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Leia o texto para responder às questões de números 05 a 10.

Redescobrir a leitura é preciso

A dependência das ferramentas da era digital é um fato. Os adolescentes não desgrudam do celular. Passam horas navegando na web ou absortos nos videogames. Mas não só eles. Todos, jovens e menos jovens, estamos reféns do mundo digital.

Para o norte-americano Nicholas Carr, formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, a dependência no uso da internet está empobrecendo nossa cultura, matando talentos e causando distúrbios psíquicos. Ele não fala do uso da internet, mas da compulsividade virtual.

Segundo Carr, o uso exagerado da internet está reduzindo nossa capacidade de pensar com independência e profundidade. “Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade.”

A nova geração de adolescentes tem mais acesso à informação que qualquer outra antes dela. Mas isso não se reflete em um ganho cultural. De fato, há uma perda considerável de qualidade da mão de obra. Os índices de leitura e de compreensão de texto vêm caindo intensamente. A conclusão é que, apesar do maior acesso às tecnologias, não se vê um ganho expressivo em termos de apreensão de conhecimento.

A internet é uma formidável ferramenta. Mas não deve perder o seu caráter instrumental. O excesso de internet termina em compulsão, um tipo de desvio que já começa a preocupar os especialistas em saúde mental. Usemos a internet, mas tenhamos moderação. Precisamos, todos, redescobrir o prazer e a beleza da leitura.

A literatura é o Waze que nos conduz na aventura da vida.

(Carlos Alberto Di Franco, Redescobrir a leitura é preciso. https://www.estadao.com.br, 22.01.2024. Adaptado)

Reescrevendo-se a frase – Precisamos, todos, redescobrir o prazer e a beleza da leitura. (5º parágrafo) na forma – Precisamos, portanto, redescobrir o prazer e a beleza da leitura. –, conclui-se corretamente que se substituiu um

 

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Redescobrir a leitura é preciso

A dependência das ferramentas da era digital é um fato. Os adolescentes não desgrudam do celular. Passam horas navegando na web ou absortos nos videogames. Mas não só eles. Todos, jovens e menos jovens, estamos reféns do mundo digital.

Para o norte-americano Nicholas Carr, formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, a dependência no uso da internet está empobrecendo nossa cultura, matando talentos e causando distúrbios psíquicos. Ele não fala do uso da internet, mas da compulsividade virtual.

Segundo Carr, o uso exagerado da internet está reduzindo nossa capacidade de pensar com independência e profundidade. “Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade.”

A nova geração de adolescentes tem mais acesso à informação que qualquer outra antes dela. Mas isso não se reflete em um ganho cultural. De fato, há uma perda considerável de qualidade da mão de obra. Os índices de leitura e de compreensão de texto vêm caindo intensamente. A conclusão é que, apesar do maior acesso às tecnologias, não se vê um ganho expressivo em termos de apreensão de conhecimento.

A internet é uma formidável ferramenta. Mas não deve perder o seu caráter instrumental. O excesso de internet termina em compulsão, um tipo de desvio que já começa a preocupar os especialistas em saúde mental. Usemos a internet, mas tenhamos moderação. Precisamos, todos, redescobrir o prazer e a beleza da leitura.

A literatura é o Waze que nos conduz na aventura da vida.

(Carlos Alberto Di Franco, Redescobrir a leitura é preciso. https://www.estadao.com.br, 22.01.2024. Adaptado)

Nas passagens “Os índices de leitura e de compreensão de texto vêm caindo intensamente.” (4º parágrafo) e “Usemos a internet, mas tenhamos moderação.” (5º parágrafo), as formas verbais destacadas exprimem, correta e respectivamente, ideias de

 

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Redescobrir a leitura é preciso

A dependência das ferramentas da era digital é um fato. Os adolescentes não desgrudam do celular. Passam horas navegando na web ou absortos nos videogames. Mas não só eles. Todos, jovens e menos jovens, estamos reféns do mundo digital.

