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A aplicação dos conceitos da ergonomia no ambiente corporativo possuiu inúmeros benefícios que só são percebidos se observados de maneira atenta, pois, de modo geral, eles estão atrelados, de maneira subjetiva, ao bem-estar e à produtividade das pessoas nas organizações. Nesse sentido, analise as seguintes afirmativas:
I Um dos parâmetros da ergonomia, denominado de ergonomia cognitiva, refere -se à otimização dos sistemas sociotécnicos, com destaque para o estudo da carga mental de trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo, distúrbios musculoesqueletais relacionados ao trabalho, dentre outros.
II Segundo a OHSAS 18001:2007, a análise de risco é definida como um processo para avaliar os riscos originados dos perigos, levando em consideração a adequação dos controles existentes, e para decidir se o risco é aceitável ou não.
III Algumas mudanças da norma OHSAS 18001:2007 podem ser destacadas em relação à edição anterior: 1) maior ênfase à importância dada à segurança; 2) ela agora se autodenomina uma especificação ou documento; 3) o termo “risco tolerável” foi substituído pelo termo “risco aceitável”.
IV O procedimento ergonômico é orientado pela perspectiva de transformação da realidade, cujos resultados obtidos irão depender em grande parte da necessidade da mudança. Mesmo que o objetivo possa ser diferente – de acordo com a especialização de cada pesquisador –, o objeto do estudo não pode ser definido a priori, pois sua construção depende do objetivo da transformação.
Estão corretas as afirmativas
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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
- Despesa PúblicaClassificações da Despesa PúblicaClassificação QuantitativaNatureza da Despesa (Categoria Econômica)
São despesas correntes
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Um tiro no escuro
A escolha profissional é um caso típico de tomada de decisão na ausência de informações
Por Thomaz Wood Jr.
O conto Profession, publicado em 1957 por Isaac Asimov, retrata a Terra em um futuro
distante e distópico. As crianças são educadas por um sistema central, que liga diretamente seus
cérebros a um computador. As futuras profissões são defin idas com base em um algoritmo. Não
cabe aos indivíduos escolherem seus ofícios. Profession é uma entre muitas obras de ficção
científica a tratar da questão da escolha ou direcionamento profissional.
O tema também ocupa lugar de destaque entre as preocupaç ões de jovens, pais,
psicólogos, educadores e gestores da área. No Brasil, temos uma associação de orientadores
profissionais e uma revista científica dedicada ao tema. Em nosso país, todos os anos, no
segundo semestre, centenas de milhares de jovens prepa ram-se para a maratona dos exames
vestibulares.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o
Brasil ultrapassou, em 2012, a marca de 7 milhões de alunos no ensino superior. Eles estão
matriculados em 32 mil cursos, of erecidos por mais de 2 mil instituições de ensino. Nosso
sistema superior de educação cresceu aceleradamente desde o fim da década de 1990 e quase
duplicou nos últimos dez anos.
No entanto, o crescimento e o gigantismo não foram ainda suficientes para aten der à
demanda por formação de alta qualidade. Nos cursos mais procurados e nas instituições de
maior renome, a relação candidato/vaga frequentemente supera a dezena e vez ou outra se
aproxima da centena. O funil de acesso coloca legiões de pais e filhos à beira de um ataque de
nervos.
Nos últimos anos, a realização de um curso superior tornou -se aspiração de novos
contingentes de jovens, antes alijados da universidade por barreiras econômicas. Em paralelo,
visando atender ao novo “mercado”, nasceram e prosp eraram instituições privadas de ensino
superior com um olho na educação e outro no bolso, não necessariamente nessa ordem. Na
esquina ideológica oposta, o sistema público, caro e anacrônico, salta de crise em crise, a vergar
sob o peso de querelas políticas, governança excêntrica e interesses corporativistas. Enquanto
isso, o mundo gira e o mercado de trabalho é convulsionado por estripulias econômicas, algumas
profissões emergem e outras submergem, enquanto certas carreiras rompem as fronteiras
tradicionais.
No meio da confusão, nossos jovens enfrentam o descabido desafio de, aos 17 anos,
definir o próprio futuro. Os manuais de autoajuda vocacional costumam ser pródigos em
sugestões tão sensatas quanto inexequíveis: conheça a si próprio, as profissões, os
profissionais, trabalhe e experimente. Alguns jovens têm vocação clara, mas são raros. Outros
pensam tê-la, mas titubeiam diante dos primeiros choques de realidade. A maioria lança -se
semiconsciente ao mar, torcendo para que uma corrente amiga a leve a um p orto seguro.
A escolha profissional é um caso típico de tomada de decisão na ausência de
informações. Quem sou eu? Quais são meus potenciais? O que quero da vida? São perguntas
básicas, mas difíceis de responder aos 17 anos. A outra ponta não é mais simple s. Como estará
o mercado de trabalho daqui a quatro ou cinco anos? Quais serão as melhores profissões do
futuro? O que me trará satisfação? O que me garantirá uma vida confortável?
E, não bastassem as dificuldades naturais, as paixões e as ansiedades envol vidas, as
decisões são tomadas em um teatro de consumo, no qual escolas secundárias competem pelas
maiores taxas de sucesso no vestibular, cursinhos vendem seus serviços e as novas instituições
de ensino tentam atrair recrutas para suas “propostas diferenciadas”.
Não é incomum muitos jovens iniciarem cursos superiores, os interromperem pouco
depois e tentarem outros caminhos. Há também aqueles fiéis à escolha original que, mesmo
frustrados, terminam o curso e seguem a padecer pela vida profissional afora. O custo da
escolha malfeita é alto para os jovens, seus pais e a sociedade. Mais sábios seriam, na opinião
de alguns, os nossos pares do Hemisfério Norte, que oferecem aos seus universitários a
oportunidade de inícios com conteúdos mais genéricos e conseque nte adiamento das decisões
profissionais para momentos de maior maturidade e lucidez.
CARTA NA ESCOLA. São Paulo: Confiança, n 92, dez. 2014. p. 64. [Adaptado]
Mantendo-se o sentido e obedecendo-se às normas de pontuação do português escrito padrão, a opção em que a reescrita do segundo período está correta é:
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Affonso Romano de Sant'Anna
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.
Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apar eça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com o suéter amarrado na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar o suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impact o de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route” 1 , como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, pôsteres e agendas coloridas de “pilot”. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in” 2 , ao Tablado para ver “Pluft” 3 , não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.
Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era imp ossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.
O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.
Disponível em: < http://www.releituras.com/arsant_antes.asp.>. Acesso em: 07.02.2015. [Adaptado]
Glossário:
1. Bonne route, bonne route: a expressão em francês faz menção a um pequeno trecho da música francesa
“Ma fille” e significa: bom caminho, bom caminho...
2. Drive in: Estabelecimento (cinema, restaurante, lanchonete) onde os seus cl ientes podem permanecer em
seus automóveis.
3. Pluft: peça teatral infantil, escrita por Maria Clara Machado.
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A Norma Regulamentadora nº 9 (NR-09) estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, por parte de todos os estabelecimentos e instituições que admitam trabalhadores como empregados, visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores bem como à proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas: antecipação e reconhecimento dos riscos; estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle; avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores e ainda,
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