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2444521 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IBC
Penas sem pena
Carlos Heitor Cony
Em crônica recente, publicada na página 2 da Folha, elogiei como um todo(D), e com entusiasmo(A), o Supremo Tribunal Federal, sobretudo o ministro presidente e relator Joaquim Barbosa, que atuou, com dignidade e sabedoria(B), na apelidada Ação 470, codinome providencial para tentar esconder o escândalo do Mensalão. Contudo, no mesmo texto, questionei as penas de prisão para os numerosos réus, por uma razão muito antiga em minha formação. Acredito que mais cedo ou mais tarde, a sociedade encontrará outra forma, mais humana e eficaz, para condenar criminosos.
A primeira vez que fui conhecer Veneza, como não podia deixar de ser, visitei as prisões ao lado do palácio dos Doges, que é ligado pela Ponte dos Suspiros às masmorras daquela época, não muito diferentes de algumas penitenciárias ainda existentes no século 21. Conheci outras prisões medievais, em Londres, em Perúgia, e até mesmo algumas recentes, do Brasil Colonial. Reconheço que para o instinto primitivo de homens também primitivos, a prisão era alternativa misericordiosa da pena de morte. Retirava o criminoso da sociedade, trancafiava-o como um animal selvagem, como castigo ou (tese bastante furada) como início de uma possível recuperação social.
Nelson Hungria, o grande penalista brasileiro, cunhou uma etiqueta definitiva nas penitenciárias: “São as universidades do crime”. Reconheço que o assunto é complexo, sobretudo quando se aplica aos réus do mensalão que já foram julgados, condenados e penalizados.
É certo que mereciam punições severas, acredito que dois ou três da numerosa quadrilha, pela dinâmica do crime praticado, deveriam ser recolhidos à prisão na forma que o Código Penal em vigor estabelece. Mas a maioria dos mensaleiros podia ser punida com a perda dos direitos políticos por cinco, dez ou mesmo vinte anos, além do ressarcimento dos valores roubados, acrescidos de juros e correção monetária, sem esquecer a multa proporcional ao lucro criminoso que conseguiram. Tal como acontece com os débitos fiscais que os sonegadores do imposto de renda podem pagar até parceladamente(C), os criminosos, que acima de tudo passariam a ser clientes compulsórios da ficha suja, teriam de se virar em condições precárias para zerar a soma das dívidas e multas. O mercado estatal, que inclui cargos públicos no executivo, legislativo e judiciário, ficaria vedado a todos eles, não apenas pela ostensiva ficha suja como pela perda dos direitos políticos. Mesmo nas empresas privadas teriam dificuldades para arranjar empregos, pois o estrago na imagem de todos eles está feito de forma que parece irreparável. O castigo que receberiam seria no mesmo território em que praticaram o crime: dinheiro. As sentenças levariam em conta o patrimônio de cada um deles para efeito de estabelecer o pagamento integral ou parcelado do débito, digamos de 30% da renda total do criminoso.
Pessoalmente(E), acredito que todos os réus, mesmo condenados a prisão em seus vários regimes (aberto, semiaberto, fechado) daqui a alguns anos (ou meses) estarão em liberdade condicional ou plena. Dois deles, talvez os principais (Dirceu e Genoíno), não podem ser considerados marinheiros de primeira viagem. Já passaram por muitas e más durante o regime militar. Mas tinham o consolo moral e psicológico de estarem combatendo o bom combate. Voltarem os dois a uma cela, por mais confortável que seja, seria colocar dois homens errados num lugar errado. Na prisão, eles poderiam até se consolar, lendo o tempo todo os grandes teóricos como Gramsci, Lênin, Guevara, Mao, teriam até o consolo de ler a excelente e volumosa biografia de Marighela muito bem escrita por Mauro Magalhães. Creio que sofreriam mais, refletiriam melhor, se purgassem os malfeitos que o Supremo atribuiu a eles, gozando a terrível liberdade de dever ao país e ao povo um dinheiro que terão de arranjar, mas sem assaltar as burras da nação.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/1206984- penas-sem-pena.shtml (adaptado)
Assinale a expressão que modifica todo o contexto em que se encontra, e não apenas uma expressão.
 

