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Foram encontradas 60 questões.

Para responder às questões 07 a 09, considere o trecho abaixo, retirado da obra “Cem anos de solidão” (1967), de Gabriel Garcia Márquez:

01 José Arcadio, o mais velho dos meninos, havia completado quatorze anos. Tinha a cabeça

02 quadrada, o cabelo hirsuto e o gênio voluntarioso do pai. Ainda que tivesse o mesmo impulso

03 de crescimento e fortaleza física, já então era evidente que carecia de imaginação. Foi

04 concebido e dado à luz durante a penosa travessia da serra, antes da fundação de Macondo,

05 e seus pais deram graças aos céus ao comprovar que não tinha nenhum órgão de animal.

06 Aureliano, O primeiro ser humano que nasceu em Macondo, ia fazer seis anos em março. Era

07 silencioso e retraído. Tinha chorado no ventre da mãe e nasceu com os olhos abertos.

08 Enquanto lhe cortavam o umbigo movia a cabeça de um lado para o outro, reconhecendo as

09 coisas do quarto, e examinava o rosto das pessoas com uma curiosidade sem assombro.

10 Depois, indiferente aos que vinham conhecê-lo, manteve a atenção concentrada no teto de

11 palmas, que parecia estar quase desabando sob a tremenda pressão da chuva. Ursula não

12 tornou a se lembrar da intensidade desse olhar até o dia em que o pequeno Aureliano, na

13 idade de três anos, entrou na cozinha no momento em que ela retirava do fogão e punha na

14 mesa uma panela de caldo fervente. O garoto, perplexo na porta, disse: “Vai cair”. A panela

15 estava posta bem no centro da mesa, mas, logo que o menino deu o aviso, iniciou um

16 movimento irrevogável para a borda, como impulsionada por um dinamismo interior, e se

17 espedaçou no chão. Úrsula, alarmada, contou o episódio ao marido, mas este o interpretou

18 como um fenômeno natural. Sempre fora assim, alheio à existência dos filhos, em parte

19 porque considerava a infância como um período de insuficiência mental, e em parte porque

20 estava sempre absorto por demais nas suas próprias especulações quiméricas.

(Disponível em: www.iedamagri.wordpress.com/ - texto adaptado especialmente para essa prova).

Sobre o trecho “Enquanto lhe cortavam o umbigo movia a cabeça de um lado para o outro, reconhecendo as coisas do quarto, e examinava o rosto das pessoas com uma curiosidade sem assombro” (l. 08-09), analise as assertivas a seguir:

I. A oração “Enquanto lhe cortavam o umbigo” é uma oração subordinada adverbial temporal.

II. O verbo “movia” tem como sujeito a expressão “lhe cortavam o umbigo”.

III. As orações “reconhecendo as coisas do quarto” e “examinava o rosto das pessoas com uma curiosidade sem assombro” estabelecem entre si uma relação de coordenação assindética.

IV. No contexto, o termo “com uma curiosidade sem assombro” exerce função de adjunto adverbial de modo.

Quais estão corretas?

 

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Para responder às questões 07 a 09, considere o trecho abaixo, retirado da obra “Cem anos de solidão” (1967), de Gabriel Garcia Márquez:

01 José Arcadio, o mais velho dos meninos, havia completado quatorze anos. Tinha a cabeça

02 quadrada, o cabelo hirsuto e o gênio voluntarioso do pai. Ainda que tivesse o mesmo impulso

03 de crescimento e fortaleza física, já então era evidente que carecia de imaginação. Foi

04 concebido e dado à luz durante a penosa travessia da serra, antes da fundação de Macondo,

05 e seus pais deram graças aos céus ao comprovar que não tinha nenhum órgão de animal.

06 Aureliano, O primeiro ser humano que nasceu em Macondo, ia fazer seis anos em março. Era

07 silencioso e retraído. Tinha chorado no ventre da mãe e nasceu com os olhos abertos.

08 Enquanto lhe cortavam o umbigo movia a cabeça de um lado para o outro, reconhecendo as

09 coisas do quarto, e examinava o rosto das pessoas com uma curiosidade sem assombro.

10 Depois, indiferente aos que vinham conhecê-lo, manteve a atenção concentrada no teto de

11 palmas, que parecia estar quase desabando sob a tremenda pressão da chuva. Ursula não

12 tornou a se lembrar da intensidade desse olhar até o dia em que o pequeno Aureliano, na

13 idade de três anos, entrou na cozinha no momento em que ela retirava do fogão e punha na

14 mesa uma panela de caldo fervente. O garoto, perplexo na porta, disse: “Vai cair”. A panela

15 estava posta bem no centro da mesa, mas, logo que o menino deu o aviso, iniciou um

16 movimento irrevogável para a borda, como impulsionada por um dinamismo interior, e se

17 espedaçou no chão. Úrsula, alarmada, contou o episódio ao marido, mas este o interpretou

18 como um fenômeno natural. Sempre fora assim, alheio à existência dos filhos, em parte

19 porque considerava a infância como um período de insuficiência mental, e em parte porque

20 estava sempre absorto por demais nas suas próprias especulações quiméricas.

