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Em quase todas as sociedades, há alguma atividade de troca comercial, principalmente entre comunidades. O produto excedente de uma família, de um clã ou de uma aldeia pode ser de tempos em tempos trocado pelo produto excedente de outras famílias, clãs ou aldeias especializadas em outro tipo de produção. Nesse caso, a produção é efetuada para atender às necessidades de quem produz, quer dizer, cada comunidade procura ser autossuficiente.
Esse quadro muda quando se desenvolve uma produção para a troca, em que cada um passa a produzir aquilo a que está mais capacitado. Já encontramos aí um forte motivo para a experiência da subjetividade privatizada: cada um deve ser capaz de identificar a sua especialidade, aperfeiçoar-se nela, identificar-se com ela. Mas isso não basta. Os produtos produzidos para a troca devem ser levados ao mercado. O mercado cria inevitavelmente a ideia de que o lucro de um pode ser o prejuízo do outro e que cada um deve defender os próprios interesses. Quando o mercado toma conta de todas as relações humanas, isto é, quando todas as relações entre os homens se dão por meio de compra e venda de produtos elaborados por produtores particulares, universaliza-se a experiência de que os interesses de cada produtor são para ele mais importantes do que os interesses da sociedade como um todo e que assim deve ser.
L. C. M. Figueiredo e P. L. R. de Santi. Psicologia, uma (nova) introdução. São Paulo: EDUC, 2002, p. 39-40 (com adaptações).
De acordo com a argumentação do texto, “a experiência da subjetividade privatizada” inicia-se quando
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Se !$ s= r \sqrt {2} !$ em que !$ r !$ e !$ s !$ são números racionais, e se !$ s \in [-2, 2] !$, então !$ s !$ é igual a
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O Brasil possui mais de 1,6 milhão de quilômetros de estradas, o suficiente para colocá-lo em quarto lugar no ranque das vinte maiores economias do mundo nesse quesito, atrás apenas dos EUA, da China e da Índia. Mas uma análise mais criteriosa da situação das rodovias nacionais trata com a devida medida esse desempenho. Apenas 12,2% das estradas brasileiras estão pavimentadas(b), ou aproximadamente 196 mil quilômetros.
Ao incluir no cálculo variáveis relacionadas à extensão territorial, população e frota de veículos, de acordo com o modelo estatístico criado pelo italiano Giorgio Mortara, nos anos 70 do século XX, o Brasil passa a ocupar a última colocação entre as principais economias, com um quarto da cobertura russa e um décimo da existente nos EUA.
“O Brasil tem a décima maior economia do planeta, mas está na lanterna(c) da infraestrutura rodoviária entre as vinte maiores economias mundiais”, pontua o consultor de transportes Geraldo Vianna, ex-presidente da Associação do Transporte de Cargas e Logística. “Costuma-se dizer que o Brasil só precisa investir na manutenção das rodovias já existentes, mas não é bem assim. Ainda mais se levarmos em consideração que mais de 60% da produção nacional são escoados exclusivamente por estradas”.
Entretanto, Vianna acredita que, diante da histórica escassez de investimentos em infraestrutura, o melhor seria se concentrar na malha(e) existente, em vez de investir maciçamente na criação de novas estradas, como se fez nas décadas de 50, 60 e 70 do último século.
Rodrigo Martins. Aos trancos e barrancos. In: Carta Capital, ano XV, n.º 541, 15/4/2009 (com adaptações).
Quanto à correção gramatical, assinale a opção correta.
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O Brasil possui mais de 1,6 milhão de quilômetros de estradas, o suficiente para colocá-lo em quarto lugar no ranque das vinte maiores economias do mundo nesse quesito, atrás apenas dos EUA, da China e da Índia. Mas uma análise mais criteriosa da situação das rodovias nacionais trata com a devida medida esse desempenho. Apenas 12,2% das estradas brasileiras estão pavimentadas, ou aproximadamente 196 mil quilômetros.
