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Respondida
O autor Pablo Gentili (Gentili & Alencar, 2003), em seu
texto “Educação e cidadania: a formação ética como desafio
político.”, cita que para o Sociólogo inglês T. H. Marshall,
“deve-se distinguir três dimensões na construção histórica da
cidadania.” Estas três dimensões são a:
Respondida
De acordo com a LDB nº 9.394/96, no Capítulo II,
destinado à Educação Básica, na Seção III, que trata do
Ensino Fundamental, houve alteração na redação do
Artigo 32, dada pela Lei nº 11.274/06, que modifica a duração
do ensino fundamental e a idade de inclusão do aluno. O texto
do Artigo 32 ficou da seguinte forma:
A
“O ensino fundamental, com duração mínima de 8 (oito)
anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por
objetivo a formação básica do cidadão, mediante...”
B
“O ensino fundamental obrigatório, com duração de
9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos
6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica
do cidadão, mediante...”
C
“O ensino fundamental, com duração mínima de 8 (oito)
anos, obrigatório e gratuito na escola pública a partir dos
seis anos, terá por objetivo a formação básica do cidadão,
mediante...”
D
“O ensino fundamental obrigatório, com duração de
8 (oito) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos
7 (sete) anos de idade, terá por objetivo a formação
básica do cidadão, mediante...”
E
“O ensino fundamental obrigatório, com duração de
9 (nove) anos, gratuito e obrigatório na escola pública,
iniciando-se aos 7 (sete) anos de idade, terá por objetivo a
formação básica do cidadão, mediante...”
Respondida
De acordo com as Orientações e Ações para a Educação
das Relações Étnico-Raciais, o papel da escola no ensino
fundamental é:
Respondida
De acordo com a autora Maria Teresa Esteban (2002), a
avaliação, que mantém a lógica do exame, pode se tornar um
mecanismo de “(...) manter a disciplina; um dos instrumentos
capazes de atuar com intensidade e amplitude sobre o sujeito
(...). Tem o sentido de disciplinar não só o corpo, mas também o pensamento, a vontade, as disposições .”
Nesta
perspectiva, pode-se afirmar que:
Respondida
Uma atividade desenvolvida com frequência nas aulas de
linguagem consiste em solicitar que o aluno reescreva
trechos narrativos expressos em discurso direto, passandoos
para o discurso indireto e redigindo-os de acordo com as
normas da língua padrão. Dos itens abaixo, nos quais foram
reescritos falas do texto 3 para o discurso indireto, aquele em
que a redação apresenta alteração de sentido em relação ao
original é:
A
“- Oi, Varum, como vai? A sua noiva está se arrumando.
Ela já desce. Senta aí um pouquinho. Tira o capacete...” -> Opai da moça saudou o futuro genro, disse-lhe que a filha
estava se arrumando e não demoraria, e ainda sugeriu lhe
que se sentasse e tirasse o capacete.
B
“Ela não lhe disse? Nós vamos acampar.” -> O futuro
genro estranhou a pergunta, indagando ao pai se a filha
não lhe dissera que iam acampar.
C
“Acampar? Só vocês dois?” -> O pai aborreceu-se com a
resposta e quis saber, indignado, se os dois iam acampar
sozinhos.
D
“- Oi, Varum. O que é que você e papai estão
conversando?” -> A filha chegou, saudou o namorado e
quis saber sobre qual assunto os dois conversavam.
E
“- Oi, papai. Não tem perigo nenhum. Nem cobra. E
qualquer coisa o Varum me defende. Eu Jane, ele
Tarzan.” -> A filha tentou despreocupar o pai, dizendo-lhe
que não havia perigo algum e que, em caso de alguma
necessidade, o namorado a defenderia, como se ele
fosse o Tarzan e ela a Jane.
Respondida
No fragmento de narrativa acima, são vários os traços de
oralidade resultantes do diálogo entre o pai, o futuro genro e a
filha. Abaixo foram transcritas algumas falas e, à frente de
cada uma, foram feitos comentários característicos da
linguagem oral. A opção em que há comentário NÃO
pertinente à fala transcrita é:
A
“Oi, Varum, como vai?A sua noiva está se arrumando. Ela
já desce. Senta aí um pouquinho. Tira o capacete...” -> não
uniformidade na forma de tratamento da pessoa com
quem se fala.
B
“É. Qual é o galho?” -> substantivo em registro informal,
designando “questão”, “problema”.
C
“- Já sei o que você tá pensando, cara. Saquei.” -> redução
silábica de radical de verbo + vocativo interlocutório
informal + verbo em registro informal, designando
“perceber”, “entender”.
D
“Você está pensando que só nós dois, no meio do mato,
pode pintar um lance.” -> verbo em registro informal,
designando “surgir mais ou menos ao acaso” +
substantivo em designação conotativa de ato sexual.
