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2455792 Ano: 2013
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Sete Lagoas-MG
A aprendizagem da matemática na Escola Fundamental apresenta três (3) funções básicas:
1. a função de cálculo,
2. a função informativa e
3. a função social.
Identifique essas funções nas situações abaixo, numerando os parênteses.
( ) Os cientistas já classificaram 56.000 tipos de plantas na flora brasileira.
( ) Ontem a temperatura estava em 26 graus centígrados. Hoje, está em 16 graus. Qual o dia mais frio? Por quê?
( ) O preço de um litro de leite é de R$ 2, 35. Preciso comprar 7 litros. Quanto vou pagar?
( ) O Brasil possui mais de 2 000.000 de habitantes.
( ) Pedro e José são colegas de trabalho. Pedro gasta 30 minutos para chegar ao trabalho. José gasta uma hora e meia. Quem mora mais distante do trabalho?
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é
 

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2455561 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Sete Lagoas-MG
TEXTO 1 (Parte 2)
Sócrates, via Platão (A República, Livro IX), defende que o homem que pratica o mal é o mais infeliz e escravizado de todos, pois está em conflito interno, em desarmonia consigo mesmo, perenemente acossado e paralisado por medos, remorsos e apetites incontroláveis, tendo uma existência desprezível, para sempre amarrado a alguém (sua própria consciência!) onisciente que o condena. Com o devido respeito ao filósofo de Atenas, nesse caso acredito que ele foi excessivamente otimista.
Hannah Arendt me parece ter chegado mais perto da compreensão da perversidade humana ao notar que esse desconforto interior do “pecador” pressupõe um diálogo interno, de cada pessoa com a sua consciência, que na verdade não ocorre com a frequência desejada por Sócrates. Escreve ela: “Tenho certeza de que os maiores males que conhecemos não se devem àquele que tem de confrontar-se consigo mesmo de novo, e cuja maldição é não poder esquecer. Os maiores malfeitores são aqueles que não se lembram porque nunca pensaram na questão”. E, para aqueles que cometem o mal em uma escala menor e o confrontam, Arendt relembra Kant, que sabia que “o desprezo por si próprio, ou melhor, o medo de ter de desprezar a si próprio, muitas vezes não funcionava, e a sua explicação era que o homem pode mentir para si mesmo”. Todo corrupto ou sonegador tem uma explicação, uma lógica para os seus atos, algo que justifique o porquê de uma determinada lei dever se aplicar a todos, sempre, mas não a ele(a.), ou pelo menos não naquele momento em que está cometendo o seu delito.
Cai por terra, assim, um dos poucos consolos das pessoas honestas: “Ah, mas pelo menos eu durmo tranquilo”. Os escroques também! Se eles tivessem dramas de consciência, se travassem um diálogo verdadeiro consigo e seu travesseiro, ou não teriam optado por sua “carreira” ou já teriam se suicidado. Esse diálogo consigo mesmo é fruto do que Freud chamou de superego: seguimos um comportamento moral porque ele nos foi inculcado por nossos pais, e renegá-lo seria correr o risco da perda do amor paterno.
Em “Cai por terra, assim, um dos poucos consolos das pessoas honestas: ‘Ah, mas pelo menos eu durmo tranquilo’.”, o consolo das pessoas honestas cai por terra porque
 

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2455523 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Sete Lagoas-MG
Leia, atentamente, o texto para responder à questão.
SEM ESFORÇO E SEM EXEMPLO
Lya Luft
Não creio que a gente ande tão ruim de português por causa das redes sociais, dos torpedos no celular. Essa reclamação tem cheiro de mofo.
O interessante é que, embora digam que se lê pouco, as editoras vendem mais que nunca, bienais e feiras ficam lotadas, e mesmo assim não conseguimos nos expressar direito, nem oralmente nem por escrito. Se lemos mais, por que escrevemos e falamos mal?
