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Será que o jeitinho brasileiro tem jeito?

O "jeito" ou "jeitinho" pode se referir a soluções que driblam normas, ou que criam artifícios de validade ética duvidável. O jeitinho pode ser também definido como "molejo, jogo de cintura, habilidade de se dar bem em uma situação complicada". Muitos consideram o jeitinho uma verdadeira qualidade do brasileiro, a qual demonstra criatividade e improvisação ao driblar normas e convenções sociais para encontrar alguma solução. Só que, ironicamente, ao resolver um problema, sempre cria outro.
Sob a impunidade do jeitinho, pequenos e grandes delitos se misturam numa linha tênue, como se pudessem ser justificados de alguma forma. Coisas que alguns pensam ser pequenas, como a não devolução do troco, a ocupação do lugar reservado para idosos e deficientes, o ato de furar fila, a famosa “taxinha de urgência”, "agrado por fora” ou "taxa de desembaraço", como já ouvi certa vez, até a compra do voto político, contribuem para a constante evolução da abominável corrupção. Então, será que o jeitinho brasileiro pode ser considerado como uma forma de corrupção? Muitas das vezes, nossa visão de corrupção está fundamentada exclusivamente nos políticos, e não em nosso cotidiano, onde perpassam nossas relações sociais. Dessa maneira, eu diria que o jeitinho se confunde com corrupção e é transgressão, porque ela desiguala o que deveria ser obrigatoriamente tratado com igualdade.
Vale ressaltar que hoje em dia o jeitinho não é mais um modo de agir exclusivo dos oprimidos, pois tem levado executivos estrangeiros que atuam em empresas no Brasil para as salas de treinamento. Não que eles queiram se adaptar a essa realidade. O que eles querem mesmo é entender e tentar driblar essa “malemolência” dos negócios no Brasil. Para esses profissionais, a melhor tradução para esse “jeitinho” é a falta de planejamento, o que significa conviver e trabalhar dentro da precariedade de muitos serviços públicos e sem uma infraestrutura condizente com o potencial do país. Empresários europeus, japoneses e norte-americanos relatam estupefatos que precisam, antes de fazer negócio, firmar laços de camaradagem, tornarem-se amigos do empresário brasileiro como condição sine qua non, para a realização do negócio, pois isso apressa as negociações.
Quer dizer, percebemos que o problema não está na pessoa, mas nos processos que a envolvem. Se o problema fosse com 1 ou 1 dúzia de indivíduos, poderíamos afirmar que seria um problema isolado, mas, quando um percentual alto é adepto do jeitinho, é sinal de que é preciso analisar o que permite esse desvio de comportamento. Só se dá um jeitinho quando existem brechas na lei ou falta de rigor na aplicação destas. Esse ato de se “ajeitar-às-coisas para-se-dar-bem" simplesmente passa por cima de outros indivíduos e traz prejuízos à coletividade. É claro que ninguém quer obter desvantagens, mas não podemos concordar que prevaleça a atuação do egoísmo e do individualismo. E o mais grave de tudo: justificar tudo como “criatividade brasileira” e ainda aplaudir como sendo a cultura do nosso país. Desde 35 quando malandragem é cultura?
As premissas que garantem a popularidade do jeitinho é que todos procuram levar vantagem em tudo o que fazem no seu dia-a-dia e que, portanto, para não ser trapaceado, deve-se fazer o mesmo. Pensemos nos efeitos que esse círculo vicioso tem sobre nós, nossas finanças e nossas vidas. A impressão que nos dá é a de que determinados modelos de transgressões são aceitáveis e tornaram-se normais. Alguns devem lembrar de um comercial antigo no qual o ex-jogador de futebol Gérson aparece empunhando um cigarro e dizendo: "Este é pra você que gosta de levar vantagem em tudo, certo?", dando origem à famosa Lei de Gérson. Assim, parece que jeitinho se tornou norma de convivência na sociedade. Em outras palavras, a cultura de que “malandro é malandro e mané é mané”; isso não é motivo para orgulho, muito menos deve incorporar-se à nossa cultura.
E por fim, para não nos desanimarmos completamente, lembremos, então, de casos que demonstram que nem tudo está perdido. Destaco a história do funcionário da Infraero que devolveu uma maleta com alguns milhares de dólares para o seu dono. Esse fato mostra e comprova que há brasileiros honestos. Pena que a maioria destes “Homens” não estão no poder!