Para o norte-americano Nicholas Carr, formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, a dependência no uso da internet está empobrecendo nossa cultura, matando talentos e causando distúrbios psíquicos. Ele não fala do uso da internet, mas da compulsividade virtual.

Segundo Carr, o uso exagerado da internet está reduzindo nossa capacidade de pensar com independência e profundidade. “Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade.”

A nova geração de adolescentes tem mais acesso à informação que qualquer outra antes dela. Mas isso não se reflete em um ganho cultural. De fato, há uma perda considerável de qualidade da mão de obra. Os índices de leitura e de compreensão de texto vêm caindo intensamente. A conclusão é que, apesar do maior acesso às tecnologias, não se vê um ganho expressivo em termos de apreensão de conhecimento.

A internet é uma formidável ferramenta. Mas não deve perder o seu caráter instrumental. O excesso de internet termina em compulsão, um tipo de desvio que já começa a preocupar os especialistas em saúde mental. Usemos a internet, mas tenhamos moderação. Precisamos, todos, redescobrir o prazer e a beleza da leitura.

A literatura é o Waze que nos conduz na aventura da vida.

(Carlos Alberto Di Franco, Redescobrir a leitura é preciso. https://www.estadao.com.br, 22.01.2024. Adaptado)

A reescrita livre da passagem – A conclusão é que, apesar do maior acesso às tecnologias, não se vê um ganho expressivo em termos de apreensão de conhecimento. (4º parágrafo) – está de acordo com a norma-padrão em:

 

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Redescobrir a leitura é preciso

A dependência das ferramentas da era digital é um fato. Os adolescentes não desgrudam do celular. Passam horas navegando na web ou absortos nos videogames. Mas não só eles. Todos, jovens e menos jovens, estamos reféns do mundo digital.

Para o norte-americano Nicholas Carr, formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, a dependência no uso da internet está empobrecendo nossa cultura, matando talentos e causando distúrbios psíquicos. Ele não fala do uso da internet, mas da compulsividade virtual.

Segundo Carr, o uso exagerado da internet está reduzindo nossa capacidade de pensar com independência e profundidade. “Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade.”

A nova geração de adolescentes tem mais acesso à informação que qualquer outra antes dela. Mas isso não se reflete em um ganho cultural. De fato, há uma perda considerável de qualidade da mão de obra. Os índices de leitura e de compreensão de texto vêm caindo intensamente. A conclusão é que, apesar do maior acesso às tecnologias, não se vê um ganho expressivo em termos de apreensão de conhecimento.

A internet é uma formidável ferramenta. Mas não deve perder o seu caráter instrumental. O excesso de internet termina em compulsão, um tipo de desvio que já começa a preocupar os especialistas em saúde mental. Usemos a internet, mas tenhamos moderação. Precisamos, todos, redescobrir o prazer e a beleza da leitura.

A literatura é o Waze que nos conduz na aventura da vida.

(Carlos Alberto Di Franco, Redescobrir a leitura é preciso. https://www.estadao.com.br, 22.01.2024. Adaptado)

Na frase final do texto – A literatura é o Waze que nos conduz na aventura da vida. –, há termo(s) empregado(s) em sentido

 

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A dependência das ferramentas da era digital é um fato. Os adolescentes não desgrudam do celular. Passam horas navegando na web ou absortos nos videogames. Mas não só eles. Todos, jovens e menos jovens, estamos reféns do mundo digital.

Para o norte-americano Nicholas Carr, formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, a dependência no uso da internet está empobrecendo nossa cultura, matando talentos e causando distúrbios psíquicos. Ele não fala do uso da internet, mas da compulsividade virtual.

Segundo Carr, o uso exagerado da internet está reduzindo nossa capacidade de pensar com independência e profundidade. “Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade.”