Penso que, coisas verificadas há trinta anos em meus tempos de professora universitária, andamos com problema de raciocínio. Não aprendemos a pensar, observar, argumentar (qualquer esforço maior foi banido de muitas escolas), portanto não sabemos organizar nosso pensamento, muito menos expressá-lo por escrito ou mesmo falando. "Eu sei, mas não sei dizer", "Eu sei, mas não consigo escrever isso"" são frases ouvidas há muito tempo, tempo demais.
A exigência aos alunos baixou de nível assustadoramente, e com isso o ensino entrou em queda vertiginosa. Tudo deve parecer brincadeira. Na infância, ensinam a chamar as professoras de tias, coisa com que, pouco simpática, sempre impliquei: tias são parentes. Professoras, ou o carinhoso profes, ou pros, são pessoas que estão ali para cuidar, sim, mas também para educar já os bem pequenos. Modos à mesa, civilidade, dividir brinquedos, não morder nem bater, socializar-se enfim da maneira menos selvagem possível.
Depois, sim, devem educar e ensinar. Sala de aula é para trabalhar: pátio é para brincar. Não precisa ser sacrifício, mas dar uma sensação de coisa séria, produtiva e boa.
Por alguma razão, lá pela década de 60 inventamos — melhor: importamos — a ideia de que ensinar é antipático e aprender, ou estudar, é crueldade infligida pelos adultos. Tabuada, nem pensar. Ortografia, longe de nós. Notas, abolidas: agora só os vagos conceitos. Reprovação seria o anátema [a condenação]. É preciso esforçar-se, e caprichar, para ser reprovado.
Resultado: alunos saindo do ensino médio para a faculdade sem saber redigir uma página ou parágrafo coerente e em boa ortografia em seu próprio idioma!
O acesso à universidade, devido a esse baixo nível do ensino médio, reduziu-se a um facilitarismo assustador. Hordas de jovens entram na universidade sem o menor preparo. São os futuros bacharéis que não vão passar no exame da Ordem. Na medicina e na engenharia, o resultado pode ser catastrófico: ali se lida com vidas e construções. Em lugar de querer melhorar o nível desse ensino, cogita-se abolir o exame da Ordem. Outras providências desse tipo virão depois. Em vez de elevarmos o nível do ensino básico, vamos adotar o método da não reprovação. Em lugar de exigirmos mais no ensino médio, vamos deixar todos à vontade, pois com tantas cotas e outros recursos vão ingressar na universidade de qualquer jeito. Além do ensino e do aprendizado, facilitamos incrivelmente as coisas no nível da educação, isto é, comportamento, compostura, postura, respeito, civilidade.
Alunos comem, jogam no celular, conversam, riem na sala de aula — na presença do professor que tenta exercer sua dura profissão — como se estivessem no bar. Tente o professor impor autoridade, e possivelmente ele, não o aluno malcriado, será chamado pela direção e admoestado. Caso tenha sido mais severo, quem sabe será processado pelos pais.
Não estou inventando: nesta coluna não escreve a ficcionista, mas a observadora da realidade.
A continuar esse processo antieducação, e nos altos escalões o desfile de péssimos exemplos, impunidades, negociatas e deboches — além do desastroso resultado do julgamento do mensalão, apesar de firulas jurídicas —, teremos problemas bem interessantes nos próximos anos em matéria de dignidade e honradez. Pois tudo isso contamina o sentimento do povo que somos todos nós, e pior: desanima os jovens que precisam de liderança positiva.
Resta buscar ânimo em outras pastagens, para não desistir de ser um cidadão produtivo e decente.
Revista Veja, 06 de outubro de 2013.
É CORRETO afirmar que há dígrafo em:
 

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2455519 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Sete Lagoas-MG
Texto 1
Nome sujo atrapalha no mercado de trabalho?
Breno Borges
Manchete nos principais jornais do país destacou uma decisão inédita do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na terça-feira 06/08. Decisão do STJ facilita a inclusão de inadimplentes na Serasa. Dentre as diversas mudanças, o entendimento do STJ também exime a Serasa de notificar o devedor da inclusão do nome na lista por meio de carta registrada com aviso de recebimento – agora, pode ser por meio de carta comum.
E para o mercado de trabalho, restrições atrapalham na hora de conseguir o emprego?
