Foram encontradas 204 questões.
Durante uma atividade de produção textual no
2º ano, a professora percebe que algumas crianças já
avançaram no sistema alfabético, enquanto outras
ainda usam escritas não convencionais. Apesar disso,
todas participam ativamente da leitura coletiva e
discutem o sentido do texto produzido. Para que os
estudantes possam avançar, a professora planeja atividades que envolvam tanto o estudo do sistema de
escrita quanto práticas sociais de leitura e escrita.
A proposta da professora caracteriza uma prática pedagógica alinhada a:
A proposta da professora caracteriza uma prática pedagógica alinhada a:
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A Base Curricular Municipal de Concórdia (BCM)
adota os pressupostos da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) para a organização do Ensino Fundamental. Nesse sentido, a área de conhecimento de
Linguagens possui uma estruturação específica e um
conjunto de competências a serem desenvolvidas.
Analise as afirmativas abaixo sobre a composição da área de Linguagens no Ensino Fundamental.
1. A área de Linguagens na BCM de Concórdia é composta pelos seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e, a partir do 6º ano, Língua Inglesa.
2. O principal objetivo da área é o desenvolvimento das práticas de linguagem. Isso inclui a leitura, a produção de textos, a oralidade e a análise linguística/semiótica.
3. A BCM de Concórdia estabelece que o ensino de Libras (Língua Brasileira de Sinais) é obrigatório como componente curricular para todos os estudantes do Ensino Fundamental, como parte da área de Linguagens.
4. Uma das competências específicas da área de Linguagens é compreender as linguagens (verbal, corporal, visual, sonora e digital) como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Analise as afirmativas abaixo sobre a composição da área de Linguagens no Ensino Fundamental.
1. A área de Linguagens na BCM de Concórdia é composta pelos seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e, a partir do 6º ano, Língua Inglesa.
2. O principal objetivo da área é o desenvolvimento das práticas de linguagem. Isso inclui a leitura, a produção de textos, a oralidade e a análise linguística/semiótica.
3. A BCM de Concórdia estabelece que o ensino de Libras (Língua Brasileira de Sinais) é obrigatório como componente curricular para todos os estudantes do Ensino Fundamental, como parte da área de Linguagens.
4. Uma das competências específicas da área de Linguagens é compreender as linguagens (verbal, corporal, visual, sonora e digital) como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Texto 1
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Cada um corre do jeito que pode
Folha de S. Paulo 06/09/2011
RUBEM ALVES
Havia crianças com síndrome de Down. E todas elas
trabalhavam com a mesma concentração que as
outras crianças. Pareciam-me integradas nas tarefas
escolares, como as crianças ditas “normais”. Perguntei
ao diretor sobre o segredo daquele milagre. Ele me
deu uma resposta curiosa. Não me citou teorias psicológicas sobre o assunto. Sugeriu-me ler um incidente
do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Fazia muitos anos que eu lera aquele livro. E eu o lera
como literatura do absurdo, coisa para crianças.
(…)
No incidente que nos interessa, encontramos Alice e
seus amigos completamente molhados - haviam caído
dentro de um tanque. Agora, tinham um problema
comum a resolver: ficar secos. O que fazer?
(…)
O pássaro Dodô sugeriu uma corrida. Correndo o
corpo esquenta e fica seco. Mas Alice queria saber das
regras. O pássaro Dodô explicou:
“Primeiro marca-se o caminho da corrida, num tipo de
círculo (a forma exata não tem importância), e então
os participantes são todos colocados em lugares diferentes, ao longo do caminho, aqui e ali. Não tem nada
de ‘um, dois, três, já’. Eles começam a correr quando
lhes apetece e abandonam a corrida quando querem,
o que torna difícil dizer quando a corrida termina.”
Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que
sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em
zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais
ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida
terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse
Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”
(…)
“Curriculum”, no latim, quer dizer “corrida”, “lugar onde se
corre”. Uma corrida, para fazer sentido, tem de ser entre
iguais, não faz sentido pôr araras, ratos e caranguejos
correndo juntos. Não faz sentido colocar os “diferentes” a correr junto com os “iguais” Aquilo a que se dá
o nome de integração em nossas escolas é colocar os
“portadores de deficiência” correndo a mesma corrida
dos chamados de “normais”. Nessa corrida, os “deficientes” estão condenados a perder. A corrida do pássaro
Dodô é diferente: cada um corre do jeito que sabe e
pode, todos ganham e todos recebem prêmios…
Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”
Analise as afirmativas abaixo em relação à linguagem empregada no trecho.
1. Há alternância do emprego da variante formal de linguagem, a exemplo do emprego do verbo haver como auxiliar, com variante coloquial, caso da fusão da preposição com artigo.