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2444518 Ano: 2012
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: AOCP
Orgão: IBC
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READ TEXT II AND ANSWER QUESTION
TEXTO II
HEADACHES
Some little man is inside your head, pounding your brain with a hammer. Beside him, a rock musician is playing a drum. Your head feels as if it is going to explode. You have a headache, and you think it will never go away.
Doctors say there are several kinds of headaches. Each kind begins in a different place and needs a different treatment.
One kind starts in the arteries in the head. The arteries swell and send pain signals to the brain. Some of these headaches start with a change in vision. The person sees wavy lines, black dots, or bright spots in front of the eyes. This is a warning that a headache is coming(I). The headache occurs on only one side of the head. The vision is blurred, and the person may vomit from the pain. These headaches, which are called migraine headaches, are more frequent in women than in men. Sleep is the best cure for them.
Cluster headaches, which also start in the arteries, are called cluster headaches because they come in clusters or groups for 2 or 3 months. Then there are no more for several months or even years. A cluster headache lasts up to 2 hours and then goes away. At the beginning of the headache, the eyes are red and watery. There is a steady pain in the head. When the pain finally goes away, the head is sore. Men have more cluster headaches than women do.
The muscle headache, which starts in the muscles in the neck or forehead, is caused by tension(II). A person works too hard, is nervous about something, or has problems at work, at school, or at home. The neck and head muscles become tense, and the headache starts. A muscle headache usually starts in the morning and gets worse as the hours pass. There is a steady pain, pressure, and a bursting feeling. Usually aspirin doesn’t help a muscle headache very much.
How do doctors treat headaches? If a person has frequent headaches, the doctor first has to decide what kind they are. Medicine can help, but there are other ways to treat them.
The doctor asks the patient to analyze his or her daily living patterns. A change in diet or an increase in exercise might stop the headaches. If the patient realizes that difficulties at home, at work, or at school are causing tension, it might be possible to make changes and decrease these problems. Psychological problems and even medicine for another physical problem can cause headaches. The doctor has to discuss and analyze all these patterns of the patient’s life. A headache can also be a signal of a more serious problem.
Everyone has headaches from time to time. In the United States alone, up to 50 million persons each year go to the doctor because of headaches. If you have a headache, and it continues over several days, or keeps recurring, it is time to talk to a doctor. There is no magic cure for headaches, but doctors can control most of them because of recent research.
Source: Ackert, P. Cause and effect: intermediate reading practice. Boston: Heinle & Heinle, 1999.
Observe the two examples below:
I. This is a warning that a headache is coming.
II. The muscle headache, which starts in the muscles (…), is caused by tension.
Mark the option that is FALSE concerning the usage of the words that and which.
 

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2444517 Ano: 2012
Disciplina: Pedagogia
Banca: AOCP
Orgão: IBC
Com relação aos princípios orientadores para a organização e para o desenvolvimento de programas de estimulação precoce, analise as assertivas e, em seguida, assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. O nível e o tipo de intervenção independem do processo evolutivo da criança.
II. O processo de estimulação precoce é menos efetivo se for aplicado de forma gradual.
III. Toda família que possui criança portadora de necessidades especiais tem direito a receber apoio e orientação.
IV. Toda criança tem condições de assimilar os benefícios da estimulação precoce em função de suas características individuais, independente do grau da deficiência de que seja portadora.
 

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2444515 Ano: 2012
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: AOCP
Orgão: IBC
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Qual é o tipo de inventário que fornece informações sobre a composição dos estoques através de um levantamento físico e valoração dessas mercadorias, visto que não existem controles sobre as entradas ou saídas de mercadorias do almoxarifado?
 

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2444510 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: IBC

A questão refere-se ao texto 3

Texto 2
Haddad precisa importar um baiano?
Gilberto Dimenstein
1.§ Está causando estranheza entre figuras da chamada inteligência paulistana. Fernando Haddad precisava importar um baiano – Juca Ferreira – para secretário da cultura? Não tinha ninguém aqui da cidade habilitado ao cargo, capaz de conhecer melhor os detalhes da cidade? O fato de ele ter sido ministro torna-o naturalmente competente para um cargo que, a rigor, tem um orçamento bem menor e, teoricamente, mais simples? É mesmo mais simples? Juca vai aprender rapidamente os códigos locais?
2.§ Lembremos que, neste ano, São Paulo foi considerada uma das principais capitais culturais do mundo, segundo avaliações internacionais. E é um dos motores da vocação paulistana – e, mais do que isso, compõem a indústria da economia criativa. Ou seja, é um cargo estratégico – ainda mais porque, na visão do futuro prefeito, o uso de espaços culturais devem ser integrados às escolas, formando uma malha educativa.
3.§ Se ele vai ser bom secretário, vamos observar. O fato de ter sido ministro da Cultura não significa um passaporte. É uma incógnita. Haddad resolveu apostar – e o risco é alto. É alguém que já vem com desvantagens.
4.§ Mas ser de fora, nesse caso, tem algumas vantagens. Primeiro, ele não é vinculado a nenhuma das panelinhas culturais locais. Segundo, Juca vem de uma cidade em que a cultura está nas ruas – e uma das coisas que mais precisamos nesta cidade é abrir mais e mais espaços na rua para as manifestações artísticas.
5.§ A São Paulo que se projeta como uma das capitais culturais do mundo deve ser cosmopolita, aberta, marcada pela diversidade. Não importa de onde o secretário venha. Importa se ele vai fazer uma boa gestão.
6.§ Quanto mais talentos atrairmos, melhor.
Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/1198806-haddad-precisa-importar-um-baiano. shtml>. Acesso em 20 dez 2012.