Muitos já estão imaginando a justificativa mais ideal para o texto, que é: “Se eu estou desempregado, como posso pagar meus débitos?” Sem dúvida, esta seria a resposta ideal, mas não genérica a todas as situações, pois há dois tipos de inadimplentes, visto pela ótica do mercado de trabalho.
Tipo 01
É o inadimplente que, por diversos motivos particulares, sendo um deles o próprio desemprego, se complicou com seus compromissos financeiros, mas que assume seus débitos e busca de todos os meios uma negociação, para que em um determinado tempo possa honrar seus compromissos.
Tipo 02
É o verdadeiro irresponsável financeiro, que tem conhecimento dos seus débitos, mas não dá a mínima para as negociações e cobranças, muitas das vezes transparece que tem consciência de que vai comprar e propositalmente não pagar.
O que o tipo 02 às vezes não sabe é que, com o decorrer do tempo e o agravamento de seu histórico de inadimplências, ficará transparente para o mercado de trabalho a sua conduta de má-fé com os compromissos financeiros na sociedade, gerando assim uma barreira nos processos seletivos pertinentes a alguns setores e cargos no mercado de trabalho.
Quem mais pode sofrer essas consequências são os candidatos aos cargos e setores gerenciais, administrativos e financeiros, até porque é óbvio o motivo da recusa pelas empresas, se você tem uma conduta irresponsável não administrando sua própria vida financeira, imagina atuando como profissional!
É preciso deixar claro que nenhuma empresa pode discriminar um candidato que possui inadimplência, pois, com certeza, sofrerá as consequências da lei pertinente ao assunto, mas toda empresa pode escolher o perfil ideal dos candidatos que ocuparão seus cargos. Nesse perfil poderão estar inclusas suas responsabilidades como cidadão que honra com seus compromissos financeiros, sendo assim, uma análise e pesquisa responsável sobre a conduta dos seus futuros profissionais é comum.
Se você é do tipo 01, fique tranquilo, o mercado de trabalho também sabe; mas se você é do tipo 02 e pretende evoluir profissionalmente, trate de mudar seus hábitos e busque uma negociação para seus débitos, pois, se ainda não aconteceu, mais cedo ou mais tarde seu histórico de inadimplência que indique irresponsabilidades revelará quem você é para o mercado de trabalho, minguando oportunidades profissionais que você planejou por longos anos.
Para finalizar, a dica de hoje é: Cuide com intensidade das suas responsabilidades financeiras, assim como você cuida do seu aprimoramento profissional, sendo assim terá certeza de suas conquistas nas melhores oportunidades do mercado de trabalho. Lembre-se, o profissional é um conjunto que envolve toda uma preparação técnica e profissional, sem deixar de lado as melhores características do bom cidadão, o diálogo. A negociação ainda é o melhor caminho para lidar com a situação de modo geral.
BORGES, Breno. Nome sujo atrapalha no mercado de trabalho?
Disponível em: <http://www.setelagoas.com.br/setelagoas/ colunistas/breno-borges>. Acesso em: 14 set. 2013 (adaptado).
Observe as seguintes palavras:
rabu ento – no ento – berin__ela – sar ento
As lacunas nas palavras acima são preenchidas corretamente por
 

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2455501 Ano: 2013
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Sete Lagoas-MG
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Uma das funções mais importantes da inspeção escolar é a de planejar as diretrizes do sistema educacional ao qual está vinculado o profissional, participando de vários planejamentos e em diferentes níveis. Considerando o perfil necessário ao inspetor escolar, é uma função desse profissional
 

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2455486 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Sete Lagoas-MG
Texto 1
Nome sujo atrapalha no mercado de trabalho?
Breno Borges
Manchete nos principais jornais do país destacou uma decisão inédita do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na terça-feira 06/08. Decisão do STJ facilita a inclusão de inadimplentes na Serasa. Dentre as diversas mudanças, o entendimento do STJ também exime a Serasa de notificar o devedor da inclusão do nome na lista por meio de carta registrada com aviso de recebimento – agora, pode ser por meio de carta comum.
