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A Política Nacional de Saúde Mental, ao defender o
modelo de atenção psicossocial aberto e de base comunitária,
prescinde da atuação do Assistente Social, uma vez que a
dimensão social do sofrimento psíquico é integralmente
absorvida pela equipe multidisciplinar dos Centros de Atenção
Psicossocial (CAPS), eliminando a necessidade de uma
intervenção específica que contemple as particularidades
inerentes à profissão.
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A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), embora
represente um avanço legislativo no combate à violência contra
a mulher, é insuficiente para desmantelar as estruturas
patriarcais que a sustentam, exigindo do Assistente Social uma
atuação que transcenda a mera aplicação da lei, buscando a
promoção de reflexões críticas sobre gênero e poder, mesmo
que estas não resultem em ações diretas de judicialização.
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O processo de mercantilização da saúde, mesmo
após a criação do SUS, ainda se manifesta por meio da
coexistência de sistemas público e privado, o que impõe ao
Assistente Social o desafio de mediar as tensões entre o direito
universal à saúde e a lógica do mercado, sem, no entanto, poder
questionar as bases econômicas que sustentam essa dualidade
em sua intervenção pragmática.
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- Assistência Social
- Políticas SociaisPNAS: Política Nacional de Assistência Social
- Proteção SocialFamíliaProteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente
Situação hipotética: Em um município, a gestão
pública decide desfinanciar os CREAS em detrimento da
ampliação dos serviços de acolhimento institucional, sob a
alegação de que esta última modalidade seria mais eficaz na
proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência.
Assertiva: Tal medida, alinhada à lógica de um Estado mínimo,
contraria frontalmente os preceitos do Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA) e a Política Nacional de Assistência Social
(PNAS), que priorizam a convivência familiar e comunitária e
o fortalecimento de vínculos como eixos centrais da proteção
social.
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A Política Nacional de Direitos Humanos, ao
afirmar a interdependência e indivisibilidade dos direitos
humanos, estabelece um imperativo ético-político para o
Serviço Social, demandando uma prática profissional que
incida na raiz estrutural das violações de direitos, superando
abordagens fenomenológicas que apenas atenuam os sintomas
da questão social.
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O Sistema Único de Assistência Social (SUAS), ao
organizar os serviços em proteção social básica e especial de
média e alta complexidade, instrumentaliza o Assistente Social
na gestão de suas atribuições profissionais, permitindo a
desarticulação das ações em rede para garantir uma maior
flexibilidade na resposta às demandas fragmentadas dos
usuários, sem a necessidade de uma atuação intersetorial que
poderia burocratizar o atendimento.
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A LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social), ao
instituir o benefício de prestação continuada (BPC), reproduz a
lógica assistencialista e seletiva que caracterizava a assistência
social brasileira antes da promulgação da Constituição de 1988,
reforçando a condição de dependência dos usuários e
desconsiderando o caráter de direito social universal da
assistência.
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A Seguridade Social no Brasil, concebida pela
Constituição Federal de 1988 como um tripé que engloba
Saúde, Previdência e Assistência Social, representa um avanço
paradigmático ao universalizar o acesso a direitos, superando a
tradição seletiva e contributiva das políticas sociais
pré-constitucionais, ainda que a efetivação desses direitos seja
tensionada pelas limitações orçamentárias e pela precarização
do trabalho.
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Situação hipotética: Um Assistente Social é
demandado para atuar em uma unidade de saúde que prioriza a
lógica da medicalização dos problemas sociais, relegando a um
segundo plano as dimensões sociais e psicossociais da saúde.
Assertiva: Neste cenário, o profissional deve pautar sua
intervenção pelo princípio da neutralidade profissional,
submetendo-se à hegemonia do discurso biomédico, a fim de
garantir a aprovação institucional de suas ações, sem questionar
as bases ideológicas da instituição.
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O Código de Ética do Assistente Social, ao
estabelecer princípios como o reconhecimento da liberdade
como valor ético central e a defesa intransigente dos direitos
humanos, postula uma práxis profissional que exige do
Assistente Social a superação de concepções conservadoras
sobre família e sociedade, impulsionando a categoria a assumir
uma postura de vanguarda na luta por uma ordem social justa e
igualitária, sem, contudo, prescrever as formas concretas de
organização societal.
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