(Disponível em: www.iedamagri.wordpress.com/ - texto adaptado especialmente para essa prova).

A partir da leitura do excerto, analise as afirmações abaixo, considerando os processos de composição textual narração, descrição, dissertação e injunção:

1. O texto apresenta forte predominância da narração, uma vez que relata acontecimentos com progressão temporal e personagens definidos.

2. A descrição está presente em trechos como aquele em que se caracterizam fisicamente os meninos e suas personalidades.

3. Há inserção pontual do processo injuntivo, evidenciado por ações ordenadas e dirigidas ao leitor, com função prescritiva.

4. Elementos dissertativos surgem na análise psicológica dos personagens, especialmente quando se revela a opinião do narrador sobre o comportamento do pai.

5. A composição do texto combina narração e descrição, mas não comporta reflexão ou juízo interpretativo do narrador, pois há apenas objetividade.

O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:

 

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Para responder às questões 05 e 06, considere o trecho abaixo, adaptado de uma crônica jornalística:

“Tem que ser muito sagaz para conseguir trabalhar nessas pedras que parecem ter sido colocadas por força de um lobby de fisioterapeutas mal-intencionados. Meu ranço com esse calçamento que nem cavalo aguenta [...] é histórico: ele não tem nada de histórico. E isso não fui eu quem disse, mas o Rádio Novelo Apresenta, durante a Flip do ano passado” (Porcidonio, G. Piauí, ago. 2025).

Considerando os mecanismos de coesão e coerência textual presentes no trecho, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O uso do pronome demonstrativo “isso” na última frase retoma todo o conteúdo da oração anterior, funcionando como elemento coesivo anafórico.

( ) A repetição do termo “histórico” com sentidos distintos constitui um recurso de coesão lexical que provoca efeito de ironia e reforça a coerência argumentativa do texto.

( ) A referência ao “Rádio Novelo Apresenta” funciona como elemento de coesão referencial exofórica, pois remete a um conhecimento externo ao texto.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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Para responder às questões 05 e 06, considere o trecho abaixo, adaptado de uma crônica jornalística:

“Tem que ser muito sagaz para conseguir trabalhar nessas pedras que parecem ter sido colocadas por força de um lobby de fisioterapeutas mal-intencionados. Meu ranço com esse calçamento que nem cavalo aguenta [...] é histórico: ele não tem nada de histórico. E isso não fui eu quem disse, mas o Rádio Novelo Apresenta, durante a Flip do ano passado” (Porcidonio, G. Piauí, ago. 2025).

Sobre a variação linguística e a relação entre língua padrão e usos não padronizados, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A escolha lexical de termos como “ranço” e “sagaz” indica um efeito estilístico que mistura registros informais e formais, recurso frequente em textos opinativos e crônicas jornalísticas.

( ) A forma “tem que” é considerada incorreta na norma-padrão; portanto, deveria ser substituída por “é necessário” em qualquer registro escrito.

( ) A manutenção da fala com marcas de oralidade no texto pode ser interpretada como estratégia discursiva para reforçar o tom subjetivo e a identidade do narrador.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

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Analise o trecho a seguir, adaptado de uma crônica jornalística: “Fui à frente da igreja da Santa Rita e fiz uma oração para que a água que veio na minha canela durante a cheia estivesse livre de qualquer peste” (Porcidonio, G. Piauí, ago. 2025). Sobre o emprego do sinal indicativo da crase na norma-padrão da Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir:

I. O uso da crase em “à frente” justifica-se pela fusão da preposição “a” (exigida pelo verbo “ir” e pelo advérbio de lugar “frente”) com o artigo definido feminino “a”.

II. A expressão “à frente” é uma locução adverbial de lugar formada por núcleo feminino, o que torna obrigatório o uso da crase.

III. Se o substantivo “frente” fosse masculino, a forma correta seria “ao”, preservando o uso da crase para marcar a fusão da preposição com o artigo definido masculino.

Quais estão corretas?

 

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Para responder às questões 01 a 03, considere o trecho abaixo, retirado da obra “Dom Casmurro” (1899), de Machado de Assis:

01 Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito,

02 levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes

03 anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de

04 Mata-cavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquele outra, que desapareceu.

05 Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio

06 assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas.

07 Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é mais ou menos igual, umas

08 grinaldas de flores miúdas e grandes pássaros que as tomam nos bicos, de espaço a espaço.