A nova geração de adolescentes tem mais acesso à informação que qualquer outra antes dela. Mas isso não se reflete em um ganho cultural. De fato, há uma perda considerável de qualidade da mão de obra. Os índices de leitura e de compreensão de texto vêm caindo intensamente. A conclusão é que, apesar do maior acesso às tecnologias, não se vê um ganho expressivo em termos de apreensão de conhecimento.

A internet é uma formidável ferramenta. Mas não deve perder o seu caráter instrumental. O excesso de internet termina em compulsão, um tipo de desvio que já começa a preocupar os especialistas em saúde mental. Usemos a internet, mas tenhamos moderação. Precisamos, todos, redescobrir o prazer e a beleza da leitura.

A literatura é o Waze que nos conduz na aventura da vida.

(Carlos Alberto Di Franco, Redescobrir a leitura é preciso. https://www.estadao.com.br, 22.01.2024. Adaptado)

Considere as passagens:

• Passam horas navegando na web ou absortos nos videogames. (1º parágrafo)

• Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas… (3ºparágrafo)

• De fato, há uma perda considerável de qualidade da mão de obra. (4º parágrafo)

• Usemos a internet, mas tenhamos moderação. (5º parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:

 

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Redescobrir a leitura é preciso

A dependência das ferramentas da era digital é um fato. Os adolescentes não desgrudam do celular. Passam horas navegando na web ou absortos nos videogames. Mas não só eles. Todos, jovens e menos jovens, estamos reféns do mundo digital.

Para o norte-americano Nicholas Carr, formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, a dependência no uso da internet está empobrecendo nossa cultura, matando talentos e causando distúrbios psíquicos. Ele não fala do uso da internet, mas da compulsividade virtual.

Segundo Carr, o uso exagerado da internet está reduzindo nossa capacidade de pensar com independência e profundidade. “Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade.”

A nova geração de adolescentes tem mais acesso à informação que qualquer outra antes dela. Mas isso não se reflete em um ganho cultural. De fato, há uma perda considerável de qualidade da mão de obra. Os índices de leitura e de compreensão de texto vêm caindo intensamente. A conclusão é que, apesar do maior acesso às tecnologias, não se vê um ganho expressivo em termos de apreensão de conhecimento.

A internet é uma formidável ferramenta. Mas não deve perder o seu caráter instrumental. O excesso de internet termina em compulsão, um tipo de desvio que já começa a preocupar os especialistas em saúde mental. Usemos a internet, mas tenhamos moderação. Precisamos, todos, redescobrir o prazer e a beleza da leitura.

A literatura é o Waze que nos conduz na aventura da vida.

(Carlos Alberto Di Franco, Redescobrir a leitura é preciso. https://www.estadao.com.br, 22.01.2024. Adaptado)

O autor recorre às ideias do norte-americano Nicholas Carr para mostrar que

 

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O homem da Rabeca

A casa para onde me mudei nada tinha de confortável e resguardada. Somente alta e mais clara que o primeiro andar da rua do Sol.

Devia já ser velha; os tetos baixos e o soalho carunchoso tremiam em os chinelos arrastando. Pelos buracos do rodapé, as baratas saltavam de noite aos rebanhos, em cata de alimento. Mas de manhã a coisa mudava – rompia alegremente o sol, como um companheiro folgazão, e no parapeito da varanda, as pombas do marceneiro vinham arrulhar beijando-se, com esse movimento coquette1 de cabecinhas graciosas. Um pé de eloendro florido chamava as abelhas, abrindo-lhes as corolas róseas num cândido aroma de beijos, e em anfiteatro, alargando-se da Baixa ao cimo das colinas de uma banda, e até ao azul do rio da outra, a casaria da cidade, liberta dos últimos vapores da noite, expunha as suas fachadas brancas, monotonamente cortadas de janelas, sobre que os tetos caíam em pirâmides alongadas, e de que as chaminés furavam agressivamente aqui e além, fumando na risonha luz recém-nascida.