Então existe saída? Sim, existem saídas. Precisamos ser e ensinarmos nossos filhos a serem cidadãos honrados e respeitadores das leis. É preciso uma reflexão individual de como estamos construindo o que mais criticamos e acreditarmos na possibilidade de iniciarmos uma reconstrução da ética individual e nacional. Que tal começarmos a pensar nisso já para a próxima eleição? Não levemos para as urnas o “jeitinho brasileiro” e não votemos no “menos pior”. Não adianta continuar a levar a vida de sempre, fingir que está tudo bem e repetir para si que político é tudo igual e não tem como mudar. Conscientize-se de que o problema também é seu! E meu também! É nosso! Tudo ficará mais fácil, é claro, quando a habilidade de solucionar problemas do jeitinho brasileiro seja direcionada de forma positiva e seja verdadeiramente uma virtude.
Sine qua non: Expressão latina que indica uma cláusula ou condição sem a qual não se fará certa coisa.
Disponível em: <elo.com.br/portal/colunistas/christianelima/ver/229708/sera-que-o-jeitinho-brasileiro-tem-jeito-.html> Acesso em: 10 mar. 2014.
No segundo parágrafo do texto, o autor cita algumas situações que, segundo ele, “contribuem para a constante evolução da abominável corrupção”. Nas situações extraídas desse parágrafo e reproduzidas a seguir, percebe-se o emprego tanto da linguagem denotativa quando da conotativa.
Informe, em cada situação a seguir, se as expressões foram empregadas em sentido denotativo (D) ou em conotativo (C).
( ) não devolução do troco
( ) ocupação de lugares reservados para idosos e deficientes
( ) ato de furar a fila
( ) agrado por fora
( ) compra do voto político
( ) ocupação de lugares reservados para idosos e deficientes
( ) ato de furar a fila
( ) agrado por fora
( ) compra do voto político
A ordem correta, de cima para baixo, é
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Ao enviar um arquivo para a gráfica, o programador visual deve verificar características como sistema de cor, extensão, resolução, fontes e efeitos. A opção correta de configuração para envio é
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O protocolo que fornece um serviço simplificado de transferência de arquivos, sem implementar mecanismos de autenticação, é:
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Um projeto de identidade visual tem o propósito de desenvolver a marca e os elementos gráficos que constituem a identidade visual de uma empresa, instituição ou produto. Um sistema de identidade visual é formado por todos os veículos que veiculam os elementos básicos da identidade visual, normatizando aplicações e usos, ou seja, indicando como se configura objetivamente a identidade.
No que diz respeito ao desenvolvimento de um sistema de identidade visual, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F), para as falsas.
I. Grafismos são elementos primários de um sistema de identidade visual, parecidos com a marca e utilizados para gerar texturas e padronagens, pelo princípio da repetição e do contraste.
II. Alfabeto institucional é um elemento secundário de um sistema de identidade visual, o qual especifica a(s) fonte(s) utilizada(s) nos elementos textuais que acompanham os elementos primários do sistema nas aplicações (slogans, endereços, especificações da atividade-fim etc.).
III. Campo ou área de proteção é um elemento secundário de um sistema de identidade visual, indicador de parâmetros e proporções que possibilitam a reprodução fiel da marca (ou demais elementos de identidade) nos mais diversos suportes.
IV. Os elementos de identidade visual normatizados por um sistema de identidade visual podem ser divididos, de modo geral, em: Primários (marca, símbolo e logotipo), Secundários (cores institucionais e alfabeto institucional), Acessórios (grafismos, normas para layout, símbolos e logotipos acessórios e mascotes).
V. A identidade visual projetada necessita de obedecer a alguns requisitos para que possa efetivamente ser implantada através de um sistema, tais como: Originalidade, Repetição, Unidade, Viabilidade, Flexibilidade.
A sequência correta, de cima para baixo, é
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- LinuxRedes no LinuxConfiguração de Interfaces de Rede no Linux
- LinuxRedes no LinuxFerramentas de Rede (Linux)
No Linux, o comando ifconfig é utilizado para
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2480327
Ano: 2014
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Que alternativa apresenta informação correta?
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Uma avaliação que se projeta e vislumbra o futuro tem por finalidade a evolução da aprendizagem dos educandos e também subsidia o professor e a escola no sentido da melhor compreensão dos limites e possibilidades dos alunos e de ações subsequentes para favorecer o seu desenvolvimento. Ao privilegiar essa perspectiva de avaliação, o professor, em consonância com o projeto pedagógico de sua escola, precisará redirecionar sua prática avaliativa, partindo da seguinte indagação:
“De onde partimos e para onde vamos em prol da avaliação mediadora?”
