Foram encontradas 40 questões.
Uma obra corresponde uma criação autoral, podendo ser inédita ou não, mas, quando ela é muito similar de outro autor, considera-se que há plágio, crime
sujeito punições severas, como prisão, caso se
conclua que o suposto autor infringiu lei.
As lacunas do texto são preenchidas, correta e respectivamente, por:
As lacunas do texto são preenchidas, correta e respectivamente, por:
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Jean Cocteau aconselhava aos jovens escritores que
fizessem a seguinte invocação: livrai-me, Senhor, de escrever o livro esperado.
Na verdade, o livro esperado é uma tentação muito
veemente. Há um estilo esperado, há um ritmo esperado,
há imagens esperadas, adjetivos esperados. Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados. Em resumo, quer nos círculos em que os best-sellers
triunfam, quer nas rodas intelectuais mais requintadas, há,
em cada época, um conjunto de necessidades ideais ou
estilísticas que configuram as obras antes que elas sejam
escritas. Escrevê-las, o que é um certo modo plagiá-las, é
tornar-se imediatamente um contemporâneo. O contemporâneo não precisa entregar-se ao hábito de pensar: tudo
está pensado para ele. Não precisa encontrar a sua forma,
o seu estilo: ambos estão feitos. O contemporâneo, entretanto, é um ser de excepcional habilidade: tem um invejável
faro, um instinto apurado. Ele equaciona o seu problema
pessoal nos seguintes termos: produzir a obra que não seja
uma cópia de outra qualquer, mas que obtenha resultados
idênticos àqueles conseguidos por este ou aquele livro já
consagrado manifestamente.
Outra questão se coloca diante do contemporâneo:
para acertar mais de cheio no alvo, ele deve distinguir o
seu público. E ele o escolhe entre a meia dúzia de grupos
que reconhece, separadamente, a meia dúzia de escritores
mais expressivos ou mais aclamados. Em outras palavras,
o contemporâneo visa penetrar clandestinamente numa
freguesia alheia, obtendo para si um pouco dos aplausos
que um escritor mais antigo monopoliza totalmente. Sendo esperto, ele consegue imediatamente atrair a simpatia
de um grupo, um grupo inexoravelmente convicto de suas
ideias morais, estéticas e políticas.
(Paulo Mendes Campos, “Os contemporâneos”, 27.10.1946. Disponível em:
https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)
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Jean Cocteau aconselhava aos jovens escritores que
fizessem a seguinte invocação: livrai-me, Senhor, de escrever o livro esperado.
Na verdade, o livro esperado é uma tentação muito
veemente. Há um estilo esperado, há um ritmo esperado,
há imagens esperadas, adjetivos esperados. Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados. Em resumo, quer nos círculos em que os best-sellers
triunfam, quer nas rodas intelectuais mais requintadas, há,
em cada época, um conjunto de necessidades ideais ou
estilísticas que configuram as obras antes que elas sejam
escritas. Escrevê-las, o que é um certo modo plagiá-las, é
tornar-se imediatamente um contemporâneo. O contemporâneo não precisa entregar-se ao hábito de pensar: tudo
está pensado para ele. Não precisa encontrar a sua forma,
o seu estilo: ambos estão feitos. O contemporâneo, entretanto, é um ser de excepcional habilidade: tem um invejável
faro, um instinto apurado. Ele equaciona o seu problema
pessoal nos seguintes termos: produzir a obra que não seja
uma cópia de outra qualquer, mas que obtenha resultados
idênticos àqueles conseguidos por este ou aquele livro já
consagrado manifestamente.
Outra questão se coloca diante do contemporâneo:
para acertar mais de cheio no alvo, ele deve distinguir o
seu público. E ele o escolhe entre a meia dúzia de grupos
que reconhece, separadamente, a meia dúzia de escritores
mais expressivos ou mais aclamados. Em outras palavras,
o contemporâneo visa penetrar clandestinamente numa
freguesia alheia, obtendo para si um pouco dos aplausos
que um escritor mais antigo monopoliza totalmente. Sendo esperto, ele consegue imediatamente atrair a simpatia
de um grupo, um grupo inexoravelmente convicto de suas
ideias morais, estéticas e políticas.
(Paulo Mendes Campos, “Os contemporâneos”, 27.10.1946. Disponível em:
https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)
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Jean Cocteau aconselhava aos jovens escritores que
fizessem a seguinte invocação: livrai-me, Senhor, de escrever o livro esperado.
