Foram encontradas 70 questões.
Considerando o Calendário Básico de Vacinação da Criança (BRASIL, 2013), a vacina difteria, tétano, pertusis, Hepatite B e haemófilos influenzae B está recomendada para ser aplicada em , aos .
A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas acima é:
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A questão 14 baseia-se na Figura 3, que mostra a janela principal do LibreOffice Writer. Abaixo dessa janela, foram destacados vários ícones desse editor de texto, de modo a facilitar a visualização e a resolução da questão.

Figura 3 - Janela principal do LibreOffice Writer
Na janela principal do LibreOffice Writer, mostrada na Figura 3, dando-se um clique, com o botão esquerdo do mouse, sobre o ícone apontado pela seta nº
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Baseado no Acolhimento e na Classificação de Risco nos Serviços de Urgência, Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS (BRASIL, 2009), o acolhimento já acumula uma farta experiência em diversos serviços de saúde oferecidos pelo SUS. Essa experiência é heterogênea como o próprio SUS e tem acúmulos positivos e negativos. Reconhecer essa longa trajetória ao falar do acolhimento significa legitimar que grande parte do que sabemos hoje se deve a esse acúmulo prático. O processo de acolhimento deve ocorrer em articulação com as várias diretrizes propostas para as mudanças nos processos de trabalho e gestão dos serviços como:
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Baseado em Saúde Sexual e Reprodutiva (BRASIL, 2010), assinale abaixo com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as afirmativas falsas, sobre os marcos legais e políticos dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos de adolescentes e jovens.
( ) A Constituição Brasileira de 1988 reconheceu, no seu art. 237, crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, modificando toda uma legislação anterior que considerava meninos e meninas como propriedades dos seus pais.
( ) Em 1989, o Ministério da Saúde criou o Programa de Saúde do Adolescente (PROSAD), para a faixa etária de 10 a 19 anos, 11 meses e 29 dias. Entre as áreas prioritárias desse programa, encontravam-se a saúde sexual e a saúde reprodutiva.
( ) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) circunscreve a adolescência como o período de vida que vai dos 12 aos 18 anos de idade. A Organização Mundial de Saúde (OMS), por sua vez, delimita a adolescência como a segunda década de vida, período compreendido entre os 10 e os 19 anos, 11 meses e 29 dias, e a juventude como o período que vai dos 15 aos 24 anos. Há, portanto, intersecção entre a segunda metade da adolescência e os primeiros anos da juventude.
( ) No Brasil, entre os principais avanços legais que norteiam a atenção à saúde de adolescentes, destaca-se a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, que regulamenta o art. 237 da Constituição Federal de 1988.
( ) A Convenção sobre os Direitos da Criança, apro- vada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1990, significou uma importante mudança de paradigma para a proteção da infância e da adolescência, reconhecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e não objetos de intervenção do Estado, da família ou da sociedade.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) é o produto de um importante processo de negociação e pactuação das três esferas de gestão do SUS, que contou com vários momentos, nos quais o MS e os gestores municipais e estaduais, representados pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), respectivamente, debateram e formularam soluções para viabilizar um desenho do programa que possa permitir a ampliação do acesso e melhoria da qualidade da atenção básica em todo o Brasil, (BRASIL. Ministério da Saúde. Manual instrutivo do PMAQ – 2012). Entre os objetivos específicos do PMAQ, é possível citar:
I. Ampliar o impacto da Atenção Básica (AB) sobre as condições de saúde da população e sobre a satisfação dos seus usuários, por meio de estratégias de facilitação do acesso e melhoria da qualidade dos serviços e ações da AB.
II. Promover maior conformidade das UBS com os princípios da AB, aumentando a efetividade na melhoria das condições de saúde, na satisfação dos usuários, na qualidade das práticas de saúde e na eficiência e efetividade do sistema de saúde.
III. Promover a qualidade e inovação na gestão da AB, fortalecendo os processos de autoavaliação, monitoramento e avaliação, apoio institucional e educação permanente nas três esferas de governo.
