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Foram encontradas 60 questões.

1684518 Ano: 2011
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: CEPERJ
Orgão: DRM-RJ

De acordo com a Lei 9433/97 que trata da política nacional de recursos hídricos, constituem diretrizes gerais de ação para sua implementação a:

 

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1684515 Ano: 2011
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: CEPERJ
Orgão: DRM-RJ

De acordo com a Lei 9605/98, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente é crime, com pena de detenção de 6 meses a 1 ano, além de multa. A pena é aumentada de metade, se o crime:

 

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1684513 Ano: 2011
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: CEPERJ
Orgão: DRM-RJ

A reserva da biosfera é um modelo adotado internacionalmente, de gestão integrada, participativa e sustentável dos recursos naturais, com os objetivos básicos de preservação da diversidade biológica, o desenvolvimento de atividades de pesquisa, o monitoramento ambiental, a educação ambiental, o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida das populações. De acordo com a Lei Federal 9985/2000, na reserva da biosfera:

 

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1684511 Ano: 2011
Disciplina: Legislação Federal
Banca: CEPERJ
Orgão: DRM-RJ

Segundo o Decreto de Lei 0227/67, Código de Mineração, entende-se por lavra o conjunto de operações coordenadas objetivando o aproveitamento industrial da jazida, desde a extração das substâncias minerais úteis que contiver, até o seu beneficiamento. Sobre a lavra, pode-se afirmar que:

 

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1684509 Ano: 2011
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: CEPERJ
Orgão: DRM-RJ

De acordo com o Decreto de Lei 24.643/34, Código de Águas, no que tange às águas comuns, os donos ou possuidores de prédios atravessados ou banhados pelas correntes podem usar delas em proveito dos mesmos prédios. Uma das condições que se deve observar para tanto é que:

 

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1684506 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: DRM-RJ

Leia o texto abaixo e responda às questões de numero 01 a 05.


FUTURO DESUMANO


Guru de algumas das maiores companhias do planeta – IBM,

Coca-Cola, Mac Donalds, Nestlé, etc.–, nas quais dá consultoria

sobre o que fazer hoje para não se arrepender amanhã, o futuró-

logo e cientista político Richard Watson, em seu novo livro, Future

5 Minds (Mentes do Futuro) alerta para o perigo de caminharmos

em direção a uma sociedade onde as pessoas não conseguirão

sequer pensar sozinhas.

Já tendo escrito sobre o futuro dos arquivos, do dinheiro e das

viagens, agora, ao discorrer sobre o futuro das mentes, diz que

10 só dá para planejar cenários olhando para todas essas coisas ao

mesmo tempo. “Se você trabalha num banco, tende a ler publi-

cações sobre o mercado financeiro ou economia, mas não sobre

tecnologia e demografia. As pessoas leem cada vez mais sobre

cada vez menos assuntos, mas é onde todos os assuntos se unem

15 que podemos identificar tendências. Por isso, passo 80% do meu

tempo lendo”.

E prossegue: “Há muitos falando sobre os aspectos bons dos celu-

lares e do Google, mas há um outro lado. Passamos os dias andando

pela cidade olhando para uma tela de iPod ou BlackBerry e prestamos

20 menos atenção nas pessoas ao redor. Estamos construindo bolhas

onde nunca somos confrontados com ideias divergentes: selecio-

namos só as informações e os amigos que mais nos agradam. Isso

não é bom para o pensamento e a sociedade. Com isso estamos

ficando não só mais rasos como também mais estreitos. Os cientis-

25 tas citam cada vez menos trabalhos e estamos todos olhando para

as mesmas fontes. Isso tem de ter algum impacto na originalidade.

Podemos estar criando uma geração que não poderá pensar por

si própria. Eles têm de ficar online e ver o que o resto das pessoas

pensam antes de responderem a uma questão. Sentimos que não

30 precisamos mais aprender porque é muito fácil achar os dados.

