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Em sentido estrito, o “som fora de campo” no cinema é o som acusmático relativamente àquilo que é mostrado no plano, ou seja, cuja fonte é invisível num dado momento, temporária ou definitivamente. Em contrapartida, chamamos “som in” aquele cuja fonte aparece na imagem e pertence à realidade que evoca. Em terceiro lugar, propomos chamar especificamente “som off” aquele cuja suposta fonte não só está ausente da imagem, mas que é também não diegética, ou seja, está situada noutro tempo e noutro lugar, que não a situação diretamente evocada: é o caso, muito corrente, das vozes de comentário ou de narração, ditas em inglês voice-over, e, evidentemente, da música de fosso.
CHION, Miche. A Audiovisão: Edições Texto & Grafia, Lisboa, 2008, p. 62.
No filme A mulher sem cabeça (2008), da cineasta argentina Lucrécia Martel, há uma sequência que faz um uso notório da linguagem sonora. Na sequência, a personagem Verônica (interpretada por Maria Onetto) dirige o carro em uma estrada e escuta uma música no rádio. Subitamente, ela se abaixa para procurar algo no carro, que treme, e o espectador escuta o barulho de uma colisão com um objeto que estava na estrada. Como a câmera não corta, e não se vê nem se identifica com que o carro colidiu, o espectador não tem certeza se foi uma colisão com um objeto, um animal ou um ser humano. Logo após a batida, Verônica desacelera e para o carro. A câmera, contudo, continua dentro do carro, e a música que ela escuta não é interrompida, desdramatizando a ação.
Relacionando os conceitos expostos por Michel Chion com a descrição da cena de A mulher sem cabeça, assinale a alternativa correta.
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A crítica de cinema feminista dominante de modo algum reconhece a experiência de espectadoras negras. Sequer considera a possibilidade de que mulheres possam construir um olhar opositor através do entendimento e da consciência das políticas raciais e do racismo. A teoria feminista do cinema baseada numa moldura psicanalítica a histórica que privilegia a diferença sexual suprime ativamente o reconhecimento da raça, reencenando e espelhando o apagamento da feminilidade negra realizado pelos filmes, silenciando qualquer discussão sobre a diferença racial – a diferença sexual racial.
HOOKS, Bell. Olhares negros: raça e representação. Editora Elefante, São Paulo, 2019, pg. 223.
A partir do texto de Bell Hooks, assinale a alternativa correta.
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No livro Story: substância, estrutura, estilo e os princípios da escrita de roteiros, Robert McKee divide as narrativas cinematográficas em três tipos: de arquitrama, antitrama e minitrama. Embora essa não seja uma classificação teórica da linguagem cinematográfica e da história do audiovisual, ela possibilita abarcar como personagem e estrutura narrativa estabelecem modulações dramáticas. Ademais, essas diferenças tornam-se relevantes para as decisões estilísticas dos roteiristas.
Considerando essas formulações propostas por Robert McKee, assinale a alternativa correta.
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Em seu livro Introdução ao Documentário, Bill Nichols propõe a classificação de seis diferentes modos de documentários recorrentes na história da linguagem audiovisual, que são os seguintes: modo poético, modo expositivo, modo observativo, modo participativo, modo reflexivo e modo performático.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
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Otelo e Oscarito: uma dupla do barulho e da assimilação racial
Se tivéssemos de escolher uma única imagem icônica capaz de resumir o cinema popular brasileiro, ela teria de ser desse par de comediantes que, de 1944 a 1954, representou o verdadeiro fenômeno de bilheteria brasileiro. (...) Dentro das comédias musicais da chanchada, Grande Otelo, com sua pele negra afro-brasileira, era constantemente alvo de piadas de cunho racial, e suas características físicas eram uma fonte de fácil humor, e Oscarito, com sua pele branca, bem como os traços do rosto – o formato da sua boca, enfatizado por suas bochechas e nariz – que lembram os contornos da clássica máscara do palhaço, fornecia o alívio cômico perfeito para protagonistas brancos e belos.
VIEIRA, João Luiz. A chanchada e o cinema carioca (1930 - 1950) In: RAMOS, Fernão Pessoa; SCHVARZMAN, Sheila. (ORG): Nova História do Cinema Brasileiro. Edições Sesc, São Paulo, 2018, p.373.
De acordo com o texto e acerca da chanchada, assinale a alternativa correta.
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Para o historiador Tom Gunning, o cinema da primeira década tem uma maneira particular de se dirigir ao espectador, que configura o que ele chamou de ‘cinema de atrações’. Inspirado no trabalho teatral de Sergei Eisenstein nos anos 1920, Gunning propôs que o gesto essencial do primeiro cinema não era a habilidade imperfeita de contar histórias, mas sim chamar a atenção do espectador de forma direta e agressiva, deixando claro a sua intenção intervencionista
COSTA, Flávia Cesarino. O Primeiro Cinema in: MASCARELLO, Fernando (ORG): História do cinema mundial. Editora Papirus, Campinas, 2006, p.24.
Acerca do tema, assinale a alternativa correta.
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A respeito da pedagogia do oprimido e das possíveis implicações no ensino de artes na educação superior, assinale a alternativa correta.
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No que se refere à decolonização dos currículos do ensino de artes na educação superior, assinale a alternativa correta.
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Com relação à perspectiva pedagógica de Paulo Freire na formação de professores de artes, assinale a alternativa correta.
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Inquieta-me a colonialidade do poder, do saber e do ser na América Latina que, refletida na arte, na educação, nas academias, nos cursos, nos currículos de formação inicial acadêmica docente em arte e nos processos formativos, privilegia uma matriz de conhecimentos eurocêntrica/estadunidense e deslegitima os saberes, as histórias, a arte e a cultura latino-americanas.
MOURA, Eduardo Junio Santos. Arte/Educação decolonial na América Latina. Cadernos de Estudos Culturais 1. n. 21, 2019.
Quanto à formação dos professores de arte no Brasil, assinale a alternativa correta.
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