Texto 3

Dimenstein critica leitura apressada

Nathália Carvalho


A escolha de Juca Ferreira para ser secretário municipal da Cultura de São Paulo causou debate nesta semana e, ao publicar o texto “Haddad precisa importar um baiano?”, o jornalista da Folha, Gilberto Dimenstein, recebeu críticas e foi chamado de xenófobo.


Dimenstein explica que a postura de alguns internautas trata-se de dificuldade de interpretação e, ou, leitura apressada. “As pessoas não leem tudo. Isso já acontece no impresso, imagina no online. Olham apenas o título e leem o que querem, e não o que está escrito”. [...]

As críticas à coluna foram impulsionadas, também, por um texto publicado pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). Em relação à postura do parlamentar, Dimenstein afirma que “se fosse uma prova de interpretação, certamente o deputado não passaria”. “Ele é uma pessoa de caráter e creio que não fez de má fé. Mas acredito que ele não leu a coluna até o final”, diz o colunista.


Em resposta, Wyllys disse que “é uma saída fácil de Dimenstein para não assumir que seu texto contraditório flertava, sim, com o sentimento de xenofobia mal disfarçado”. “Ainda que eu e outros tivéssemos lido apenas o título – o que não aconteceu – este, por si, já justificava todos os questionamentos. A palavra “baiano” não foi parar no título por acaso. A língua não é neutra (o jornalismo menos)”, explicou.


Dimenstein conta ser importante para os jornalistas saberem lidar com a repercussão negativa de alguma opinião. “É importante que o colunista não tenha medo de críticas e estimule o debate”. Além disso, ele afirma ser interessante passar por isso pois quando trata-se de um erro é preciso pedir desculpas, mas quando a situação é o contrário, a conversa cresce no sentido de mostrar qual é a posição do profissional. “Aprofunda o tema e ajuda as pessoas a pensarem de maneiras diferentes”, contou.

Disponível em <http://www.osantooficio.com/page/2/>. Acesso em 30 jan 2012.

A interação entre autor e leitor começa com antecipações e hipóteses, as quais são elaboradas a partir de vários aspectos. Assinale o que NÃO se pode inferir a respeito do texto 2 após se tomar conhecimento do texto 3.
 

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2444509 Ano: 2012
Disciplina: Música
Banca: AOCP
Orgão: IBC
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Relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Águas de Março
2. Eu sou o Samba
3. Ô Abre alas
4. As Mariposas
5. Arrastão
( ) Adoniran Barbosa
( ) Edu Lobo
( ) Jair Rodriguês
( ) Tom Jobim
( ) Chiquinha Gonzaga
 

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2444508 Ano: 2012
Disciplina: Biologia
Banca: AOCP
Orgão: IBC
Observe a figura a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.
Enunciado 3194187-1
 

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2444504 Ano: 2012
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: AOCP
Orgão: IBC
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Considerando um computador conectado em uma rede LAN com o endereço IP 192.168.0.1 e máscara de sub rede 255.255.0.0. Quais octetos do endereço IP representam o endereço da rede?
 

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2444503 Ano: 2012
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: AOCP
Orgão: IBC
Assinale a alternativa que apresenta o prazo de prescrição, que será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado, quando o ato não for publicado, do direito de petição que é assegurado ao servidor público federal junto aos Poderes públicos, em defesa de direito ou interesse legítimo, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho.
 

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2444502 Ano: 2012
Disciplina: Braille
Banca: AOCP
Orgão: IBC
A representação de datas sob a forma inteiramente numérica deve obedecer às seguintes regras, EXCETO
 

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