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Foram encontradas 609 questões.

105152 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Começou com Alice
O objeto veio embrulhado num papel verde estampado de motivos infantis, creio que de um ursinho tocando um tambor. Muito justo. Era um presente de aniversário para uma criança que fazia 5 anos.
O objeto era um livro. O garoto o desembrulhou, contemplou aquele volume vermelho, de capa dura, cheio de páginas impressas com texto e outras ilustradas. Por coincidência, o menino tinha à mão ou no bolso um lápis de cor, também vermelho. Abriu o livro e escreveu logo na primeira página: “Ruy – 5”.
A pessoa que lhe dera o presente, uma mulher, talvez uma amiga de sua mãe, comentou: “Ih, já começou a rabiscar o livro!”.
Mas ele não o rabiscou mais. Depositou o livro na cama junto com os outros presentes e só o retomou depois que a festa de aniversário acabou. O título na capa, ele o leu com alguma facilidade: Alice no país das maravilhas. Para as outras informações, que constavam do frontispício, ele não deu muita importância na hora: “Lewis Carroll. Tradução e adaptação de Monteiro Lobato. Companhia Editora Nacional”. Sentou-se, cruzou as pernas e abriu o livro na página 11, onde começava a história.
Nunca mais foi o mesmo menino.
Mais de cinqüenta anos depois, posso manusear, folhear e até reler esse livro. Para dizer a verdade, ele está à minha frente neste momento. Naturalmente, não é o exemplar original, que ganhei naquele remoto dia de fevereiro de 1953 – este se perdeu na adolescência ou ficou para trás em alguma mudança. Mas, há tempos, achei outro, com a capa e suas 124 páginas em perfeito estado, num sebo aqui do Rio. E não o achei por acaso. Eu estava à procura dele esse tempo todo.
Sim, antes dos 5 anos eu já conseguia ler. Aprendera meio sozinho, sentado diariamente no colo de minha mãe enquanto ela lia em voz alta, a meu pedido, a coluna de Nelson Rodrigues na Última Hora, “A vida como ela é...”. De tanto ouvir o som e o significado daqueles símbolos impressos no jornal, descobri com naturalidade o mecanismo deles – as letras formavam sílabas, as sílabas formavam palavras. A partir dali, passei a aplicá-lo aos outros símbolos impressos e saí lendo tudo que via pela frente. E escrevendo, também. Antes que você se espante, saiba que não há nada de mais nisso – já aconteceu com milhares de outras crianças. Equivale ao “jeito”que alguns meninos têm para desenhar, outros para música e ainda outros para jogar futebol. (Se pudesse escolher, teria preferido este último.)
A vida nunca mais é a mesma depois que se penetra no reino das palavras. Na verdade, não me recordo de mim a não ser cercado por elas. Meus pais não liam livros, mas eram grandes consumidores de jornais. Correio da Manhã e O Jornal chegavam diariamente, por assinatura. À tarde, meu pai saía à rua e comprava nas bancas a Última Hora, de cuja linha política discordava, mas por causa de minha mãe, que gostava do Nelson Rodrigues. Para purgar o getulismo da Última Hora, comprava o seu oposto, que era a Tribuna da Imprensa, do Carlos Lacerda. Só aí já eram quatro jornais por dia. Aos domingos, às vezes surgia em casa o Diário de Notícias. Todos esses eram poderosos jornais cariocas. Revistas, várias – O Cruzeiro, Fon-Fon, Vida Doméstica. Detalhe: os jornais e revistas raramente iam para o lixo. As pilhas se acumulavam e atravessavam os anos. Os exemplares com as catástrofes históricas – acidente que matou Francisco Alves, suicídio de Getulio Vargas, morte de Carmen Miranda, incêndio da boate Vogue – eram guardados para sempre. Não se devia jogar as palavras fora.
Desde aquele dia remoto, já tive muitas Alices – em edições de luxo, de bolso, comentadas, com ou sem as ilustrações e em duas ou três línguas. Em 1994, eu próprio cometi uma adaptação para o português, publicada pela Companhia das Letrinhas – na verdade, foi o primeiro livro da Letrinhas. Voltar a Alice e recriá-la com minhas palavras foi uma viagem. Mas não só. Era como se eu estivesse pagando uma dívida – para com a pessoa que me abrira os olhos aos 5 anos para o insuperável prazer da leitura e para com aquele menino que, tantos anos depois, eu fazia de conta que continuava sendo.
(CASTRO, Ruy. Começou com Alice. In: MINDLIN, José et al. Dez livros
que abalaram meu mundo. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2006.)
Responda à questão de acordo com o texto acima.
A locução verbal “devia jogar” foi substituída pelo verbo “jogar”, e a frase foi reescrita de três formas diferentes:
I- Não se jogavam as palavras fora.
II- Não se jogava as palavras fora.
III- Não jogava-se as palavras fora.
Estão corretas segundo a língua portuguesa padrão:
 

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105151 Ano: 2009
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor algumas vantagens. Consideram-se uma gratificação/adicional e uma indenização, respectivamente:
 

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105150 Ano: 2009
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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De acordo com Fonseca (2007), depois de utilizar a biblioteca escolar, quem deseja seguir curso superior encontra à sua disposição a:
 

