José Mário Pires Azanha, em “Educação: temas polêmicos”,
analisa o processo histórico de estigmatização da escola
pública e aponta que, diferentemente do que o senso comum
aponta, a visão estereotipada da escola pública é resultado
“Realmente o Brasil nasceu e cresceu dentro de condições
negativas às experiências democráticas. O sentido marcante
de nossa colonização, fortemente predatória, à base da
exploração econômica do grande domínio, em que o ‘poder
do senhor’ se alongava ‘das terras às gentes também’ e do
trabalho escravo inicialmente do nativo e posteriormente do
africano, não teria criado condições necessárias ao
desenvolvimento de uma mentalidade permeável, flexível,
característica do clima cultural democrático, no homem
brasileiro.”
FREIRE, Paulo. Educação como prática para a liberdade. São Paulo: Paz e
Terra, 2003, p. 66-67
Para superar a inexperiência democrática condicionada pela
realidade histórico-cultural da colonização no Brasil, Paulo
Freire aponta a necessidade de
As diretrizes e bases da educação nacional promulgadas pela
Lei 9394 de 1996 estabelecem no Título VI, sobre os
profissionais da Educação, no parágrafo único do item V do
art. 61, que: “A formação dos profissionais da educação, de
modo a atender às especificidades do exercício de suas
atividades, bem como aos objetivos das diferentes etapas e
modalidades da educação básica, terá como fundamentos: I –
a presença de sólida formação básica, que propicie o
conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas
competências de trabalho; II – a associação entre teorias e
práticas, mediante estágios supervisionados e capacitação e
serviço”.
As normas para realização dos estágios são dadas pela Lei
11788 de 2008 e, tendo em vista os fundamentos da LDB,
estabelecem como obrigações da Instituição de Ensino:
“Os cursos de formação para o magistério são globalmente
idealizados segundo um modelo aplicacionista do
conhecimento: os alunos passam um certo número de anos a
assistir a aulas baseadas em disciplinas e constituídas de
conhecimentos proposicionais. Em seguida, ou durante essas
aulas, eles vão estagiar para ‘aplicarem’ esses conhecimentos.
Enfim, quando a formação termina, eles começam a trabalhar
sozinhos, aprendendo seu ofício na prática e constatando, na
maioria das vezes, que esses conhecimentos proposicionais
não se aplicam bem na ação cotidiana. [...] Esse modelo
aplicacionista comporta um certo número de problemas
fundamentais bastante conhecidos e documentados hoje —
lembremos somente dois dentre os mais importantes.
Primeiro problema: ele é idealizado segundo uma lógica
disciplinar e não segundo uma lógica profissional centrada no
estudo das tarefas e realidades do trabalho dos professores.
[...] Segundo problema: esse modelo trata os alunos como
espíritos virgens e não leva em consideração suas crenças e
representações anteriores a respeito do ensino.”
TARDIF, Maurice. Saberes profissionais dos professores e conhecimentos
universitários: elementos para uma epistemologia da prática profissional
dos professores e suas consequências com relação à formação do
magistério. Revista Brasileira de Educação, jan-mar/2000, nº 13, p. 18-19
Qual alternativa expressa adequadamente a tensão entre
teoria e prática?
“Considerar a vivência significa imergir e buscar identificar,
conhecer e compreender o significado e o sentido dos
acontecimentos escolares. Pressupõe conhecer as pessoas
envolvidas e também o significado e o sentido que elas dão
aos acontecimentos vivenciados. [...] De que forma o
reconhecimento do vivido como fonte da compreensão de
dada realidade e de um acontecimento pode ajudar o
professor?”
PENIN, Sonia, MARTÍNEZ, Miguel. Profissão Docente. (Org. Valéria Amorim
Arantes). São Paulo: Summus, 2009, p. 33-34
“É pela educação que se busca, socialmente, formar trabalhadores com as altas habilidades e a capacidade de inovação entendidas como essenciais para sustentar os modelos tecnológicos de produção vigentes. Argumenta-se, nesse contexto, que há necessidade da formação em habilidades e competências mais complexas, supostamente garantidas por uma educação que interrelacione as disciplinas escolares.”
LOPES, Alice C. Políticas de integração curricular. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2008, p. 20
Qual alternativa expressa mais adequadamente a crítica que
a autora estabelece ao “ensino para a competência”?
“É pela educação que se busca, socialmente, formar trabalhadores com as altas habilidades e a capacidade de inovação entendidas como essenciais para sustentar os modelos tecnológicos de produção vigentes. Argumenta-se, nesse contexto, que há necessidade da formação em habilidades e competências mais complexas, supostamente garantidas por uma educação que interrelacione as disciplinas escolares.”
LOPES, Alice C. Políticas de integração curricular. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2008, p. 20
De acordo com a autora, esse entendimento está na base dos
discursos contemporâneos sobre currículo expressos pelo
conceito de
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