As assertivas que respondem corretamente à questão acima são:
I. De uma avaliação a serviço da classificação, seleção e seriação, para uma avaliação a serviço da aprendizagem do aluno, da sua formação e da promoção para a cidadania.
II. Da inquietação na busca do sentido e significado da ação avaliativa para uma atitude de aceitação e reprodução de normas.
III. Da intenção de acompanhamento permanente à intenção prognóstica, somativa, de explicação e apresentação de resultados finais.
IV. Do privilégio à homogeneidade à classificação, à competição ao respeito para a individualidade, a confiança na capacidade de todos, a interação e a socialização.
V. Da visão unilateral ( centrada no professor ) e unidimensional ( centrada nas medidas padronizadas e na fragmentação disciplinar para a visão dialógica, de negociação entre os envolvidos e multirreferencial.
Estão corretas apenas as assertivas
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O padrão IEEE 802.11 implementa a segurança de WLAN (Wireless Local Area Network) através do protocolo WEP (Wired Equivalent Privacy).
Com base nesse protocolo analise as afirmações a seguir:
I. O WEP usa uma chave secreta, compartilhada entre as estações e os pontos de acesso, e esta chave é utilizada para cifrar as mensagens.
II. O AES (Advanced Encryption Standard), com chaves que variam de 40 à 128 bits, é utilizado como algoritmo de cifragem.
III. Para se verificar a integridade da mensagem, o algoritmo de verificação de integridade CRC-32 é aplicado.
IV. O uso de chaves estáticas pelo WEP não acarreta em nenhum problema de vulnerabilidade, uma vez que a cifragem da mensagem provê segurança suficiente contra tentativas de ataques.
Estão corretas as afirmativas
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De acordo com as orientações do código de ética do profissional intérprete de língua de sinais, relacione a segunda coluna com a primeira:
1. Princípios fundamentais
2. Relações com o contratante do serviço
3. Responsabilidade profissional
4. Relações com os colegas
2. Relações com o contratante do serviço
3. Responsabilidade profissional
4. Relações com os colegas
( ) O intérprete deve agrupar-se com colegas profissionais com o propósito de dividir novos conhecimentos de vida e desenvolver suas capacidades expressivas e receptivas em interpretação e tradução;
( ) O intérprete deve interpretar fielmente e com o melhor da sua habilidade, sempre transmitindo o pensamento, a intenção e o espírito do palestrante. Ele deve lembrar dos limites de sua função e não ir além de a responsabilidade;
( ) O intérprete deve considerar os diversos níveis da Língua Brasileira de Sinais bem como da Língua Portuguesa;
( ) O intérprete deve ser remunerado por serviços prestados e se dispor a providenciar serviços de interpretação, em situações onde fundos não são possíveis;
A sequência correta, de cima para baixo, é
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Será que o jeitinho brasileiro tem jeito?
O "jeito" ou "jeitinho" pode se referir a soluções que driblam normas, ou que criam artifícios de validade ética duvidável. O jeitinho pode ser também definido como "molejo, jogo de cintura, habilidade de se dar bem em uma situação complicada". Muitos consideram o jeitinho uma verdadeira qualidade do brasileiro, a qual demonstra criatividade e improvisação ao driblar normas e convenções sociais para encontrar alguma solução. Só que, ironicamente, ao resolver um problema, sempre cria outro.
Sob a impunidade do jeitinho, pequenos e grandes delitos se misturam numa linha tênue, como se pudessem ser justificados de alguma forma. Coisas que alguns pensam ser pequenas, como a não devolução do troco, a ocupação do lugar reservado para idosos e deficientes, o ato de furar fila, a famosa “taxinha de urgência”, "agrado por fora” ou "taxa de desembaraço", como já ouvi certa vez, até a compra do voto político, contribuem para a constante evolução da abominável corrupção. Então, será que o jeitinho brasileiro pode ser considerado como uma forma de corrupção? Muitas das vezes, nossa visão de corrupção está fundamentada exclusivamente nos políticos, e não em nosso cotidiano, onde perpassam nossas relações sociais. Dessa maneira, eu diria que o jeitinho se confunde com corrupção e é transgressão, porque ela desiguala o que deveria ser obrigatoriamente tratado com igualdade.
