Foram encontradas 349.256 questões.
Bechara (2009, p. 52) define alguns tipos de gramática
e aquela que “é uma disciplina científica que registra
um sistema linguístico em todos os aspectos (fonético-fonológico, morfossintático e léxico) [e que], por
ser de natureza científica, não está preocupada em
estabelecer o que é certo ou errado no nível do saber
elocutivo, do saber idiomático e do saber expressivo”
é a gramática
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“A coesão, manifestada no nível microtextual, referese aos modos como os componentes do universo textual, isto é, as palavras que ouvimos ou vemos, estão
ligados entre si dentro de uma sequência.” (Fávero,
1997, p.10)
A partir dessa explicitação, Fávero propõe uma classificação em termos de função que exerce a coesão na construção do texto.
Associe corretamente o tipo de coesão classificado por Fávero (1997) à sua respectiva função.
TIPOS 1. Referencial 2. Recorrencial 3. Sequencial
FUNÇÕES ( ) Obtida por paralelismo e paráfrase. ( ) Obtida por substituição e por reiteração. ( ) Ocorre por ordenação temporal e por conexão.
A sequência correta dessa associação é:
A partir dessa explicitação, Fávero propõe uma classificação em termos de função que exerce a coesão na construção do texto.
Associe corretamente o tipo de coesão classificado por Fávero (1997) à sua respectiva função.
TIPOS 1. Referencial 2. Recorrencial 3. Sequencial
FUNÇÕES ( ) Obtida por paralelismo e paráfrase. ( ) Obtida por substituição e por reiteração. ( ) Ocorre por ordenação temporal e por conexão.
A sequência correta dessa associação é:
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Leia o texto.
“Maria é minha irmã. Maria é bonita. Maria tem um cachorrinho. O cachorrinho é branco. Maria brinca com o cachorrinho. Maria é feliz” (Kock, 2006, p.105)
Sobre a coerência e a coesão do texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.
( ) Considera-se um não texto por falta de coesão. ( ) Há coerência, pois existe lógica e progressão temática. ( ) Há palavras que indiquem sequência temporal ou causal. ( ) As palavras Maria e cachorrinho são elementos de coesão.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
“Maria é minha irmã. Maria é bonita. Maria tem um cachorrinho. O cachorrinho é branco. Maria brinca com o cachorrinho. Maria é feliz” (Kock, 2006, p.105)
Sobre a coerência e a coesão do texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.
( ) Considera-se um não texto por falta de coesão. ( ) Há coerência, pois existe lógica e progressão temática. ( ) Há palavras que indiquem sequência temporal ou causal. ( ) As palavras Maria e cachorrinho são elementos de coesão.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
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“O estudo da gramática de uma língua costuma ser
feito, pedagogicamente, sob quatro aspectos, conforme as unidades linguísticas em estudo: fonemas,
morfemas e palavras, sintagmas e frases, e unidades semânticas em geral. A cada um desses tipos de
unidades linguísticas corresponde uma determinada
área de estudo, ou seja, fonologia, morfologia, sintaxe e semântica.” (Sautchuk, 2010, p. 1)
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, com relação às unidades linguísticas focalizadas.
Quando a unidade é o fonema, pode-se, por exemplo, estudar fenômenos da língua como a ____________________. Fenômenos semânticos propiciam o estudo da ____________________. Agora, se estiver nos limites dos morfemas, pode-se estudar a ____________________. Já a ____________________ remete-se ao estudo comandado pelas relações entre as palavras formando sintagmas.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, com relação às unidades linguísticas focalizadas.
Quando a unidade é o fonema, pode-se, por exemplo, estudar fenômenos da língua como a ____________________. Fenômenos semânticos propiciam o estudo da ____________________. Agora, se estiver nos limites dos morfemas, pode-se estudar a ____________________. Já a ____________________ remete-se ao estudo comandado pelas relações entre as palavras formando sintagmas.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
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Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê
Otto Lara Resende
Depois que a redação voltou ao vestibular, o que
mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada
sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro.
Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser.
Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais
comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer
noção de gramática. Não há razão para impor regra,
nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber
análise léxica ou sintática.
Como os mestres que sustentam este ponto de
vista sustentam também que pouquíssimo ou quase
nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo
que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até
porque é muito difícil diagnosticar com precisão o
grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de
diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que
há anos se davam na escola primária, pode derrubar
milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não
falar da crase.
A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais,
do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar
formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação.
A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um
tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se
abala com a crase.
Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do
livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um
Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas
Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados.
São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua
igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora.
Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um
milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria.
Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que
o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o
livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público
que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que
nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele
dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que
detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
“Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser. Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever.”
Tendo por base a afirmação de Otto Lara Resende, bem como o Eixo da Produção de Textos da BNCC, é correto afirmar que as práticas a seguir estão relacionadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) do texto escrito, oral e multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos enunciativos, EXCETO:
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Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê
Otto Lara Resende
Depois que a redação voltou ao vestibular, o que
mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada
sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro.
Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser.
Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais
comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer
noção de gramática. Não há razão para impor regra,
nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber
análise léxica ou sintática.
Como os mestres que sustentam este ponto de
vista sustentam também que pouquíssimo ou quase
nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo
que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até
porque é muito difícil diagnosticar com precisão o
grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de
diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que
há anos se davam na escola primária, pode derrubar
milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não
falar da crase.
A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais,
do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar
formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação.
A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um
tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se
abala com a crase.
Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do
livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um
Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas
Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados.
São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua
igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora.
Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um
milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria.
Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que
o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o
livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público
que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que
nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele
dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que
detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
Texto I
“Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.”
Texto II
“Quando era professora de Língua Portuguesa, ainda no Ensino Fundamental e Médio, sempre havia, em sala de aula, momentos inevitáveis nos quais era preciso 'ensinar análise sintática'. Aos poucos, comecei a questionar a própria utilidade de um ensino mecânico e repetitivo, pautado por uma nomenclatura complicada e por uma sequência exaustiva de exercícios e mais exercícios em forma de orações 'com termos grifados'. Sem que nenhum aluno me questionasse, passei a me perguntar o porquê de tudo aquilo.” (SAUTCHUK, 2010, p. XV)
Com base na leitura dos textos I e II, infere-se que ambos criticam o ensino de regras gramaticais, assim, sob o aspecto morfossintático, é correto afirmar que(,)
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Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê
Otto Lara Resende
Depois que a redação voltou ao vestibular, o que
mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada
sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro.
Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser.
Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais
comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer
noção de gramática. Não há razão para impor regra,
nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber
análise léxica ou sintática.
Como os mestres que sustentam este ponto de
vista sustentam também que pouquíssimo ou quase
nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo
que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até
porque é muito difícil diagnosticar com precisão o
grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de
diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que
há anos se davam na escola primária, pode derrubar
milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não
falar da crase.
A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais,
do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar
formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação.
A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um
tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se
abala com a crase.
Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do
livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um
Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas
Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados.
São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua
igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora.
Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um
milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria.
Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que
o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o
livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público
que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que
nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele
dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que
detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
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A Resolução Nº. 94 - CONSUP/IFAM, de 23 de dezembro de 2015, altera o inteiro teor da Resolução
nº 28-CONSUP/IFAM, de 22 de agosto de 2012, que
trata do Regulamento da Organização Didático-Acadêmica do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Amazonas (IFAM).
Sobre este Regulamento, analise o que se afirma a seguir.
I- As ofertas educacionais do IFAM serão desenvolvidas por meio da formação inicial e continuada de jovens, adultos e trabalhadores no âmbito da Educação Básica, da Educação Profissional, do Ensino de Graduação e de Pós-Graduação e nas diversas modalidades da Educação.
