Foram encontradas 505 questões.
Para responder à questão, considere os pareceres das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica.
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Para responder à questão, considere os pareceres das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica.
I. Igualdade de condições para o acesso, inclusão, permanência e sucesso na escola. II. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber. III. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. IV. Respeito à liberdade e aos direitos.
Quais estão corretas?
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Para responder à questão, considere os temas Prática Escolar e Concepções Pedagógicas, de Libâneo.
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Para responder à questão, considere o tema Avaliação de Jussara Hoffmann.
I. Para classificar e não promover. II. Para levar em conta parâmetros comparativos. III. De inserção na sociedade, em igualdade de condições avaliativas.
Quais estão corretas?
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Só acredito em você se...
Já reparou como as pessoas sempre mudam de opinião quando confrontadas com dados que
contradizem suas convicções mais profundas? Pois é, eu também nunca vi isso acontecer. E tem
mais: a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o
indivíduo reafirma as suas opiniões. O motivo é que esses dados colocam em risco sua visão de
mundo.
Os criacionistas, por exemplo, rejeitam as provas da evolução oferecidas por fósseis e pelo
DNA, _______ temem que os poderes laicos estejam avançando sobre o terreno da fé religiosa.
Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o
dinheiro corrompe a medicina. Isso os leva a defender que as vacinas causam autismo, embora o
único estudo que relacionava essas duas coisas tenha sido desmentido há bastante tempo, e seu
autor tenha sido acusado de fraude. Quem defende as teorias da conspiração em torno dos
atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de
fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou
operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial. Os negacionistas da mudança
climática estudam os anéis das árvores, os núcleos do gelo e as ppm (partes por milhão) dos
gases de efeito estufa _______ defendem com paixão a liberdade, em especial a dos mercados e
empresas, de agirem sem precisar se ater às rigorosas normas governamentais. Os defensores
dessas teorias ____ em comum a convicção de que seus adversários céticos colocam em risco sua
visão de mundo. E rejeitam os dados contrários ___ suas posturas por considerarem que _____
do lado inimigo.
O fato de as convicções serem mais fortes que as provas se deve a dois fatores: a
dissonância cognitiva e o chamado efeito contraproducente. No clássico When Prophecy
Fails (tradução: quando a profecia falha), o psicólogo Leon Festinger e seus coautores escreviam,
já em 1956, a respeito da reação dos membros de uma .......... que acreditava em OVNIs quando
a espaçonave que esperavam não chegou na hora prevista. Em vez de reconhecerem seu erro,
“continuaram tentando convencer o mundo inteiro” e, “numa tentativa desesperada de eliminar
sua dissonância, dedicaram-se a fazer uma previsão atrás da outra, na esperança de acertar
alguma delas”. Festinger chamou de dissonância cognitiva a incômoda ............. que surge
quando duas coisas contraditórias são pensadas ao mesmo tempo.
Em seu livro Mistakes Were Made, But Not By Me (tradução: foram cometidos erros, mas não
por mim), dois psicólogos sociais, Carol Tavris e Elliot Aronson (aluno de Festinger), documentam
milhares de experimentos que demonstram que as pessoas manipulam os fatos para adaptá-los
às suas ideias preconcebidas a fim de reduzirem a dissonância. Sua metáfora da “pirâmide da
escolha” situa dois indivíduos juntos no .............. da pirâmide e mostra como, ao adotarem e
defenderem posições diferentes, começam a se distanciar rapidamente, até que acabam em
extremos opostos da base da pirâmide.
Em outras experiências, os professores Brendan Nyhan, do Dartmouth College (EUA), e Jason
Reifler, da Universidade de Exeter (Reino Unido), identificaram um fator relacionado a essa
situação: o que chamaram de efeito contraproducente, “pelo qual, ao tentar corrigir as
percepções equivocadas, estas se reforçam no grupo”. _______? “_______ colocam em perigo
sua visão de mundo ou de si mesmos.”
Se os dados que deveriam corrigir uma opinião só servem para piorar as coisas, o que
podemos fazer para convencer o público sobre seus equívocos? Pela minha experiência, aconselho
manter as emoções à margem; discutir sem criticar; ouvir com atenção e tentar expressar
detalhadamente a outra postura; mostrar respeito; reconhecer que é compreensível que alguém
possa pensar dessa forma; tentar demonstrar que, embora os fatos sejam diferentes do que seu
interlocutor imaginava, isso não significa necessariamente uma alteração da sua visão de mundo.