E para o mercado de trabalho, restrições atrapalham na hora de conseguir o emprego?
Muitos já estão imaginando a justificativa mais ideal para o texto, que é: “Se eu estou desempregado, como posso pagar meus débitos?” Sem dúvida, esta seria a resposta ideal, mas não genérica a todas as situações, pois há dois tipos de inadimplentes, visto pela ótica do mercado de trabalho.
Tipo 01
É o inadimplente que, por diversos motivos particulares, sendo um deles o próprio desemprego, se complicou com seus compromissos financeiros, mas que assume seus débitos e busca de todos os meios uma negociação, para que em um determinado tempo possa honrar seus compromissos.
Tipo 02
É o verdadeiro irresponsável financeiro, que tem conhecimento dos seus débitos, mas não dá a mínima para as negociações e cobranças, muitas das vezes transparece que tem consciência de que vai comprar e propositalmente não pagar.
O que o tipo 02 às vezes não sabe é que, com o decorrer do tempo e o agravamento de seu histórico de inadimplências, ficará transparente para o mercado de trabalho a sua conduta de má-fé com os compromissos financeiros na sociedade, gerando assim uma barreira nos processos seletivos pertinentes a alguns setores e cargos no mercado de trabalho.
Quem mais pode sofrer essas consequências são os candidatos aos cargos e setores gerenciais, administrativos e financeiros, até porque é óbvio o motivo da recusa pelas empresas, se você tem uma conduta irresponsável não administrando sua própria vida financeira, imagina atuando como profissional!
É preciso deixar claro que nenhuma empresa pode discriminar um candidato que possui inadimplência, pois, com certeza, sofrerá as consequências da lei pertinente ao assunto, mas toda empresa pode escolher o perfil ideal dos candidatos que ocuparão seus cargos. Nesse perfil poderão estar inclusas suas responsabilidades como cidadão que honra com seus compromissos financeiros, sendo assim, uma análise e pesquisa responsável sobre a conduta dos seus futuros profissionais é comum.
Se você é do tipo 01, fique tranquilo, o mercado de trabalho também sabe; mas se você é do tipo 02 e pretende evoluir profissionalmente, trate de mudar seus hábitos e busque uma negociação para seus débitos, pois, se ainda não aconteceu, mais cedo ou mais tarde seu histórico de inadimplência que indique irresponsabilidades revelará quem você é para o mercado de trabalho, minguando oportunidades profissionais que você planejou por longos anos.
Para finalizar, a dica de hoje é: Cuide com intensidade das suas responsabilidades financeiras, assim como você cuida do seu aprimoramento profissional, sendo assim terá certeza de suas conquistas nas melhores oportunidades do mercado de trabalho. Lembre-se, o profissional é um conjunto que envolve toda uma preparação técnica e profissional, sem deixar de lado as melhores características do bom cidadão, o diálogo. A negociação ainda é o melhor caminho para lidar com a situação de modo geral.
BORGES, Breno. Nome sujo atrapalha no mercado de trabalho?
Disponível em: <http://www.setelagoas.com.br/setelagoas/ colunistas/breno-borges>. Acesso em: 14 set. 2013 (adaptado).
Ditongo é o encontro de dois ou mais sons vocálicos na mesma sílaba. NÃO há ditongo em:
 

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2455457 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Sete Lagoas-MG
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TEXTO 1 (Parte 2)
Sócrates, via Platão (A República, Livro IX), defende que o homem que pratica o mal é o mais infeliz e escravizado de todos, pois está em conflito interno, em desarmonia consigo mesmo, perenemente acossado e paralisado por medos, remorsos e apetites incontroláveis, tendo uma existência desprezível, para sempre amarrado a alguém (sua própria consciência!) onisciente que o condena. Com o devido respeito ao filósofo de Atenas, nesse caso acredito que ele foi excessivamente otimista.