09 Nos quatro cantos do teto as figuras das estações, ao centro das paredes os medalhões de

10 César, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a razão de tais

11 personagens. Quando fomos para a casa de Mata-cavalos, já ela estava assim decorada; vinha

12 do decênio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter sabor clássico e figuras antigas

13 em pinturas americanas. O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha, flores,

14 legume, uma casuarina, um poço lavourado. Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora,

15 como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que

16 é ruidosa.

(Disponível em: www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action&co_obra=1888 - texto adaptado especialmente para essa prova).

Considerando os princípios da regência nominal e verbal na norma culta da Língua Portuguesa, ao empregar a construção “Não alcanço a razão de tais personagens” (I. 10-11), O narrador emprega o verbo “alcançar” com sentido de ______________, exigindo complemento ________________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

 

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Para responder às questões 01 a 03, considere o trecho abaixo, retirado da obra “Dom Casmurro” (1899), de Machado de Assis:

01 Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito,

02 levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes

03 anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de

04 Mata-cavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu.

05 Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio

06 assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas.

07 Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é mais ou menos igual, umas

08 grinaldas de flores miúdas e grandes pássaros que as tomam nos bicos, de espaço a espaço.

09 Nos quatro cantos do teto as figuras das estações, e ao centro das paredes os medalhões de

10 César, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a razão de tais

11 personagens. Quando fomos para a casa de Mata-cavalos, já ela estava assim decorada; vinha

12 do decênio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter sabor clássico e figuras antigas

13 em pinturas americanas. O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha, flores,

14 legume, uma casuarina, um poço e lavadouro. Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora,

15 como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que

16 é ruidosa.

(Disponível em: www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select action&co obra=1888 -

texto adaptado especialmente para essa prova).

A respeito dos processos de composição textual predominantes e de sua articulação, analise as assertivas abaixo:

I. O processo de narração é identificado principalmente na evocação cronológica de fatos passados relacionados à construção da casa.

II. O processo de dissertação é o que estrutura o trecho, pois o autor defende uma tese sobre a importância da memória pessoal na constituição da identidade.

III. A descrição manifesta-se de forma recorrente, especialmente nos segmentos que detalham os elementos físicos da casa e seus ornamentos.

IV. Há traços de injunção no uso da expressão “mas vá lá”, que se configura como apelo direto ao leitor, típico do gênero instrucional.

V. A mescla de descrição e narração é um recurso composicional que contribui para a construção de um espaço narrativo introspectivo, marcado por saudosismo.

Quais estão corretas?

 

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3893709 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão

Se \( a \), \( b \) e \( c \) são raízes da equação polinomial \( x \)3 ∓ 3\( x \)2 + 4\( x \) − 2 = 0, é correto afirmar que \( a \)2 + \( b \)2 + \( c \)2 é igual a:

Questão Anulada

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3893706 Ano: 2025
Disciplina: Matemática
Banca: FUNDATEC
Orgão: IF Sertão

Considere a função bijetora \( f \): [1, ∞) → (−∞, 3], definida por \( f \)(\( x \)) = −\( x \)2\( x \) + 8 , e que (\( p \), \( q \)) é o ponto de interseção de \( f \) com sua inversa. Qual é o valor de \( p \)\( q \)?

Questão Anulada

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Para responder às questões 01 a 03, considere o trecho abaixo, retirado da obra “Dom Casmurro” (1899), de Machado de Assis:

01 Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito,

02 levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes

03 anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de

04 Mata-cavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu.

05 Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio

06 assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas.

07 Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é mais ou menos igual, umas

08 grinaldas de flores miúdas e grandes pássaros que as tomam nos bicos, de espaço a espaço.

09 Nos quatro cantos do teto as figuras das estações, e ao centro das paredes os medalhões de

10 César, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a razão de tais

11 personagens. Quando fomos para a casa de Mata-cavalos, já ela estava assim decorada; vinha

12 do decênio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter sabor clássico e figuras antigas

13 em pinturas americanas. O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha, flores,

14 legume, uma casuarina, um poço e lavadouro. Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora,

15 como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que

16 é ruidosa.

(Disponível em: www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select action&co obra=1888 -

texto adaptado especialmente para essa prova).

Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I. No período “fi-la construir de propósito” (l. 01), o pronome oblíquo exerce função de objeto direto da forma verbal “fiz”, compondo estrutura típica de colocação pronominal em locução verbal.

PORQUE

II. A anteposição do pronome oblíquo “-la” justifica-se pela presença de uma oração subordinada reduzida de infinitivo que atua como objeto direto, antecedida de uma forma verbal finita auxiliar.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.

Questão Anulada

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