A primeira coisa que pude notar na vizinhança foi que não havia uma cara bonita. Em baixo, na loja do prédio fronteiro, a mulher do lugar, suja e gasta, era repelente com os seus enormes sapatos de ourelo e o corpete do vestido constantemente descerrado. No primeiro andar, engomadeiras com cara de homem, cabeludas e amarelas, vinham raro à janela para lançar olhares oblíquos sobre as casas alheias. Por cima era uma mestra – ao lado um veterano eternamente à janela, de barrete azul, fumando no seu cachimbo disforme. Na rua estreita e tortuosa, todos se conheciam; crianças brincavam descalças e ranhosas, tocando latas; de manhã era uma gralhada de janela para janela sobre a carestia das coisas e as carraspanas dos maridos – e o mesmo padeiro servia as famílias, demorando-se de palestra pelas escadas.

(Fialho de Almeida, “O homem da Rabeca”. Em: Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012. Adaptado)

1 sedutor

Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado como advérbio de tempo.

 

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O homem da Rabeca

A casa para onde me mudei nada tinha de confortável e resguardada. Somente alta e mais clara que o primeiro andar da rua do Sol.

Devia já ser velha; os tetos baixos e o soalho carunchoso tremiam em os chinelos arrastando. Pelos buracos do rodapé, as baratas saltavam de noite aos rebanhos, em cata de alimento. Mas de manhã a coisa mudava – rompia alegremente o sol, como um companheiro folgazão, e no parapeito da varanda, as pombas do marceneiro vinham arrulhar beijando-se, com esse movimento coquette1 de cabecinhas graciosas. Um pé de eloendro florido chamava as abelhas, abrindo-lhes as corolas róseas num cândido aroma de beijos, e em anfiteatro, alargando-se da Baixa ao cimo das colinas de uma banda, e até ao azul do rio da outra, a casaria da cidade, liberta dos últimos vapores da noite, expunha as suas fachadas brancas, monotonamente cortadas de janelas, sobre que os tetos caíam em pirâmides alongadas, e de que as chaminés furavam agressivamente aqui e além, fumando na risonha luz recém-nascida.

A primeira coisa que pude notar na vizinhança foi que não havia uma cara bonita. Em baixo, na loja do prédio fronteiro, a mulher do lugar, suja e gasta, era repelente com os seus enormes sapatos de ourelo e o corpete do vestido constantemente descerrado. No primeiro andar, engomadeiras com cara de homem, cabeludas e amarelas, vinham raro à janela para lançar olhares oblíquos sobre as casas alheias. Por cima era uma mestra – ao lado um veterano eternamente à janela, de barrete azul, fumando no seu cachimbo disforme. Na rua estreita e tortuosa, todos se conheciam; crianças brincavam descalças e ranhosas, tocando latas; de manhã era uma gralhada de janela para janela sobre a carestia das coisas e as carraspanas dos maridos – e o mesmo padeiro servia as famílias, demorando-se de palestra pelas escadas.

(Fialho de Almeida, “O homem da Rabeca”. Em: Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012. Adaptado)

1 sedutor

A colocação pronominal atende à norma-padrão em:

 

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O homem da Rabeca

A casa para onde me mudei nada tinha de confortável e resguardada. Somente alta e mais clara que o primeiro andar da rua do Sol.

Devia já ser velha; os tetos baixos e o soalho carunchoso tremiam em os chinelos arrastando. Pelos buracos do rodapé, as baratas saltavam de noite aos rebanhos, em cata de alimento. Mas de manhã a coisa mudava – rompia alegremente o sol, como um companheiro folgazão, e no parapeito da varanda, as pombas do marceneiro vinham arrulhar beijando-se, com esse movimento coquette1 de cabecinhas graciosas. Um pé de eloendro florido chamava as abelhas, abrindo-lhes as corolas róseas num cândido aroma de beijos, e em anfiteatro, alargando-se da Baixa ao cimo das colinas de uma banda, e até ao azul do rio da outra, a casaria da cidade, liberta dos últimos vapores da noite, expunha as suas fachadas brancas, monotonamente cortadas de janelas, sobre que os tetos caíam em pirâmides alongadas, e de que as chaminés furavam agressivamente aqui e além, fumando na risonha luz recém-nascida.

