Foram encontradas 25 questões.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Encontro de memórias
Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O
primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos,
em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno
ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as
revistas de cifras na cama e deixava que os acordes
preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a
voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante
que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de
paz.
O segundo dia em que a terra parou veio doze anos
depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias
em que quase todos decidiram — ou foram obrigados —
a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o
patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola
porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi
suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não
por vontade própria.
Assim como no primeiro dia, Raul também estava
presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso,
continuavam guardadas na estante, preservando uma
memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez
que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava
a se mover dentro de mim.
Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam
poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul
anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno
sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a
Terra parou". É ali que a memória repousa — entre
acordes simples e a sensação de que, por um instante,
tudo realmente ficou imóvel.
Texto Adaptado
LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY,
Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso
eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7
30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
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Encontro de memórias
Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O
primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos,
em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno
ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as
revistas de cifras na cama e deixava que os acordes
preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a
voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante
que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de
paz.
O segundo dia em que a terra parou veio doze anos
depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias
em que quase todos decidiram — ou foram obrigados —
a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o
patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola
porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi
suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não
por vontade própria.
Assim como no primeiro dia, Raul também estava
presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso,
continuavam guardadas na estante, preservando uma
memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez
que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava
a se mover dentro de mim.
Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam
poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul
anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno
sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a
Terra parou". É ali que a memória repousa — entre
acordes simples e a sensação de que, por um instante,
tudo realmente ficou imóvel.
Texto Adaptado
LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY,
Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso
eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em:
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30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
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Encontro de memórias
Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O
primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos,
em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno
ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as
revistas de cifras na cama e deixava que os acordes
preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a
voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante
que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de
paz.
O segundo dia em que a terra parou veio doze anos
depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias
em que quase todos decidiram — ou foram obrigados —
a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o
patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola
porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi
suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não
por vontade própria.
Assim como no primeiro dia, Raul também estava
presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso,
continuavam guardadas na estante, preservando uma
memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez
que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava
a se mover dentro de mim.
Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam
poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul
anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno
sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a
Terra parou". É ali que a memória repousa — entre
acordes simples e a sensação de que, por um instante,
tudo realmente ficou imóvel.
Texto Adaptado
LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY,
Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso
eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7
30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
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Encontro de memórias
Existem dois dias em que, para mim, a terra parou. O
primeiro aconteceu quando eu tinha cerca de sete anos,
em um domingo comum. Meu pai montava seu pequeno
ritual musical: carregava uma cadeira, espalhava as
revistas de cifras na cama e deixava que os acordes
preenchessem a casa. Enquanto eu brincava no chão, a
voz de Raul Seixas criava um refúgio íntimo, um instante
que meu mundo interno decidiu guardar como lugar de
paz.
O segundo dia em que a terra parou veio doze anos
depois. Não foi um dia só, mas uma sequência de dias
em que quase todos decidiram — ou foram obrigados —
a permanecer em casa. O empregado não saiu porque o
patrão também não estava lá; o aluno não foi à escola
porque o professor não o esperava; a rotina inteira foi
suspensa por algo que parou o planeta, mesmo que não
por vontade própria.
Assim como no primeiro dia, Raul também estava
presente. As mesmas revistas antigas, gastas pelo uso,
continuavam guardadas na estante, preservando uma
memória afetiva que atravessou o tempo. E cada vez
que seus versos ecoavam, aquele recanto infantil voltava
a se mover dentro de mim.
Hoje as revistas quase não saem do lugar e acumulam
poeira, mas continuam guardando meus dois dias. Raul
anunciava o segundo, mas é ao primeiro que retorno
sempre que escuto alguém cantar sobre "o dia em que a
Terra parou". É ali que a memória repousa — entre
acordes simples e a sensação de que, por um instante,
tudo realmente ficou imóvel.
Texto Adaptado
LIMA, Natália Milena Alexandre. Encontro de memórias. In: MALULY,
Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso
eletrônico]. São Paulo: ECA-USP, 2021. Disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/7
30/648/2404 . Acesso em: 21 nov. 2025.
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A Constituição Federal estabelece princípios e regras
rígidas para a Administração Pública Direta e Indireta.
Analise as assertivas abaixo, especialmente sobre a
acumulação de cargos e a estabilidade, conforme os
artigos 37 a 41 da CF88.
I.É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, a de dois cargos de professor, a de um cargo de professor com outro técnico ou científico, ou a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.
II.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
III.O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa, não havendo previsão constitucional para perda de cargo por insuficiência de desempenho.
IV.As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I.É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, a de dois cargos de professor, a de um cargo de professor com outro técnico ou científico, ou a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.
II.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
III.O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa, não havendo previsão constitucional para perda de cargo por insuficiência de desempenho.
IV.As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
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