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“ O intérprete de libras deve ser um profissional capacitado e/ou habilitado em processos de interpretação de língua de sinais, atuando em situações formais como: escolas, palestras, reuniões técnicas, igrejas, fóruns judiciais, programas de televisão etc.
(...) [No ambiente escolar o] intérprete de Libras tem a função de ser o canal comunicativo entre o aluno surdo, o professor, colegas e equipe escolar. Seu papel em sala de aula é servir como tradutor entre pessoas que compartilham línguas e culturas diferentes. Essa atividade exige estratégias mentais na arte de transferir o conteúdo das explicações, questionamentos e dúvidas, viabilizando a participação do aluno em todos os contextos da aula e fora dela, nos espaços escolares. Quanto a sua postura, o intérprete deve se conscientizar de que ele não é o professor, e em situações pedagógicas não poderá resolver, limitando-se as funções comunicativas de sua área. Seu contato com os alunos surdos não poderá ser maior que o do professor de sala.”
[Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO]
A respeito do tradutor e intérprete de língua de sinais profissional é correto afirmar que:
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A autora Karin Strobel (2009) apresenta algumas características da cultura surda compreendendo-as como “ilustrações” da cultura surda, como algo que se coloca além dos predicados fisiológicos, constituindo o sujeito e suas formas de ver, interpretar e agir no mundo. São essas características:
“(...) a experiência visual, que constitui os surdos como indivíduos que percebem o mundo através de seus olhos; o linguístico que se refere à criação, utilização e difusão das línguas de sinais; o familiar que abrange a questão do nascimento de crianças surdas em lares ouvintes e de crianças ouvintes em famílias de surdos, sendo que, na maioria dos casos, as crianças surdas são uma dádiva para famílias surdas e uma lástima para famílias ouvintes. A literatura surda que abrange criações, tais como: poesia em língua de sinais e livros publicados por autores surdos. As artes visuais que são consideradas o artefato onde se localizam as artes plásticas e o teatro surdo. Existem, ainda, os artefatos compostos pela vida social e esportiva e o artefato político, destacando-se pelos líderes surdos e as lutas sociais através de organizações e associações. Por último, a autora aponta as criações e transformações materiais, tais como telefones adaptados, campainhas luminosas, entre outras tecnologias criadas para melhorar as condições de acessibilidade”.
NEVES, G. Conjectura. v. 15, n. 1, jan./abr. 2010. [ucs.br/etc/revistas/index.php/conjectura/ article/download/189/180]
O conceito apresentado por Karin Strobel (2009) como proposta teórica para agrupar as características descritas no texto acima é:
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“Enquanto de um lado existe uma grande produção de dicionários terminológicos sendo criados a partir dos mais diferentes critérios, de outro se defende que deve se ter mais cautela nas motivações que levam a criação de novos termos em Libras. Uns defendem que não se alcançará plenamente a complexidade dos conceitos expostos pelos termos do Português sem termos equivalentes específicos em Libras. Outros afirmam que toda língua é competente para descrever os fenômenos com os elementos que já a compõe. Assim como tem elementos para descrever a descrição que outras línguas já fizeram para esses fenômenos.
Ficamos então divididos. De um lado a inserção de novas terminologias fundamentada por uma urgência de que os surdos compreendam a realidade colocada em português. Do outro, a defesa de que esses termos surgirão espontaneamente por uma necessidade interna da língua no interior dos diálogos entre seus utentes.
Mas toda essa discussão, assim como posta, apaga a necessidade de uma observação dos modos de encaminhamento e justificativas políticas postos como fundamentos para cada uma dessas defesas. (...) Questões como um estado de colonização do pensamento e linguistização da vida na comunidade surda, ainda não emergiram para denunciar que determinação ou modificação de termos de uma língua não deveriam se dar por uma aparente dificuldade de equivalências na tradução das formas de conteúdos elaborados em outras línguas. E se assim são feitas, por que o são?”
LINHARES, R. “Sinal não tem nome”: sobre os problemas da equivalência biunívoca no mapeamento das línguas de sinais do Brasil. No prelo, 2014, p.30-31.
O tipo de literatura técnica que os estudos acadêmicos de criação e eleição de novos termos da língua de sinais tem mais prezado atualmente na produção acadêmica brasileira são:
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Ao ser reconhecida por lei, todas as profissões ganham registro e descrição de funções no Código Brasileiro de Ocupações (CBO) emitido pelo Ministério do Trabalho do Brasil. No caso dos tradutores e intérpretes de línguas de sinais o código de referência gerado é o 2614-25 que inclui esse profissional entre “Filólogos, Tradutores, Intérpretes e afins”. Dentre as funções descritas pelo CBO, identifique quais itens citados a seguir são verdadeiros (V) ou falsos (F). ⎫ traduzir textos, documentos e imagens.
- interpretar discursos orais, línguas de sinais e/ou imagens.
- resgatar a língua como expressão de uma cultura.
- assistir múltiplas carências de surdos e ouvintes que desconheçam Libras.
- prestar acessória a clientes orçando e planejando o serviço.
Os itens são respectivamente:
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“Em vários países há tradutores e intérpretes de língua de sinais. (...) A participação de surdos nas discussões sociais representou e representa a chave para a profissionalização dos tradutores e intérpretes de língua de sinais. Outro elemento fundamental neste processo é o reconhecimento da língua de sinais em cada país. À medida em que a língua de sinais do país passou a ser reconhecida enquanto língua de fato, os surdos passaram a ter garantias de acesso a ela enquanto direito linguístico. Assim, consequentemente, as instituições se viram obrigadas a garantir acessibilidade através do profissional intérprete de língua de sinais.”