II- A Extensão é o processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa, viabilizando ações transformadoras entre o Instituto e a sociedade.
III- O IFAM oferecerá cursos nos diferentes níveis, exclusivamente nas modalidades presencial e semipresencial.
Está correto apenas o que se afirma em
Sobre este Regulamento, analise o que se afirma a seguir.
I- As ofertas educacionais do IFAM serão desenvolvidas por meio da formação inicial e continuada de jovens, adultos e trabalhadores no âmbito da Educação Básica, da Educação Profissional, do Ensino de Graduação e de Pós-Graduação e nas diversas modalidades da Educação.
II- A Extensão é o processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa, viabilizando ações transformadoras entre o Instituto e a sociedade.
III- O IFAM oferecerá cursos nos diferentes níveis, exclusivamente nas modalidades presencial e semipresencial.
Está correto apenas o que se afirma em
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Questão presente nas seguintes provas
A Lei nº 14.540, de 3 de abril de 2023, institui o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e
demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência
Sexual no âmbito da administração pública, direta e indireta, federal, estadual, distrital e municipal.
A partir da norma citada, avalie o que se afirma a seguir.
I- Qualquer pessoa que tiver conhecimento da prática de assédio sexual e demais crimes contra a dignidade sexual, ou de qualquer forma de violência sexual, tem a faculdade de denunciá-los e de colaborar com os procedimentos administrativos internos e externos.
II- É um objetivo do Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual capacitar os agentes públicos para o desenvolvimento e a implementação de ações destinadas à discussão, à prevenção, à orientação e à solução do problema nos órgãos e entidades abrangidos por esta Lei.
III- Uma das diretrizes estabelecidas na Lei para elaborarão de ações e estratégias destinadas à prevenção e ao assédio moral é a divulgação de canais acessíveis para a denúncia da prática de assédio sexual e demais crimes contra a dignidade sexual, ou de qualquer forma de violência sexual, aos servidores, aos órgãos, às entidades e aos demais atores envolvidos.
Está correto apenas o que se afirma em
A partir da norma citada, avalie o que se afirma a seguir.
I- Qualquer pessoa que tiver conhecimento da prática de assédio sexual e demais crimes contra a dignidade sexual, ou de qualquer forma de violência sexual, tem a faculdade de denunciá-los e de colaborar com os procedimentos administrativos internos e externos.
II- É um objetivo do Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual capacitar os agentes públicos para o desenvolvimento e a implementação de ações destinadas à discussão, à prevenção, à orientação e à solução do problema nos órgãos e entidades abrangidos por esta Lei.
III- Uma das diretrizes estabelecidas na Lei para elaborarão de ações e estratégias destinadas à prevenção e ao assédio moral é a divulgação de canais acessíveis para a denúncia da prática de assédio sexual e demais crimes contra a dignidade sexual, ou de qualquer forma de violência sexual, aos servidores, aos órgãos, às entidades e aos demais atores envolvidos.
Está correto apenas o que se afirma em
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO
A SEGUIR.
Não há mais relógios bobos
Outro dia saí de casa sem o relógio e só depois me
dei conta. Usuário do objeto desde que o chamavam
de "bobo" (por trabalhar de graça), senti-me quase
nu no meio da rua. Mas não fez diferença. Um piscar
de olhos e lá estava, na esquina, um relógio digital. E,
pela multidão de narizes enfiados no celular ao meu
redor, imaginei que alguns o estivessem usando para
ver as horas.
O relógio foi uma invenção das grandes cidades. O
mundo rural não precisa dele – sabe-se a hora pelo
sol –, assim como as províncias, com suas distâncias
de cobrir a pé. Hoje, nas megalópoles, ficou mais indispensável do que nunca, daí os relógios em toda
parte, e tantos que nem os percebemos. Alguns pterodáctilos, como eu, continuam a levar um no pulso
e, pior ainda, analógico, de ponteiros, que se movem
em direção aos algarismos romanos.