Mas ter só o lado prático do conhecimento significa não enxergar

o contexto em que as informações surgem, o que é preocupante”.

Acrescenta ainda que “o digital cria um nível de conectividade,

mas destrói outros”. Estudo feito há dez anos mostrou que 10% dos

35 americanos diziam não ter amigos para conversar em profundidade

sobre o que sentem. Hoje, esse número subiu para 25%.

No livro, o autor propõe que se pense mais devagar. Indagado

como isso seria possível numa sociedade que pede cada vez

mais produtividade, ele responde: “Quando dizemos que alguém

40 é devagar, isso é associado à burrice. Concordo que a maioria dos

governos e empresas pensam que, se trabalharmos mais devagar,

isso terá efeito negativo na efi ciência, mas é discutível. Estamos

muito ocupados em nossos escritórios fazendo coisas que serão

descartadas depois. Quando um funcionário para um pouco para

45 pensar, vê o seu papel dentro do negócio, identifica possíveis

erros e evita que aconteçam. Quando ele está indo muito rápido,

o máximo que faz é reagir.

E conclui: “Meu temor é que não tenhamos escolha senão nos

tornarmos 100% digitais. E que a gente perca a capacidade de pensar

50 profundamente, uma das coisas que nos define como humanos”.

(Revista Galileu, dezembro de 2010, com adaptações)

Quanto à pontuação empregada no texto, é correto afirmar que:

 

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1684504 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: DRM-RJ

Leia o texto abaixo e responda às questões de numero 01 a 05.


FUTURO DESUMANO


Guru de algumas das maiores companhias do planeta – IBM,

Coca-Cola, Mac Donalds, Nestlé, etc.–, nas quais dá consultoria

sobre o que fazer hoje para não se arrepender amanhã, o futuró-

logo e cientista político Richard Watson, em seu novo livro, Future

5 Minds (Mentes do Futuro) alerta para o perigo de caminharmos

em direção a uma sociedade onde as pessoas não conseguirão

sequer pensar sozinhas.

Já tendo escrito sobre o futuro dos arquivos, do dinheiro e das

viagens, agora, ao discorrer sobre o futuro das mentes, diz que

10 só dá para planejar cenários olhando para todas essas coisas ao

mesmo tempo. “Se você trabalha num banco, tende a ler publi-

cações sobre o mercado financeiro ou economia, mas não sobre

tecnologia e demografia. As pessoas leem cada vez mais sobre

cada vez menos assuntos, mas é onde todos os assuntos se unem

15 que podemos identificar tendências. Por isso, passo 80% do meu

tempo lendo”.

E prossegue: “Há muitos falando sobre os aspectos bons dos celu-

lares e do Google, mas há um outro lado. Passamos os dias andando

pela cidade olhando para uma tela de iPod ou BlackBerry e prestamos

20 menos atenção nas pessoas ao redor. Estamos construindo bolhas

onde nunca somos confrontados com ideias divergentes: selecio-

namos só as informações e os amigos que mais nos agradam. Isso

não é bom para o pensamento e a sociedade. Com isso estamos

ficando não só mais rasos como também mais estreitos. Os cientis-

25 tas citam cada vez menos trabalhos e estamos todos olhando para

as mesmas fontes. Isso tem de ter algum impacto na originalidade.

Podemos estar criando uma geração que não poderá pensar por

si própria. Eles têm de ficar online e ver o que o resto das pessoas

pensam antes de responderem a uma questão. Sentimos que não

30 precisamos mais aprender porque é muito fácil achar os dados.

Mas ter só o lado prático do conhecimento significa não enxergar

o contexto em que as informações surgem, o que é preocupante”.

Acrescenta ainda que “o digital cria um nível de conectividade,

mas destrói outros”. Estudo feito há dez anos mostrou que 10% dos

35 americanos diziam não ter amigos para conversar em profundidade

sobre o que sentem. Hoje, esse número subiu para 25%.

