Foram encontradas 45 questões.
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Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC, conforme preceitua a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações, observados os preceitos indicados no item:
Respondida
Contemplam a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações, que os servidores investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de natureza especial terão substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, previamente designados pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de natureza especial, nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular
A
superiores a 30 (trinta) dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que excederem o referido período.
B
superiores a 5 (cinco) e, no máximo, de 10 (dez) dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que excederem o referido período.
C
superiores a 10 (dez) e, no máximo, de 15 (quinze) dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que excederem o referido período.
D
superiores a 15 (quinze) e, no máximo, de 20 (vinte) dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que excederem o referido período.
E
superiores a 20 (vinte) e, no máximo, de 25 (vinte e cinco) dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição que excederem o referido período.
Respondida
De acordo com a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações, que dispõem sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, a vacância do cargo publico decorrerá de
Respondida
Chico Buarque e a era da grosseria online
Os xingamentos ao cantor mostram que há uma migração para o mundo físico de um comportamento péssimo das redes sociais
Você deve ter visto o vídeo do cantor Chico Buarque sendo xingado por um grupo de jovens aparentemente alcoolizados. Um bate-boca típico de bar. O fato ocorreu na última segunda-feira (21), na saída de um restaurante no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro. O vídeo publicado no Glamurama mostra o grupo de jovens em volta do cantor questionando o fato de ele defender publicamente o Partido dos Trabalhadores. [...] Não houve agressão física. Só sobrou grosseria – uma tendência comportamental que marcou o ano de 2015 no Brasil. Em agosto, falamos em reportagem da ÉPOCA sobre o fenômeno que chamamos de "A era da grosseria online". Em algum momento, passamos a achar razoável tratar quem pensa diferente com xingamentos e pontapés virtuais. Em algum momento, passamos a achar bacana pegar o comentário de alguém, colocar numa comunidade com ideias contrárias e participar de sessões de linchamento virtual. Com o aval e o apoio de quem pensa como nós – já que o Facebook nos induz a ler apenas o conteúdo com o qual concordamos – nos tornamos visigodos da era digital em busca de um povo inimigo para exterminar O problema – e o caso de Chico é só mais um entre tantos, nos diferentes espectros políticos – é que esse comportamento vem gradativamente migrando para o mundo físico. Pessoas estão se sentindo à vontade para abordar quem pensa diferente na rua e disparar agressões físicas e verbais. Não se trata de liberdade de expressão ou de politicamente correto. Trata-se de um ambiente em que não há espaço para diálogo. Apenas monólogos de quem foi munido por um arsenal de informações recebidas das redes sociais e de sites obscuros e não suporta ser confrontado com uma opinião diferente. [...] Vivemos a era da grosseria e da intolerância e sobretudo a era da ignorância. Compartilhamos textos apenas lendo o título e vendo foto. Compartilhamos textos claramente mentirosos. Compartilhamos matérias de sites de humor, como o Sensacionalista , acreditando serem reais. Depois colocamos a culpa no Brasil. “Ah, mas aqui ocorre tanto absurdo que eu achei que fosse verdade”. Achou mesmo ou de repente cegou-se diante da facilidade em espraiar seu ódio e sua insatisfação? É curioso que estejamos nos tornando mais ignorantes numa era em que quase toda a informação pode ser checada com dois cliques do mouse ou a dois toques na tela do celular. Parece que esse segundo toque dá muito mais trabalho do que o primeiro. [...] Não podemos achar normal que esse comportamento extremo das redes sociais migre para o mundo físico. São locais de naturezas distintas e, portanto, de reações com proporções e consequências diferentes[...] As redes sociais são uma poderosa ferramenta para obter conhecimento, estreitar laços, conhecer gente nova, namorar, se entreter. Mas também se mostraram um habitat perfeito para a ignorância, a intolerância e a truculência. Não é difícil escolher quais dessas características deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais. BRUNO FERRARI 23/12/2015
Disponível em: http://epoca.globo.com/vida/experiencias-
digitais/noticia/2015/12/chico-buarque-e-era-da-grosseria-online.html.
Acessado em 9/02/2016.