IV. Melhorar a qualidade da alimentação e uso dos sistemas de informação como ferramenta de gestão da AB.
V. Estimular o foco da Atenção Secundária no usuário, promovendo a transparência dos processos de gestão, além de promover a participação, o controle social e a responsabilidade sanitária dos profissionais e gestores de saúde com a melhoria das condições de saúde e satisfação dos usuários.
Quais estão corretas?
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A questão 13 baseia-se na Figura 5, que mostra a janela principal do LibreOffice Calc, sobre a qual devem ser considerados os seguintes aspectos: (1) encontram-se selecionadas as colunas "B", "C" e "D"; e (2) com exceção da coluna "A", todas as demais estão com a largura padrão do LibreOffice Calc.

Figura 5 - Janela principal do LibreOffice Calc
Na janela principal do LibreOffice Calc, observa-se que, ao posicionar o ponteiro do mouse exatamente na linha vertical que separa duas colunas, ele passa a ser exibido no formato de uma barra vertical, com uma seta voltada para cada lado
, como apontado pela seta nº 1. Nesse caso, pode-se afirmar que:
I. Estando o ponteiro do mouse com o formato apontado pela seta nº 1, dando-se um duplo clique no botão esquerdo do mouse, a área de trabalho dessa planilha eletrônica será exibida da seguinte forma:

II. Posicionando-se o ponteiro do mouse no local apontado pela seta nº 2, de modo que o cursor do mouse fique no formato de barra vertical, com uma seta para cada lado
, e, a seguir, dando-se um duplo clique, no botão esquerdo do mouse, a área de trabalho dessa planilha eletrônica será exibida da seguinte forma:

III. Posicionando-se o ponteiro do mouse no local apontado pela seta nº 3, de modo que o cursor do mouse fique no formato de barra vertical, com uma seta para cada lado
, e, a seguir, dando-se um duplo clique, no botão esquerdo do mouse, a área de trabalho dessa planilha eletrônica será exibida da seguinte forma:

Quais estão corretas?
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
O que nos torna humano: poder se entupir de panetone, real e metaforicamente.
- Vamos deixar uma coisa clara desde o começo: eu adoro panetone. Mas passei ao largo de todas as
- caixas que compramos para o Natal. Por uma razão simples: com 353 calorias em cada 100 gramas,
- aquilo é uma legítima bomba calórica (para você ter uma ideia, 100 gramas de açúcar puro dariam 400
- calorias). Chocottone, então, nem se fala: como é ainda mais rico em gorduras do que o Panettone, à taxa
- de 443 kCal por 100 gramas, o treco é mais engordativo até do que açúcar puro.
- Engordativo, porém nutritivo - o que me leva ao título do post: a hipótese atualmente badalada de que
- o que nos tornou humanos, dotados de um cérebro com muito mais neurônios do que os dos outros
- animais, foi a cozinha: a aquisição da habilidade de usar o fogo para preparar alimentos.
- Não, o nosso cérebro não é o maior de todos (elefantes e cetáceos variados nos deixam no chinelo),
- mas é possivelmente o que tem o maior número de neurônios concentrados em uma cabeça só: 86
- bilhões deles. No entanto, nossos ancestrais, os australopitecíneos, tinham provavelmente apenas tantos
- neurônios quanto os gorilas têm hoje – cerca de 30 bilhões, segundo estimativas nossas no laboratório –,
- e habilidades ao que tudo indica parecidas. Chegar às nossas habilidades atuais talvez só tenha sido
- possível graças ao aumento enorme no número de neurônios no cérebro. Pelas nossas estimativas no
- laboratório, o primeiro Homo, o H. erectus, tinha quase o dobro de neurônios do nosso avô
- australopitecíneo; e nós, Homo sapiens, hoje chegamos a três vezes mais neurônios do que esse avô.
