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Na área educacional, a gestão democrática tem se tornado um dos motivos mais frequentes de reflexões e iniciativas, a fim de dar efetividade a um princípio previsto quer na Constituição Federal de 1988 quer na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN – Lei nº 9394/96). A gestão democrática da escola pública ganha um caráter fundamental para a consolidação da democracia tanto dentro da escola como na sociedade. Nesse sentido, Paro (2001), em um dos capítulos, reflete que: “Se se pretende, com a educação escolar, concorrer para a emancipação do indivíduo enquanto cidadão partícipe de uma sociedade democrática e, ao mesmo tempo, dar-lhe meios, não apenas para sobreviver, mas para viver bem e melhor no usufruto de bens culturais que hoje são privilégios de poucos, então a gestão escolar deve fazer-se de modo a estar em plena coerência com esses objetivos” Por isso, o autor afirma que é preciso, “de modo veemente”, na gestão da escola pública,
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O art. 3º da LDBEN/96 estabelece que o ensino será ministrado com base em vários princípios, entre eles a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e, também, a valorização do profissional da educação escolar. Esses princípios devem fazer parte da formação inicial e continuada de docentes. Essa formação é objeto de estudos de Nóvoa (2009), que identifica cinco facetas que definem o “bom professor”: conhecimento, cultura profissional, tato pedagógico, trabalho em equipe e compromisso social. Para ele, uma formação de professores deve ser construída dentro da profissão, isto é, baseada em uma combinação complexa de contributos científicos, pedagógicos e técnicos, mas que tem como âncora,
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Moran (2015) escreve sobre as mudanças em curso nas instituições educativas atentas às mudanças do contexto social. Ele aponta que têm sido escolhidos dois diferentes caminhos: um mais suave e outro com mudanças mais profundas. O caminho mais suave é aquele que mantem o modelo disciplinar do currículo, mas prioriza maior envolvimento dos aluno e
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Para Panizza (2006), a noção de “sentido” tem um papel destacado no processo de aprendizagem e ensino da matemática. Há diversas dimensões relevantes para abordar a complexidade do “sentido” na matemática. Existe um sentido dos conceitos, um sentido dos símbolos, um sentido das expressões e um sentido dos conhecimentos. Outro aspecto, destacado por Panizza, refere-se aos “diversos saberes necessários para conduzir um ensino que contemple as diversas dimensões do sentido: saberes relativos ao edifício matemático; saberes relativos à aprendizagem; saberes
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Em 2019 foi instituída a Política Nacional de Alfabetização, por meio da qual a União, em colaboração com os estados, o Distrito Federal e os municípios, implementará programas e ações voltados à promoção da alfabetização baseada em evidências científicas, com a finalidade de melhorar a qualidade da alfabetização no território nacional e de combater o analfabetismo absoluto e o analfabetismo funcional, no âmbito das diferentes etapas e modalidades da educação básica e da educação não formal. De acordo com o Parágrafo Único do art. 6º , são beneficiários prioritários da Política Nacional de Alfabetização
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Ferreiro (1993), em sua obra Reflexões sobre alfabetização, traz contribuições significativas sobre a prática da alfabetização e as pesquisas realizadas sobre essa temática. Outra estudiosa sobre alfabetização é Magda Soares, que em seu artigo Letramento e alfabetização: as muitas facetas (2004), inicialmente aborda a necessidade de reconhecimento da especificidade da alfabetização, entendida como processo de aquisição e apropriação do sistema da escrita, alfabético e ortográfico. De acordo com Soares, o reconhecimento de que tanto a alfabetização quanto o letramento têm diferentes dimensões, ou facetas, a natureza de cada uma delas demanda uma metodologia diferente, de modo que a aprendizagem inicial da língua escrita exige múltiplas metodologias, algumas caracterizadas por ensino direto, explícito e sistemático – particularmente a alfabetização, em suas diferentes facetas – outras caracterizadas por ensino incidental, indireto e subordinado a possibilidades e
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Sasseron e Carvalho (2011) propõem a Alfabetização Científica como objetivo central do ensino de Ciências na formação básica em nossa sociedade, repleta de artefatos científicos e tecnológicos, e indicam três eixos estruturantes de seu planejamento didático: a compreensão básica dos termos e conceitos científicos fundamentais, da natureza das ciências e dos fatores éticos e políticos que circundam sua prática, das relações existentes entre ciência, tecnologia, sociedade e meio ambiente. Consoante a essa visão de formação na educação básica, Lopes e Pontuschka (2009) apresentam uma proposta didática pertinente, o Estudo do Meio, o qual deve ser entendido como um método de ensino interdisciplinar que visa proporcionar, para alunos e professores, o contato direto com determinada realidade, um meio qualquer, rural ou urbano, que se decida estudar. De acordo com Lopes e Pontuschka, trata-se “de verificar a pertinência e a relevância dos diversos conhecimentos selecionados para serem ensinados no currículo escolar e, ao mesmo tempo, lançar-se à possibilidade da produção de
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No Brasil, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu o direito à educação que promova o desenvolvimento integral dos indivíduos e sua formação cidadã, para todos. Transformar a realidade social desigual, historicamente constituída, tem exigido esforços e medidas concretas para assegurar esse direito às pessoas que sofrem discriminação étnico-racial. Um exemplo disso, referente a conteúdos curriculares, é a Resolução CNE/CP nº 01/2004, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. No entanto, promover uma educação inclusiva ainda é um enorme desafio. Na obra organizada por Eliane Cavalleiro (2001), ela própria e Maria Aparecida (Cidinha) da Silva, no capítulo de sua autoria, percebem o professor como
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Isabel Frade, Mônica Araújo e Julianna Glória (2018) relatam uma pesquisa que realizaram com uma turma de primeiro ano em uma escola pública, em diálogo e colaboração com a professora, sobre os usos da leitura e da escrita digital por crianças na alfabetização. As pesquisadoras afirmam que, por meio dos eventos de letramento digital realizados com os alunos, puderam constatar que as atividades de alfabetização podem e devem ser realizadas
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M. Carmen S. Barbosa, em artigo na Revista Educação & Sociedade (out. 2007), reflete sobre as relações entre as culturas escolares, as de infância e as familiares, nos processos de socialização e de escolarização, apoiando-se em pesquisadores nacionais e estrangeiros. Paulo Fochi (2015) contribui com sua pesquisa a partir da problematização das situações vividas no trabalho pedagógico com bebês e refletidas com base em referencial teórico de J. Bruner, L. Malaguzzi (Reggio Emilia) e E. Pikler. Essas duas obras apresentam fundamentações coerentes com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, Resolução CNE/CEB nº 5/2009. Considerando esses três referenciais, para efetivar a educação escolar de crianças, recomenda-se, como importante, que as propostas pedagógicas das instituições
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