Ao incluir no cálculo variáveis relacionadas à extensão territorial, população e frota de veículos, de acordo com o modelo estatístico criado pelo italiano Giorgio Mortara, nos anos 70 do século XX, o Brasil passa a ocupar a última colocação entre as principais economias, com um quarto da cobertura russa e um décimo da existente nos EUA.
“O Brasil tem a décima maior economia do planeta, mas está na lanterna da infraestrutura rodoviária entre as vinte maiores economias mundiais”, pontua o consultor de transportes Geraldo Vianna, ex-presidente da Associação do Transporte de Cargas e Logística. “Costuma-se dizer que o Brasil só precisa investir na manutenção das rodovias já existentes, mas não é bem assim. Ainda mais se levarmos em consideração que mais de 60% da produção nacional são escoados exclusivamente por estradas”.
Entretanto, Vianna acredita que, diante da histórica escassez de investimentos em infraestrutura, o melhor seria se concentrar na malha existente, em vez de investir maciçamente na criação de novas estradas, como se fez nas décadas de 50, 60 e 70 do último século.
Rodrigo Martins. Aos trancos e barrancos. In: Carta Capital, ano XV, n.º 541, 15/4/2009 (com adaptações).
Julgue os itens que se seguem, considerando as ideias do texto.
I O Brasil é uma das dez maiores potências mundiais no que se refere à infraestrutura rodoviária.
II O Brasil é uma das quatro maiores potências mundiais no que se refere à extensão da malha rodoviária.
III A Rússia possui infraestrutura rodoviária apenas 25% superior à do Brasil.
IV A atual situação da malha rodoviária nacional requer que haja mais investimentos na manutenção das estradas já existentes.
Estão certos apenas os itens
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Uma das controvérsias que envolviam o tratamento da AIDS era a respeito do momento de se iniciá-lo. Muitos especialistas defendiam que isso deveria ser feito o mais cedo possível. Outra corrente argumentava, porém, que o uso de remédios contra o HIV antes do aparecimento de sintomas poderia ser uma exposição desnecessária aos efeitos colaterais das drogas — entre eles, o aumento do colesterol. Dois importantes estudos puseram fim à polêmica. Eles comprovam que o combate ao HIV(a) deve ser, sim(b), o mais precoce possível.
Essa estratégia é a melhor forma de proteger o sistema de defesa do corpo do ataque do vírus. Os principais alvos do HIV são as células CD-4, integrantes desse sistema(c). Ele as usa para se replicar(d) e acaba destruindo-as. É por isso que, à medida que o vírus se multiplica, a resistência imunológica fica cada vez mais enfraquecida.
O que as pesquisas confirmaram foi que, quanto mais cedo o vírus for enfrentado, mais preservadas ficam as defesas e maior é a sobrevida dos pacientes. “Durante anos começamos a terapia quando o quadro imunológico já estava comprometido. Agora temos evidências de que a instituição(e) precoce da terapia salva vidas”, afirma Mari Kitahata, da Universidade de Washington, autora de um dos trabalhos.
As conclusões desses estudos devem mudar a conduta atual, segundo a qual a terapia deve ser iniciada quando a contagem de CD-4 é inferior a 350 cel/mm3. Na opinião do infectologista Jamal Suleiman, algumas questões ainda precisam ser solucionadas. Uma delas é como fazer que o paciente não abandone o tratamento por causa dos efeitos colaterais. Para Mari, esse é um problema menor: “Os efeitos colaterais do HIV são maiores. Eles são a morte”.
Greice Rodrigues. Sem trégua para o HIV. In: IstoÉ, ano 32, n.º 2.057, 15/4/2009 (com adaptações).
Com respeito às estruturas linguísticas do texto, assinale a opção correta.