- Um tal número enorme de neurônios tem, no entanto, um custo igualmente enorme: é preciso energia
- para mantê-los funcionando, que vem necessariamente de alimentos ingeridos (já que não fazemos
- fotossíntese). E conseguir energia suficiente para alimentar esse cérebro é hoje possível, e em pouco
- tempo, graças não ao carnivorismo, nem ao domínio do fogo, mas à junção das duas coisas: o uso do
- fogo para preparar alimentos (carnes inclusive), uma invenção de nosso ancestral Homo erectus,
- cérebro aumentou bastante de tamanho durante sua existência provavelmente já incrementada pela
- cozinha.
- Acontece que o aproveitamento de energia de alimentos crus é péssimo. grama de carboidrato ou
- proteína rende potencialmente 4 calorias, mas somente se essa grama for inteiramente quebrada pelas
- enzimas do organismo - o que dificilmente acontece com alimentos crus (e as tabelas nutricionais dos
- alimentos ignoram). Do contrário, o rendimento é baixo: uma batata crua, por exemplo, rende ao
- organismo que a ingere apenas um terço da energia que a mesma batata cozida oferece.
- Como se não bastasse, as refeições cruas são necessariamente mais longas, já que a mastigação é
- difícil. Chimpanzés, por exemplo, são forçados a passar seis horas por dia mastigando folhas, frutas e
- raízes, e eles precisam de uma hora de mastigação para engolir aproximadamente 300 g de carne crua.
- Um bife com as mesmas 300 g, por outro lado, pode ser devorado por um humano em uns
- cinco a dez minutos - e olha que nem temos os caninos poderosos com os quais os chimpanzés
- dilaceram a carne.
- Em suma: comer cru é coisa de seres não humanos, e por pura incompetência para fazer diferente.
- Em zoológicos e santuários, gorilas e chimpanzés viram grandes fãs de alimentos cozidos. Os humanos
- que hoje decidem (enganadamente) adotar uma dieta de alimentos crus sofrem as consequências: seu
- colesterol é de fato saudável, mas eles vivem famintos e desnutridos, pois demoram horas para ingerir
- alimentos que rendem bem pouco em termos de energia.
- Cozidos, os alimentos amolecem e se tornam mais fáceis de mastigar e engolir; podem ser comidos
- mais rapidamente; e a digestão é quase completa, com rendimento calórico praticamente total, pois as
- enzimas digestivas ganham acesso mais fácil ao alimento. Ou seja: consegue-se mais energia em menos
- tempo.
- Se não cozinhássemos, teríamos que passar mais de seis horas por dia mastigando para
- conseguirmos a energia necessária para manter cérebro e corpo. Ao invés disso, conseguimos em meros
- 10 minutos engolfar as 2 mil calorias necessárias para um dia: basta uma visita ao MacDonald's mais
- próximo - ou devorar de uma vez só um Panettone pequeno de 500 gramas (o que, francamente, é
- bastante fácil de fazer).
(Fonte: Texto adptado de: http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2010/1/5/o-que-nos-torna-humanos-poder-se-entupir-de- panetone-real-e.html)
Analise as afirmações que se fazem sobre aspectos morfológicos.
I. A palavra ‘carnivorismo’ (l.20) é formada por composição, assim como ocorre em ‘carboidrato’ (l.24).
II. Tanto ‘rendimento’ (l.27) como ‘mastigação’ (l.31) são formados por derivação sufixal.
III. Enquanto ‘desnutridos’ (l.38) é formada por derivação prefixal, ‘incompetência’ (l.35) é formada por uma derivação parassintética.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
O que nos torna humano: poder se entupir de panetone, real e metaforicamente.
- Vamos deixar uma coisa clara desde o começo: eu adoro panetone. Mas passei ao largo de todas as
- caixas que compramos para o Natal. Por uma razão simples: com 353 calorias em cada 100 gramas,
- aquilo é uma legítima bomba calórica (para você ter uma ideia, 100 gramas de açúcar puro dariam 400
- calorias). Chocottone, então, nem se fala: como é ainda mais rico em gorduras do que o Panettone, à taxa
- de 443 kCal por 100 gramas, o treco é mais engordativo até do que açúcar puro.
