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Responda a questão, com base no Texto I
Texto I
Subnutrição intelectual, anemia cívica
Uma das anedotas do folclore político brasileiro contava que, nas áreas de fronteira do Brasil com o Uruguai, não definidas pelos chamados acidentes naturais, o único método seguro para saber se havíamos deixado solo gaúcho era estar atento ao aparecimento de prédios escolares. Triste anedota que, ao menos, fazia justiça a um experimento empreendido pela pequena e notável República Oriental do Uruguai no final do século 19: a reforma educacional. Implantada por José Pedro varela, intelectual e estadista uruguaio, a reforma de 1877 baseou-se nas teses de seu principal livro – La educación del pueblo (1974) – e tinha como objetivo constituir uma identidade nacional através da educação.
Para efeito de comparação histórica, o Brasil, a essa altura, ainda debatia sobre os perigos de uma abolição do trabalho escravo, se feita de modo abrupto e impensado. A moderadíssima Lei do Ventre Livre havia sido promulgada apenas três anos antes (em 1871) e levaríamos ainda muitos anos para banir a escravidão (1888).
Com Varela, o Uruguai pôde experimentar a aplicação dos princípios da escola laica, pública e voltada, mais do que para a proficiência educacional, para a formação de cidadãos. Em suma, a reforma introduzida estabeleceu as bases de uma formação cívica, até hoje visível nos hábitos políticos e culturais daquele país.
O pessimismo da anedota pode ser refutado por um indicador aparentemente invencível: hoje, no Brasil, 97% dos jovens de 7 a 14 anos estão na escola. Uma filigrana estatística afasta-nos, pois, da universalidade de cobertura do ensino público fundamental. Há, portanto, escolas do lado de cá. No entanto, estamos diante de um fenômeno grave: a ampla cobertura educacional convive com o fato de a escola ter baixa importância na vida desses jovens. Em outros termos, seu tempo de permanência nas escolas é pífio: em média, 4,3 horas por dia.
Com efeito, é possível infelizmente reproduzir um padrão de baixa escolaridade, associado à universalização do ensino. Basta manter as crianças por poucas horas, desvalorizar material e simbolicamente a profissão dos educadores e comemorar índices enganadores. Na sombra, continuam a proliferar a subnutrição intelectual e a analfabetismo científico, ingredientes indispensáveis para a anemia cívica.
(Renato Lessa. Revista Ciência Hoje. Outubro de 2006, p. 1. Com cortes)
O período que inicia o texto tem como função:
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Texto I
Subnutrição intelectual, anemia cívica
Uma das anedotas do folclore político brasileiro contava que, nas áreas de fronteira do Brasil com o Uruguai, não definidas pelos chamados acidentes naturais, o único método seguro para saber se havíamos deixado solo gaúcho era estar atento ao aparecimento de prédios escolares. Triste anedota que, ao menos, fazia justiça a um experimento empreendido pela pequena e notável República Oriental do Uruguai no final do século 19: a reforma educacional. Implantada por José Pedro varela, intelectual e estadista uruguaio, a reforma de 1877 baseou-se nas teses de seu principal livro – La educación del pueblo (1974) – e tinha como objetivo constituir uma identidade nacional através da educação.
Para efeito de comparação histórica, o Brasil, a essa altura, ainda debatia sobre os perigos de uma abolição do trabalho escravo, se feita de modo abrupto e impensado. A moderadíssima Lei do Ventre Livre havia sido promulgada apenas três anos antes (em 1871) e levaríamos ainda muitos anos para banir a escravidão (1888).
Com Varela, o Uruguai pôde experimentar a aplicação dos princípios da escola laica, pública e voltada, mais do que para a proficiência educacional, para a formação de cidadãos. Em suma, a reforma introduzida estabeleceu as bases de uma formação cívica, até hoje visível nos hábitos políticos e culturais daquele país.
O pessimismo da anedota pode ser refutado por um indicador aparentemente invencível: hoje, no Brasil, 97% dos jovens de 7 a 14 anos estão na escola. Uma filigrana estatística afasta-nos, pois, da universalidade de cobertura do ensino público fundamental. Há, portanto, escolas do lado de cá. No entanto, estamos diante de um fenômeno grave: a ampla cobertura educacional convive com o fato de a escola ter baixa importância na vida desses jovens. Em outros termos, seu tempo de permanência nas escolas é pífio: em média, 4,3 horas por dia.
Com efeito, é possível infelizmente reproduzir um padrão de baixa escolaridade, associado à universalização do ensino. Basta manter as crianças por poucas horas, desvalorizar material e simbolicamente a profissão dos educadores e comemorar índices enganadores. Na sombra, continuam a proliferar a subnutrição intelectual e a analfabetismo científico, ingredientes indispensáveis para a anemia cívica.
(Renato Lessa. Revista Ciência Hoje. Outubro de 2006, p. 1. Com cortes)
Assinale a alternativa que representa integralmente a tese do autor:
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Considerando as formulações referentes à gestão democrática da educação, contidas no ordenamento jurídico ora vigente no país, NÃO se pode afirmar que
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Preencha a segunda coluna de acordo com a primeira, considerando a estruturação e o sentido do texto:
( 1 ) Conforme essa média foi sendo elevada, a educação passou a amenizar as diferenças salariais.
( 2 ) Essa é a conclusão da dissertação de mestrado da economista Priscilla de Albuquerque Tavares, apresentada de Economia e Administração da USP, em dezembro do ano passado.
