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Assinale a alternativa incorreta.
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- Fatos JurídicosDos Negócios Jurídicos (Art. 104 ao 184)Teoria da Invalidade dos Negócios Jurídicos (Art. 166 ao 184)
A venda de um imóvel por uma pessoa com 16 anos de idade, não emancipada, sem ter sido assistida, será
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Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens
Jean-Jacques Rousseau
É do homem que tenho de falar; e a questão que examino me ensina que vou falar a homens; com efeito, não se propõem semelhantes questões quando se teme honrar a verdade. Defenderei, pois, com confiança, a causa da humanidade perante os sábios que a tal me convidam, e não ficarei descontente comigo se me tornar digno do meu assunto e dos meus juízes.
Concebo na espécie humana duas espécies de desigualdade: uma, que chamo de natural ou física, porque é estabelecida pela natureza, e que consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito, ou da alma; a outra, que se pode chamar de desigualdade moral ou política, porque depende de uma espécie de convenção, e que é estabelecida ou, pelo menos, autorizada pelo consentimento dos homens. Consiste esta nos diferentes privilégios de que gozam alguns com prejuízo dos outros, como ser mais ricos, mais honrados, mais poderosos do que os outros, ou mesmo fazerem-se obedecer por eles.
Não se pode perguntar qual é a fonte da desigualdade natural, porque a resposta se encontraria enunciada na simples definição da palavra. Ainda menos se pode procurar se haveria alguma ligação essencial entre as duas desigualdades, pois isso equivaleria a perguntar, por outras palavras, se aqueles que mandam valem necessariamente mais do que os que obedecem, e se a força do corpo e do espírito, a sabedoria ou a virtude, se encontram sempre nos mesmos indivíduos em proporção do poder ou da riqueza: questão talvez boa para ser agitada entre escravos ouvidos por seus senhores, mas que não convém a homens razoáveis e livres, que buscam a verdade.
De que, pois, se trata precisamente neste discurso? De marcar no progresso das coisas o momento em que, sucedendo o direito à violência, a natureza foi submetida à lei; explicar por que encadeamento de prodígios o forte pode resolver-se a servir o fraco, e o povo a procurar um repouso em idéia pelo preço de uma felicidade real.
Os filósofos que examinaram os fundamentos da sociedade sentiram a necessidade de remontar até ao estado de natureza, mas nenhum deles aí chegou. Uns não vacilaram em supor no homem desse estado a noção do justo e do injusto, sem se inquietar de mostrar que ele devia ter essa noção, nem mesmo que ela lhe fosse útil. Outros falaram do direito natural que cada qual tem de conservar o que lhe pertence, sem explicar o que entendiam por pertencer. Outros, dando primeiro ao mais forte autoridade sobre o mais fraco, fizeram logo nascer o governo, sem pensar no tempo que se devia ter escoado antes que o sentido das palavras autoridade e governo pudesse existir entre os homens. Enfim, todos, falando sem cessar de necessidade, de avidez, de opressão, de desejos e de orgulho, transportaram ao estado de natureza idéias que tomaram na sociedade: falavam do homem selvagem e pintavam o homem civil. Não ocorreu mesmo ao espírito da maior parte dos nossos duvidar que o estado de natureza tivesse existido, quando é evidente, pela leitura dos livros sagrados, que o primeiro homem, tendo recebido imediatamente de Deus luzes e preceitos, não estava também nesse estado, e que, acrescentando aos escritos de Moisés a fé que lhes deve toda filosofia cristã, é preciso negar que, mesmo antes do dilúvio, os homens jamais se encontrassem no puro estado de natureza, a menos que, não tenham nele caído de novo por algum acontecimento extraordinário: paradoxo muito embaraçante para ser defendido e absolutamente impossível de ser provado.