Talvez essas estratégias nem sempre sirvam para levar as pessoas a mudarem de opinião, mas é
possível que ajudem a que não haja tantas divisões desnecessárias.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/26/ciencia/1516966815_366077.html - Texto adaptado
A respeito da frase “Os inimigos das vacinas desconfiam dos grandes laboratórios farmacêuticos e acham que o dinheiro corrompe a medicina.” (l.08-09), analise as assertivas a seguir:
I. A frase é composta por três orações.
II. A frase apresenta uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
III. O sujeito da oração principal do período é ‘os inimigos das vacinas’.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
O medo de ser nós
01 __Neste ano que passou, redescobri o prazer de usar a palavra nós. Ao mesmo tempo, fui
02 lembrado de como é difícil deixar de ser eu – e me ocorreu, numa noite de angústia, que talvez
03 nisso resida uma das dificuldades secretas dos relacionamentos.
04 __No começo, quando a gente conhece alguém, é delicioso se confundir com ele ou com ela –
05 nas opiniões, no corpo, nas emoções que parecem nascer idênticas. Infelizmente, esse
06 momento passa rápido.
07 __Assim que o convívio se prolonga e os sentimentos se aprofundam, é possível perceber,
08 dentro de nós, sinais de ................... . Nossa personalidade – livre na solidão, senhora de si
09 na ausência do outro – começa a se inquietar com a influência externa poderosa, que se mistura
10 ______ que somos e que de alguma forma nos ameaça.
11 __Muitos romances terminam aí, precocemente, quando alguém reage em pânico ___
12 possibilidade de ser engolido ou controlado pelo outro.
13 __Existe algo em nós que se exaspera ao perceber que a outra pessoa, de alguma forma, vai
14 se tornando parte do que somos: ela habita nossos sonhos, povoa nossas preocupações e
15 preenche as horas de nossos dias. Viver sem ela parece impossível. Viver com ela nos inquieta.
16 __A indústria do amor nos faz crer que todo mundo está louco para ter uma experiência como
17 essa, mas não é verdade. Muita gente não está preparada para ter alguém tão perto de si.
18 Muitos se sentem profundamente ................... em abrir sua intimidade ou penetrar ___
19 intimidade dos outros.
20 __Como eu disse no início, é difícil deixar de ser eu para ser nós. Alguém dirá, com razão, que
21 essa mudança não é sequer desejável, e estará certo. Ninguém deveria deixar de ser o que é
22 para se tornar parte de uma entidade híbrida de duas pessoas. Ou, ainda pior, para subjugar-se
23 voluntariamente ___ personalidade do outro.
24 __Entretanto, a intensidade conjugal depende de que algo dessa natureza escandalosa
25 aconteça no interior do relacionamento. Se uma das partes do casal não abdicar de um pedaço
26 importante de si, se os dois não entregarem algo valioso em sacrifício, a união não acontece. É
27 preciso haver uma fusão parcial de almas, atada no mais profundo inconsciente, para que duas
28 pessoas se constituam verdadeiramente como casal. Do contrário, dividirão a mesma casa e a
29 mesma cama, poderão até estar casadas e ter filhos, mas serão apenas indivíduos que vivem
30 juntos. Faltará a esse arranjo o alicerce emocional que torna as relações ....................... .
31 __Dá para entender o que eu estou dizendo?
32 __No início de um relacionamento, e mesmo depois que ele avança, é comum que a gente olhe
33 para a parceira ou o parceiro e tenha – do nada, subitamente – uma dolorosa sensação de
34 estranheza. Quem é essa pessoa? O que ela está fazendo aqui? O que eu estou fazendo aqui?
35 Esses segundos de perplexidade, que nunca são inteiramente superados, e que sempre nos
36 assustam, revelam um pedaço de nós que insiste em permanecer singular, e que não reconhece
37 ou não admite a existência do outro, embora anseie secretamente por fundir-se com ele.
38 __Essa resistência interior tem de ser quebrada para que a gente forme uma unidade conjugal,
39 para que seja superado o medo da aniquilação amorosa.
40 __Se existe um jeito fácil de superar essa barreira, eu desconheço. O que acho possível é
41 tentar permanecer aberto aos sentimentos que o outro nos provoca, permitindo que eles
42 cresçam e se aprofundem mesmo quando nos apavoram. Num tempo de gente tão prática, de
43 relações humanas superficiais e utilitárias, acho bonita a ideia de se perder no outro e ser um
44 com ele ou com ela. Ou, posto de outra forma, a gente precisa perder o medo de ser nós para
45 entender, verdadeiramente, o que significa ser eu.
