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959769 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM
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Para responder a questão, considere a frase do escritor português José Saramago e parte de um artigo sobre cidades publicado em uma revista acadêmica brasileira.

“No interior da grande cidade de todos está a cidade pequena em que realmente vivemos.”

(José Saramago)

Apesar de concentrar características execradas pelos seus habitantes, a cidade continua exercendo um grande poder de atração, avalia o professor João Júlio Vitral Amaro, do Departamento de Urbanismo da Escola de Arquitetura da UFMG. Curiosamente, na venda de casas e apartamentos construídos fora da área urbanizada, um dos itens que mais valorizam os imóveis é a vista que eles proporcionam da própria cidade.

“Parece paradoxal, mas não é”, afirma Vitral Amaro. Trata-se, segundo ele, de um certo recuo, mas nunca um abandono da cidade. “A cidade tem esse poder de atração porque é onde melhor administramos o tempo de encontro e o de recuo, uma coisa da própria natureza humana: somos mamíferos, gregários, animais de rebanho, e todo mamífero necessita de uma certa modulação do território, escolhendo as horas de maior ou menor proximidade”, avalia.

A atração exercida pela cidade põe para a sociedade o desafio de encontrar soluções para problemas que crescem junto com a mancha urbana. “O desafio de uma cidade do futuro não é tanto uma reflexão científica, pelo menos não é uma questão de volume de informação ou de conhecimento sobre a cidade”, opina Vitral. Para ele, a cidade que conseguirmos pensar “tem a ver com o tipo de futuro que estamos esperando”. E comenta: “Estamos tão pobres ao pensar o tema cidade, que deixamos a discussão se reduzir ao dilema murar ou não murar favela”. Em sua opinião, a pergunta deveria ser: nós, brasileiros, queremos ter favelas daqui a 50 anos?

Segundo Vitral Amaro, cada povo define para si um futuro, a exemplo do que fez o Brasil na década de 1960, ao construir Brasília. “Naquele momento, enviamos uma mensagem para o futuro.

Hoje é como se o país tivesse se recolhido, e a própria incapacidade de vislumbrar a cidade do futuro reflete essa falta de perspectiva de pensar o próprio futuro como nação”, diz.

Ao refletir sobre os limites da cidade e a construção de muros em favelas no Rio de Janeiro, o professor Cássio Eduardo Viana Hissa, do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da UFMG, afirma que não há e não poderá haver, sobretudo no capitalismo, uma cidade inteira. Segundo ele, a ideia de inteireza não é recortada apenas pelas topografias, edificações e circulação, mas pelas práticas sociais e pelas relações de identidade e de conflito. “Isso significa que há limites nos interiores da cidade. Há cidades na cidade. Para o
cidadão, também, não há uma cidade inteira: há a cidade para ele, que é feita nas relações que estabelece com o mundo urbano, com as pessoas, e através de um experimentar a cidade que ele próprio desenha.”

Hissa afirma que os habitantes interpretam a cidade a partir de paradigmas que lhes interessam porque se referem à história com a qual se identificam. “A interpretação que fazemos da cidade é a de nós mesmos, feita por nós e para o outro. Mas a ciência moderna ainda confia na fidelidade cartesiana das cartografias”, reflete. E diz que a edificação de uma muralha, por exemplo, poderá fazer as pessoas descobrirem que tal recorte existe nelas sem que se deem conta disso. “Desde as cidades medievais até as modernas, as muralhas, os sinais de grafite nos muros, as tintas no asfalto podem mostrar onde começa, termina e para onde segue a nossa cidade e a dos outros. Talvez ainda mais, tal desenho poderá nos dizer algo acerca de nós mesmos no mundo”, sugere.

O fragmento destacado a seguir serve de base para responder a questão.

A atração exercida pela cidade põe para a sociedade o desafio de encontrar soluções para problemas que crescem junto com a mancha urbana.

No contexto, a expressão mancha urbana é entendida como

 

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959693 Ano: 2016
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: UFSM
Orgão: UFSM
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A análise do Capital Circulante Líquido indica aos investidores a capacidade financeira da empresa.

Considere as afirmativas a seguir:

I→Se o Capital Circulante Líquido for positivo, indica que a Liquidez Corrente será maior que 1.
II → Se a empresa possui um passivo a descoberto, consequentemente, o Capital Circulante Líquido será negativo.
III → Se o Capital Circulante Líquido for nulo, indica que o Capital Próprio é inexistente.

Está(ão) correta(s)

 

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959692 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

A administradora de um shopping realizou uma pesquisa com 285 empresários, para saber quantos destes utilizam o e-mail ou as redes sociais como canal de atendimento ao cliente. Dentre os empresários, 120 responderam que utilizam apenas o e-mail, 50 utilizam o e-mail e as redes sociais e 35 não utilizam nenhum desses canais.

Quantos empresários utilizam apenas as redes sociais?

 

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959660 Ano: 2016
Disciplina: Química
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

Quando se trabalha com uma amostra de composição desconhecida que contém metais, o laboratorista pode desenvolver uma “marcha analítica” para identificar ou separar os íons metálicos presentes na amostra, através da exploração de propriedades ácido-base e solubilidade. O fluxograma a seguir ilustra uma marcha analítica desenvolvida para analisar uma amostra extraída de um minério metálico.