Na verdade, o livro esperado é uma tentação muito
veemente. Há um estilo esperado, há um ritmo esperado,
há imagens esperadas, adjetivos esperados. Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados. Em resumo, quer nos círculos em que os best-sellers
triunfam, quer nas rodas intelectuais mais requintadas, há,
em cada época, um conjunto de necessidades ideais ou
estilísticas que configuram as obras antes que elas sejam
escritas. Escrevê-las, o que é um certo modo plagiá-las, é
tornar-se imediatamente um contemporâneo. O contemporâneo não precisa entregar-se ao hábito de pensar: tudo
está pensado para ele. Não precisa encontrar a sua forma,
o seu estilo: ambos estão feitos. O contemporâneo, entretanto, é um ser de excepcional habilidade: tem um invejável
faro, um instinto apurado. Ele equaciona o seu problema
pessoal nos seguintes termos: produzir a obra que não seja
uma cópia de outra qualquer, mas que obtenha resultados
idênticos àqueles conseguidos por este ou aquele livro já
consagrado manifestamente.
Outra questão se coloca diante do contemporâneo:
para acertar mais de cheio no alvo, ele deve distinguir o
seu público. E ele o escolhe entre a meia dúzia de grupos
que reconhece, separadamente, a meia dúzia de escritores
mais expressivos ou mais aclamados. Em outras palavras,
o contemporâneo visa penetrar clandestinamente numa
freguesia alheia, obtendo para si um pouco dos aplausos
que um escritor mais antigo monopoliza totalmente. Sendo esperto, ele consegue imediatamente atrair a simpatia
de um grupo, um grupo inexoravelmente convicto de suas
ideias morais, estéticas e políticas.
(Paulo Mendes Campos, “Os contemporâneos”, 27.10.1946. Disponível em:
https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)
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Está em conformidade com a norma-padrão de regência
verbal e nominal a frase:
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.”
“Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer
um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”
Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve
o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido.
A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais
modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois
ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.
Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém,
sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram
este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou
claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando
aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital
físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se
que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior,
esse diploma continua sendo um excelente investimento.
Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é
extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para
ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada,
matriculando hoje 80% dos alunos.
Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca
produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam,
bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo
alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas
universidades. Não obstante, mostram os números, quem
passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja
das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.
Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia
entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do
destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.
Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se
ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há
desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais,
poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo
um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os
vitoriosos e poucos os fracassados.
(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”,
03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.”
“Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer
um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”
Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve
o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido.
A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais
modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois
ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.
Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém,
sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram
este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou
claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando
aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital
físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se
que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior,
esse diploma continua sendo um excelente investimento.
Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é
extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para
ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada,
matriculando hoje 80% dos alunos.
Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca
produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam,
bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo
alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas
universidades. Não obstante, mostram os números, quem
passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja
das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.
Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia
entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do
destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.
Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se
ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há
desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais,
poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo
um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os
vitoriosos e poucos os fracassados.
(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”,
03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.”
“Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer
um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”
Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve
o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido.
A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais
modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois
ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.
Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém,
sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram
este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou
claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando
aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital
físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se
que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior,
esse diploma continua sendo um excelente investimento.
Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é
extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para
ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada,
matriculando hoje 80% dos alunos.
Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca
produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam,
bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo
alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas
universidades. Não obstante, mostram os números, quem
passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja
das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.
Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia
entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do
destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.
Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se
ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há
desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais,
poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo
um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os
vitoriosos e poucos os fracassados.
(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”,
03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.”
“Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer
um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”
Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve
o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido.
A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais
modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois
ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.
Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém,
sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram
este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou
claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando
aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital
físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se
que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior,
esse diploma continua sendo um excelente investimento.
Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é
extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para
ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada,
matriculando hoje 80% dos alunos.
Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca
produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam,
bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo
alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas
universidades. Não obstante, mostram os números, quem
passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja
das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.
Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia
entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do
destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.
Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se
ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há
desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais,
poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo
um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os
vitoriosos e poucos os fracassados.
(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”,
03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.”
“Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer
um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”
Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve
o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido.
A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais
modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois
ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.
Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém,
sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram
este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou
claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando
aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital
físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se
que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior,
esse diploma continua sendo um excelente investimento.
Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é
extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para
ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada,
matriculando hoje 80% dos alunos.
Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca
produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam,
bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo
alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas
universidades. Não obstante, mostram os números, quem
passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja
das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.
Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia
entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do
destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.
Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se
ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há
desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais,
poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo
um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os
vitoriosos e poucos os fracassados.
(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”,
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