- Engordativo, porém nutritivo - o que me leva ao título do post: a hipótese atualmente badalada de que
- o que nos tornou humanos, dotados de um cérebro com muito mais neurônios do que os dos outros
- animais, foi a cozinha: a aquisição da habilidade de usar o fogo para preparar alimentos.
- Não, o nosso cérebro não é o maior de todos (elefantes e cetáceos variados nos deixam no chinelo),
- mas é possivelmente o que tem o maior número de neurônios concentrados em uma cabeça só: 86
- bilhões deles. No entanto, nossos ancestrais, os australopitecíneos, tinham provavelmente apenas tantos
- neurônios quanto os gorilas têm hoje – cerca de 30 bilhões, segundo estimativas nossas no laboratório –,
- e habilidades ao que tudo indica parecidas. Chegar às nossas habilidades atuais talvez só tenha sido
- possível graças ao aumento enorme no número de neurônios no cérebro. Pelas nossas estimativas no
- laboratório, o primeiro Homo, o H. erectus, tinha quase o dobro de neurônios do nosso avô
- australopitecíneo; e nós, Homo sapiens, hoje chegamos a três vezes mais neurônios do que esse avô.
- Um tal número enorme de neurônios tem, no entanto, um custo igualmente enorme: é preciso energia
- para mantê-los funcionando, que vem necessariamente de alimentos ingeridos (já que não fazemos
- fotossíntese). E conseguir energia suficiente para alimentar esse cérebro é hoje possível, e em pouco
- tempo, graças não ao carnivorismo, nem ao domínio do fogo, mas à junção das duas coisas: o uso do
- fogo para preparar alimentos (carnes inclusive), uma invenção de nosso ancestral Homo erectus,
- cérebro aumentou bastante de tamanho durante sua existência provavelmente já incrementada pela
- cozinha.
- Acontece que o aproveitamento de energia de alimentos crus é péssimo. grama de carboidrato ou
- proteína rende potencialmente 4 calorias, mas somente se essa grama for inteiramente quebrada pelas
- enzimas do organismo - o que dificilmente acontece com alimentos crus (e as tabelas nutricionais dos
- alimentos ignoram). Do contrário, o rendimento é baixo: uma batata crua, por exemplo, rende ao
- organismo que a ingere apenas um terço da energia que a mesma batata cozida oferece.
- Como se não bastasse, as refeições cruas são necessariamente mais longas, já que a mastigação é
- difícil. Chimpanzés, por exemplo, são forçados a passar seis horas por dia mastigando folhas, frutas e
- raízes, e eles precisam de uma hora de mastigação para engolir aproximadamente 300 g de carne crua.
- Um bife com as mesmas 300 g, por outro lado, pode ser devorado por um humano em uns
- cinco a dez minutos - e olha que nem temos os caninos poderosos com os quais os chimpanzés
- dilaceram a carne.
- Em suma: comer cru é coisa de seres não humanos, e por pura incompetência para fazer diferente.
- Em zoológicos e santuários, gorilas e chimpanzés viram grandes fãs de alimentos cozidos. Os humanos
- que hoje decidem (enganadamente) adotar uma dieta de alimentos crus sofrem as consequências: seu
- colesterol é de fato saudável, mas eles vivem famintos e desnutridos, pois demoram horas para ingerir
- alimentos que rendem bem pouco em termos de energia.
- Cozidos, os alimentos amolecem e se tornam mais fáceis de mastigar e engolir; podem ser comidos
- mais rapidamente; e a digestão é quase completa, com rendimento calórico praticamente total, pois as
- enzimas digestivas ganham acesso mais fácil ao alimento. Ou seja: consegue-se mais energia em menos
- tempo.
- Se não cozinhássemos, teríamos que passar mais de seis horas por dia mastigando para
- conseguirmos a energia necessária para manter cérebro e corpo. Ao invés disso, conseguimos em meros
- 10 minutos engolfar as 2 mil calorias necessárias para um dia: basta uma visita ao MacDonald's mais
- próximo - ou devorar de uma vez só um Panettone pequeno de 500 gramas (o que, francamente, é
- bastante fácil de fazer).