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105149 Ano: 2009
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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A questão baseia-se na Figura 2(a) e 2(b).
Estas figuras mostram duas classes elaboradas com a linguagem de programação Java. Na Figura 2(b) inseriu-se, intencionalmente, um retângulo, ocultando uma linha de código. Nas Figuras, os números grifados, representam o número de cada linha de código fonte. Eles são meramente ilustrativos e não fazem parte das classes (programa).
Enunciado 2610641-1
Figura 2(a): Classe implementada em Java.
Enunciado 2610641-2
Figura 2(b): Classe implementada em Java.
Em relação às Figuras 2(a) e 2(b), dos códigos abaixo o que pode ser inserido no local onde encontra-se o retângulo da Figura 2(b) (isto é, na linha número 2 do código fonte) é:
 

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105148 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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Segundo o autor Edgar Morin “[...]conhecer e pensar não é chegar a uma verdade absolutamente certa, mas dialogar com a incerteza.”
O autor destaca três princípios de incerteza presentes no conhecimento, que são:
 

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105147 Ano: 2009
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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“[...] é atribuir um número, em ordem seqüencial, por ordem de chegada, a qualquer material bibliográfico ou não, incorporando-o, assim, ao acervo da biblioteca.”
O conceito acima é a definição da Fundação Biblioteca Nacional (2000) para:
 

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105146 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
Responda à questão com base no texto abaixo:
Meu pavor a números
Enunciado 2608154-1
Contra a força do destino não adianta lutar. Digo isso porque, desde o curso primário, lá em Piratini, tive pavor a números, em Aritmética fui sempre um zero à esquerda. Depois fui estudar em Pelotas, hospedando-me na casa do tio Tércio – que tinha uma quinta nas Três-Vendas – e consegui tirar o ginásio, apesar da minha ojeriza para com o professor de Geometria, o irmão Nono, que pra mim era uma besta-quadrada que só faltava cair de quatro e sair pastando.
Em quarenta e poucos vim estudar aqui em Porto Alegre, morando numa pensão no centro, a quatro passos da Travessa Mário Cinco-Paus, e sofrendo essa balbúrdia de mil demônios com a gente se pechando nos outros a três por dois. Também no Julinho, com uma rapaziada cheia de nove-horas, tive a impressão de estar sendo recebido com quatro pedras na mão. Um dia um grã-fininho B) me chamou de "grosso" A) e eu, que nunca fui de meias palavras, sentei-lhe nas fuças os cinco mandamentos. Depois tentei imitá-los mas, tão certo como dois e dois são quatro, convenci-me de que quem nasceu para dez réis nunca chega a ser tostão. Mandei a "finura" pra os quintos!
Mas um dia conheci um colega, chamado Paixão, homem dos sete-instrumentos, bom ginete, discursador, cantador, e que, pra declamar, era um número! O sexto sentido me disse que íamos somar nossas forças e, de fato, em duas paletadas estava formada a parelha. (Só tive arrepios quando ele me disse que ia entrar para a Agronomia e se especializar como agrimensor, o coitado.) Decidimos cultuar as tradições rurais e conclamamos a gauchada aos quatro ventos. Esperávamos contar com miles de companheiros mas, no dia da primeira reunião, só apareceu meia-dúzia de gatos pingados. Achei que tínhamos nos metido numa camisa de onze varas, mas o Paixão gritou: "Mais vale um pássaro na mão do que dois voando!" E, mesmo com um punhadinho de gente, partimos para fandangos, provas campeiras e o diabo-a-quatro. E a coisa pegou fogo, apesar da descrença de terceiros. Só o que eu jamais poderia ter imaginado foi o nome escolhido para nós:
– CTG 35.
Então entreguei os pontos e até fui tirar um cursinho de Matemática. Mas, da metade pra o fim, tudo deu certo, e hoje considero Porto Alegre uma cidade tri-legal!
LESSA, Luiz Carlos Barbosa. Crônicas do passado presente. Porto Alegre: Nova Prova, 2002.
O pronome “lhe”:
 

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105145 Ano: 2009
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS
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A questão baseia-se na Figura 3.
Nesta figura é apresentado um programa na linguagem de programação PHP. Na figura os números grifados representam o número de cada linha de código fonte. Eles são meramente ilustrativos e não fazem parte do programa.
Enunciado 2608107-1
Figura 4: Programa em PHP.
Em relação ao programa apresentado na Figura 3, o valor impresso na janela de comando do usuário, após a execução do programa mostrado, é:
 

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105144 Ano: 2009
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

A Constituição Federal define que a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:

I. Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, sendo exercido externamente à rede regular de ensino.

II. Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria.

III. Progressiva universalização do ensino médio gratuito.

IV. Educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças de até sete anos de idade.

V. Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um.

Estão corretas:

 

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102669 Ano: 2009
Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: IF-RS
Orgão: IF-RS

A logística é uma atividade fundamental para que as empresas possam ser competitivas, sendo responsável pela realização de diversas atividades. De acordo com Martins (2006), os principais pontos em que a logística se baseia são os apresentados a seguir, EXCETO:

 

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