O autor não empregou linguagem coloquial em
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Chico Buarque e a era da grosseria online
Os xingamentos ao cantor mostram que há uma migração para o mundo físico de um comportamento péssimo das redes sociais
Você deve ter visto o vídeo do cantor Chico Buarque sendo xingado por um grupo de jovens aparentemente alcoolizados. Um bate-boca típico de bar. O fato ocorreu na última segunda-feira (21), na saída de um restaurante no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro. O vídeo publicado no Glamurama mostra o grupo de jovens em volta do cantor questionando o fato de ele defender publicamente o Partido dos Trabalhadores. [...] Não houve agressão física. Só sobrou grosseria – uma tendência comportamental que marcou o ano de 2015 no Brasil. Em agosto, falamos em reportagem da ÉPOCA sobre o fenômeno que chamamos de "A era da grosseria online". Em algum momento, passamos a achar razoável tratar quem pensa diferente com xingamentos e pontapés virtuais. Em algum momento, passamos a achar bacana pegar o comentário de alguém, colocar numa comunidade com ideias contrárias e participar de sessões de linchamento virtual. Com o aval e o apoio de quem pensa como nós – já que o Facebook nos induz a ler apenas o conteúdo com o qual concordamos – nos tornamos visigodos da era digital em busca de um povo inimigo para exterminar O problema – e o caso de Chico é só mais um entre tantos, nos diferentes espectros políticos – é que esse comportamento vem gradativamente migrando para o mundo físico. Pessoas estão se sentindo à vontade para abordar quem pensa diferente na rua e disparar agressões físicas e verbais. Não se trata de liberdade de expressão ou de politicamente correto. Trata-se de um ambiente em que não há espaço para diálogo. Apenas monólogos de quem foi munido por um arsenal de informações recebidas das redes sociais e de sites obscuros e não suporta ser confrontado com uma opinião diferente. [...] Vivemos a era da grosseria e da intolerância e sobretudo a era da ignorância. Compartilhamos textos apenas lendo o título e vendo foto. Compartilhamos textos claramente mentirosos. Compartilhamos matérias de sites de humor, como o Sensacionalista , acreditando serem reais. Depois colocamos a culpa no Brasil. “Ah, mas aqui ocorre tanto absurdo que eu achei que fosse verdade”. Achou mesmo ou de repente cegou-se diante da facilidade em espraiar seu ódio e sua insatisfação? É curioso que estejamos nos tornando mais ignorantes numa era em que quase toda a informação pode ser checada com dois cliques do mouse ou a dois toques na tela do celular. Parece que esse segundo toque dá muito mais trabalho do que o primeiro. [...] Não podemos achar normal que esse comportamento extremo das redes sociais migre para o mundo físico. São locais de naturezas distintas e, portanto, de reações com proporções e consequências diferentes[...] As redes sociais são uma poderosa ferramenta para obter conhecimento, estreitar laços, conhecer gente nova, namorar, se entreter. Mas também se mostraram um habitat perfeito para a ignorância, a intolerância e a truculência. Não é difícil escolher quais dessas características deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais. BRUNO FERRARI 23/12/2015
Disponível em: http://epoca.globo.com/vida/experiencias-
digitais/noticia/2015/12/chico-buarque-e-era-da-grosseria-online.html.
Acessado em 9/02/2016.