Comecemos, pois, por afastar todos os fatos, pois não se ligam à questão. É preciso não considerar as pesquisas, nas quais se pode entrar sobre este assunto, como verdades históricas, mas, somente como raciocínios hipotéticos e condicionais, mais próprios, para esclarecer a natureza das coisas do que para mostrar a sua verdadeira origem, e semelhantes aos que todos os dias fazem os nossos físicos sobre a formação do mundo. A religião nos ordena a crer que o próprio Deus, tendo tirado os homens do estado de natureza imediatamente depois da criação, eles são desiguais porque ele quis que o fossem; proíbe-nos, porém, de formar conjecturas, tiradas somente da natureza do homem e dos seres que o rodeiam, sobre o que poderia ter acontecido ao gênero humano se tivesse ficado abandonado a si mesmo. Eis o que me perguntam e o que me proponho examinar neste discurso. Como o meu assunto interessa o homem em geral, procurarei uma linguagem que convenha a todas as nações; ou antes, esquecendo o tempo e os lugares, para só pensar nos homens a quem falo, suponho-me no liceu de Atenas, repetindo as lições dos meus mestres, tendo os Platão e os Xenócrates como juízes e o gênero humano como ouvinte.
Oh homem, de qualquer região que sejas, quaisquer que sejam as tuas opiniões, escuta: eis a tua história, tal como julguei lê-la, não nos livros dos teus semelhantes, que são mentirosos, mas na natureza, que não mente nunca. Tudo o que partir dela será verdadeiro; de falso só haverá o que eu acrescentar de meu sem o querer. Os tempos de que vou falar são bem remotos: como estás diferente do que eras! É, por assim dizer, a vida de tua espécie que te vou descrever segundo as qualidades que recebeste, que tua educação e teus hábitos puderam depravar, mas que não puderam destruir. Há, eu o sinto, uma idade na qual o homem individual desejaria parar: tu procurarás a idade na qual desejarias que a tua espécie parasse. Descontente do teu estado presente pelas razões que anunciam à tua posteridade infeliz maiores descontentamentos ainda, talvez quisesses retrogradar; e esse sentimento deve constituir o elogio dos teus primeiros ancestrais, a crítica dos teus contemporâneos e o espanto dos que tiverem a desgraça de viver depois de ti.
Disponível em: http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/desigualdade.pdf. Acesso em: 22 jun. 2008.
A oração “para só pensar nos homens a quem falo” (6º parágrafo) estabelece relação de
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A partir das informações abaixo, responda à questão.
| CONTAS | VALORES |
| Tributos sobre vendas | (276.113) |
| Capital Social a Integralizar | (210.500) |
| Depreciação Acumulada Equipamentos | (273.151) |
| Provisão para Tributos sobre lucro | 15% s/lucro |
| Custo das Mercadorias Vendidas | (780.960) |
| Banco conta movimento | 25.315 |
| Caixa | 3.591 |
| Capital Social Subscrito | 1.625.170 |
| Comissões sobre Vendas | (319.820) |
| Despesa c/IPTU | (25.500) |
| Perda na venda de imobilizado | (1.364) |
| Despesas com Salários do setor Administrativo | (185.930) |
| Duplicatas a receber | 721.512 |
| Empréstimo à controlada | 275.723,00 |
| Empréstimo da Controladora | 418.387 |
| Encargos financeiros s/Empréstimo | (16.580) |
| Equipamentos | 1.517.508 |
| Estoque | 934.543 |
| Fornecedores a pagar | 457.635 |
| Lucro Líquido do Exercício | apurar no exercício |
| Marcas Comerciais | 264.899 |
| Participações Societárias Permanentes | 156.475 |
| Receita de Vendas de Mercadorias | 1.480.500 |
| Reserva de Lucros | 958.062 |
| Salários a pagar | 145.055 |
| Seguros a pagar | 55.617 |
| Seguros a vencer | 72.250,00 |
| Tributos a Pagar | 84.294 |
Ao se analisar o capital de giro líquido, pode-se concluir que é
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O TEXTO A SEGUIR APRESENTA PROBLEMAS DE COESÃO E DE COERÊNCIA. A QUESTÃO À SEGUIR PROPÕE A ANÁLISE DE ALGUNS DOS PERÍODOS QUE O COMPÕEM E/OU NOVA REDAÇÃO PARA ELES.
TEXTO II
Experiência Profissional versus Competência
Atualmente os profissionais recém formados possuem muitas dificuldades em arranjar emprego. Seja por motivo de concorrência; avanços tecnológicos; fatores externos, etc.