(Fonte: http://epoca.globo.com/sociedade/ivan-martins/noticia/2018/01/o-medo-de-ser-nos.html - texto adaptado
Analise as seguintes propostas de alteração de expressões no texto:
I. ‘abdicar’ (l.25) por abrir mão.
II. ‘olhe’ (l.32) por admire.
III. ‘insiste’ (l.36) por decide.
Quais precisam de ajustes na estrutura da frase em que estão inseridas em vista da correta regência?
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No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas
de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de
identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de
construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,
2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada
____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos
de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e
ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,
defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões
de ordem crítica.
Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido
status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo
(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros
estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada
internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,
sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,
culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é
estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada
nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as
relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,
entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada
um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua
internacional ou não.
Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas
sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se
a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou
como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-
se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,
defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante
esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-
se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo
dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império
britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico
e cultural.
O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação
socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada
apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não
se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a
língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas
em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor
seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de
estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.
Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua
internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume
uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a
função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,
apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história
em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,
de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a
construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não
precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por
Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,
foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)
foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do
capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”
(Pennycook, 2007, p. 90)
Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito
da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente
natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.
Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável
e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua
aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito
da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza
que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,
pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva
da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença
comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar
cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa
na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
“Tem-se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status”.
I. O período possui três orações. II. ‘de que se trata de mero acaso’ é classificada como oração subordinada substantiva predicativa. III. A oração principal é ‘gozar desse status’.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
O medo de ser nós
01 __Neste ano que passou, redescobri o prazer de usar a palavra nós. Ao mesmo tempo, fui
02 lembrado de como é difícil deixar de ser eu – e me ocorreu, numa noite de angústia, que talvez
03 nisso resida uma das dificuldades secretas dos relacionamentos.
04 __No começo, quando a gente conhece alguém, é delicioso se confundir com ele ou com ela –
05 nas opiniões, no corpo, nas emoções que parecem nascer idênticas. Infelizmente, esse
06 momento passa rápido.
07 __Assim que o convívio se prolonga e os sentimentos se aprofundam, é possível perceber,
08 dentro de nós, sinais de ................... . Nossa personalidade – livre na solidão, senhora de si
09 na ausência do outro – começa a se inquietar com a influência externa poderosa, que se mistura
10 ______ que somos e que de alguma forma nos ameaça.
11 __Muitos romances terminam aí, precocemente, quando alguém reage em pânico ___
12 possibilidade de ser engolido ou controlado pelo outro.
13 __Existe algo em nós que se exaspera ao perceber que a outra pessoa, de alguma forma, vai
14 se tornando parte do que somos: ela habita nossos sonhos, povoa nossas preocupações e
15 preenche as horas de nossos dias. Viver sem ela parece impossível. Viver com ela nos inquieta.
16 __A indústria do amor nos faz crer que todo mundo está louco para ter uma experiência como
17 essa, mas não é verdade. Muita gente não está preparada para ter alguém tão perto de si.
18 Muitos se sentem profundamente ................... em abrir sua intimidade ou penetrar ___
19 intimidade dos outros.
20 __Como eu disse no início, é difícil deixar de ser eu para ser nós. Alguém dirá, com razão, que
21 essa mudança não é sequer desejável, e estará certo. Ninguém deveria deixar de ser o que é
22 para se tornar parte de uma entidade híbrida de duas pessoas. Ou, ainda pior, para subjugar-se
23 voluntariamente ___ personalidade do outro.
24 __Entretanto, a intensidade conjugal depende de que algo dessa natureza escandalosa
25 aconteça no interior do relacionamento. Se uma das partes do casal não abdicar de um pedaço
26 importante de si, se os dois não entregarem algo valioso em sacrifício, a união não acontece. É
27 preciso haver uma fusão parcial de almas, atada no mais profundo inconsciente, para que duas
28 pessoas se constituam verdadeiramente como casal. Do contrário, dividirão a mesma casa e a
29 mesma cama, poderão até estar casadas e ter filhos, mas serão apenas indivíduos que vivem
30 juntos. Faltará a esse arranjo o alicerce emocional que torna as relações ....................... .
31 __Dá para entender o que eu estou dizendo?
32 __No início de um relacionamento, e mesmo depois que ele avança, é comum que a gente olhe
33 para a parceira ou o parceiro e tenha – do nada, subitamente – uma dolorosa sensação de
34 estranheza. Quem é essa pessoa? O que ela está fazendo aqui? O que eu estou fazendo aqui?