No trecho “Não é difícil escolher quais dessas características deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais.” (37 a 38), a expressão gueto virtual se refere a
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Chico Buarque e a era da grosseria online
Os xingamentos ao cantor mostram que há uma migração para o mundo físico de um comportamento péssimo das redes sociais
Você deve ter visto o vídeo do cantor Chico Buarque sendo xingado por um grupo de jovens aparentemente alcoolizados. Um bate-boca típico de bar. O fato ocorreu na última segunda-feira (21), na saída de um restaurante no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro. O vídeo publicado no Glamurama mostra o grupo de jovens em volta do cantor questionando o fato de ele defender publicamente o Partido dos Trabalhadores. [...] Não houve agressão física. Só sobrou grosseria – uma tendência comportamental que marcou o ano de 2015 no Brasil. Em agosto, falamos em reportagem da ÉPOCA sobre o fenômeno que chamamos de "A era da grosseria online". Em algum momento, passamos a achar razoável tratar quem pensa diferente com xingamentos e pontapés virtuais. Em algum momento, passamos a achar bacana pegar o comentário de alguém, colocar numa comunidade com ideias contrárias e participar de sessões de linchamento virtual. Com o aval e o apoio de quem pensa como nós – já que o Facebook nos induz a ler apenas o conteúdo com o qual concordamos – nos tornamos visigodos da era digital em busca de um povo inimigo para exterminar O problema – e o caso de Chico é só mais um entre tantos, nos diferentes espectros políticos – é que esse comportamento vem gradativamente migrando para o mundo físico. Pessoas estão se sentindo à vontade para abordar quem pensa diferente na rua e disparar agressões físicas e verbais. Não se trata de liberdade de expressão ou de politicamente correto. Trata-se de um ambiente em que não há espaço para diálogo. Apenas monólogos de quem foi munido por um arsenal de informações recebidas das redes sociais e de sites obscuros e não suporta ser confrontado com uma opinião diferente. [...] Vivemos a era da grosseria e da intolerância e sobretudo a era da ignorância. Compartilhamos textos apenas lendo o título e vendo foto. Compartilhamos textos claramente mentirosos. Compartilhamos matérias de sites de humor, como o Sensacionalista , acreditando serem reais. Depois colocamos a culpa no Brasil. “Ah, mas aqui ocorre tanto absurdo que eu achei que fosse verdade”. Achou mesmo ou de repente cegou-se diante da facilidade em espraiar seu ódio e sua insatisfação? É curioso que estejamos nos tornando mais ignorantes numa era em que quase toda a informação pode ser checada com dois cliques do mouse ou a dois toques na tela do celular. Parece que esse segundo toque dá muito mais trabalho do que o primeiro. [...] Não podemos achar normal que esse comportamento extremo das redes sociais migre para o mundo físico. São locais de naturezas distintas e, portanto, de reações com proporções e consequências diferentes[...] As redes sociais são uma poderosa ferramenta para obter conhecimento, estreitar laços, conhecer gente nova, namorar, se entreter. Mas também se mostraram um habitat perfeito para a ignorância, a intolerância e a truculência. Não é difícil escolher quais dessas características deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais. BRUNO FERRARI 23/12/2015
Disponível em: http://epoca.globo.com/vida/experiencias-
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Acessado em 9/02/2016.
Para ligar os períodos “Não podemos achar normal que esse comportamento extremo das redes sociais migre para o mundo físico.” (32 a 33) e “São locais de naturezas distintas e, portanto, de reações com proporções e consequências diferentes.” (33 a 34), mantendo a relação entre as ideias que expressam, o autor poderia empregar a conjunção
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Chico Buarque e a era da grosseria online
Os xingamentos ao cantor mostram que há uma migração para o mundo físico de um comportamento péssimo das redes sociais
Você deve ter visto o vídeo do cantor Chico Buarque sendo xingado por um grupo de jovens aparentemente alcoolizados. Um bate-boca típico de bar. O fato ocorreu na última segunda-feira (21), na saída de um restaurante no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro. O vídeo publicado no Glamurama mostra o grupo de jovens em volta do cantor questionando o fato de ele defender publicamente o Partido dos Trabalhadores. [...] Não houve agressão física. Só sobrou grosseria – uma tendência comportamental que marcou o ano de 2015 no Brasil. Em agosto, falamos em reportagem da ÉPOCA sobre o fenômeno que chamamos de "A era da grosseria online". Em algum momento, passamos a achar razoável tratar quem pensa diferente com xingamentos e pontapés virtuais. Em algum momento, passamos a achar bacana pegar o comentário de alguém, colocar numa comunidade com ideias contrárias