Vale ressaltar que hoje em dia o jeitinho não é mais um modo de agir exclusivo dos oprimidos, pois tem levado executivos estrangeiros que atuam em empresas no Brasil para as salas de treinamento. Não que eles queiram se adaptar a essa realidade. O que eles querem mesmo é entender e tentar driblar essa “malemolência” dos negócios no Brasil. Para esses profissionais, a melhor tradução para esse “jeitinho” é a falta de planejamento, o que significa conviver e trabalhar dentro da precariedade de muitos serviços públicos e sem uma infraestrutura condizente com o potencial do país. Empresários europeus, japoneses e norte-americanos relatam estupefatos que precisam, antes de fazer negócio, firmar laços de camaradagem, tornarem-se amigos do empresário brasileiro como condição sine qua non, para a realização do negócio, pois isso apressa as negociações.
Quer dizer, percebemos que o problema não está na pessoa, mas nos processos que a envolvem. Se o problema fosse com 1 ou 1 dúzia de indivíduos, poderíamos afirmar que seria um problema isolado, mas, quando um percentual alto é adepto do jeitinho, é sinal de que é preciso analisar o que permite esse desvio de comportamento. Só se dá um jeitinho quando existem brechas na lei ou falta de rigor na aplicação destas. Esse ato de se “ajeitar-às-coisas para-se-dar-bem" simplesmente passa por cima de outros indivíduos e traz prejuízos à coletividade. É claro que ninguém quer obter desvantagens, mas não podemos concordar que prevaleça a atuação do egoísmo e do individualismo. E o mais grave de tudo: justificar tudo como “criatividade brasileira” e ainda aplaudir como sendo a cultura do nosso país. Desde 35 quando malandragem é cultura?
As premissas que garantem a popularidade do jeitinho é que todos procuram levar vantagem em tudo o que fazem no seu dia-a-dia e que, portanto, para não ser trapaceado, deve-se fazer o mesmo. Pensemos nos efeitos que esse círculo vicioso tem sobre nós, nossas finanças e nossas vidas. A impressão que nos dá é a de que determinados modelos de transgressões são aceitáveis e tornaram-se normais. Alguns devem lembrar de um comercial antigo no qual o ex-jogador de futebol Gérson aparece empunhando um cigarro e dizendo: "Este é pra você que gosta de levar vantagem em tudo, certo?", dando origem à famosa Lei de Gérson. Assim, parece que jeitinho se tornou norma de convivência na sociedade. Em outras palavras, a cultura de que “malandro é malandro e mané é mané”; isso não é motivo para orgulho, muito menos deve incorporar-se à nossa cultura.
E por fim, para não nos desanimarmos completamente, lembremos, então, de casos que demonstram que nem tudo está perdido. Destaco a história do funcionário da Infraero que devolveu uma maleta com alguns milhares de dólares para o seu dono. Esse fato mostra e comprova que há brasileiros honestos. Pena que a maioria destes “Homens” não estão no poder!
Então existe saída? Sim, existem saídas. Precisamos ser e ensinarmos nossos filhos a serem cidadãos honrados e respeitadores das leis. É preciso uma reflexão individual de como estamos construindo o que mais criticamos e acreditarmos na possibilidade de iniciarmos uma reconstrução da ética individual e nacional. Que tal começarmos a pensar nisso já para a próxima eleição? Não levemos para as urnas o “jeitinho brasileiro” e não votemos no “menos pior”. Não adianta continuar a levar a vida de sempre, fingir que está tudo bem e repetir para si que político é tudo igual e não tem como mudar. Conscientize-se de que o problema também é seu! E meu também! É nosso! Tudo ficará mais fácil, é claro, quando a habilidade de solucionar problemas do jeitinho brasileiro seja direcionada de forma positiva e seja verdadeiramente uma virtude.
Sine qua non: Expressão latina que indica uma cláusula ou condição sem a qual não se fará certa coisa.
Disponível em: <elo.com.br/portal/colunistas/christianelima/ver/229708/sera-que-o-jeitinho-brasileiro-tem-jeito-.html> Acesso em: 10 mar. 2014.
Considere os períodos a seguir:
I. O jeitinho brasileiro é um meio .................... muitos recorrem para levar algum tipo de vantagem ou para encontrar alguma solução para um problema.
II. O jeitinho brasileiro é um meio ......................... alguns se valem para levar algum tipo de vantagem ou para encontrar alguma solução para um problema.
III. O jeitinho brasileiro é um mal ......................... toda a sociedade brasileira deve lutar.
A alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas dos períodos acima é
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