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Leia a assertiva abaixo e marque a resposta que NÃO guarda coerência com as reflexões feitas por Caprini e Faria (2016).
Caprini e Faria defendem que a Educação, além de espaço de formação e socialização do indivíduo, seja por seus significados e/ou pela cultura, abre espaço a uma educação que é capaz de promover a luta e a resistência na estrutura social por meio dos elementos culturais trabalhados. Significa dizer que a relação ‘cultura-educação’ é capaz de conduzir à/ao:
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Teóricos atuais, como Belloni (2009), defendem a educação e a comunicação como instrumentos de luta para emancipação dos indivíduos e das classes, e não apenas como meras estruturas de dominação e reprodução das desigualdades sociais. Nessa luta, a escola tem papel fundamental.
Com base nessa constatação, pode-se afirmar, EXCETO:
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Considere o trecho abaixo.
“Eu sofro bullying desde mais ou menos os seis anos de idade. Quando tinha oito anos criei coragem e contei aos meus pais sobre o problema que enfrentava na escola. Me disseram para ignorar, que os colegas paravam. Inconformada, resolvi não contar mais nada sobre o problema, ao perceber que fazer o que eles recomendaram não resolvia. Atualmente, estou no ensino médio e nada mudou, ao contrário. Percebi que muitos colegas vivem o mesmo inferno na escola e é comum o baixo rendimento escolar, depressão – nunca fui encaminhada a tratamentos – e outros problemas mais graves. Minhas notas sempre foram baixas desde o ensino fundamental, mas tudo piorou na 5ª série. Meus pais o tempo todo reclamam comigo por causa das notas, mas nunca procuraram (nem procuram) saber o porquê. Às vezes tenho vontade de falar, se tivessem levado a sério quando os procurei aos oito anos, para contar o que acontecia comigo na escola, tudo teria sido diferente, mas não tenho coragem. Já pensei em fazer coisas que há alguns anos eu achava que não seria capaz de fazer. Acabar com a vida é minha intenção: o que eu faço?”
(In.: VENTURA, Alexandre; FANTE, Cléo. Bullying: intimidação no ambiente escolar e virtual. Belo Horizonte, MG. Editora: Conexa, 2013, p. 19)
Diante de experiências como essa, o assistente de alunos tem papel estratégico para o cessamento do fenômeno do bullying, considerando que, por estar sempre em contato com os alunos, sua percepção pode auxiliar na identificação dessa forma de violência. Muitas vezes, são violências praticadas em silêncio que podem passar despercebidas, sendo importante conseguir identificá-las.
Abaixo, identifique as ações de bullying e as violências correspondentes:
1. Moral
2. Virtual
3. Psicológica
4. Social
5. Verbal
( ) perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar;
( ) difamar, caluniar e disseminar rumores;
( ) ignorar, isolar e excluir;
( ) insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
( ) depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social.
A sequência CORRETA é:
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Para se propor um programa de combate à ‘intimidação sistemática’, o bullying, atingir alguns objetivos é fundamental.
Em relação à assertiva acima, considere os objetivos abaixo.
I. Evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil.
II. Capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema.
III. Instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores.
IV. Pressionar os meios de comunicação de massa e as redes sociais como forma de forçá-los a identificar o problema para preveni-lo e combatê-lo.
V. Promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua.
Desses objetivos acima, aqueles que DEVEM compor uma estratégia pública de combate ao bullying são:
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Em seu artigo ‘Escola, uso de drogas e violência’, Augusto (2011) afirma que “dentre os problemas tratados na vida escolar, está o uso de drogas e o comportamento violento dos estudantes. São problemas colocados como prioritários geralmente relacionados à violência exterior e à contemporânea difusão do uso de drogas ilícitas”. Todavia, segundo o autor, a escola fecha os olhos para o uso cotidiano de medicamentos prescritos.
Com base nas reflexões propostas pelo autor, pode-se afirmar que:
I. em relação à escola, a discussão sobre drogas vai além das drogas não aceitas socialmente, chegando à questão da medicamentalização de estudantes com problemas de comportamento e aprendizagem.
II. nos diagnósticos feitos a partir do desempenho escolar, constata-se baixo rendimento devido ao consumo de álcool por adolescentes, porém esse consumo parece afetar mais os comportamentos violentos de alunos.