e participar de sessões de linchamento virtual. Com o aval e o apoio de quem pensa como nós – já que o Facebook nos induz a ler apenas o conteúdo com o qual concordamos – nos tornamos visigodos da era digital em busca de um povo inimigo para exterminar O problema – e o caso de Chico é só mais um entre tantos, nos diferentes espectros políticos – é que esse comportamento vem gradativamente migrando para o mundo físico. Pessoas estão se sentindo à vontade para abordar quem pensa diferente na rua e disparar agressões físicas e verbais. Não se trata de liberdade de expressão ou de politicamente correto. Trata-se de um ambiente em que não há espaço para diálogo. Apenas monólogos de quem foi munido por um arsenal de informações recebidas das redes sociais e de sites obscuros e não suporta ser confrontado com uma opinião diferente. [...] Vivemos a era da grosseria e da intolerância e sobretudo a era da ignorância. Compartilhamos textos apenas lendo o título e vendo foto. Compartilhamos textos claramente mentirosos. Compartilhamos matérias de sites de humor, como o Sensacionalista , acreditando serem reais. Depois colocamos a culpa no Brasil. “Ah, mas aqui ocorre tanto absurdo que eu achei que fosse verdade”. Achou mesmo ou de repente cegou-se diante da facilidade em espraiar seu ódio e sua insatisfação? É curioso que estejamos nos tornando mais ignorantes numa era em que quase toda a informação pode ser checada com dois cliques do mouse ou a dois toques na tela do celular. Parece que esse segundo toque dá muito mais trabalho do que o primeiro. [...] Não podemos achar normal que esse comportamento extremo das redes sociais migre para o mundo físico. São locais de naturezas distintas e, portanto, de reações com proporções e consequências diferentes[...] As redes sociais são uma poderosa ferramenta para obter conhecimento, estreitar laços, conhecer gente nova, namorar, se entreter. Mas também se mostraram um habitat perfeito para a ignorância, a intolerância e a truculência. Não é difícil escolher quais dessas características deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais. BRUNO FERRARI 23/12/2015
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No segundo enunciado do trecho “É curioso que estejamos nos tornando mais ignorantes numa era em que quase toda a informação pode ser checada com dois cliques do mouse ou a dois toques na tela do celular. Parece que esse segundo toque dá muito mais trabalho do que o primeiro.” (28 a 30), o autor sugere que
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Chico Buarque e a era da grosseria online
Os xingamentos ao cantor mostram que há uma migração para o mundo físico de um comportamento péssimo das redes sociais
Você deve ter visto o vídeo do cantor Chico Buarque sendo xingado por um grupo de jovens aparentemente alcoolizados. Um bate-boca típico de bar. O fato ocorreu na última segunda-feira (21), na saída de um restaurante no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro. O vídeo publicado no Glamurama mostra o grupo de jovens em volta do cantor questionando o fato de ele defender publicamente o Partido dos Trabalhadores. [...] Não houve agressão física. Só sobrou grosseria – uma tendência comportamental que marcou o ano de 2015 no Brasil. Em agosto, falamos em reportagem da ÉPOCA sobre o fenômeno que chamamos de "A era da grosseria online". Em algum momento, passamos a achar razoável tratar quem pensa diferente com xingamentos e pontapés virtuais. Em algum momento, passamos a achar bacana pegar o comentário de alguém, colocar numa comunidade com ideias contrárias e participar de sessões de linchamento virtual. Com o aval e o apoio de quem pensa como nós – já que o Facebook nos induz a ler apenas o conteúdo com o qual concordamos – nos tornamos visigodos da era digital em busca de um povo inimigo para exterminar O problema – e o caso de Chico é só mais um entre tantos, nos diferentes espectros políticos – é que esse comportamento vem gradativamente migrando para o mundo físico. Pessoas estão se sentindo à vontade para abordar quem pensa diferente na rua e disparar agressões físicas e verbais. Não se trata de liberdade de expressão ou de politicamente correto. Trata-se de um ambiente em que não há espaço para diálogo. Apenas monólogos de quem foi munido por um arsenal de informações recebidas das redes sociais e de sites obscuros e não suporta ser confrontado com uma opinião diferente. [...] Vivemos a era da grosseria e da intolerância e sobretudo a era da ignorância. Compartilhamos textos apenas lendo o título e vendo foto. Compartilhamos textos claramente mentirosos. Compartilhamos matérias de sites de humor, como o Sensacionalista , acreditando serem reais. Depois colocamos a culpa no Brasil. “Ah, mas aqui ocorre tanto absurdo que eu achei que fosse verdade”. Achou mesmo ou de repente cegou-se diante da facilidade em espraiar seu ódio e sua insatisfação? É curioso que estejamos nos tornando mais ignorantes numa era