As empresas de modo geral, de pequeno porte até multinacionais, muitas vezes preferem profissionais com certa bagagem. Talvez se utiliza o conceito “ é errando que se aprende”, ou até por uma certa ansiedade para que o recém-contratado possa atuar no mercado. Isentando-se assim da responsabilidade de treiná-lo ou planejar a estratégia da empresa para o futuro.
Quanto à questão do erro, sabemos que errar é humano, mas o excelente profissional aprende com o erro dos outros. Por isso não é essencial ter experiência.
E percebe-se também que as empresas não se preparam para o futuro, procuram agir somente no imediatismo, querem tudo para ontem, pensam que jogar rápido é jogar certo, e aí..... é que se enganam.
Fazem somente o que o cliente manda, mas as grandes inovações não são criadas pelos clientes, e sim por profissionais criativos e competentes, e isso também não tem haver com experiência.
(...) Não estou afirmando que profissionais experientes estão ultrapassados. Mas quero mostrar que competência não tem haver necessariamente com experiência. Ou seja competência quer dizer: “Saber agir, mobilizar recursos, integrar saberes múltiplos e complexos, saber aprender, saber se engajar, assumir responsabilidades, ter visão estratégica.” (Afonso Fleury)
Além disso, também adiciono a palavra “Vontade”, ou seja, o futuro profissional não necessita apenas ser experiente e inteligente, mas é preciso ter vontade. Mas isso fica para uma próxima discussão...
Disponível em: http://economiabr.net/2002/08/02/experiencia.html . Acesso em: 22 jun. 2008.
O verbo “haver”, em “e isso também não tem haver com experiência” (5º parágrafo) e “que competência não tem haver necessariamente com experiência” (6º parágrafo), deve ser
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Segundo a jurisprudência dominante sobre o tema terceirização, assinale a alternativa correta.
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Consoante dispõe a CF/88 - Constituição Federal de1988,
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Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens
Jean-Jacques Rousseau
É do homem que tenho de falar; e a questão que examino me ensina que vou falar a homens; com efeito, não se propõem semelhantes questões quando se teme honrar a verdade. Defenderei, pois, com confiança, a causa da humanidade perante os sábios que a tal me convidam, e não ficarei descontente comigo se me tornar digno do meu assunto e dos meus juízes.
Concebo na espécie humana duas espécies de desigualdade: uma, que chamo de natural ou física, porque é estabelecida pela natureza, e que consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito, ou da alma; a outra, que se pode chamar de desigualdade moral ou política, porque depende de uma espécie de convenção, e que é estabelecida ou, pelo menos, autorizada pelo consentimento dos homens. Consiste esta nos diferentes privilégios de que gozam alguns com prejuízo dos outros, como ser mais ricos, mais honrados, mais poderosos do que os outros, ou mesmo fazerem-se obedecer por eles.
Não se pode perguntar qual é a fonte da desigualdade natural, porque a resposta se encontraria enunciada na simples definição da palavra. Ainda menos se pode procurar se haveria alguma ligação essencial entre as duas desigualdades, pois isso equivaleria a perguntar, por outras palavras, se aqueles que mandam valem necessariamente mais do que os que obedecem, e se a força do corpo e do espírito, a sabedoria ou a virtude, se encontram sempre nos mesmos indivíduos em proporção do poder ou da riqueza: questão talvez boa para ser agitada entre escravos ouvidos por seus senhores, mas que não convém a homens razoáveis e livres, que buscam a verdade.
De que, pois, se trata precisamente neste discurso? De marcar no progresso das coisas o momento em que, sucedendo o direito à violência, a natureza foi submetida à lei; explicar por que encadeamento de prodígios o forte pode resolver-se a servir o fraco, e o povo a procurar um repouso em idéia pelo preço de uma felicidade real.
