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Numa perspectiva marxista, a questão social é compreendida como:
1. um processo intrinsecamente relacionado à lei geral de acumulação capitalista, principalmente no seu estágio imperialista ou monopolista.
2. consequência da exploração do trabalho, da formação do exército industrial de reserva, da maior produtividade do trabalho e da mais valia.
3. um conjunto de problemas de acesso aos direitos requeridos pelos indivíduos, acirrados pelas exigências do mundo do trabalho.
4. uma nova questão social, expressa na universalização das relações de dependência entre os indivíduos e na responsabilização das famílias nas políticas sociais.
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Sobre a obrigação de indenizar e a indenização no direito civil brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA.
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As lições do analfabetismo
Marcos Fabrício Lopes da Silva
Sobre o analfabetismo, Étienne Bonnot de Condillac (1714-1780) apresenta argumentação taxativa: “O verdadeiro órfão é aquele que não recebeu educação”. O professor emérito da UnB Isaac Roitman, no artigo “Os órfãos da educação” (Correio Braziliense, 24/08/2015), explica a oração proferida pelo filósofo francês, considerando a realidade brasileira: “O que se espera de um país que ocupa o oitavo lugar no planeta em número de analfabetos adultos? Temos 14 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever, sem contar os analfabetos funcionais. Eles são cegos sociais porque não conseguem decodificar o código escrito ao seu redor. Entre outras dificuldades, eles não conseguem ler o destino dos ônibus, a bula dos remédios, o cardápio das lanchonete e até mesmo o que está escrito na bandeira brasileira. Eles podem ser considerados como órfãos da educação, pois não tiveram oportunidade de se alfabetizar no sistema educacional ou nunca tiveram oportunidade de frequentar uma escola”.(1
É necessário, contudo, destacar que os analfabetos historicamente sofrem com a indiferença impetrada pelos alfabetizados, percebidos como “cidadãos de primeira classe”.
Como consequência desse quadro, Machado de Assis (1839-1908) concluiu argutamente, numa crônica publicada no periódico Ilustração Brasileira, de 15/08/1876, que era falacioso pensar em opinião pública nacional formada pelo saber de todos os brasileiros. O alto índice de analfabetismo diagnosticado desde o Brasil Império oferecia margem para constatar esse parecer machadiano. Tais circunstâncias inquietaram o escritor-jornalista, a ponto de ele se certificar de que: “As instituições existem, mas por e para 30% dos cidadãos. Proponho uma reforma no estilo político. Não se deve dizer: ‘consultar a nação, representantes da nação, os poderes da nação’; mas – ‘consultar os 30%, representantes dos 30%, poderes dos 30%’. A opinião pública é uma metáfora sem base; há só a opinião dos 30%. Um deputado que disser na Câmara: ‘Sr. presidente, falo deste modo porque os 30% nos ouvem…’ dirá uma coisa extremamente sensata”.(2
Outro entrave para a erradicação do analfabetismo se refere à timidez de uma comunidade acadêmica que palidamente reserva suas ações de pesquisa e extensão para promover a formação educacional daqueles que não foram contemplados pelos ganhos da alfabetização e do letramento. As unidades de ensino e aprendizagem precisam ter como meta principal de suas ações incentivar e compartilhar as benesses da educação para além das prerrogativas formais de instrução. A respeito, o saudoso escritor José Saramago (1922-2010), em Democracia e universidade (2005), esclarece:
“Dir-me-ão:(3 ‘Mas instrução e educação não são o mesmo?’. Não, senhores, não é o mesmo. Instruir é, obviamente, transmitir conhecimentos acerca das distintas matérias que estão no programa; educar é, segundo o dicionário, dirigir, encaminhar, doutrinar, e os professores, tenho de dizê-lo, ainda que isso possa incomodar alguém, não estão lá para educar mas para instruir, não podem educar porque não sabem e porque não têm meios para fazê-lo. Para instruir, sim, para isso receberam o encargo da sociedade, que lhes proporcionou os meios científicos, as ferramentas adequadas e os programas pertinentes, o necessário para transmitir um nível de conhecimentos que permita aos alunos progredir técnica e cientificamente na sociedade”.
