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3267013 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Macaíba-RN

O fim do mundo

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessara nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos votos de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais dos que cabe enumerar numa crônica.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, um rito de adoração.

Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

Ainda há uns dias para a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...

(MEIRELES, Cecília. 1901-1964. Escolha o seu sonho: crônicas. 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.)

“Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.” (1º§) A expressão “desgrenhadas”, considerando o contexto em que se encontra empregada, significa:

 

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3267012 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Macaíba-RN

O fim do mundo

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessara nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos votos de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais dos que cabe enumerar numa crônica.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, um rito de adoração.

Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

Ainda há uns dias para a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...

(MEIRELES, Cecília. 1901-1964. Escolha o seu sonho: crônicas. 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.)

Considerando a classificação das palavras, assinale a alternativa em que o termo destacado está em DESACORDO com os demais.

 

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3267011 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Macaíba-RN

O fim do mundo

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessara nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos votos de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais dos que cabe enumerar numa crônica.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, um rito de adoração.

Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

Ainda há uns dias para a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...

(MEIRELES, Cecília. 1901-1964. Escolha o seu sonho: crônicas. 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.)

Considerando as informações textuais, pode-se afirmar que a autora, Cecília Meireles:

 

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3267010 Ano: 2022
Disciplina: Português
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O fim do mundo

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessavam nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessara nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos ou tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos votos de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais dos que cabe enumerar numa crônica.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, um rito de adoração.

Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

Ainda há uns dias para a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...

(MEIRELES, Cecília. 1901-1964. Escolha o seu sonho: crônicas. 26ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.)

No excerto “Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas.” (7º§), a expressão “judiciosas” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:

 

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3 maiores desafios da saúde pública no Brasil

Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.

Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.

O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.

Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.

A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.

A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.

(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)

A substituição da expressão destacada pelo pronome correspondente NÃO foi realizada corretamente em:

 

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3 maiores desafios da saúde pública no Brasil

Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.

Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.

O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.

Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.

A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.

A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.

(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)

O verbo ou a locução verbal destacada deve sua flexão à expressão assinalada em:

 

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3 maiores desafios da saúde pública no Brasil

Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.

Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.

O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.

Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.

A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.

A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.

(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)

O estudo desenvolvido pela Agência Brasil foi apresentado como justificativa para:

 

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Imagem para responder às questões 09 e 10.

Enunciado 3647944-1 * “O que importa é que eu quero te ver bem... Bem longe de mim!”

Disponível em: https://tibahia.com/tecnologia/tetra-pak-se-aproxima-do-consumidor-com-embalagens-conectadas)

Considerando as especificidades que as categorias gramaticais apresentam, assinale a afirmativa correta acerca dos termos destacados em “O que importa é que eu quero te ver bem... Bem longe de mim!”

 

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3 maiores desafios da saúde pública no Brasil

Criado pela Constituição Federal (CF) de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS) é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos que precisam ser vencidos nos próximos anos para que continue existindo.

Apesar das dificuldades para obter os recursos necessários, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial: apenas em 2017, foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.

O SUS está entre os maiores sistemas do mundo com o melhor orçamento da Esplanada dos Ministérios; em 2017, de acordo com a EBC, foram destinados R$ 130,2 bilhões para o setor. Para enfrentar os desafios que virão é preciso entender a complexa gama de elementos que compõem a sociedade brasileira e sua realidade, entendendo de que forma é possível resolver problemas como falta de saneamento básico e educação precária, que influenciam diretamente nos gastos públicos com a saúde.

Exemplo disso é a sobrecarga de internações no SUS, que, segundo dados do Ministério da Saúde, geram ao governo o custo de R$ 129 milhões. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que os investimentos públicos ao longo de 15 anos em distribuição, tratamento e coleta de água e esgoto estão diretamente relacionados à redução de internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar pública. O estudo expôs que, em 2013, foram mais de 340 mil internações em todo o país. De acordo com o Instituto Trata Brasil, se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto, haveria redução, em termos absolutos, de cerca de 21% ao ano nos tratamentos.

A educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública. Com ela, é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. Exemplo prático de como essa relação se dá pode ser observado na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba (SP), um caboclo que sofria de “amarelão”, doença causada por vermes, cuja presença no organismo causa anemia, fraqueza e cor amarelada na pele, denunciando as precárias condições de vida da população.

A CF determina que ao menos 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal sejam destinados à educação. Na saúde, o mínimo estipulado é de 15%. Com a implementação da PEC 55, o valor atribuído a esses setores cairá de acordo com a proporção das receitas de impostos e em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Portanto, os desafios para atingir uma saúde pública de qualidade passam pelo cumprimento da CF, pelo desenvolvido do acesso ao saneamento básico e, sobretudo, pela educação pública.

(EBC. Senado Federal, Câmara Legislativa. Disponível em: https://summitsaude.estadao.com.br/desafios-no-brasil/maiores-desafios-da-saude-publica-no-brasil/. Publicado em: 07/11/2019.)

A palavra destacada NÃO é um pronome relativo em:

 

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Imagem para responder às questões 09 e 10.

Enunciado 3647942-1 * “O que importa é que eu quero te ver bem... Bem longe de mim!”

Disponível em: https://tibahia.com/tecnologia/tetra-pak-se-aproxima-do-consumidor-com-embalagens-conectadas)

A imagem apresenta uma caixinha de suco em que é possível identificar uma campanha da empresa contra o uso de conservante na qual há uma conversa entre o abacaxi e o conservante dispensado pelas embalagens. No diálogo, o abacaxi diz: “O que importa é que eu quero te ver bem… Bem longe de mim”. É possível inferir que o interlocutor que ocupa a posição de receptor no diálogo apresentado:

 

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