Os filósofos que examinaram os fundamentos da sociedade sentiram a necessidade de remontar até ao estado de natureza, mas nenhum deles aí chegou. Uns não vacilaram em supor no homem desse estado a noção do justo e do injusto, sem se inquietar de mostrar que ele devia ter essa noção, nem mesmo que ela lhe fosse útil. Outros falaram do direito natural que cada qual tem de conservar o que lhe pertence, sem explicar o que entendiam por pertencer. Outros, dando primeiro ao mais forte autoridade sobre o mais fraco, fizeram logo nascer o governo, sem pensar no tempo que se devia ter escoado antes que o sentido das palavras autoridade e governo pudesse existir entre os homens. Enfim, todos, falando sem cessar de necessidade, de avidez, de opressão, de desejos e de orgulho, transportaram ao estado de natureza idéias que tomaram na sociedade: falavam do homem selvagem e pintavam o homem civil. Não ocorreu mesmo ao espírito da maior parte dos nossos duvidar que o estado de natureza tivesse existido, quando é evidente, pela leitura dos livros sagrados, que o primeiro homem, tendo recebido imediatamente de Deus luzes e preceitos, não estava também nesse estado, e que, acrescentando aos escritos de Moisés a fé que lhes deve toda filosofia cristã, é preciso negar que, mesmo antes do dilúvio, os homens jamais se encontrassem no puro estado de natureza, a menos que, não tenham nele caído de novo por algum acontecimento extraordinário: paradoxo muito embaraçante para ser defendido e absolutamente impossível de ser provado.
Comecemos, pois, por afastar todos os fatos, pois não se ligam à questão. É preciso não considerar as pesquisas, nas quais se pode entrar sobre este assunto, como verdades históricas, mas, somente como raciocínios hipotéticos e condicionais, mais próprios, para esclarecer a natureza das coisas do que para mostrar a sua verdadeira origem, e semelhantes aos que todos os dias fazem os nossos físicos sobre a formação do mundo. A religião nos ordena a crer que o próprio Deus, tendo tirado os homens do estado de natureza imediatamente depois da criação, eles são desiguais porque ele quis que o fossem; proíbe-nos, porém, de formar conjecturas, tiradas somente da natureza do homem e dos seres que o rodeiam, sobre o que poderia ter acontecido ao gênero humano se tivesse ficado abandonado a si mesmo. Eis o que me perguntam e o que me proponho examinar neste discurso. Como o meu assunto interessa o homem em geral, procurarei uma linguagem que convenha a todas as nações; ou antes, esquecendo o tempo e os lugares, para só pensar nos homens a quem falo, suponho-me no liceu de Atenas, repetindo as lições dos meus mestres, tendo os Platão e os Xenócrates como juízes e o gênero humano como ouvinte.
Oh homem, de qualquer região que sejas, quaisquer que sejam as tuas opiniões, escuta: eis a tua história, tal como julguei lê-la, não nos livros dos teus semelhantes, que são mentirosos, mas na natureza, que não mente nunca. Tudo o que partir dela será verdadeiro; de falso só haverá o que eu acrescentar de meu sem o querer. Os tempos de que vou falar são bem remotos: como estás diferente do que eras! É, por assim dizer, a vida de tua espécie que te vou descrever segundo as qualidades que recebeste, que tua educação e teus hábitos puderam depravar, mas que não puderam destruir. Há, eu o sinto, uma idade na qual o homem individual desejaria parar: tu procurarás a idade na qual desejarias que a tua espécie parasse. Descontente do teu estado presente pelas razões que anunciam à tua posteridade infeliz maiores descontentamentos ainda, talvez quisesses retrogradar; e esse sentimento deve constituir o elogio dos teus primeiros ancestrais, a crítica dos teus contemporâneos e o espanto dos que tiverem a desgraça de viver depois de ti.
Disponível em: http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/desigualdade.pdf. Acesso em: 22 jun. 2008.
Assinale a alternativa correta sobre a análise do trecho “Como o meu assunto interessa o homem em geral, procurarei uma linguagem que convenha a todas as nações” (6º parágrafo).
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TEXTO I
Acento indicador de crase pra quê?
“A solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão.”
Quem é quem nessa história?