(Fonte: Texto adptado de: http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2010/1/5/o-que-nos-torna-humanos-poder-se-entupir-de- panetone-real-e.html)
Em relação à pontuação, analise as assertivas que seguem, assinalando V (verdadeira) ou F (falsa).
( ) Desconsiderando o uso de maiúsculas, poder-seia substituir o ponto final da linha 02 por uma vírgula sem causar incorreções.
( ) Caso fosse inserida uma vírgula antes da palavra ‘que’ (l.37) e outra depois da palavra ‘crus’ (l.37), não haveria alteração no sentido da frase.
( ) As vírgulas da linha 16 são usadas pelo mesmo motivo que as da linha 30.
( ) Os parênteses da linha 37 não poderiam ser substituídos por vírgulas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
O que nos torna humano: poder se entupir de panetone, real e metaforicamente.
- Vamos deixar uma coisa clara desde o começo: eu adoro panetone. Mas passei ao largo de todas as
- caixas que compramos para o Natal. Por uma razão simples: com 353 calorias em cada 100 gramas,
- aquilo é uma legítima bomba calórica (para você ter uma ideia, 100 gramas de açúcar puro dariam 400
- calorias). Chocottone, então, nem se fala: como é ainda mais rico em gorduras do que o Panettone, à taxa
- de 443 kCal por 100 gramas, o treco é mais engordativo até do que açúcar puro.
- Engordativo, porém nutritivo - o que me leva ao título do post: a hipótese atualmente badalada de que
- o que nos tornou humanos, dotados de um cérebro com muito mais neurônios do que os dos outros
- animais, foi a cozinha: a aquisição da habilidade de usar o fogo para preparar alimentos.
- Não, o nosso cérebro não é o maior de todos (elefantes e cetáceos variados nos deixam no chinelo),
- mas é possivelmente o que tem o maior número de neurônios concentrados em uma cabeça só: 86
- bilhões deles. No entanto, nossos ancestrais, os australopitecíneos, tinham provavelmente apenas tantos
- neurônios quanto os gorilas têm hoje – cerca de 30 bilhões, segundo estimativas nossas no laboratório –,
- e habilidades ao que tudo indica parecidas. Chegar às nossas habilidades atuais talvez só tenha sido
- possível graças ao aumento enorme no número de neurônios no cérebro. Pelas nossas estimativas no
- laboratório, o primeiro Homo, o H. erectus, tinha quase o dobro de neurônios do nosso avô
- australopitecíneo; e nós, Homo sapiens, hoje chegamos a três vezes mais neurônios do que esse avô.
- Um tal número enorme de neurônios tem, no entanto, um custo igualmente enorme: é preciso energia
- para mantê-los funcionando, que vem necessariamente de alimentos ingeridos (já que não fazemos
- fotossíntese). E conseguir energia suficiente para alimentar esse cérebro é hoje possível, e em pouco
- tempo, graças não ao carnivorismo, nem ao domínio do fogo, mas à junção das duas coisas: o uso do
- fogo para preparar alimentos (carnes inclusive), uma invenção de nosso ancestral Homo erectus,
- cérebro aumentou bastante de tamanho durante sua existência provavelmente já incrementada pela
- cozinha.
- Acontece que o aproveitamento de energia de alimentos crus é péssimo. grama de carboidrato ou
- proteína rende potencialmente 4 calorias, mas somente se essa grama for inteiramente quebrada pelas
- enzimas do organismo - o que dificilmente acontece com alimentos crus (e as tabelas nutricionais dos
- alimentos ignoram). Do contrário, o rendimento é baixo: uma batata crua, por exemplo, rende ao
- organismo que a ingere apenas um terço da energia que a mesma batata cozida oferece.