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Uma das controvérsias que envolviam o tratamento da AIDS era a respeito do momento de se iniciá-lo. Muitos especialistas defendiam que isso deveria ser feito o mais cedo possível. Outra corrente argumentava, porém, que o uso de remédios contra o HIV antes do aparecimento de sintomas poderia ser uma exposição desnecessária aos efeitos colaterais das drogas — entre eles, o aumento do colesterol. Dois importantes estudos puseram fim à polêmica. Eles comprovam que o combate ao HIV deve ser, sim, o mais precoce possível.
Essa estratégia é a melhor forma de proteger o sistema de defesa do corpo do ataque do vírus. Os principais alvos do HIV são as células CD-4, integrantes desse sistema. Ele as usa para se replicar e acaba destruindo-as. É por isso que, à medida que o vírus se multiplica, a resistência imunológica fica cada vez mais enfraquecida.
O que as pesquisas confirmaram foi que, quanto mais cedo o vírus for enfrentado, mais preservadas ficam as defesas e maior é a sobrevida dos pacientes. “Durante anos começamos a terapia quando o quadro imunológico já estava comprometido. Agora temos evidências de que a instituição precoce da terapia salva vidas”, afirma Mari Kitahata, da Universidade de Washington, autora de um dos trabalhos.
As conclusões desses estudos devem mudar a conduta atual, segundo a qual a terapia deve ser iniciada quando a contagem de CD-4 é inferior a 350 cel/mm3. Na opinião do infectologista Jamal Suleiman, algumas questões ainda precisam ser solucionadas. Uma delas é como fazer que o paciente não abandone o tratamento por causa dos efeitos colaterais. Para Mari, esse é um problema menor: “Os efeitos colaterais do HIV são maiores. Eles são a morte”.
Greice Rodrigues. Sem trégua para o HIV. In: IstoÉ, ano 32, n.º 2.057, 15/4/2009 (com adaptações).
Assinale a opção correta de acordo com as ideias do texto.
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O tempo das relações internacionais acelerou-se. É como se a mesa em que está posta a agenda política global tivesse ficado pequena para acomodar simultaneamente as questões que competem entre si com urgência renovada pelas deliberações dos líderes mundiais. Os motivos disso são evidentes. O primeiro é a mudança radical de atitude dos EUA adotada pelo presidente Barack Obama e acentuada pela crise financeira made in USA. Ela tornou insustentáveis os padrões convencionais de exercício da hegemonia(a) norte-americana e intensificou os efeitos da nova configuração de poder no globo, resultante da ascensão das principais economias emergentes, a começar por China e Brasil. O outro motivo de aceleração do ritmo da política internacional também tem relação com a crise. A retração(b) econômica alertou os governos dos principais países para o imperativo(c) de se abrirem a novas iniciativas multilaterais, em um ambiente propenso(d) antes ao entendimento do que à reiteração(e) de antigas divergências.
O Estado de S.Paulo. Editorial, 7/4/2009 (com adaptações).
Quanto ao uso no texto acima, a palavra
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Depois de 45 anos, os episódios(b) ocorridos entre a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961, e a deposição do seu sucessor legal, o vice João Goulart, em 1964, continuam a ser vistos(b) com os olhos da época e interpretados(b) da mesma maneira. Falta visão de conjunto pela perspectiva dos antecedentes, desde a Proclamação da República em 1889, por iniciativa militar e com participação civil complementar. Em 1964, faltou(c) bom senso às esquerdas(c) e capacidade de recomposição ao centro liberal, para evitar a derrapagem à direita. O sonho republicano converteu-se(a) em pesadelo e, mais do que um erro, em 1964 o radicalismo golpista cometeu o crime de acordar preconceitos equivocados nas relações entre militares e civis. Nos episódios anteriores, como o suicídio de Getúlio Vargas, a eleição de JK, a renúncia de Jânio e a posse de Jango, os militares foram assediados(d) pelos políticos, que contavam certo com a devolução das rédeas do poder logo depois. Mas, em 1964, os militares resolveram assumir a empreitada e completar o serviço. Sobraram-lhes(e) a culpa histórica e o ressentimento com a sociedade. Neste século, amplia-se a aposta de que a história do Brasil proscreveu os golpes de Estado.