PASQUALE CIPRO NETO
TALVEZ O LEITOR não saiba ou não se lembre, mas há dois ou três anos um dos nossos parlamentares tentou fazer ir adiante um projeto de lei que eliminaria o acento grave, aquele que indica a ocorrência de crase. Comentei o caso neste espaço há algum tempo. O argumento do tribuno para essa mágica proposta? Ninguém consegue aprender (nem ensinar) o uso do bendito acento, de modo que...
Antes do parlamentar, um dos nossos mais brilhantes lingüistas, já falecido, embarcara nessa canoa, cujo casco talvez não agüentasse nem mares ligeiramente revoltos, que dirá procelas. Em sua proposta de extinção do acento grave, o nobilíssimo (sem ironia!) professor sugeria que ele se tornasse facultativo nos casos em que fosse necessário evitar ambigüidade. Já imaginou a salada?
Pois bem. Levando tudo isso em conta, peço-lhe que leia com cuidado este trecho de “Sobre a Tranqüilidade da Alma” (do filósofo Sêneca -tradução de J. R. Seabra Filho), incluído na última prova da Fuvest: “A solidão curará nossa aversão à multidão, a multidão, nosso tédio à solidão”. O caro leitor entendeu a frase?
Entendeu quem é quem na história?
Por uma questão de clareza, eu teria escrito a passagem com um ponto-e-vírgula depois de “à multidão” (“A solidão curará nossa aversão à multidão; a multidão, nosso tédio à solidão”), mas no excerto publicado na prova havia vírgula mesmo.
Por falar em vírgula, a que aparece entre “a multidão” e “nosso tédio” é chamada de “vicária”, já que faz as vezes do verbo (“curará”, implícito). “Vicário” significa “que substitui outra coisa ou pessoa” (“Houaiss”).
No trecho destacado pela banca, há duas orações. A primeira é “A solidão curará nossa aversão à multidão” (o sujeito é “a solidão”). A segunda é “a multidão, nosso tédio à solidão”. Como já vimos, o verbo da segunda oração é “curará”; o sujeito é “a multidão”. Sem termos implícitos, teríamos isto: “A solidão curará nossa aversão à multidão; a multidão curará nosso tédio à solidão”.
Se você estranhou a construção “tédio à solidão” (em que se emprega a regência “tédio a algo”), saiba que ela não é rara nos registros clássicos da língua (“Machado de Assis e o tédio à controvérsia” é o nome de um importante ensaio escrito por Mário Casassanta, em 1934).
E então? O caro leitor já imaginou a tradução do excerto de Sêneca sem os acentos indicadores de crase? Se com esses acentos já é um tanto difícil captar de imediato o teor da mensagem, imagine sem eles... Mas voltemos à questão da Fuvest. A banca pediu o seguinte: “Sem prejuízo para o sentido original, reescreva o trecho, iniciando-o com Nossa aversão à multidão...”. O trecho já está um tanto distante, por isso sugiro-lhe que o releia. Releu?
Como a solução do problema exige a passagem da voz ativa para a passiva, pode-se ter a impressão de que basta o domínio das vozes verbais, mas, sem entender a estrutura da frase original, nada feito.
A resposta poderia ser esta: “Nossa aversão à multidão será curada pela solidão; nosso tédio à solidão, pela multidão”. Mais uma vez, há uma vírgula substituindo uma forma verbal (no caso, uma locução -”será curada”). Essa vírgula (vicária) é a que ocorre entre “solidão” e “pela multidão”. É isso.
(Folha de São Paulo. Cotidiano. 17 jan. 2008.)
O lingüista de que fala o autor
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Considere as seguintes afirmações a respeito da Lei de improbidade administrativa (Lei 8.429/92).
I. Para os fins da Lei 8.429/92, empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista também são considerados agentes públicos, podendo-lhes ser atribuída a autoria de condutas de improbidade definidas naquele diploma legal.
II. Somente são passíveis de punição nos termos da Lei 8.429/92 aqueles atos de improbidade que atentam contra os princípios da Administração Pública, dentre os quais o da moralidade administrativa.
III. Para a caracterização do ato de improbidade administrativa que atente contra os princípios da Administração Pública, o enriquecimento ilícito do sujeito ativo da conduta e o dano causado ao Erário são pressupostos dispensáveis.
Qual(is) está(ão) correta(s)?
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