Hannah Arendt me parece ter chegado mais perto da compreensão da perversidade humana ao notar que esse desconforto interior do “pecador” pressupõe um diálogo interno, de cada pessoa com a sua consciência, que na verdade não ocorre com a frequência desejada por Sócrates. Escreve ela: “Tenho certeza de que os maiores males que conhecemos não se devem àquele que tem de confrontar-se consigo mesmo de novo, e cuja maldição é não poder esquecer. Os maiores malfeitores são aqueles que não se lembram porque nunca pensaram na questão”. E, para aqueles que cometem o mal em uma escala menor e o confrontam, Arendt relembra Kant, que sabia que “o desprezo por si próprio, ou melhor, o medo de ter de desprezar a si próprio, muitas vezes não funcionava, e a sua explicação era que o homem pode mentir para si mesmo”. Todo corrupto ou sonegador tem uma explicação, uma lógica para os seus atos, algo que justifique o porquê de uma determinada lei dever se aplicar a todos, sempre, mas não a ele(a.), ou pelo menos não naquele momento em que está cometendo o seu delito.
Cai por terra, assim, um dos poucos consolos das pessoas honestas: “Ah, mas pelo menos eu durmo tranquilo”. Os escroques também! Se eles tivessem dramas de consciência, se travassem um diálogo verdadeiro consigo e seu travesseiro, ou não teriam optado por sua “carreira” ou já teriam se suicidado. Esse diálogo consigo mesmo é fruto do que Freud chamou de superego: seguimos um comportamento moral porque ele nos foi inculcado por nossos pais, e renegá-lo seria correr o risco da perda do amor paterno.
Em “Se eles tivessem dramas de consciência, se travassem um diálogo verdadeiro consigo e seu travesseiro [...]”, os verbos destacados estão flexionados no pretérito imperfeito do subjuntivo, que indica um fato
 

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INSTRUÇÃO: A questão refere -se ao texto 1 a seguir.
Texto 1
A linguagem dos protestos
Com estratégias de contracomunicação e muita criatividade, as manifestações ocuparam o país com palavras e ideias
Por Edgard Murano
A audiência do SPTV 2ª edição, jornalístico da Rede Globo em São Paulo, deve ter estranhado quando luzes verdes refletiram na cabeça do âncora Carlos Tramontina, destoando da iluminação anódina do estúdio. Ao fundo do telejornal, a visão da ponte Octavio Frias de Oliveira, que cruza o rio Pinheiros, na zona sul da cidade, não incluía os cerca de 400 manifestantes que, naquela noite de 11 de julho, protestavam em frente à emissora contra o "monopólio da mídia".
Os feixes de luz que coloriram Tramontina eram canetas-laser apontadas por manifestantes coordenados pelo performer Paulinho Fluxus, que ajudou a preparar a ação com dias de antecedência.
A marcha, uma entre centenas nos últimos dois meses, é um exemplo da sofisticação alcançada pela linguagem de protesto no Brasil. Cada vez mais criativas, provocantes e eficazes na divulgação de suas reivindicações, essas manifestações gravaram seu nome na história da contracomunicação brasileira e desafiaram a mídia tradicional por meio de mensagens que contrariam o establishment. Naquela mesma noite, com um computador e um projetor, o atrevimento dos manifestantes chegou a ponto de estampar na parede do prédio da emissora a frase "Globo sonega", uma alusão às recentes acusações de sonegação fiscal contra a gigante das telecomunicações. E a placa com o nome da ponte que cruza o rio Pinheiros, homenagem ao empresário Octavio Frias (um dos fundadores do jornal Folha de S.Paulo), foi simbolicamente rebatizada como "ponte Jornalista Vladimir Herzog" (morto e torturado pela ditadura em 1975), recebendo um imenso adesivo colado sobre o nome original. A técnica, conhecida como sticker, pertence à chamada street art (com seus grafites, colagens, estênceis etc.), sendo aplicada em sinalizações de trânsito como protesto ou pelo simples prazer de subverter os códigos.