- Como se não bastasse, as refeições cruas são necessariamente mais longas, já que a mastigação é
- difícil. Chimpanzés, por exemplo, são forçados a passar seis horas por dia mastigando folhas, frutas e
- raízes, e eles precisam de uma hora de mastigação para engolir aproximadamente 300 g de carne crua.
- Um bife com as mesmas 300 g, por outro lado, pode ser devorado por um humano em uns
- cinco a dez minutos - e olha que nem temos os caninos poderosos com os quais os chimpanzés
- dilaceram a carne.
- Em suma: comer cru é coisa de seres não humanos, e por pura incompetência para fazer diferente.
- Em zoológicos e santuários, gorilas e chimpanzés viram grandes fãs de alimentos cozidos. Os humanos
- que hoje decidem (enganadamente) adotar uma dieta de alimentos crus sofrem as consequências: seu
- colesterol é de fato saudável, mas eles vivem famintos e desnutridos, pois demoram horas para ingerir
- alimentos que rendem bem pouco em termos de energia.
- Cozidos, os alimentos amolecem e se tornam mais fáceis de mastigar e engolir; podem ser comidos
- mais rapidamente; e a digestão é quase completa, com rendimento calórico praticamente total, pois as
- enzimas digestivas ganham acesso mais fácil ao alimento. Ou seja: consegue-se mais energia em menos
- tempo.
- Se não cozinhássemos, teríamos que passar mais de seis horas por dia mastigando para
- conseguirmos a energia necessária para manter cérebro e corpo. Ao invés disso, conseguimos em meros
- 10 minutos engolfar as 2 mil calorias necessárias para um dia: basta uma visita ao MacDonald's mais
- próximo - ou devorar de uma vez só um Panettone pequeno de 500 gramas (o que, francamente, é
- bastante fácil de fazer).
(Fonte: Texto adptado de: http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2010/1/5/o-que-nos-torna-humanos-poder-se-entupir-de- panetone-real-e.html)
Considere as propostas de reescrita de frases retiradas do texto.
I. ‘comer cru é coisa de seres não humanos, e por pura incompetência para fazer diferente’ (l.35) – Quem não é humano é incapaz de comer alimentos crus.
II. ‘Cozidos, os alimentos amolecem e se tornam mais fáceis de mastigar e de engolir’ (l.40) – Alimentos amolecidos por causa do cozimento fazem com que haja maior facilidade de mastigação e de deglutição.
III. ‘Se não cozinhássemos, teríamos que passar mais de seis horas por dia mastigando’ (l.44) – O fato de não cozinhar implicaria a necessidade de mastigar os alimentos por mais de seis horas por dia.
Quais alteram o sentido da frase original?
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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
O que nos torna humano: poder se entupir de panetone, real e metaforicamente.
- Vamos deixar uma coisa clara desde o começo: eu adoro panetone. Mas passei ao largo de todas as
- caixas que compramos para o Natal. Por uma razão simples: com 353 calorias em cada 100 gramas,
- aquilo é uma legítima bomba calórica (para você ter uma ideia, 100 gramas de açúcar puro dariam 400
- calorias). Chocottone, então, nem se fala: como é ainda mais rico em gorduras do que o Panettone, à taxa
- de 443 kCal por 100 gramas, o treco é mais engordativo até do que açúcar puro.
- Engordativo, porém nutritivo - o que me leva ao título do post: a hipótese atualmente badalada de que
- o que nos tornou humanos, dotados de um cérebro com muito mais neurônios do que os dos outros
- animais, foi a cozinha: a aquisição da habilidade de usar o fogo para preparar alimentos.
- Não, o nosso cérebro não é o maior de todos (elefantes e cetáceos variados nos deixam no chinelo),
- mas é possivelmente o que tem o maior número de neurônios concentrados em uma cabeça só: 86
- bilhões deles. No entanto, nossos ancestrais, os australopitecíneos, tinham provavelmente apenas tantos
- neurônios quanto os gorilas têm hoje – cerca de 30 bilhões, segundo estimativas nossas no laboratório –,
- e habilidades ao que tudo indica parecidas. Chegar às nossas habilidades atuais talvez só tenha sido
- possível graças ao aumento enorme no número de neurônios no cérebro. Pelas nossas estimativas no
- laboratório, o primeiro Homo, o H. erectus, tinha quase o dobro de neurônios do nosso avô
- australopitecíneo; e nós, Homo sapiens, hoje chegamos a três vezes mais neurônios do que esse avô.
