significado de entender e compartilhar seus sentimentos, bem como capacitando-as a identificar e trabalhar estados emocionais.
A empatia pressupõe capacidade de perceber, sem julgar (componente cognitivo); capacidade de reagir em sintonia com a emoção do outro (componente afetivo) e expressão verbal, postura e atitude que validam o sentimento do outro (componente comportamental).
Creio que você concorda comigo, no que tange à sensação de que está faltando empatia em boa parte do planeta e que essa falta se exacerbou com o advento da pandemia, orquestrada pelo confinamento e pela insegurança diante do futuro próximo e do longínquo. Mais que mera impressão, a certeza de que insensatez é a regra complica sobremaneira um tempo já difícil de encarar.
Todos os dias somos alvo ou temos conhecimento de atrocidades cometidas contra pessoas, independentemente de sua cor, sexo, gênero, idade, estado civil, crença ou condição socioeconômica. Indiferença, pouco caso, fake news, assédios, fraudes, abusos, assaltos, estupros, assassinatos… se repetem à exaustão, aqui e ali, apavorando-nos, ao mesmo tempo em que vamos nos habituando com fatos cada vez mais hediondos, cada vez mais comuns ou mais divulgados. Sem ocitocina nas veias, o ser humano se revela (ou se supera) na sua perplexidade ou na sua omissão, diante da violência de toda natureza, inclusive sexual.
Para não sucumbir a tanta decepção e tanta tristeza, me dirijo a um hospital, a uma unidade de terapia intensiva, e observo: quanta dor, quanto sofrimento! A vida por um fio… Ao mesmo tempo, no mesmo espaço, uma contundente demonstração de empatia me devolve a crença nas pessoas e no futuro: homens e mulheres de branco, trabalhando em sobre-humano empenho para salvar seus pacientes. Homens e mulheres de branco do Brasil.
Saio, bastante aliviada, e me sento no banco de uma praça, onde crianças brincam com outras crianças, e também com seus pais. Quanta ocitocina, empatia, felicidade! Crianças e pais brasileiros.
Volto feliz para casa, recuperada do meu pessimismo, e com muita vontade de abraçar, cantar, dançar, fazer algo de bom para alguém, ou melhor, para todos. Volto, como que vacinada desse novo normal.
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(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/nem-novo-nem-normal. Com adaptações.)
A produção de sentido estabelecida pelo elemento de ligação presente no título do texto identifica-se corretamente como:
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- SintaxePalavras com Múltiplas FunçõesFunções da Palavra “se”
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
3 maiores desafios da saúde pública no Brasil
Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.
Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.
O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.
Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.
A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.
A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.
(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)
“O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.” (4º§) As expressões destacadas nesse trecho têm, respectivamente, sentido de:
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- MorfologiaPronomesPronomes Pessoais
- MorfologiaPronomesPronomes Possessivos
- Interpretação de TextosCoesão e CoerênciaCoesãoCoesão ReferencialAnáfora
3 maiores desafios da saúde pública no Brasil
Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.
Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.
O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.
Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.
A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.
A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.
(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)
O referente sugerido entre parênteses para a palavra destacada está correto em:
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3 maiores desafios da saúde pública no Brasil
Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.
Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.
O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.
Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.
A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.
A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.
(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)
Em “[...] é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira [...]” (3º§), a palavra “gama” pode ser substituída, sem prejudicar o sentido do trecho, por:
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3 maiores desafios da saúde pública no Brasil
Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.
Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.
O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.
Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.
A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.
A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.
(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)
A ideia defendida nesse texto está em:
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3 maiores desafios da saúde pública no Brasil
Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.
Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.
O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.
Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.
A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.
A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.
(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)
“Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, [...]”. Sobre esse trecho do texto, pode-se afirmar que:
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Texto para responder às questões de 01 a 08.
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Nem novo, nem normal
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Considerado em 2019 o segundo país mais feliz de todos (o primeiro lugar ficou com a Finlândia), a Dinamarca ocupou esse posto em 2013 e 2016, liderando o Índice Mundial de Felicidade, segundo a Organização das Nações Unidas. O site Family Life Goals comenta que nesse país, os serviços de saúde e de educação são gratuitos. Sua geografia permite que, de qualquer ponto da Dinamarca, as pessoas estejam a uma distância máxima de 52 km do mar. Que privilégio! Além disso, são valores fundamentais para os dinamarqueses, a empatia e a afeição, o que torna o país próspero e seus habitantes compassivos. A empatia faz parte do currículo padrão, ensinando às crianças dinamarquesas o significado de entender e compartilhar seus sentimentos, bem como capacitando-as a identificar e trabalhar estados emocionais.
A empatia pressupõe capacidade de perceber, sem julgar (componente cognitivo); capacidade de reagir em sintonia com a emoção do outro (componente afetivo) e expressão verbal, postura e atitude que validam o sentimento do outro (componente comportamental).