E
“Mas qualé, xará. Não tem disso não. Está em falta. Oi,
gatona!” -> combinação fonética depreciativa seguida de
vocativo que conota “desprezo” + redundância da
negativa + aumentativo afetivo.
Respondida
Nos itens abaixo foram transcritos trechos literários de
diferentes autores, todos rigorosamente de acordo com o
português padrão. Em um dos trechos, entretanto, o autor
cometeu um desvio gramatical, totalmente intencional, com o
objetivo de obter um efeito estilístico com finalidade estética.
Este trecho referido é:
A
“Foi para vós que ontem colhi, senhora, / este ramo de
flores que ora envio. / Não no houvesse colhido e o vento
e o frio / tê-las-iam crestado antes da aurora.” (Manuel
Bandeira)
B
“A tarde ia morrendo. O sol declinava no horizonte e
deitava-se sobre as grandes florestas, que iluminava com
seus últimos raios. A luz frouxa e suave do ocaso,
deslizando pela verde alcatifa, enrolava-se como ondas
de ouro e de púrpura sobre a folhagem das árvores.”
(José de Alencar)
C
“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas
manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia
inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente
andavam pouco, mas como haviam repousado bastante
na areia do rio seco, a viagem progredira bem três
léguas.” (Graciliano Ramos)
D
“Vós, diz Cristo Nosso senhor, falando com os
pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal, porque
quer que façam na terra, o que faz o sal. O efeito do sal é
impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão
corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm
ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta
corrupção?” (Antônio Vieira)
E
“Trago-te flores, - restos arrancados / Da terra que nos viu
passar unidos / E ora mortos nos deixa e separados. / Que
eu, se tenho nos olhos malferidos / Pensamentos de vida
formulados, / São pensamentos idos e vividos.” (Machado
de Assis)
Respondida
Tomando-se por base informações contidas no texto, bem
com outras informações resultantes das pesquisas
linguísticas, entende-se por língua padrão:
A
a língua funcional de maior prestígio na sociedade, por
ser considerada a modalidade culta formal, língua a qual,
seja em expressão literária, seja em expressão não
literária, é mais frequentemente refletida no código escrito
ou na prática oral que lhe segue o modelo.
B
a variante diastrática considerada culta, caracterizada por
seu conservadorismo e pelo rigor gramatical, a qual, por
ser registrada apenas na modalidade escrita, pode ser
considerada suprarregional e acrônica.
C
a língua culta que, seja em situação de formalidade ou de
informalidade, apresenta-se dentro de padrões
gramaticais considerados corretos e que, por ser a
expressão comum a usuários de todas as regiões de uma
comunidade linguística, também é chamada de língua de
nação.
D
a língua funcional considerada exemplar, quer pela sua
estrutura, que melhor incorpora a tradição escrita da
língua; quer pela sua formalidade, que a condiciona a ser
usada especificamente por pessoas de escolaridade
superior.
E
a variante diafásica de maior prestígio social, em razão da
formalidade que a reveste e do seu uso exclusivo pelos
estratos intelectualizados da nação, principalmente no
registro literário, seja na literatura escrita, seja na
literatura oral.
Respondida
Com a afirmação “No fundo, a grande missão do
professor de língua materna - no ensino da língua estrangeira
o problema é outro - é transformar seu aluno num poliglota
dentro de sua própria língua” (8º parágrafo), o autor quer dizer
essencialmente que:
A
os professores de Língua Portuguesa devem estar
obrigados a exercer o magistério de modo a fazer de seus
alunos falantes fluentes na língua materna e pessoas
capazes de expressar-se de acordo com as variedades
regionais, de nível social e de estilos de língua.
B
a escola deve superar a discussão travada entre os
defensores do ensino da língua materna a partir da
modalidade culta e os que defendem o ensino da língua a
partir da modalidade coloquial, buscando uma posição
intermediária que contemple todo o potencial dos alunos
no sentido de desenvolver a sua competência linguística
de maneira integral.
C
a escola, principalmente pela ação dos professores de
Língua Portuguesa, deve oferecer as condições para que
os alunos, a partir da experiência linguística que trazem
de casa, consigam expressar-se de variadas formas em
sua própria língua, falando ou escrevendo, e sejam
capazes de ler e entender textos nas diversidades
diatópicas, diastráticas e diafásicas.
D
os professores de Língua Portuguesa não devem “impor”
a seus alunos, nas situações de uso da linguagem, nem a
língua funcional na modalidade culta, nem a língua
funcional na modalidade coloquial, pois que ambas as
atitudes não recobrem a complexa e rica visão da língua
como fator de manifestação da liberdade de expressão do
homem.
E
a escola deve desenvolver estratégias de ensino da
língua materna que considere o fato de que os alunos, a
partir da modalidade linguística de que dispõem, são
capazes de decodificar apenas as modalidades
linguísticas com as quais entram em contato, quer aquela
utilizada pelas pessoas culturalmente inferiores, como
aquelas a serviço das pessoas culturalmente superiores.