QUADROS, Ronice. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua portuguesa / Secretaria de Educação Especial; Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos - Brasília: MEC; SEESP, 2004.
[Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/ arquivos/pdf/tradutorlibras.pdf]
As citações apresentadas nas alternativas abaixo conjecturam, cada qual, sobre qual seria a característica mais comum no início do percurso histórico na profissionalização da carreira de tradutor e intérprete das línguas de sinais. Cada uma elenca e descreve uma característica apresentando-a como comum e compartilhada pela maioria dos países onde as diferentes etapas da profissionalização dessa função foram estudadas – e compreendidas como fenômeno impulsionado por mudanças sociais. Contudo, a maioria dessas citações correspondem a inverdades caricatas ou a mitos a esse respeito. Apenas uma citação – tendo sido retirada do texto supracitado – é uma proposta de resposta para essa questão concluída e validada por estudos e pesquisas reais sobre essa questão. Identifique, qual seria essa citação.
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Uma das características dos estudos em gramática das línguas de sinais é a análise de como suas estruturas sintáticas se articulam por meio de elementos espaciais no campo de enunciação do enunciador. Textualmente menções construídas no discurso em línguas de sinais geram marcações de referentes no espaço de sinalização. Segundo Quadros e Karnopp (2004) este uso referencial das localidades pode ser construído através de vários mecanismos discursivos próprios às línguas de sinais que fazem uso de atributos espaciais. Pondere se os itens dispostos abaixo estão corretos, observando quais seriam ou não tipos de uso do espaço como elemento sintático.
I. Se a estrutura formal do sinal permitir, pronunciá-lo em um local do espaço de forma enfática para se referir pronominalmente ao termo sinalizado ali ao longo da fala.
II. Marcar mais de uma localidade como referentes para posteriormente relacionar seus termos por meio de uma sinalização que usa essas localidades direcionalmente.
III. Usar a cabeça, os olhos e/ou o corpo para apontar uma localização antes demarcada com um termo para ligar esse termo a um novo elemento do discurso.
IV. Apontar para um local do espaço antes de pronunciar o sinal nesse ponto construindo a função de um advérbio que ainda será especificado.
V. Construção de coesão pelo uso de verbos direcionais que incorporem os referentes introduzidos no espaço anteriormente.
Assinale a alternativa correta:
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A tradução de poesias no caso das línguas de sinais se assemelha, em parte, com a realidade vivida pelos tradutores de línguas orais. Esse se trata de um processo que exige – além de sensibilidade e afinidade com esse gênero textual – um conhecimento de várias técnicas de tradução e suas múltiplas possibilidades de combinação e aplicação. Nesse processo, o tradutor/intérprete especialista orienta sua produção precisando e compreendendo as articulações entre os vários níveis estruturais (imagéticos, semântico-pragmáticos e propriamente das estruturas fonomorfosintáticas) que o texto poético possa apresentar. Funções estéticas, construídas verbal e não verbalmente, são globalmente consideradas na análise e no tratamento das estruturas textuais a serem traduzidas, pois são compreendidas como um complexo entrelaçamento de sentidos e formas propositalmente ajustados.
Das estratégias possíveis para manipulações tradutórias de poesias, a que considera a totalidade harmônica e equilibrada entre o texto original e o traduzido compreendendo a manipulação das estruturas linguístico-textuais da língua como principal eixo de tratamento dos textos poéticos é:
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Quadros (2004) ao perguntar “O que envolve o ato de Interpretar?”, responde que se trata de “um ato COGNITIVO-LINGUÍSTICO, ou seja, é um processo em que o intérprete estará diante de pessoas que apresentam intenções comunicativas específicas e que utilizam línguas diferentes. O intérprete está completamente envolvido na interação comunicativa (social e cultural).” (Trecho de O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua portuguesa. Brasília, MEC, 2004, p. 27). Desse modo, em um procedimento básico de interpretação, na perspectiva do trecho citado acima, é inteiramente correto afirmar que o intérprete profissional:
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O Prolibras, Programa Nacional de Certificação de Proficiência no Uso e no Ensino da Libras e para Certificação em Tradução e Interpretação em Libras/Língua Portuguesa/Libras, foi criado em conformidade com o Decreto 5.626/05 e tem finalidades muito específicas. Aponte entre as alternativas abaixo qual NÃO corresponde à função direta do Exame Prolibras descrita no referido Decreto.
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O tema da ética surge frequentemente nas discussões que envolvem a atuação do tradutor e intérprete de línguas de sinais profissional. Contudo, é muito comum que esse tema seja aplicado muito mais à questões de comportamento do que propriamente ao ato de traduzir e interpretar textos e falas. Dispensa-se muito mais atenção em estudos sobre as intenções e ações das pessoas envolvidas na interpretação do que propriamente as questões de fidelidade aplicadas aos princípios de manuseio das textualidades que emergem dessa relação. Pois propriamente os textos e falas seriam o objeto central do profissional tradutor e intérprete de qualquer língua. Sabendo que a realidade do ambiente educacional deixa essa situação ainda mais complexa, pois não há consenso sobre as funções desse profissional nesses contextos, assinale qual das alternativas a seguir exemplifica um caso de uma postura NÃO ética, no campo da tradução, por parte do profissional tradutor e intérprete de Libras que atua em ambientes educacionais.
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