Creio que você concorda comigo, no que tange à sensação de que está faltando empatia em boa parte do planeta e que essa falta se exacerbou com o advento da pandemia, orquestrada pelo confinamento e pela insegurança diante do futuro próximo e do longínquo. Mais que mera impressão, a certeza de que insensatez é a regra complica sobremaneira um tempo já difícil de encarar.
Todos os dias somos alvo ou temos conhecimento de atrocidades cometidas contra pessoas, independentemente de sua cor, sexo, gênero, idade, estado civil, crença ou condição socioeconômica. Indiferença, pouco caso, fake news, assédios, fraudes, abusos, assaltos, estupros, assassinatos… se repetem à exaustão, aqui e ali, apavorando-nos, ao mesmo tempo em que vamos nos habituando com fatos cada vez mais hediondos, cada vez mais comuns ou mais divulgados. Sem ocitocina nas veias, o ser humano se revela (ou se supera) na sua perplexidade ou na sua omissão, diante da violência de toda natureza, inclusive sexual.
Para não sucumbir a tanta decepção e tanta tristeza, me dirijo a um hospital, a uma unidade de terapia intensiva, e observo: quanta dor, quanto sofrimento! A vida por um fio… Ao mesmo tempo, no mesmo espaço, uma contundente demonstração de empatia me devolve a crença nas pessoas e no futuro: homens e mulheres de branco, trabalhando em sobre-humano empenho para salvar seus pacientes. Homens e mulheres de branco do Brasil.
Saio, bastante aliviada, e me sento no banco de uma praça, onde crianças brincam com outras crianças, e também com seus pais. Quanta ocitocina, empatia, felicidade! Crianças e pais brasileiros.
Volto feliz para casa, recuperada do meu pessimismo, e com muita vontade de abraçar, cantar, dançar, fazer algo de bom para alguém, ou melhor, para todos. Volto, como que vacinada desse novo normal.
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(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/nem-novo-nem-normal. Com adaptações.)
Como recurso linguístico para a construção dos enunciados, a autora faz uso da linguagem conotativa que aponta para determinadas figuras de linguagem. Dentre os trechos relacionados, todos podem ser apontados como exemplo que comprova a informação anterior, EXCETO:
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3 maiores desafios da saúde pública no Brasil
Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.
Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.
O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.
Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.
A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.
A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.
(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)
Considerando o título do texto, analise as afirmativas a seguir.
I. O título antecipa o tipo de abordagem que o tema tratado receberá no desenvolvimento do texto.
II. Há uma relação de sinonímia entre as palavras “desafios” (presente no título do texto) e “obstáculos” (presente no primeiro parágrafo do texto). Essa relação garante a progressão textual.
III. O título está estruturado sob a forma de uma frase declarativa afirmativa. Caso ele estivesse estruturado sob a forma de uma frase interrogativa, uma redação possível seria: “Quais são os 3 maiores desafios da saúde pública no Brasil?”
Está correto o que se afirma em
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Texto para responder às questões de 01 a 08.
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Nem novo, nem normal
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Considerado em 2019 o segundo país mais feliz de todos (o primeiro lugar ficou com a Finlândia), a Dinamarca ocupou esse posto em 2013 e 2016, liderando o Índice Mundial de Felicidade, segundo a Organização das Nações Unidas. O site Family Life Goals comenta que nesse país, os serviços de saúde e de educação são gratuitos. Sua geografia permite que, de qualquer ponto da Dinamarca, as pessoas estejam a uma distância máxima de 52 km do mar. Que privilégio! Além disso, são valores fundamentais para os dinamarqueses, a empatia e a afeição, o que torna o país próspero e seus habitantes compassivos. A empatia faz parte do currículo padrão, ensinando às crianças dinamarquesas o significado de entender e compartilhar seus sentimentos, bem como capacitando-as a identificar e trabalhar estados emocionais.
A empatia pressupõe capacidade de perceber, sem julgar (componente cognitivo); capacidade de reagir em sintonia com a emoção do outro (componente afetivo) e expressão verbal, postura e atitude que validam o sentimento do outro (componente comportamental).
Creio que você concorda comigo, no que tange à sensação de que está faltando empatia em boa parte do planeta e que essa falta se exacerbou com o advento da pandemia, orquestrada pelo confinamento e pela insegurança diante do futuro próximo e do longínquo. Mais que mera impressão, a certeza de que insensatez é a regra complica sobremaneira um tempo já difícil de encarar.