( 3 ) Os investimentos em educação realizados a partir dos governos militares alteraram, entre os anos de 1980 a 2006, o papel da educação na desigualdade de renda na economia brasileira.
( 4 ) No início do período estudado, a baixa escolaridade média da população acentuava as disparidades.
(Trechos retirados e adaptados do texto “Desigualdade de salários tende a cair devido a maior escolaridade da população”, de Renato Sanchez, disponível em www.usp.br. Acesso em 16 de abril de 2008)
( ) Período que apresenta o resultado geral da pesquisa.
( ) Período que conclui o texto.
( ) Trecho que corresponde ao terceiro período do texto.
( ) Trecho que corresponde ao segundo período do texto.
A sequência
correta é:
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Assinale as afirmações corretas. Em se tratando dos aspectos político-administrativos, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação infantil recomendam que:
I. As Secretarias e Conselhos de Educação, especialmente os municipais, têm a incumbência de licenciar, supervisionar e avaliar as instituições de educação infantil.
II. A direção das instituições de educação infantil deve contar, necessariamente, com um educador com, no mínimo, o Curso de Formação de Professores.
III. O ambiente de gestão democrática por parte dos educadores, nas instituições de educação infantil, deve garantir direitos básicos de crianças e suas famílias.
IV. As equipes de profissionais das instituições de educação infantil devem contar, dentre outros profissionais, com médicos, terapeutas, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas.
A resposta correta:
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Sobre a aula expositiva dialógica, é coerente afirmar que:
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Questionar o caráter “natural” do fracasso generalizado dos alunos da educação básica e as expectativas negativas de que se derivam significa:
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Considerando as limitações da pedagogia tradicional e da pedagogia nova, articulou-se uma nova teoria educacional, fundamentada no pressuposto da neutralidade científica e inspirada nos princípios da racionalidade, eficiência e produtividade, pretendendo-se a objetivação do trabalho pedagógico. Este ideário esboçou a
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Responda a questão, com base no Texto I
Texto I
Subnutrição intelectual, anemia cívica
Uma das anedotas do folclore político brasileiro contava que, nas áreas de fronteira do Brasil com o Uruguai, não definidas pelos chamados acidentes naturais, o único método seguro para saber se havíamos deixado solo gaúcho era estar atento ao aparecimento de prédios escolares. Triste anedota que, ao menos, fazia justiça a um experimento empreendido pela pequena e notável República Oriental do Uruguai no final do século 19: a reforma educacional. Implantada por José Pedro varela, intelectual e estadista uruguaio, a reforma de 1877 baseou-se nas teses de seu principal livro – La educación del pueblo (1974) – e tinha como objetivo constituir uma identidade nacional através da educação.
Para efeito de comparação histórica, o Brasil, a essa altura, ainda debatia sobre os perigos de uma abolição do trabalho escravo, se feita de modo abrupto e impensado. A moderadíssima Lei do Ventre Livre havia sido promulgada apenas três anos antes (em 1871) e levaríamos ainda muitos anos para banir a escravidão (1888).
Com Varela, o Uruguai pôde experimentar a aplicação dos princípios da escola laica, pública e voltada, mais do que para a proficiência educacional, para a formação de cidadãos. Em suma, a reforma introduzida estabeleceu as bases de uma formação cívica, até hoje visível nos hábitos políticos e culturais daquele país.
O pessimismo da anedota pode ser refutado por um indicador aparentemente invencível: hoje, no Brasil, 97% dos jovens de 7 a 14 anos estão na escola. Uma filigrana estatística afasta-nos, pois, da universalidade de cobertura do ensino público fundamental. Há, portanto, escolas do lado de cá. No entanto, estamos diante de um fenômeno grave: a ampla cobertura educacional convive com o fato de a escola ter baixa importância na vida desses jovens. Em outros termos, seu tempo de permanência nas escolas é pífio: em média, 4,3 horas por dia.
Com efeito, é possível infelizmente reproduzir um padrão de baixa escolaridade, associado à universalização do ensino. Basta manter as crianças por poucas horas, desvalorizar material e simbolicamente a profissão dos educadores e comemorar índices enganadores. Na sombra, continuam a proliferar a subnutrição intelectual e a analfabetismo científico, ingredientes indispensáveis para a anemia cívica.
(Renato Lessa. Revista Ciência Hoje. Outubro de 2006, p. 1. Com cortes)
Sobre relações de sentido no texto, julgue como CORRETAS ou INCORRETAS as afirmações:
I – A repetição da palavra “anedota” contribui para a progressão textual porque retoma a comparação que serve de base para a tese do autor.
II – A expressão “do lado de cá”, no penúltimo parágrafo, tem, no texto, uso polissêmico.
III – A expressão ”a essa altura”, no 2º parágrafo, retoma a época da reforma educacional uruguaia.
Está(ão) correta(s)
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- LDB: Lei de Diretrizes e BasesDa Educação e Dos Princípios e Fins da Educ. Nacional (arts. 1º ao 3º)
O princípio da gestão democrática da escola, conforme disposto na legislação vigente, contempla:
I. A participação da comunidade escolar na elaboração do projeto pedagógico da escola.
II. A possibilidade de uma gestão colegiada.
III. A participação da comunidade escolar e local em órgão colegiados, instituídos no âmbito da escola.
IV. A escolha dos dirigentes escolares.
São verdadeiras as afirmativas:
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