III. os medicamentos prescritos atendem a diagnósticos feitos a partir do desempenho escolar ou com base na identificação de transtornos que interferem no rendimento do aluno ou na convivência com os outros colegas.
IV. a violência e o uso de drogas como fenômenos sociais, históricos, culturais e políticos refletem no espaço escolar e interferem na prática pedagógica, devendo haver uma política estratégica própria de medicamentalização.
São CORRETAS apenas as afirmativas:
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Leia o texto abaixo.
Flora está deixando a escola Flora está deixando a escola.
Flora é aluna transgênero. Seu nome civil é Willian, seu nome social Flora. A escola já havia até mesmo adotado seu nome social nos documentos internos, como nos diários dos professores, mas não foi o suficiente. Por isso, Flora está deixando a escola. Lidar com o preconceito diário é doloroso; lutar contra a piadinha e o comentário depreciativos é doloroso; lidar com a falta de apoio da comunidade escolar é doloroso; assim como é doloroso ser invisibilizada nos primeiros minutos em que pisa a escola todos os dias. Ninguém vê Flora. Ninguém escuta Flora. Por isso, Flora está deixando a escola. Para ela, a escola tornou-se um nãolugar. Agora, Flora está fora da escola.
(MOTTA, Gláucio Rodrigues. Flora está deixando a escola. Mimeo: Vila Velha, ES, 2022.)
A partir do texto sobre Flora e a escola, NÃO é coerente afirmar que:
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De acordo com organização da educação nacional, nos termos da LDB (Lei nº 9.394/96), compete à União, EXCETO:
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De acordo com a LDB (Lei nº 9.394/96), acerca da Educação Especial, assinale a alternativa INCORRETA.
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Os educandos da educação básica matriculados no sistema de ensino (público ou privado) e que se encontram impossibilitados de frequentar a escola por motivo de tratamento (público ou privado) de saúde têm o direito a atendimento educacional em classe hospitalar ou atendimento domiciliar (incluindo as casas de apoio), sendo, ou não, do público-alvo da Educação Especial. Sobre essa temática julgue se os itens são VERDADEIROS (V) ou FALSOS (F).
( ) As práticas pedagógicas desenvolvidas nas classes hospitalares, nas casas de apoio ou nos domicílios não devem perder a conexão com os conteúdos escolares, de modo que propiciem condições favoráveis à aprendizagem, dando ao estudante, perspectivas de reinserção na escolarização comum, tão logo tenha as condições de saúde restabelecidas.
( ) É assegurado atendimento educacional em regime hospitalar ou domiciliar, durante o período de adoecimento, ao aluno da educação básica afastado da escola para tratamento de saúde, independentemente do período de internação ou afastamento.
( ) Por meio de parceria com unidades hospitalares, o sistema educacional deve preparar adequadamente os espaços físicos, disponibilizando ambientes para o ensino e para o AEE, considerando a ambiência hospitalar e as condições clínicas e psicoemocionais de cada estudante.
( ) Caso o educando da educação básica internado para tratamento de saúde seja do público-alvo da Educação Especial, tem direito ao AEE.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo.
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A Psicologia da Educação, sobretudo as teorias do desenvolvimento e da aprendizagem, é de grande valia para a compreensão dos processos educativos. A esse respeito, estabeleça uma relação entre os postulados da tabela e os teóricos com quem estão relacionados.
Postulado A | Postulado B | Postulado C |
“O procedimento para diferenciar as zonas de desenvolvimento se apoia no oferecimento ou não de ajudas e existem diferentes grupos de ajudas (níveis de ajudas) que se utilizam tanto para a avaliação diagnóstica e de desenvolvimento destas zonas, como para estimular e acelerar aprendizados a partir da função de mediação que adultos e colegas de aula mais avançados podem desempenhar com determinado aluno”. | “O homem normal não é social da mesma maneira aos 6 meses ou aos 20 anos de idade, e, por conseguinte, sua individualidade não pode ser da mesma qualidade nesses dois diferentes níveis”. | “Nos momentos dominantemente afetivos do desenvolvimento, o que está em primeiro plano é a construção do sujeito, que se faz pela interação com os outros sujeitos; naqueles de maior peso cognitivo, é o objeto, a realidade externa, que se modela, à custa da aquisição das técnicas elaboradas pela cultura. Ambos os processos são, por conseguinte, sociais embora em sentidos diferentes: no primeiro, social é sinônimo de interpessoal; no segundo é o equivalente cultural”. |
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