Para que a instrução e a educação se encontrem no denominador comum da escolaridade, não adianta simplesmente enxergar os analfabetos como “cegos sociais”(4 ou “órfãos da educação”. Uma família de analfabetos, com os seus valores, com as suas tradições, sejam camponeses ou da cidade, pode educar, é a educação mais básica que há, a primeira orientação para governar-se na vida com retidão. Num mundo instruído, as pessoas acolhidas verdadeiramente por ele podem encontrar algo diferente, fórmulas para acrescentar à primeira educação recebida. Assim complementarão e ampliarão a base. Ou seja, a educação recebida no seio da família.
(Disponível em: <http://observatorioda
imprensa.com.br/jornal-de-debates/as-licoes-do-analfabetismo/>. Acesso em 29 ago. 2015. Adaptado)
Sobre o uso de aspas no texto, considere as seguintes afirmativas:
1. As aspas indicam que as afirmações de Condillac e Roitman foram reproduzidas literalmente.
2. As aspas simples têm a função de delimitar trechos que no texto original já estavam entre aspas.
3. As aspas simples inserem no texto a fala de um interlocutor fictício, com quem Saramago dialoga em uma simulação de discurso direto.
4. As aspas têm a função de destacar as expressões que o autor considera perfeitamente adequadas para designar os analfabetos.
Assinale a alternativa correta.
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Considere as seguintes versões do mesmo texto, distintas somente quanto à pontuação:
1. Mundo afora, um número crescente de pessoas idosas e não mora sozinho. No Brasil, a porcentagem dos domicílios habitados por apenas um morador está próxima dos 15%, segundo o IBGE, na Inglaterra, é 29%, apenas, atrás do índice de lares de duas pessoas, que é 35%.
2. Mundo afora, um número crescente de pessoas (idosas e não) mora sozinho. No Brasil, a porcentagem dos domicílios habitados por apenas um morador está próxima dos 15%, segundo o IBGE. Na Inglaterra, é 29%, apenas atrás do índice de lares de duas pessoas, que é 35%.
3. Mundo afora, um número crescente de pessoas – idosas e não – mora sozinho. No Brasil, a porcentagem dos domicílios habitados por apenas um morador está próxima dos 15%, segundo o IBGE; na Inglaterra, é 29%, apenas atrás do índice de lares de duas pessoas, que é 35%.
Apresenta(m) pontuação adequada quanto à clareza e correção:
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Em relação às normas para licitações e contratos da Administração Pública, assinale a alternativa INCORRETA.
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- Código PenalCrimes Contra a Administração PúblicaPraticados por Funcionário PúblicoConceito de Funcionário Público e Causa de Aumento de Pena
Sobre o conceito de funcionário público para fins penais, assinale a alternativa INCORRETA.
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De acordo com a Lei 8.662/93, ao assistente social é negado:
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A Lei 8.662/1993, indica os princípios fundamentais da profissão e sua relação com o projeto ético-político profissional. Acerca de um dos princípios fundamentais previstos nessa lei, assinale a alternativa correta.
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O atual debate brasileiro sobre a “questão social” relacionada ao Serviço Social foi impulsionado no processo coletivo de construção das diretrizes curriculares para o ensino superior na área, que teve lugar nas últimas décadas. Sobre esse debate, considere as seguintes afirmativas:
1. O Serviço Social é reconhecido como uma especialização do trabalho, parte das relações sociais que fundam a sociedade do capital. Estas são, também, geradoras da questão social em suas dimensões objetivas e subjetivas.
2. A questão social identifica a situação social e a complexidade das causalidades dos problemas sociais sob a ótica da solidariedade associada à divisão social do trabalho e às transformações no mundo do trabalho.
3. A questão social se redefine e assume novas configurações e expressões a partir das transformações no mundo do trabalho, traduzidas na flexibilização dos direitos e no acirramento das desigualdades.
4. Os investimentos na eliminação do analfabetismo e no crescimento dos índices de acesso ao ensino superior traduzem-se em medidas de enfrentamento da questão social, sendo a educação o patamar de oportunidades entre os indivíduos, mediadas pelos méritos, esforços, talentos e aptidões.
Assinale a alternativa correta.
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Sobre os partidos políticos na Constituição Federal, assinale a alternativa INCORRETA.
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