A primeira coisa que pude notar na vizinhança foi que não havia uma cara bonita. Em baixo, na loja do prédio fronteiro, a mulher do lugar, suja e gasta, era repelente com os seus enormes sapatos de ourelo e o corpete do vestido constantemente descerrado. No primeiro andar, engomadeiras com cara de homem, cabeludas e amarelas, vinham raro à janela para lançar olhares oblíquos sobre as casas alheias. Por cima era uma mestra – ao lado um veterano eternamente à janela, de barrete azul, fumando no seu cachimbo disforme. Na rua estreita e tortuosa, todos se conheciam; crianças brincavam descalças e ranhosas, tocando latas; de manhã era uma gralhada de janela para janela sobre a carestia das coisas e as carraspanas dos maridos – e o mesmo padeiro servia as famílias, demorando-se de palestra pelas escadas.

(Fialho de Almeida, “O homem da Rabeca”. Em: Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012. Adaptado)

1 sedutor

Considere as passagens do texto:

• … as baratas saltavam de noite aos rebanhos… (2º parágrafo)

• … rompia alegremente o sol, como um companheiro folgazão… (2º parágrafo)

• … e o mesmo padeiro servia as famílias, demorando-se de palestra pelas escadas. (3º parágrafo)

As passagens permitem, correta e respectivamente, as interpretações:

 

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O homem da Rabeca

A casa para onde me mudei nada tinha de confortável e resguardada. Somente alta e mais clara que o primeiro andar da rua do Sol.

Devia já ser velha; os tetos baixos e o soalho carunchoso tremiam em os chinelos arrastando. Pelos buracos do rodapé, as baratas saltavam de noite aos rebanhos, em cata de alimento. Mas de manhã a coisa mudava – rompia alegremente o sol, como um companheiro folgazão, e no parapeito da varanda, as pombas do marceneiro vinham arrulhar beijando-se, com esse movimento coquette1 de cabecinhas graciosas. Um pé de eloendro florido chamava as abelhas, abrindo-lhes as corolas róseas num cândido aroma de beijos, e em anfiteatro, alargando-se da Baixa ao cimo das colinas de uma banda, e até ao azul do rio da outra, a casaria da cidade, liberta dos últimos vapores da noite, expunha as suas fachadas brancas, monotonamente cortadas de janelas, sobre que os tetos caíam em pirâmides alongadas, e de que as chaminés furavam agressivamente aqui e além, fumando na risonha luz recém-nascida.

A primeira coisa que pude notar na vizinhança foi que não havia uma cara bonita. Em baixo, na loja do prédio fronteiro, a mulher do lugar, suja e gasta, era repelente com os seus enormes sapatos de ourelo e o corpete do vestido constantemente descerrado. No primeiro andar, engomadeiras com cara de homem, cabeludas e amarelas, vinham raro à janela para lançar olhares oblíquos sobre as casas alheias. Por cima era uma mestra – ao lado um veterano eternamente à janela, de barrete azul, fumando no seu cachimbo disforme. Na rua estreita e tortuosa, todos se conheciam; crianças brincavam descalças e ranhosas, tocando latas; de manhã era uma gralhada de janela para janela sobre a carestia das coisas e as carraspanas dos maridos – e o mesmo padeiro servia as famílias, demorando-se de palestra pelas escadas.

(Fialho de Almeida, “O homem da Rabeca”. Em: Massaud Moisés. A Literatura Portuguesa Através Dos Textos, 2012. Adaptado)

1 sedutor

Ao discorrer sobre a casa onde estava morando, o narrador do texto deixa claro que

 

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