Aparato retórico
Com o atual ímpeto brasileiro de sair às ruas para pedir mudanças e criticar os governantes, atiçado pelo Movimento Passe Livre em São Paulo, um aparato retórico foi mobilizado nas ruas. Cartazes, faixas, slogans, gritos de guerra, pichações, entre outros recursos de contracomunicação, buscaram desestabilizar o discurso institucional e as respostas pré-fabricadas por assessores políticos. Sobretudo, buscaram ressignificar a realidade. Cada palavra dos manifestantes só tinha razão de ser como réplica a um contexto definido de antemão. Para tanto, não raro se valeram da sátira e da paródia para referenciar aquilo a que respondiam.
"A eficácia do discurso do cartaz reside precisamente nesse poder de evocação de discursos anteriormente enunciados e não na relação entre tamanho e quantidade de informação", afirma Eduardo J. M. Camilo no artigo "Minoria tenebrosa, '''Maioria silenciosa'''' – a sátira e a invectiva no cartaz político", no livro Comunicação e Poder [http://bit.ly/14X9xKk].
Entre os cartazes mais fortes fotografados nas ruas desde que os protestos começaram, já virou clássico o que diz "Desculpe o transtorno, estamos mudando o país". A paródia, uma brincadeira com as placas que anunciam obras, rodou o Brasil e foi replicada em diversas manifestações. "Saímos do Facebook", crítica bem-humorada aos chamados "ativistas de sofá", também virou hit. Os altos gastos do governo com a Copa de 2014 também deram a tônica de muitos protestos, e as exigências da Fifa aos brasileiros viraram mote de sátiras virulentas, na linha de "Queremos hospitais padrão Fifa".
"Uma das características do cartaz satírico, numa perspectiva restrita, e da sátira, em geral, é a da reprodução, a da imitação, mas concretizada pelo fenômeno da inversão", explica Eduardo J. M. Camilo.
Bom exemplo do que ele diz é o cartaz "Visite estádio decorado", cujos dizeres foram grafados numa placa em forma de seta que imita anúncios imobiliários, como os pendurados no pescoço de "homens- placas", comuns nas esquinas das grandes cidades.
Reside nessa inversão o principal artifício retórico dos protestos. O próprio ativista, com suas roupas, palavras de ordem e gestual típico de manifestações, é uma tela onde projeta sua mensagem. A pesquisadora Barbara Peccei Szaniecki, em Cartazes Políticos da Contemporaneidade [Redes.com n. 5, em http://bit.ly/14aUIWw], chega a usar o termo "Carnaval" para referir-se às manifestações. "As manifestações carnais são uma recusa de representação transcendente e demanda de cooperação imanente; são o Carnaval de nossos tempos", afirma.
Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos/94/a-linguagem-dos-protestos-293651-1.asp [adaptado]
Os altos gastos do governo com a Copa de 2014 também deram a tônica de muitos protestos, e as exigências da Fifa aos brasileiros viraram mote de sátiras virulentas, na linha de "Queremos hospitais padrão Fifa".
Preserva-se o sentido da frase acima, caso a palavra em destaque seja substituída por:
 

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Questão presente nas seguintes provas
2455251 Ano: 2013
Disciplina: Matemática
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Sete Lagoas-MG
Uma caixa cúbica com 1 metro de aresta interna comporta, no máximo,
 

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2455229 Ano: 2013
Disciplina: Nutrição
Banca: FUMARC
Orgão: Pref. Sete Lagoas-MG
Os cardápios elaborados na alimentação escolar devem possuir todos os grupos de alimentos que fornecerão os nutrientes necessários para o crescimento e o desenvolvimento dos educandos.
Associe a primeira coluna (grupos dos alimentos) com a segunda (principais nutrientes), numerando os parênteses de acordo com os princípios do Guia Alimentar para a População Brasileira:
1 Cereais ( ) Vitamina E e ácidos graxos essenciais
2 Hortaliças (....) Cálcio, proteína, vitamina A e vitamina D
3 Frutas (....) Vitamina A, vitamina C, ácido fólico, ferro e fibra alimentar
4 Leite e derivados (....) Proteína, ferro, zinco e vitaminas do complexo B
5 Carnes e ovos (....) Carboidratos complexos, vitaminas do complexo B e fibra alimentar
6 Óleos e gorduras (....) Vitamina A, vitamina C, potássio e fibra alimentar
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
 

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