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- Lei 10.257/2001: Estatuto da CidadeArts. 5º e 6º: Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios
A Constituição Brasileira instituiu a função social da propriedade urbana e faculta ao poder público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado que promova seu adequado aproveitamento.
O Estatuto das Cidades, Lei Federal nº 10.257, no seu art. 5º, regulamenta que uma lei municipal específica para área incluída no plano diretor poderá determinar o parcelamento, a edificação ou a utilização compulsória do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, devendo fixar as condições e os prazos para implementação da referida obrigação.
Assinale a alternativa que apresenta o que é considerado imóvel subutilizado no Estatuto das Cidades, para que esse dispositivo da lei seja aplicado.
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A sustentabilidade de uma empresa tem como base sua capacidade competitiva. A promoção de melhorias consistentes, combatendo o desperdício, prevenindo falhas e erros, otimizando recursos humanos, tecnológicos e financeiros é, inevitavelmente, traduzida em aumento de produtividade e qualidade, base para a redução de impactos negativos sociais e ambientais causados pela empresa. No Guia de Sustentabilidade na Construção, elaborado pela Câmara da Construção da FIEMG, em 2008, é apresentado um quadro com os seis macrotemas de construção sustentável.
Relacione os macrotemas da COLUNA I com as dicas relacionadas a eles da COLUNA II de acordo com o guia de sustentabilidade na construção.
COLUNA I
1. Sustentabilidade do habitat e qualidade da implantação.
2. Gestão de água e efluentes.
3. Gestão de energia e emissões.
4. Gestão de materiais e resíduos sólidos.
5. Qualidade do ambiente interno.
6. Qualidade dos serviços.
COLUNA II
( ) Elaborar o projeto de uma edificação sustentável prevendo uma durabilidade mínima de 50 anos, pensando-se, inclusive, em alternativas para sua requalificação.
( ) Estabelecer critérios para garantir que seus fornecedores e prestadores de serviços sejam formais e respeitem a legislação.
( ) Observar o entorno, seus condicionantes físicos ambientais e as considerações críticas sobre os marcos legais adotados.
( ) Obter o maior conforto térmico e visual para os ocupantes com o menor consumo de energia artificial possível.
( ) Implementar aquecedores solares em edificações.
( ) Dispor de equipamento e dispositivos economizadores que contribuam para a redução dos gastos dos usuários com a operação do empreendimento.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
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Na ampliação do campus Almenara está prevista a construção de um novo auditório para 700 pessoas. No momento de definir a forma desse auditório, deve-se, em primeiro lugar, ter em conta os possíveis defeitos, especialmente, a existência de superfícies refletoras capazes de produzir ecos, seja no placo, ou nas primeiras filas da plateia. Nesse estudo da forma não devem ser esquecidos os modos normais de ressonância, especialmente quando a forma é simples – cuidar das relações dimensionais. O coeficiente de vivacidade define essa condição num auditório, o seu valor é maior quanto mais afastada está da fonte do ouvinte, o que acontece quando a sala é exageradamente comprida. Porém, é sempre conveniente, especialmente quando a sala é grande, apoiar a quantidade de som direto.
Assinale a alternativa que apresenta a solução CORRETA para aproveitar ao máximo a energia de emissão do som.
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Leia o texto a seguir para responder a questão.
O Instituto Federal de Educação (IFE) irá executar um conjunto de serviços e obras de engenharia e arquitetura para ampliação do campus Almenara, com um valor total estimado em R$ 42.000.000,00. A área de engenharia do instituto fará o desenvolvimento do projeto básico, porém o campus a ser ampliado está localizado a 495 km de distância da área de engenharia. Com isso, decidiu-se pela contratação do objeto em sua totalidade, ou seja, compreendendo todas as etapas da obra, serviços e instalações necessárias. Um regime onde o contratado deva assumir inteira responsabilidade pela execução do objeto até a sua entrega ao Instituto Federal de Educação (IFE).
Como nesse caso se trata de obras, serviços e compras de grande vulto, cujo valor estimado seja superior a 25 (vinte e cinco) vezes o limite estabelecido na alínea c do inciso I do art. 23 da Lei Federal nº 8666/93, ou de alta complexidade técnica, poderá a contratante exigir dos licitantes a metodologia de execução.
A avaliação da metodologia de execução, para efeito de sua aceitação ou não, deverá ser realizada
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Leia o texto a seguir para responder a questão.
O Instituto Federal de Educação (IFE) irá executar um conjunto de serviços e obras de engenharia e arquitetura para ampliação do campus Almenara, com um valor total estimado em R$ 42.000.000,00. A área de engenharia do instituto fará o desenvolvimento do projeto básico, porém o campus a ser ampliado está localizado a 495 km de distância da área de engenharia. Com isso, decidiu-se pela contratação do objeto em sua totalidade, ou seja, compreendendo todas as etapas da obra, serviços e instalações necessárias. Um regime onde o contratado deva assumir inteira responsabilidade pela execução do objeto até a sua entrega ao Instituto Federal de Educação (IFE).
Conforme os critérios definidos no texto pela contratante, assinale a alternativa que apresenta qual o regime CORRETO de contratação a ser adotado.
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TEXTO 1
LEVANTE A CABEÇA
E OLHE PARA A FRENTE.
É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.
Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.
Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.
Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.
Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.
Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:
– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.
Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.
E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.
As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.
Então o pai muito triste, falou para o filho:
– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