Enunciado 959660-1

Selecione a alternativa que lista os íons metálicos cujas características correspondem, respectivamente, aos itens A, B e C do fluxograma.

 

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959594 Ano: 2016
Disciplina: Serviço Social
Banca: UFSM
Orgão: UFSM
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O trabalho do(a) assistente social durante o exercício profissional exige uma atitude ______________ constante para que não se torne ______________, sem ______________ e clareza de finalidade.

Assinale a alternativa que completa as lacunas corretamente.

 

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959580 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFSM
Orgão: UFSM
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Para responder a questão, considere a frase do escritor português José Saramago e parte de um artigo sobre cidades publicado em uma revista acadêmica brasileira.

“No interior da grande cidade de todos está a cidade pequena em que realmente vivemos.”

(José Saramago)

Apesar de concentrar características execradas pelos seus habitantes, a cidade continua exercendo um grande poder de atração, avalia o professor João Júlio Vitral Amaro, do Departamento de Urbanismo da Escola de Arquitetura da UFMG. Curiosamente, na venda de casas e apartamentos construídos fora da área urbanizada, um dos itens que mais valorizam os imóveis é a vista que eles proporcionam da própria cidade.

“Parece paradoxal, mas não é”, afirma Vitral Amaro. Trata-se, segundo ele, de um certo recuo, mas nunca um abandono da cidade. “A cidade tem esse poder de atração porque é onde melhor administramos o tempo de encontro e o de recuo, uma coisa da própria natureza humana: somos mamíferos, gregários, animais de rebanho, e todo mamífero necessita de uma certa modulação do território, escolhendo as horas de maior ou menor proximidade”, avalia.

A atração exercida pela cidade põe para a sociedade o desafio de encontrar soluções para problemas que crescem junto com a mancha urbana. “O desafio de uma cidade do futuro não é tanto uma reflexão científica, pelo menos não é uma questão de volume de informação ou de conhecimento sobre a cidade”, opina Vitral. Para ele, a cidade que conseguirmos pensar “tem a ver com o tipo de futuro que estamos esperando”. E comenta: “Estamos tão pobres ao pensar o tema cidade, que deixamos a discussão se reduzir ao dilema murar ou não murar favela”. Em sua opinião, a pergunta deveria ser: nós, brasileiros, queremos ter favelas daqui a 50 anos?

Segundo Vitral Amaro, cada povo define para si um futuro, a exemplo do que fez o Brasil na década de 1960, ao construir Brasília. “Naquele momento, enviamos uma mensagem para o futuro.

Hoje é como se o país tivesse se recolhido, e a própria incapacidade de vislumbrar a cidade do futuro reflete essa falta de perspectiva de pensar o próprio futuro como nação”, diz.

Ao refletir sobre os limites da cidade e a construção de muros em favelas no Rio de Janeiro, o professor Cássio Eduardo Viana Hissa, do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da UFMG, afirma que não há e não poderá haver, sobretudo no capitalismo, uma cidade inteira. Segundo ele, a ideia de inteireza não é recortada apenas pelas topografias, edificações e circulação, mas pelas práticas sociais e pelas relações de identidade e de conflito. “Isso significa que há limites nos interiores da cidade. Há cidades na cidade. Para o
cidadão, também, não há uma cidade inteira: há a cidade para ele, que é feita nas relações que estabelece com o mundo urbano, com as pessoas, e através de um experimentar a cidade que ele próprio desenha.”

Hissa afirma que os habitantes interpretam a cidade a partir de paradigmas que lhes interessam porque se referem à história com a qual se identificam. “A interpretação que fazemos da cidade é a de nós mesmos, feita por nós e para o outro. Mas a ciência moderna ainda confia na fidelidade cartesiana das cartografias”, reflete. E diz que a edificação de uma muralha, por exemplo, poderá fazer as pessoas descobrirem que tal recorte existe nelas sem que se deem conta disso. “Desde as cidades medievais até as modernas, as muralhas, os sinais de grafite nos muros, as tintas no asfalto podem mostrar onde começa, termina e para onde segue a nossa cidade e a dos outros. Talvez ainda mais, tal desenho poderá nos dizer algo acerca de nós mesmos no mundo”, sugere.

Na frase de José Saramago, o segmento realmente contribui para destacar a oposição entre a cidade de todos e a cidade na qual vivemos

 

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949540 Ano: 2016
Disciplina: Museologia
Banca: UFSM
Orgão: UFSM
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O surgimento dos primeiros museus no Brasil está atrelado à vinda da Família Real portuguesa e ao desenvolvimento dos museus de cunho enciclopédico dedicados à pesquisa, coleta e estudo das coleções de ciências naturais, priorizando os estudos etnográficos, paleontológicos e arqueológicos.

Assinale a alternativa que apresenta os museus criados no século XIX no Brasil.

 

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947012 Ano: 2016
Disciplina: Museologia
Banca: UFSM
Orgão: UFSM
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No Brasil, a primeira instituição museológica que teve sua trajetória vinculada aos cursos de ensino superior foi o:

 

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Em relação à Lei n. 9.784/99, assinale a alternativa que contempla TODOS os princípios que devem ser observados na Administração Pública.

 

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946944 Ano: 2016
Disciplina: Química
Banca: UFSM
Orgão: UFSM

Com relação à equação química a seguir, assinale a alternativa que indica corretamente o agente oxidante e o agente redutor.

Enunciado 946944-1

 

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