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Foram encontradas 720 questões.

3794741 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Texto I
Se eu fosse eu
     Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase “se eu fosse eu”, que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar. Diria melhor, sentir.
      E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida. Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei.
      Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho, por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo o que é meu, e confiaria o futuro ao futuro.
     “Se eu fosse eu” parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido. No entanto tenho a intuição de que, passadas as primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teríamos enfim a experiência do mundo. Bem sei, experimentaríamos enfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor, aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais.
(LISPECTOR. Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
Texto II
Como é que se escreve?
     Quando não estou escrevendo, eu simplesmente não sei como se escreve. E se não soasse infantil e falsa a pergunta das mais sinceras, eu escolheria um amigo escritor e lhe perguntaria: como é que se escreve?
    Porque, realmente, como é que se escreve? que é que se diz? e como dizer? e como é que se começa? e que é que se faz com o papel em branco nos defrontando tranquilo?
   Sei que a resposta, por mais que intrigue, é a única: escrevendo. Sou a pessoa que mais se surpreende de escrever. E ainda não me habituei a que me chamem de escritora. Porque, fora das horas em que escrevo, não sei absolutamente escrever. Será que escrever não é um ofício? Não há aprendizagem, então? O que é? Só me considerarei escritora no dia em que eu disser: sei como se escreve.
(LISPECTOR. Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
Ao início do segundo parágrafo do texto I, Clarice Lispector propõe uma conversa direta com seu leitor, incluindo-o no texto, ao lhe sugerir o questionamento que permeia sua reflexão. Ela ainda o acusa de mentir ou ao menos participar de uma mentira, ao usar a 1ª pessoa do plural no trecho “[...] a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara.” (2º§) É correto dizer, atentando-se à flexão verbal do termo sublinhado na reprodução do excerto e à sequência sugerida dos fatos, que a mentira:
 

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3794740 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
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Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica na educação especial, inicial ou continuada. São considerados atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado:
 

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3794739 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
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O texto que se segue caracteriza uma das deficiências cujos portadores constituem-se público-alvo do AEE.

Até o século XVIII era confundida com doença mental e tratada exclusivamente pela medicina por meio da institucionalização que se caracterizava pela retirada das pessoas de suas comunidades de origem, mantendo-as em instituições situadas em localidades distantes de suas famílias, permanecendo isoladas do resto da sociedade, fosse a título de proteção, de tratamento, ou de processo educacional (Aranha, 2001). A partir do século XIX, passou-se a levar em conta as potencialidades desse tipo de pessoa e, aos poucos, estudiosos da área da psicologia e da pedagogia envolveram-se com a questão e realizaram as primeiras intervenções educacionais, principalmente nos países da Europa. Trata-se de uma especificidade ligada a condições genéticas ou outros fatores que ocasionaram alterações no desenvolvimento cerebral da pessoa no período intrauterino, no parto ou nos primeiros anos de vida; portanto, não é uma doença, mas diz respeito ao desenvolvimento que ocorreu de maneira diferenciada, manifestando-se necessariamente no período até os 18 anos de vida. Pessoas com essa especificidade apresentam diferenças significativas em áreas como comunicação, comportamento, autocuidado, vida no lar, segurança e saúde, raciocínio, resolução de problemas, aprendizagem, entre outras, sendo as diferenças observadas em pelo menos duas dessas áreas. O desenvolvimento delas nas áreas envolvidas fica abaixo da média esperada para a sua faixa etária, o que não significa que sua condição é estática. Essa condição demanda algumas intervenções, não apenas de auxílio para o desenvolvimento das atividades cotidianas, mas para a potencialização da sua capacidade intelectual, o que pode ser apoiado e favorecido por um trabalho colaborativo entre família, escola e profissionais especializados, que mobilizarão uma série de estratégias para ampliar o desenvolvimento nas diversas áreas da sua vida e não apenas na área acadêmica.

(Disponível em: https://www.tuasaude.com. Adaptado.)