- Um tal número enorme de neurônios tem, no entanto, um custo igualmente enorme: é preciso energia
- para mantê-los funcionando, que vem necessariamente de alimentos ingeridos (já que não fazemos
- fotossíntese). E conseguir energia suficiente para alimentar esse cérebro é hoje possível, e em pouco
- tempo, graças não ao carnivorismo, nem ao domínio do fogo, mas à junção das duas coisas: o uso do
- fogo para preparar alimentos (carnes inclusive), uma invenção de nosso ancestral Homo erectus,
- cérebro aumentou bastante de tamanho durante sua existência provavelmente já incrementada pela
- cozinha.
- Acontece que o aproveitamento de energia de alimentos crus é péssimo. grama de carboidrato ou
- proteína rende potencialmente 4 calorias, mas somente se essa grama for inteiramente quebrada pelas
- enzimas do organismo - o que dificilmente acontece com alimentos crus (e as tabelas nutricionais dos
- alimentos ignoram). Do contrário, o rendimento é baixo: uma batata crua, por exemplo, rende ao
- organismo que a ingere apenas um terço da energia que a mesma batata cozida oferece.
- Como se não bastasse, as refeições cruas são necessariamente mais longas, já que a mastigação é
- difícil. Chimpanzés, por exemplo, são forçados a passar seis horas por dia mastigando folhas, frutas e
- raízes, e eles precisam de uma hora de mastigação para engolir aproximadamente 300 g de carne crua.
- Um bife com as mesmas 300 g, por outro lado, pode ser devorado por um humano em uns
- cinco a dez minutos - e olha que nem temos os caninos poderosos com os quais os chimpanzés
- dilaceram a carne.
- Em suma: comer cru é coisa de seres não humanos, e por pura incompetência para fazer diferente.
- Em zoológicos e santuários, gorilas e chimpanzés viram grandes fãs de alimentos cozidos. Os humanos
- que hoje decidem (enganadamente) adotar uma dieta de alimentos crus sofrem as consequências: seu
- colesterol é de fato saudável, mas eles vivem famintos e desnutridos, pois demoram horas para ingerir
- alimentos que rendem bem pouco em termos de energia.
- Cozidos, os alimentos amolecem e se tornam mais fáceis de mastigar e engolir; podem ser comidos
- mais rapidamente; e a digestão é quase completa, com rendimento calórico praticamente total, pois as
- enzimas digestivas ganham acesso mais fácil ao alimento. Ou seja: consegue-se mais energia em menos
- tempo.
- Se não cozinhássemos, teríamos que passar mais de seis horas por dia mastigando para
- conseguirmos a energia necessária para manter cérebro e corpo. Ao invés disso, conseguimos em meros
- 10 minutos engolfar as 2 mil calorias necessárias para um dia: basta uma visita ao MacDonald's mais
- próximo - ou devorar de uma vez só um Panettone pequeno de 500 gramas (o que, francamente, é
- bastante fácil de fazer).
(Fonte: Texto adptado de: http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2010/1/5/o-que-nos-torna-humanos-poder-se-entupir-de- panetone-real-e.html)
Considere as seguintes propostas de alteração.
I. Substituição de ‘ao largo de’ (l.01) por ‘por’.
II. Inserção de ‘totalmente’ antes da palavra ‘incrementada’ (l.22).
III. Substituição de ‘dilaceram’ (l.34) por ‘comem’.
IV. Substituição de ‘engolfar’ (l.46) por ‘absorver’.
Quais causariam algum tipo de alteração semântica ou sintática ao contexto de ocorrência?
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