No livro, o autor propõe que se pense mais devagar. Indagado

como isso seria possível numa sociedade que pede cada vez

mais produtividade, ele responde: “Quando dizemos que alguém

40 é devagar, isso é associado à burrice. Concordo que a maioria dos

governos e empresas pensam que, se trabalharmos mais devagar,

isso terá efeito negativo na efi ciência, mas é discutível. Estamos

muito ocupados em nossos escritórios fazendo coisas que serão

descartadas depois. Quando um funcionário para um pouco para

45 pensar, vê o seu papel dentro do negócio, identifica possíveis

erros e evita que aconteçam. Quando ele está indo muito rápido,

o máximo que faz é reagir.

E conclui: “Meu temor é que não tenhamos escolha senão nos

tornarmos 100% digitais. E que a gente perca a capacidade de pensar

50 profundamente, uma das coisas que nos define como humanos”.

(Revista Galileu, dezembro de 2010, com adaptações)

Sem prejuízo à sintaxe que se estabelece entre as orações, o segmento “...fazendo coisas que serão descartadas depois.” (l. 43/44) poderia ser reescrito do seguinte modo:

 

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1684503 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: DRM-RJ

Leia o texto abaixo e responda às questões de numero 01 a 05.


FUTURO DESUMANO


Guru de algumas das maiores companhias do planeta – IBM,

Coca-Cola, Mac Donalds, Nestlé, etc.–, nas quais dá consultoria

sobre o que fazer hoje para não se arrepender amanhã, o futuró-

logo e cientista político Richard Watson, em seu novo livro, Future

5 Minds (Mentes do Futuro) alerta para o perigo de caminharmos

em direção a uma sociedade onde as pessoas não conseguirão

sequer pensar sozinhas.

Já tendo escrito sobre o futuro dos arquivos, do dinheiro e das

viagens, agora, ao discorrer sobre o futuro das mentes, diz que

10 só dá para planejar cenários olhando para todas essas coisas ao

mesmo tempo. “Se você trabalha num banco, tende a ler publi-

cações sobre o mercado financeiro ou economia, mas não sobre

tecnologia e demografia. As pessoas leem cada vez mais sobre

cada vez menos assuntos, mas é onde todos os assuntos se unem

15 que podemos identificar tendências. Por isso, passo 80% do meu

tempo lendo”.

E prossegue: “Há muitos falando sobre os aspectos bons dos celu-

lares e do Google, mas há um outro lado. Passamos os dias andando

pela cidade olhando para uma tela de iPod ou BlackBerry e prestamos

20 menos atenção nas pessoas ao redor. Estamos construindo bolhas

onde nunca somos confrontados com ideias divergentes: selecio-

namos só as informações e os amigos que mais nos agradam. Isso

não é bom para o pensamento e a sociedade. Com isso estamos

ficando não só mais rasos como também mais estreitos. Os cientis-

25 tas citam cada vez menos trabalhos e estamos todos olhando para

as mesmas fontes. Isso tem de ter algum impacto na originalidade.

Podemos estar criando uma geração que não poderá pensar por

si própria. Eles têm de ficar online e ver o que o resto das pessoas

pensam antes de responderem a uma questão. Sentimos que não

30 precisamos mais aprender porque é muito fácil achar os dados.

Mas ter só o lado prático do conhecimento significa não enxergar

o contexto em que as informações surgem, o que é preocupante”.

Acrescenta ainda que “o digital cria um nível de conectividade,

mas destrói outros”. Estudo feito há dez anos mostrou que 10% dos

35 americanos diziam não ter amigos para conversar em profundidade

sobre o que sentem. Hoje, esse número subiu para 25%.