Wilson Figueiredo. Jornal do Brasil, 9/4/2009 (com adaptações).
Em relação ao texto acima, assinale a opção incorreta.
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Estão-se confirmando as tristes previsões de que a ação das autoridades logo esmoreceria e a Lei n.º 11.705/2008, mais conhecida como Lei Seca, teria dificuldades para se impor. Nos primeiros meses de vigência da legislação, a partir de junho de 2008, eram frequentes, em todo o país, as cenas de motoristas flagrados em estado de embriaguez e punidos com rigor. O resultado imediato disso foi o recuo, mês a mês, no número de acidentes provocados pela explosiva combinação de álcool e direção, consequência da queda do percentual de motoristas que admitiam guiar embriagados a uma margem que passou a variar entre 0,9% e 1,3%. Mas o avanço só durou até outubro. Em novembro, esse patamar já havia subido para 2,1%. Em março, bateu em 2,2%. É a volta à situação anterior, uma frustração que exige resposta imediata do Estado. A vigilância inicial, com barreiras em horários e pontos estratégicos, não foi suficiente para despertar a consciência do cidadão e provocar mudança de comportamento. Tampouco sensibiliza os motoristas a informação de que tamanha irresponsabilidade resulta, no Brasil, na morte de 17 mil pessoas por ano, além de fazer milhares de outras vítimas que escapam com vida, mas se ferem gravemente, muitas vezes de modo irreversível, condenadas a paraplegias ou tetraplegias. O Sistema Único de Saúde registrou, em 2006, mais de 123 mil atendimentos a acidentados em transportes terrestres. A tragédia tem, pois, as proporções de uma guerra e, como tal, deve ser enfrentada sem trégua.
Correio Braziliense. Editorial, 9/4/2009 (com adaptações).
As opções seguintes constituem, na ordem apresentada, um texto adaptado do jornal Zero Hora, de 9/4/2009. Assinale a opção correspondente ao trecho que apresenta erro de concordância.
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Estão-se confirmando as tristes previsões de que a ação das autoridades logo esmoreceria e a Lei n.º 11.705/2008, mais conhecida como Lei Seca, teria dificuldades para se impor. Nos primeiros meses de vigência da legislação, a partir de junho de 2008, eram frequentes, em todo o país, as cenas de motoristas flagrados em estado de embriaguez e punidos com rigor. O resultado imediato disso foi o recuo, mês a mês, no número de acidentes provocados pela explosiva combinação de álcool e direção, consequência da queda do percentual de motoristas que admitiam guiar embriagados a uma margem que passou a variar entre 0,9% e 1,3%. Mas o avanço só durou até outubro. Em novembro, esse patamar já havia subido para 2,1%. Em março, bateu em 2,2%. É a volta à situação anterior, uma frustração que exige resposta imediata do Estado. A vigilância inicial, com barreiras em horários e pontos estratégicos, não foi suficiente para despertar a consciência do cidadão e provocar mudança de comportamento. Tampouco sensibiliza os motoristas a informação de que tamanha irresponsabilidade resulta, no Brasil, na morte de 17 mil pessoas por ano, além de fazer milhares de outras vítimas que escapam com vida, mas se ferem gravemente, muitas vezes de modo irreversível, condenadas a paraplegias ou tetraplegias. O Sistema Único de Saúde registrou, em 2006, mais de 123 mil atendimentos a acidentados em transportes terrestres. A tragédia tem, pois, as proporções de uma guerra e, como tal, deve ser enfrentada sem trégua.
Correio Braziliense. Editorial, 9/4/2009 (com adaptações).
As opções seguintes constituem, na ordem em que se encontram, um texto adaptado do jornal Zero Hora, de 9/4/2009. Assinale a opção que está gramaticalmente correta e de acordo com as exigências da norma culta.
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