35 Esses segundos de perplexidade, que nunca são inteiramente superados, e que sempre nos
36 assustam, revelam um pedaço de nós que insiste em permanecer singular, e que não reconhece
37 ou não admite a existência do outro, embora anseie secretamente por fundir-se com ele.
38 __Essa resistência interior tem de ser quebrada para que a gente forme uma unidade conjugal,
39 para que seja superado o medo da aniquilação amorosa.
40 __Se existe um jeito fácil de superar essa barreira, eu desconheço. O que acho possível é
41 tentar permanecer aberto aos sentimentos que o outro nos provoca, permitindo que eles
42 cresçam e se aprofundem mesmo quando nos apavoram. Num tempo de gente tão prática, de
43 relações humanas superficiais e utilitárias, acho bonita a ideia de se perder no outro e ser um
44 com ele ou com ela. Ou, posto de outra forma, a gente precisa perder o medo de ser nós para
45 entender, verdadeiramente, o que significa ser eu.
(Fonte: http://epoca.globo.com/sociedade/ivan-martins/noticia/2018/01/o-medo-de-ser-nos.html - texto adaptado
Para responder às questões 12 e 13, considere a seguinte frase retirada do texto:
Entretanto, a intensidade conjugal depende de que algo dessa natureza escandalosa aconteça no interior do relacionamento.
Analise as seguintes assertivas a respeito da frase em destaque e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A frase apresenta 2 orações.
( ) O sujeito da oração principal é “a intensidade conjugal”.
( ) ‘Entretanto’ poderia ser substituído por ‘No entanto’, sem acarretar nenhum tipo de erro à frase.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas
de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de
identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de
construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,
2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada
____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos
de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e
ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,
defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões
de ordem crítica.
Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido
status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo
(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros
estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada
internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,
sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,
culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é
estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada
nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as
relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,
entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada
um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua
internacional ou não.
Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas
sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se
a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou
como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-
se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,
defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante
esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-
se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo
dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império
britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico
e cultural.
O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação
socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada
apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não
se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a
língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas
em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor
seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de
estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.
Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua
internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume
uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a
função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,
apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história
em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,
de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a
construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não
precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por
Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,
foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)
foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do
capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”
(Pennycook, 2007, p. 90)
Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito
da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente
natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.
Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável
e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua
aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito
da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza
que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,
pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva
da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença
comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar
cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa
na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
I. Na linha 02, caso a palavra ‘atrelada’ fosse alterada para ‘dependente’, o uso do acento de crase a seguir continuaria sendo necessário. II. Caso a palavra ‘mediar’ (l.19) fosse alterada para ‘intervir’, não haveria necessidade de ajustes no período. III. Caso a expressão ‘em meio’ (l.40) fosse alterada para ‘no meio’, seria necessário alterar a preposição que a segue para manter a correção do período.
Quais estão corretas?
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No curso da história, é possível observar que as línguas ____ sido usadas como armas políticas
de dominação ou de insubordinação. A própria noção de língua está muito atrelada às ideias de
identidade e unidade nacionais, e os idiomas ____ funcionado como mecanismos ideológicos de
construção e manutenção de práticas sociais e discursivas (Makoni & Pennycook, 2007; Schmitz,
2012). Atualmente, os papéis sociais da língua inglesa (LI) no contexto da sociedade globalizada
____ sido amplamente discutidos. Acreditamos que é impossível separar o inglês dos fenômenos
de colonização e dominação (tanto material – territorial e econômica – quanto cultural e
ideológica) empreendidos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos (EUA) e, da mesma forma,
defendemos que o ensino-aprendizagem deste idioma deve pautar-se por reflexões e discussões
de ordem crítica.
Acentuadamente a partir das últimas décadas do século XX, a língua inglesa tem assumido
status de língua internacional, global ou franca, como propõem Crystal (2003, 2009), Figueredo
(2007), Jenkins (2007, 2012), Mckay (2002), Murray (2012), Schmitz (2012) e diversos outros
estudiosos. Segundo Figueredo (2007, p. 28-29), para que uma língua seja considerada
internacional ou global, “o importante não é possuir o maior número de falantes nativos, mas,
sim, estar presente em vários países e assumir um lugar de destaque em suas relações sociais,
culturais, educacionais, políticas e diplomáticas”. Isso pode ocorrer quando tal língua é
estabelecida como idioma oficial do país ou quando é a principal língua estrangeira (LE) ensinada
nas escolas. Por ser considerada global, a LI é tida por muitos como língua franca, por mediar as
relações internacionais e mesmo nacionais em contextos de multilinguismo. Por língua franca,
entende-se “uma língua auxiliar utilizada para comunicação entre diferentes grupos, em que cada
um tem um determinado sistema linguístico” (Figueredo 2007, p. 31), que pode ser uma língua
internacional ou não.