No livro, o autor propõe que se pense mais devagar. Indagado

como isso seria possível numa sociedade que pede cada vez

mais produtividade, ele responde: “Quando dizemos que alguém

40 é devagar, isso é associado à burrice. Concordo que a maioria dos

governos e empresas pensam que, se trabalharmos mais devagar,

isso terá efeito negativo na efi ciência, mas é discutível. Estamos

muito ocupados em nossos escritórios fazendo coisas que serão

descartadas depois. Quando um funcionário para um pouco para

45 pensar, vê o seu papel dentro do negócio, identifica possíveis

erros e evita que aconteçam. Quando ele está indo muito rápido,

o máximo que faz é reagir.

E conclui: “Meu temor é que não tenhamos escolha senão nos

tornarmos 100% digitais. E que a gente perca a capacidade de pensar

50 profundamente, uma das coisas que nos define como humanos”.

(Revista Galileu, dezembro de 2010, com adaptações)

No trecho “Há muitos falando sobre os aspectos bons dos celulares e do Google, mas há um outro lado” (l. 17/18), a expressão em destaque é uma referência à:

 

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Disciplina: Português
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FUTURO DESUMANO


Guru de algumas das maiores companhias do planeta – IBM,

Coca-Cola, Mac Donalds, Nestlé, etc.–, nas quais dá consultoria

sobre o que fazer hoje para não se arrepender amanhã, o futuró-

logo e cientista político Richard Watson, em seu novo livro, Future

5 Minds (Mentes do Futuro) alerta para o perigo de caminharmos

em direção a uma sociedade onde as pessoas não conseguirão

sequer pensar sozinhas.

Já tendo escrito sobre o futuro dos arquivos, do dinheiro e das

viagens, agora, ao discorrer sobre o futuro das mentes, diz que

10 só dá para planejar cenários olhando para todas essas coisas ao

mesmo tempo. “Se você trabalha num banco, tende a ler publi-

cações sobre o mercado financeiro ou economia, mas não sobre

tecnologia e demografia. As pessoas leem cada vez mais sobre

cada vez menos assuntos, mas é onde todos os assuntos se unem

15 que podemos identificar tendências. Por isso, passo 80% do meu

tempo lendo”.

E prossegue: “Há muitos falando sobre os aspectos bons dos celu-

lares e do Google, mas há um outro lado. Passamos os dias andando

pela cidade olhando para uma tela de iPod ou BlackBerry e prestamos

20 menos atenção nas pessoas ao redor. Estamos construindo bolhas

onde nunca somos confrontados com ideias divergentes: selecio-

namos só as informações e os amigos que mais nos agradam. Isso

não é bom para o pensamento e a sociedade. Com isso estamos

ficando não só mais rasos como também mais estreitos. Os cientis-

25 tas citam cada vez menos trabalhos e estamos todos olhando para

as mesmas fontes. Isso tem de ter algum impacto na originalidade.

Podemos estar criando uma geração que não poderá pensar por

si própria. Eles têm de ficar online e ver o que o resto das pessoas

pensam antes de responderem a uma questão. Sentimos que não

30 precisamos mais aprender porque é muito fácil achar os dados.

Mas ter só o lado prático do conhecimento significa não enxergar

o contexto em que as informações surgem, o que é preocupante”.

Acrescenta ainda que “o digital cria um nível de conectividade,

mas destrói outros”. Estudo feito há dez anos mostrou que 10% dos

35 americanos diziam não ter amigos para conversar em profundidade

sobre o que sentem. Hoje, esse número subiu para 25%.

No livro, o autor propõe que se pense mais devagar. Indagado

como isso seria possível numa sociedade que pede cada vez

mais produtividade, ele responde: “Quando dizemos que alguém

40 é devagar, isso é associado à burrice. Concordo que a maioria dos

governos e empresas pensam que, se trabalharmos mais devagar,

isso terá efeito negativo na efi ciência, mas é discutível. Estamos

muito ocupados em nossos escritórios fazendo coisas que serão

descartadas depois. Quando um funcionário para um pouco para

45 pensar, vê o seu papel dentro do negócio, identifica possíveis

erros e evita que aconteçam. Quando ele está indo muito rápido,

o máximo que faz é reagir.