Os ponteiros já tiveram os seus grandes dias. Harold
Lloyd pendurou-se neles em seu filme "O Homem-Mosca" (1923) – uma capa da The New Yorker, há
algum tempo, pôs Lloyd tentando se pendurar nos
dígitos. Em outro clássico, "Matar ou Morrer" (1952),
os 85 minutos do filme equivalem aos 85 da ação. Os
bandidos chegarão pelo trem do meio-dia para matar
Gary Cooper, e há muitos relógios em cena para nos
lembrar disso. Sem falar no relógio do Capitão Gancho, que o crocodilo, seu inimigo, engoliu e o aterroriza com seu tic-tac. No Rio, já não se vê a Rádio
Relógio, mas os relógios da Glória, da Mesbla e da
Central continuam firmes.
Tudo isso hoje é incompreensível para a Geração Z,
que não sabe para que servem as flechinhas rumo
àqueles VIII ou XII. O desuso dos relógios datou e sepultou até uma canção dos Mutantes, "O Relógio",
cantada por Rita Lee, em 1968: "Meu relógio parou/
Desistiu para sempre de ser/ Antimagnético/ 22 rubis.// Eu dei corda e pensei/ Que o relógio iria viver/
Pra dizer a hora/Não andou e eu chorei.// Dois ponteiros parados a rir/ São à prova d’água/ 22 rubis."
O relógio de ponteiros tem uma vantagem. Nele, o
tempo passa mais devagar.
Castro, Ruy. Não há mais relógios bobos. Folha de S. Paulo, Opinião, 17 nov.
2025, p.A3. Adaptado
TEXTO I
“Os ponteiros já tiveram os seus grandes dias. Harold Lloyd pendurou-se neles em seu filme "O Homem-Mosca" (1923) – uma capa da The New Yorker, há algum tempo, pôs Lloyd tentando se pendurar nos dígitos. Em outro clássico, "Matar ou Morrer" (1952), os 85 minutos do filme equivalem aos 85 da ação. Os bandidos chegarão pelo trem do meio-dia para matar Gary Cooper, e há muitos relógios em cena para nos lembrar disso.”
TEXTO II

Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2024/06/07/bicudinho-caco-galhardo.shtml. Acesso em 28 nov. 2025.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre texto e textualidade: coesão, coerência, argumentação e intertextualidade.
( ) No Texto I, não há qualquer traço de intertextualidade, pois o autor se limita à descrição objetiva de objetos, sem recorrer a elementos culturais externos ao texto; o Texto II apresenta intertextualidade explícita, com obras cinematográficas do século XX, uma vez que menciona personagens e cenas icônicas relacionadas a relógios antigos.
( ) No Texto I, a citação de filmes clássicos rompe a coerência textual, pois introduz informações que não mantêm relação temática com os relógios e o tempo; a referência ao relógio inteligente, no Texto II, compromete a coerência interna do texto, já que mistura tecnologia contemporânea com reflexões pessoais que, no contexto, não se articulam entre si.
( ) No Texto I, a coesão é construída pela repetição lexical do campo semântico de relógio, ponteiros, minutos e trem do meio-dia, o que encadeia os exemplos cinematográficos e mantém a progressão temática centrada na função narrativa do tempo; no Texto II, a coesão se dá pela referenciação pronominal (“ele”) que retoma o relógio inteligente, mantendo continuidade no enunciado.
( ) No Texto I, constrói-se uma argumentação por exemplificação e apelo cultural, recorrendo a obras consagradas do cinema para sustentar implicitamente a tese de que os relógios tiveram papel fundamental na construção de narrativas e tensões dramáticas; já o Texto II apresenta argumentação irônica, sugerindo uma crítica ao excesso de funcionalidades dos relógios modernos, o que evidencia uma posição avaliativa sobre o consumo tecnológico.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
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