Todavia, entender a LI como língua internacional, global ou franca traz implicações ideológicas
sérias, pois isso constrói, expressa e ratifica uma noção de neutralidade e naturalidade, como se
a língua existisse por si só, independentemente de seus falantes e de toda sua historicidade, ou
como se fosse, “uma língua emergente que existe por direito próprio” (Jenkins 2007, p. 2). Tem-
se a falsa impressão de que se trata de mero acaso o inglês gozar desse status. No entanto,
defendemos que não se trata de “o inglês aparecendo sempre no lugar certo na hora certa durante
esses últimos 400 anos aproximadamente”, como erroneamente defende Crystal (2009). Trata-
se, obviamente, de intrincadas relações de poder que têm sido construídas e reforçadas ao longo
dos últimos séculos, sobretudo a partir de meados do século XVIII, com a _______ do império
britânico, e, posteriormente, do império norte-americano e todo o seu poderio militar, econômico
e cultural.
O imperialismo linguístico, como afirma Phillipson (2003), é mais uma faceta da dominação
socioeconômica e política. Contudo, essa relação entre língua e dominação não pode ser analisada
apenas superficialmente, como uma via de mão única ou como causa e efeito, uma vez que não
se trata de uma questão meramente linguística. Como salienta Figueredo (2007, p. 32-33), a
língua inglesa por si mesma não é a causadora de todas essas questões apontadas como nocivas
em meio ao processo de globalização, mas os que fazem uso dela com o intuito negativo de impor
seus interesses ideológicos de dominação é que a colocam, muitas vezes, como a propulsora de
estruturas econômicas, sociais, políticas e culturais injustas.
Pennycook (2007) amplia essa discussão e defende que a ideia do inglês como língua
internacional está ancorada em mitos sobre seu status e seus papéis sociais. O autor assume
uma perspectiva barthesiana para explicar a natureza mítica da LI e entende que o mito tem a
função de dar uma justificativa natural a uma intenção histórica, fazendo-a parecer eterna,
apagando a memória do que um dia foi. Este é “o próprio princípio do mito: transforma a história
em natureza” (Barthes, 2001, p. 150), ______ “a causalidade é artificial, falsa, mas consegue,
de certo modo, imiscuir-se no domínio da Natureza” (Barthes, 2001, p. 152). O mito purifica a
construção intencional, torna-a inocente e natural e confere a ela um status de verdade que não
precisa de explicação. Assim, a invenção passa a ser fato. Ndebele (1987, p. 3-4,1 citado por
Pennycook, 2007, p. 90) advoga que “o próprio conceito de uma língua internacional, ou mundial,
foi uma invenção do imperialismo ocidental”, e “o inglês como uma língua internacional (ILI)
foi/tem sido criado, promovido e sustentado para o benefício dos poderes do ocidente, do
capitalismo global, do mundo desenvolvido, do centro sobre a periferia, ou da ideologia neoliberal”
(Pennycook, 2007, p. 90)
Estamos rodeados, hoje em dia, por inúmeros discursos que repetem constantemente o mito
da onipresença do inglês como língua global que conecta o mundo. A LI é vista como um ente
natural, presente entre nós de forma espontânea, como parte integrante do espaço geográfico.
Essa naturalização da LI faz emergir e reforça um discurso e uma ideologia do contato inevitável
e da aprendizagem por osmose, como se a mera exposição ao idioma fosse suficiente para sua
aquisição ou, ainda, como se estar exposto fosse igual a tomar parte. Molon (2003), a respeito
da premissa vygotskiana de que a significação do mundo se dá pela mediação semiótica, enfatiza
que não basta a presença material do elemento linguístico-semiótico para que haja mediação,
pois a interação é um processo ativo, e não passivo ou do tipo osmótico. Em relação à perspectiva
da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença
comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar
cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa
na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
Coluna 1 1. Separar orações justapostas. 2. Separar expressões justapostas. 3. Separar um aposto. 4. Separar um adjunto adverbial deslocado.
Coluna 2 ( ) Linha 24 (segunda ocorrência). ( ) Linha 25 (segunda ocorrência). ( ) Linha 57 (primeira ocorrência).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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