E conclui: “Meu temor é que não tenhamos escolha senão nos

tornarmos 100% digitais. E que a gente perca a capacidade de pensar

50 profundamente, uma das coisas que nos define como humanos”.

(Revista Galileu, dezembro de 2010, com adaptações)

A afirmativa de que estamos ficando cada vez “mais estreitos” (l. 24) se explicita no segmento:

 

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1684501 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: DRM-RJ

Leia o texto abaixo e responda às questões de numero 01 a 05.


FUTURO DESUMANO


Guru de algumas das maiores companhias do planeta – IBM,

Coca-Cola, Mac Donalds, Nestlé, etc.–, nas quais dá consultoria

sobre o que fazer hoje para não se arrepender amanhã, o futuró-

logo e cientista político Richard Watson, em seu novo livro, Future

5 Minds (Mentes do Futuro) alerta para o perigo de caminharmos

em direção a uma sociedade onde as pessoas não conseguirão

sequer pensar sozinhas.

Já tendo escrito sobre o futuro dos arquivos, do dinheiro e das

viagens, agora, ao discorrer sobre o futuro das mentes, diz que

10 só dá para planejar cenários olhando para todas essas coisas ao

mesmo tempo. “Se você trabalha num banco, tende a ler publi-

cações sobre o mercado financeiro ou economia, mas não sobre

tecnologia e demografia. As pessoas leem cada vez mais sobre

cada vez menos assuntos, mas é onde todos os assuntos se unem

15 que podemos identificar tendências. Por isso, passo 80% do meu

tempo lendo”.

E prossegue: “Há muitos falando sobre os aspectos bons dos celu-

lares e do Google, mas há um outro lado. Passamos os dias andando

pela cidade olhando para uma tela de iPod ou BlackBerry e prestamos

20 menos atenção nas pessoas ao redor. Estamos construindo bolhas

onde nunca somos confrontados com ideias divergentes: selecio-

namos só as informações e os amigos que mais nos agradam. Isso

não é bom para o pensamento e a sociedade. Com isso estamos

ficando não só mais rasos como também mais estreitos. Os cientis-

25 tas citam cada vez menos trabalhos e estamos todos olhando para

as mesmas fontes. Isso tem de ter algum impacto na originalidade.

Podemos estar criando uma geração que não poderá pensar por

si própria. Eles têm de ficar online e ver o que o resto das pessoas

pensam antes de responderem a uma questão. Sentimos que não

30 precisamos mais aprender porque é muito fácil achar os dados.

Mas ter só o lado prático do conhecimento significa não enxergar

o contexto em que as informações surgem, o que é preocupante”.

Acrescenta ainda que “o digital cria um nível de conectividade,

mas destrói outros”. Estudo feito há dez anos mostrou que 10% dos

35 americanos diziam não ter amigos para conversar em profundidade

sobre o que sentem. Hoje, esse número subiu para 25%.

No livro, o autor propõe que se pense mais devagar. Indagado

como isso seria possível numa sociedade que pede cada vez

mais produtividade, ele responde: “Quando dizemos que alguém

40 é devagar, isso é associado à burrice. Concordo que a maioria dos

governos e empresas pensam que, se trabalharmos mais devagar,

isso terá efeito negativo na efi ciência, mas é discutível. Estamos

muito ocupados em nossos escritórios fazendo coisas que serão

descartadas depois. Quando um funcionário para um pouco para

45 pensar, vê o seu papel dentro do negócio, identifica possíveis

erros e evita que aconteçam. Quando ele está indo muito rápido,

o máximo que faz é reagir.

E conclui: “Meu temor é que não tenhamos escolha senão nos

tornarmos 100% digitais. E que a gente perca a capacidade de pensar

50 profundamente, uma das coisas que nos define como humanos”.

(Revista Galileu, dezembro de 2010, com adaptações)

Segundo o texto, a capacidade de as pessoas pensarem por si próprias depende:

 

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