Todos os dias somos alvo ou temos conhecimento de atrocidades cometidas contra pessoas, independentemente de sua cor, sexo, gênero, idade, estado civil, crença ou condição socioeconômica. Indiferença, pouco caso, fake news, assédios, fraudes, abusos, assaltos, estupros, assassinatos… se repetem à exaustão, aqui e ali, apavorando-nos, ao mesmo tempo em que vamos nos habituando com fatos cada vez mais hediondos, cada vez mais comuns ou mais divulgados. Sem ocitocina nas veias, o ser humano se revela (ou se supera) na sua perplexidade ou na sua omissão, diante da violência de toda natureza, inclusive sexual.
Para não sucumbir a tanta decepção e tanta tristeza, me dirijo a um hospital, a uma unidade de terapia intensiva, e observo: quanta dor, quanto sofrimento! A vida por um fio… Ao mesmo tempo, no mesmo espaço, uma contundente demonstração de empatia me devolve a crença nas pessoas e no futuro: homens e mulheres de branco, trabalhando em sobre-humano empenho para salvar seus pacientes. Homens e mulheres de branco do Brasil.
Saio, bastante aliviada, e me sento no banco de uma praça, onde crianças brincam com outras crianças, e também com seus pais. Quanta ocitocina, empatia, felicidade! Crianças e pais brasileiros.
Volto feliz para casa, recuperada do meu pessimismo, e com muita vontade de abraçar, cantar, dançar, fazer algo de bom para alguém, ou melhor, para todos. Volto, como que vacinada desse novo normal.
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(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/nem-novo-nem-normal. Com adaptações.)
Em “Mais que mera impressão, a certeza de que insensatez é a regra complica sobremaneira um tempo já difícil de encarar.” (3º§), pode-se afirmar que entre as expressões destacadas “mera impressão” e “a certeza” há uma ideia de:
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Texto para responder às questões de 01 a 08.
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Nem novo, nem normal
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Considerado em 2019 o segundo país mais feliz de todos (o primeiro lugar ficou com a Finlândia), a Dinamarca ocupou esse posto em 2013 e 2016, liderando o Índice Mundial de Felicidade, segundo a Organização das Nações Unidas. O site Family Life Goals comenta que nesse país, os serviços de saúde e de educação são gratuitos. Sua geografia permite que, de qualquer ponto da Dinamarca, as pessoas estejam a uma distância máxima de 52 km do mar. Que privilégio! Além disso, são valores fundamentais para os dinamarqueses, a empatia e a afeição, o que torna o país próspero e seus habitantes compassivos. A empatia faz parte do currículo padrão, ensinando às crianças dinamarquesas o significado de entender e compartilhar seus sentimentos, bem como capacitando-as a identificar e trabalhar estados emocionais.
A empatia pressupõe capacidade de perceber, sem julgar (componente cognitivo); capacidade de reagir em sintonia com a emoção do outro (componente afetivo) e expressão verbal, postura e atitude que validam o sentimento do outro (componente comportamental).
Creio que você concorda comigo, no que tange à sensação de que está faltando empatia em boa parte do planeta e que essa falta se exacerbou com o advento da pandemia, orquestrada pelo confinamento e pela insegurança diante do futuro próximo e do longínquo. Mais que mera impressão, a certeza de que insensatez é a regra complica sobremaneira um tempo já difícil de encarar.
Todos os dias somos alvo ou temos conhecimento de atrocidades cometidas contra pessoas, independentemente de sua cor, sexo, gênero, idade, estado civil, crença ou condição socioeconômica. Indiferença, pouco caso, fake news, assédios, fraudes, abusos, assaltos, estupros, assassinatos… se repetem à exaustão, aqui e ali, apavorando-nos, ao mesmo tempo em que vamos nos habituando com fatos cada vez mais hediondos, cada vez mais comuns ou mais divulgados. Sem ocitocina nas veias, o ser humano se revela (ou se supera) na sua perplexidade ou na sua omissão, diante da violência de toda natureza, inclusive sexual.
Para não sucumbir a tanta decepção e tanta tristeza, me dirijo a um hospital, a uma unidade de terapia intensiva, e observo: quanta dor, quanto sofrimento! A vida por um fio… Ao mesmo tempo, no mesmo espaço, uma contundente demonstração de empatia me devolve a crença nas pessoas e no futuro: homens e mulheres de branco, trabalhando em sobre-humano empenho para salvar seus pacientes. Homens e mulheres de branco do Brasil.
Saio, bastante aliviada, e me sento no banco de uma praça, onde crianças brincam com outras crianças, e também com seus pais. Quanta ocitocina, empatia, felicidade! Crianças e pais brasileiros.
Volto feliz para casa, recuperada do meu pessimismo, e com muita vontade de abraçar, cantar, dançar, fazer algo de bom para alguém, ou melhor, para todos. Volto, como que vacinada desse novo normal.
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(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/nem-novo-nem-normal. Com adaptações.)
Pode-se afirmar que, no primeiro parágrafo do texto, a autora apresenta informações provenientes de fontes por ela citadas com a finalidade de:
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