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3493892 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: IF-AC
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A extinção do “cujo”

“Cujo”? Ninguém mais diz “cujo”.

“Outro dia, alguém que acabei não anotando o nome...” em vez de “cujo nome acabei não anotando” é o tipo de construção dominante.

Acrescente-se um dado histórico. Livros de história da língua atestam usos como “Cujas [de quem] só estas coroas tã esplandecentes?” e “Cujo [de quem] filho és?”, estruturas que não são usadas nem mesmo por aqueles (como eu), que ainda empregam “cujo”.

Ou seja, sua história é bem mais longa e complexa do que pode parecer a quem simplesmente defende “cujo”. Ou seja: defendem empregos bem mais atuais do que os atestados na história mais antiga, cujos empregos não defendem mais...

O que este caso ensina?

Que as mudanças que ocorrem diante de nós podem parecer decadência, mas esta sensação não afeta as novas gerações, assim como as velhas gerações não lamentam o desaparecimento dos antigos empregos de “cujo”.

POSSENTI, Sírio. Revista Língua Portuguesa, n°101, mar/2014

Julgue as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I – O autor do texto não emprega mais a palavra “cujo”.

II – Mesmo quem defende o uso da palavra “cujo”, defende apenas o emprego atual da palavra e não aquele atestado na história antiga.

III – A sensação de decadência que afeta as velhas gerações com as mudanças que ocorrem na língua não afeta as novas gerações.

 

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