Tais informações dizem respeito à:
 

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3794738 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
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Os Transtornos Globais do Desenvolvimento caracterizam-se por um comprometimento grave e global em diversas áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social, habilidades de comunicação ou presença de estereotipias de comportamento, interesses e atividades. Os prejuízos qualitativos que definem essas condições representam um desvio acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou idade mental do indivíduo (APA, 2000). Esses transtornos, em geral, se manifestam nos primeiros anos de vida da criança e, frequentemente, estão associados com algum grau de comprometimento intelectual e características descritivas, podendo haver anormalidades no desenvolvimento das habilidades cognitivas. Ao longo do seu processo evolutivo, a criança pode deixar-se envolver passivamente em interações sociais; mesmo nesses casos elas podem tratar as pessoas de maneira incomum. Os índices do transtorno são quatro a cinco vezes superiores para o sexo masculino, sendo que entre as meninas com o transtorno registra-se prevalência de comprometimento mental mais grave. Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) constituem um conjunto composto pelo autismo e outros transtornos que estão associados a este espectro, tais como: transtorno de Rett; transtorno desintegrativo da infância; transtorno de Asperger e transtorno global do Desenvolvimento sem outra especificação; além de estarem incluídas outras nomenclaturas referentes ao autismo como: autismo infantil precoce, autismo infantil, autismo de Kanner, autismo de alto funcionamento, autismo atípico.

(DSM-IV, 2002.)


Considerando as informações apresentadas, assinale a afirmativa correta.
 

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3794737 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
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Observe a imagem a seguir:

Enunciado 4657317-1

(Disponível em: https://pedagogiaonlineead.blogspot.com.)



A partir do exame dos dados verbais e não verbais, infere-se que:
 

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3794736 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Texto I
Se eu fosse eu
     Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase “se eu fosse eu”, que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar. Diria melhor, sentir.
      E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida. Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei.
      Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho, por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo o que é meu, e confiaria o futuro ao futuro.
     “Se eu fosse eu” parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido. No entanto tenho a intuição de que, passadas as primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teríamos enfim a experiência do mundo. Bem sei, experimentaríamos enfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor, aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais.
(LISPECTOR. Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
Texto II
Como é que se escreve?
     Quando não estou escrevendo, eu simplesmente não sei como se escreve. E se não soasse infantil e falsa a pergunta das mais sinceras, eu escolheria um amigo escritor e lhe perguntaria: como é que se escreve?
    Porque, realmente, como é que se escreve? que é que se diz? e como dizer? e como é que se começa? e que é que se faz com o papel em branco nos defrontando tranquilo?
   Sei que a resposta, por mais que intrigue, é a única: escrevendo. Sou a pessoa que mais se surpreende de escrever. E ainda não me habituei a que me chamem de escritora. Porque, fora das horas em que escrevo, não sei absolutamente escrever. Será que escrever não é um ofício? Não há aprendizagem, então? O que é? Só me considerarei escritora no dia em que eu disser: sei como se escreve.
(LISPECTOR. Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
A oração subordinada que dá título ao primeiro texto e dita as reflexões esmiuçadas ao longo de sua estrutura assim o faz por não se concluir já de início; isto é, ao exercer função de adjunto adverbial, confere circunstância às orações seguintes, que a completarão com o desenrolar da crônica reflexiva. Essa circunstância mencionada é evidenciada pela conjunção que introduz a oração subordinada em questão e pode ser corretamente classificada como subordinativa:
 

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3794735 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
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Segundo Glat e Blanco (2007), a sociedade inclusiva é aquela diversificada e estruturada para todos, cujo princípio está alicerçado na diversidade enquanto valor fundamental. Em relação aos aprendizes com altas habilidades e superdotação, constitui-se característica geral desse grupo de indivíduos:
 

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3794734 Ano: 2024
Disciplina: Libras
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
As crianças têm direito de ser criadas e educadas no seio de suas famílias. Cabe, portanto, às instituições educacionais e a seus profissionais estabelecerem, com as famílias, relações de parceria e interlocução no processo educativo infantil porque
 

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3794733 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Provas:
Lewek e Machado (2006) apresentam uma nova visão sobre o conceito de superdotação/alta habilidade – AH/SD que está relacionada à concepção de inteligência como
 

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3794732 Ano: 2024
Disciplina: Pedagogia
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Provas:
Tecnologia assistiva trata-se de uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias, conhecimentos científicos e práticas concebidas e empregadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiências que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais e, consequentemente, promover vida independente e inclusão, abrangendo as seguintes áreas/recursos, EXCETO:
 

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