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Adquirida em 1913 pelo colecionador de arte Raimundo Ottoni de Castro Maya, a casa foi transformada em museu na década de 1960 e, em seguida, doada à União. Castro Maya deu à casa uma fisionomia neocolonial, onde sobressaem beirais de telha de louça portuguesa e painéis de azulejos também portugueses. O jardim, junto à Floresta da Tijuca, teve a orientação paisagística de Burle Marx. Junto com o Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, compõe os Museus Castro Maya, que possuem um precioso acervo iconográfico sobre o Rio de Janeiro. A imagem e o texto acima se referem ao Museu do Açude, localizado no Alto da Boa Vista, cujo tombamento foi:
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A imagem apresenta uma obra icônica da cidade, o Aqueduto da Carioca, mais conhecido pelo nome de Arcos da Lapa. Localizado na Lapa, foi concluído em 1750. A partir de 1896, passou a servir de acesso à linha de bonde para o bairro de Santa Teresa. Por sua função utilitária original e pela escala em que foi implantado, é considerado a maior obra urbana do período colonial e representa uma conquista do homem carioca sobre as condições de vida em um sítio urbano bastante complexo para a sua ocupação e uso. Tal obra, que até os dias atuais é utilizada como meio de mobilidade na cidade, foi construída para:
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De acordo com o Guia do Patrimônio Cultural Carioca Bens Tombados 2014, a imagem acima apresentada se refere ao seguinte bem tombado, localizado no Centro da Cidade do Rio de Janeiro:
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No que diz respeito à cobrança dos valores devidos aos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados, a alternativa que apresenta uma afirmativa correta é:
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Das alternativas abaixo, aquela que apresenta uma afirmativa correta, à luz da administração, obrigação e responsabilidade tributárias, é a seguinte:
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Com relação às disposições da Constituição de 1988 acerca do Poder Judiciário e do Conselho Nacional de Justiça, é correta a seguinte afirmativa:
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O arquiteto pode solicitar o cancelamento de um Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) de obra ou serviço quando:
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Para combate a incêndios em materiais elétricos energizados, segundo a NBR 12.693, o tipo de extintor indicado é o de:
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A Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992) sofreu importantes alterações promovidas pela Lei nº 14.230/2021. Uma dessas alterações foi o estabelecimento de que apenas o Ministério Público teria legitimidade para propor ação judicial por ato de improbidade administrativa e para celebrar acordo de não persecução civil. Com relação a essa alteração legislativa, o Supremo Tribunal Federal:
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Texto – REDE
O diário corresponde, na fala, à conversa com os próprios botões. Mas não se pode conversar apenas com botões. Inclusive, aprende-se a falar pela observação dos outros, pelo interesse nos outros. A conversa consigo mesmo, da qual as crianças são mestras, indica claramente a presença da falta.
Um tanto paradoxal esta expressão: “presença da falta”. Porém, precisa. A falta que todo homem carrega consigo o tempo todo, tanto dos outros quanto daquele que ele podia ser mas ainda não é, se faz uma presença viva, perceptível no papo das crianças com seus amigos imaginários, no sonho dos adultos com seus desejos frustrados, na insônia dos apaixonados em suas camas de solteiro. A falta que todo homem carrega consigo o tempo todo é aquela que explica e dá sentido a boa parte dos seus atos e lapsos.
Eis a palavra, testemunhando a ausência e a falta. A falta depositada nos diários testemunha a falta do autoconhecimento e, é claro, a necessidade da autoafirmação. Mas não nos falta apenas conhecer-nos. Falta-nos conhecer tudo e todos. Logo, não se escrevem única e exclusivamente diários. Escrevem-se bilhetes, cartas, artigos de jornal, livros e discursos públicos, a cada texto se marcando a presença de determinada falta.
Quando então o ato muda.
O diário afirma o indivíduo para si mesmo. Uma carta já o afirma para outro sujeito, e daí se tem de pensar neste outro no momento da escrita, uma vez que ele passou a fazer parte do ato. O outro, ao adentrar o espaço da comunicação, modifica radicalmente o texto: no visual, no estilo, na sequência, nas informações.
Por sua vez, um artigo de jornal, ou um capítulo teórico como este, buscam bem mais de um outro só, buscam muitos outros leitores (quanto mais melhor). Todos estes outros, desejados e possíveis, invadem e transformam/transtornam a mensagem, e não poderia ser de outro modo. Tudo o que existe cobra a sua existência. Se existe um leitor, pelo simples fato de existir, ele estará cobrando seu espaço no texto, na carta – cobrando que a coisa se escreva de modo que ele entenda (ele, e talvez mais ninguém, pois por enquanto tratamos de uma carta), que ele sinta e possa responder. Da mesma maneira, se existem mil leitores, pelo simples e inusitado (no Brasil) fato de existirem, eles estarão cobrando seu espaço no artigo, no livro teórico, no romance – cobrando que a coisa se escreva de modo a que se entenda, e se sinta, e mexa por dentro, e cobrando que se diga algo que ainda não tenha sido dito, para valer a pena.
BERNARDO, Gustavo. Redação inquieta. Rio de Janeiro: Globo, 1988 (trecho).
Leia o trecho abaixo e depois responda às questões 43 e 44.
Da mesma maneira, se existem mil leitores, pelo simples e inusitado (no Brasil) fato de existirem, eles estarão cobrando seu espaço no artigo, no livro teórico, no romance – cobrando que a coisa se escreva de modo a que se entenda, e se sinta, e mexa por dentro, e cobrando que se diga algo que ainda não tenha sido dito, para valer a pena. (6º parágrafo)
De acordo com Cunha (2010), os parênteses são usados nos textos para intercalar qualquer indicação acessória, que pode ser, por exemplo, uma explicação, uma reflexão ou um comentário. O uso dos parênteses no excerto acima tem também valor expressivo, já que:
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