em que quase toda a informação pode ser checada com dois cliques do mouse ou a dois toques na tela do celular. Parece que esse segundo toque dá muito mais trabalho do que o primeiro. [...] Não podemos achar normal que esse comportamento extremo das redes sociais migre para o mundo físico. São locais de naturezas distintas e, portanto, de reações com proporções e consequências diferentes[...] As redes sociais são uma poderosa ferramenta para obter conhecimento, estreitar laços, conhecer gente nova, namorar, se entreter. Mas também se mostraram um habitat perfeito para a ignorância, a intolerância e a truculência. Não é difícil escolher quais dessas características deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais. BRUNO FERRARI 23/12/2015
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Em “Ah, mas aqui ocorre tanto absurdo que eu achei que fosse verdade” (25 a 26), o emprego das aspas se deve
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Disponível em: http://epoca.globo.com/vida/experiencias-
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Em “Vivemos a era da grosseria e da intolerância e sobretudo a era da ignorância” (22), o autor poderia ter empregado a vírgula antes e depois da palavra sobretudo com o objetivo de
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Chico Buarque e a era da grosseria online
Os xingamentos ao cantor mostram que há uma migração para o mundo físico de um comportamento péssimo das redes sociais
Você deve ter visto o vídeo do cantor Chico Buarque sendo xingado por um grupo de jovens aparentemente alcoolizados. Um bate-boca típico de bar. O fato ocorreu na última segunda-feira (21), na saída de um restaurante no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro. O vídeo publicado no Glamurama mostra o grupo de jovens em volta do cantor questionando o fato de ele defender publicamente o Partido dos Trabalhadores. [...] Não houve agressão física. Só sobrou grosseria – uma tendência comportamental que marcou o ano de 2015 no Brasil. Em agosto, falamos em reportagem da ÉPOCA sobre o fenômeno que chamamos de "A era da grosseria online". Em algum momento, passamos a achar razoável tratar quem pensa diferente com xingamentos e pontapés virtuais. Em algum momento, passamos a achar bacana pegar o comentário de alguém, colocar numa comunidade com ideias contrárias e participar de sessões de linchamento virtual. Com o aval e o apoio de quem pensa como nós – já que o Facebook nos induz a ler apenas o conteúdo com o qual concordamos – nos tornamos visigodos da era digital em busca de um povo inimigo para exterminar O problema – e o caso de Chico é só mais um entre tantos, nos diferentes espectros políticos – é que esse comportamento vem gradativamente migrando para o mundo físico. Pessoas estão se sentindo à vontade para abordar quem pensa diferente na rua e disparar agressões físicas e verbais. Não se trata de liberdade de expressão ou de politicamente correto. Trata-se de um ambiente em que não há espaço para diálogo. Apenas monólogos de quem foi munido por um arsenal de informações recebidas das redes sociais e de sites obscuros e não suporta ser confrontado com uma opinião diferente. [...] Vivemos a era da grosseria e da intolerância e sobretudo a era da ignorância. Compartilhamos textos apenas lendo o título e vendo foto. Compartilhamos textos claramente mentirosos. Compartilhamos matérias de sites de humor, como o Sensacionalista , acreditando serem reais. Depois colocamos a culpa no Brasil. “Ah, mas aqui ocorre tanto absurdo que eu achei que fosse verdade”. Achou mesmo ou de repente cegou-se diante da facilidade em espraiar seu ódio e sua insatisfação? É curioso que estejamos nos tornando mais ignorantes numa era em que quase toda a informação pode ser checada com dois cliques do mouse ou a dois toques na tela do celular. Parece que esse segundo toque dá muito mais trabalho do que o primeiro. [...] Não podemos achar normal que esse comportamento extremo das redes sociais migre para o mundo físico. São locais de naturezas distintas e, portanto, de reações com proporções e consequências diferentes[...] As redes sociais são uma poderosa ferramenta para obter conhecimento, estreitar laços, conhecer gente nova, namorar, se entreter. Mas também se mostraram um habitat perfeito para a ignorância, a intolerância e a truculência. Não é difícil escolher quais dessas características deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais. BRUNO FERRARI 23/12/2015
Disponível em: http://epoca.globo.com/vida/experiencias-
digitais/noticia/2015/12/chico-buarque-e-era-da-grosseria-online.html.
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Do trecho “Trata-se de um ambiente em que não há espaço para diálogo. Apenas monólogos de quem foi munido por um arsenal de informações recebidas das redes sociais e de sites obscuros e não suporta ser confrontado com uma opinião diferente” (18 a 20), depreende-se que os autores dos “monólogos”