TEXTO 2
O caldo-de-cana e a crise
Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.
O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.
O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…
Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.
A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.
Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.
ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.
BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.
Os termos destacados nos enunciados do texto 1 exercem a função sintática de objeto direto, EXCETO em
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TEXTO 1
LEVANTE A CABEÇA
E OLHE PARA A FRENTE.
É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.
Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.
Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.
Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.
Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.
Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:
– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.
Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.
E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.
As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.
Então o pai muito triste, falou para o filho:
– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

TEXTO 2
O caldo-de-cana e a crise
Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.
O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.
O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…
Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.
A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.
Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.
ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.
BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.
De acordo com o texto 2, os dois termos, no contexto, referem-se entre si, mantêm uma correspondência referencial em
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TEXTO 1
LEVANTE A CABEÇA
E OLHE PARA A FRENTE.
É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.
Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.
Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.
Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.
Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.
Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:
– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.
Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.
E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.
As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.
Então o pai muito triste, falou para o filho:
– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

TEXTO 2
O caldo-de-cana e a crise
Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.
O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.
O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…
Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.
A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.
Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.
ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.
BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.
Assinale a alternativa em que o termo destacado remete a um termo sem referência explícita, anteriormente, no texto 2.
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TEXTO 1
LEVANTE A CABEÇA
E OLHE PARA A FRENTE.
É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.
Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.
Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.
Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.
Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.
Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:
– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.
Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.
E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.
As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.
Então o pai muito triste, falou para o filho:
– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

TEXTO 2
O caldo-de-cana e a crise
Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.
O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.
O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…
Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.
A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.
Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.
ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.
BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.
Nos trechos a seguir, extraídos do texto 1 e do texto 2, há termos do registro informal, evidenciando a presença de linguagem coloquial, EXCETO em
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TEXTO 1
LEVANTE A CABEÇA
E OLHE PARA A FRENTE.
É de pessoas com atitude que o Brasil precisa.
Leia e veja como este texto tem muito a ver com os dias de hoje.

A FÁBULA DO VENDEDOR DE CACHORROS-QUENTES.
Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente. Ele não tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da salsicha e do atendimento ao seu cliente.
Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava.
Usava o melhor pão e a melhor salsicha. O negócio, como não podia ser diferente, prosperava. Tanto que ele conseguiu mandar seu filho estudar na melhor faculdade do país.
Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:
– Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.
Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora, lê jornais e vê TV. Deve estar com a razão”.
E com medo, procurou um fornecedor mais barato para o pão e as salsichas. Pra economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz.
As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.
Então o pai muito triste, falou para o filho:
– Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.

TEXTO 2
O caldo-de-cana e a crise
Parece que a atual crise econômica tem mesmo proporções maiores do que as que presenciei nestes quarenta e tantos anos de profissão. Por força do ofício, leio mais jornais e revistas do que gostaria. E isso me afasta da leitura prazerosa dos livros empilhados sobre o criado-mudo, que visito à noite, antes de dormir. Lê-los é um ótimo remédio contra os infortúnios dos noticiários e da vida.
O último destes encontros, por sinal, foi com Ostra Feliz Não Faz Pérola, do amigo querido Rubem Alves. Imperdível. Nele li um texto que me lembrou de uma historinha que conheço há muito tempo. Tempos, talvez, de outra crise econômica “de proporções inéditas”. A história é a seguinte. Um pequeno sitiante resolveu melhorar seu orçamento vendendo caldo-de-cana na beira da estrada. O negócio prosperou, e ele foi incrementando seu modesto empreendimento. Colocou mesas e cadeiras à sombra de frondosas árvores, passou a fritar pastéis, ampliou a capacidade de atendimento, investiu em placas de sinalização, contratou funcionários.
O negócio ia muito bem até que o filho, que saíra da roça para estudar economia, foi visitá-lo. Percebendo a alienação do pai diante da crise que o país atravessava, deu-lhe uma tremenda bronca. Não era hora de investir, porque as bolsas, as montadoras, os bancos, os fundos de investimento…
Desenxavido, o pequeno comerciante deu razão ao filho. Afinal de contas, ele tinha estudado, lia jornais, era o orgulho da família. Tratou de tomar as providências que a crise exigia. Retirou as placas da estrada, dispensou os ajudantes, recolheu mesas e cadeiras e ficou esperando a tormenta passar. E não deu outra: os clientes não apareceram mais. O sitiante então concluiu que de fato havia uma baita crise no país.
A moral dessa história é um ditado popular: a chuva molha mais quem está parado do que quem está correndo.
Nós, por aqui, trataremos de apertar o passo.
ANDREATO, Elifas. O caldo de cana e a crise. In: ANDREATO, Elifas e ROCHA, João.
BRASIL: Almanaque de Cultura Popular. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009, n. 118, fev. 2009, p.4.
A crítica veiculada nos textos remete
I. à mídia, que divulga os fatos de modo sensacionalista.
II. aos conhecimentos acadêmicos que desconsideram a prática e a experiência acumulada.
III. ao relacionamento entre pais e filhos, pautado na falta de diálogo.
São CORRETAS as afirmativas
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