2. O Autor empregou a variação formal de linguagem em todo o trecho do texto, como convém a uma crônica de jornal.
3. O emprego do diminutivo “pulinhos” é uma estratégia textual para melhor descrever a cena retratada no trecho, logo não pode ser considerado erro ou impróprio para este tipo de texto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Texto 1
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Cada um corre do jeito que pode
Folha de S. Paulo 06/09/2011
RUBEM ALVES
Havia crianças com síndrome de Down. E todas elas
trabalhavam com a mesma concentração que as
outras crianças. Pareciam-me integradas nas tarefas
escolares, como as crianças ditas “normais”. Perguntei
ao diretor sobre o segredo daquele milagre. Ele me
deu uma resposta curiosa. Não me citou teorias psicológicas sobre o assunto. Sugeriu-me ler um incidente
do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Fazia muitos anos que eu lera aquele livro. E eu o lera
como literatura do absurdo, coisa para crianças.
(…)
No incidente que nos interessa, encontramos Alice e
seus amigos completamente molhados - haviam caído
dentro de um tanque. Agora, tinham um problema
comum a resolver: ficar secos. O que fazer?
(…)
O pássaro Dodô sugeriu uma corrida. Correndo o
corpo esquenta e fica seco. Mas Alice queria saber das
regras. O pássaro Dodô explicou:
“Primeiro marca-se o caminho da corrida, num tipo de
círculo (a forma exata não tem importância), e então
os participantes são todos colocados em lugares diferentes, ao longo do caminho, aqui e ali. Não tem nada
de ‘um, dois, três, já’. Eles começam a correr quando
lhes apetece e abandonam a corrida quando querem,
o que torna difícil dizer quando a corrida termina.”
Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que
sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em
zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais
ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida
terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse
Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”
(…)
“Curriculum”, no latim, quer dizer “corrida”, “lugar onde se
corre”. Uma corrida, para fazer sentido, tem de ser entre
iguais, não faz sentido pôr araras, ratos e caranguejos
correndo juntos. Não faz sentido colocar os “diferentes” a correr junto com os “iguais” Aquilo a que se dá
o nome de integração em nossas escolas é colocar os
“portadores de deficiência” correndo a mesma corrida
dos chamados de “normais”. Nessa corrida, os “deficientes” estão condenados a perder. A corrida do pássaro
Dodô é diferente: cada um corre do jeito que sabe e
pode, todos ganham e todos recebem prêmios…
Observe o trecho abaixo retirado do texto 1.
Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”
Em relação ao trecho, assinale a alternativa na qual há verbo no pretérito imperfeito do modo indicativo.
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Texto 1
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Cada um corre do jeito que pode
Folha de S. Paulo 06/09/2011
RUBEM ALVES
Havia crianças com síndrome de Down. E todas elas
trabalhavam com a mesma concentração que as
outras crianças. Pareciam-me integradas nas tarefas
escolares, como as crianças ditas “normais”. Perguntei
ao diretor sobre o segredo daquele milagre. Ele me
deu uma resposta curiosa. Não me citou teorias psicológicas sobre o assunto. Sugeriu-me ler um incidente
do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Fazia muitos anos que eu lera aquele livro. E eu o lera
como literatura do absurdo, coisa para crianças.
(…)
No incidente que nos interessa, encontramos Alice e
seus amigos completamente molhados - haviam caído
dentro de um tanque. Agora, tinham um problema
comum a resolver: ficar secos. O que fazer?
(…)
O pássaro Dodô sugeriu uma corrida. Correndo o
corpo esquenta e fica seco. Mas Alice queria saber das
regras. O pássaro Dodô explicou:
“Primeiro marca-se o caminho da corrida, num tipo de
círculo (a forma exata não tem importância), e então
os participantes são todos colocados em lugares diferentes, ao longo do caminho, aqui e ali. Não tem nada
de ‘um, dois, três, já’. Eles começam a correr quando
lhes apetece e abandonam a corrida quando querem,
o que torna difícil dizer quando a corrida termina.”
Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que
sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em
zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais
ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida
terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse
Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”
(…)
“Curriculum”, no latim, quer dizer “corrida”, “lugar onde se
corre”. Uma corrida, para fazer sentido, tem de ser entre
iguais, não faz sentido pôr araras, ratos e caranguejos
correndo juntos. Não faz sentido colocar os “diferentes” a correr junto com os “iguais” Aquilo a que se dá
o nome de integração em nossas escolas é colocar os
“portadores de deficiência” correndo a mesma corrida
dos chamados de “normais”. Nessa corrida, os “deficientes” estão condenados a perder. A corrida do pássaro
Dodô é diferente: cada um corre do jeito que sabe e
pode, todos ganham e todos recebem prêmios…
1. Primeiro marca-se o caminho da corrida (…)
2.…encontramos Alice e seus amigos completamente molhados (…)
3. Havia crianças com síndrome de Down. (…)
4. Fazia muitos anos (…)
Assinale a alternativa que indica todas as orações onde o sujeito é inexistente.
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Cada um corre do jeito que pode
Folha de S. Paulo 06/09/2011
RUBEM ALVES
Havia crianças com síndrome de Down. E todas elas
trabalhavam com a mesma concentração que as
outras crianças. Pareciam-me integradas nas tarefas
escolares, como as crianças ditas “normais”. Perguntei
ao diretor sobre o segredo daquele milagre. Ele me
deu uma resposta curiosa. Não me citou teorias psicológicas sobre o assunto. Sugeriu-me ler um incidente
do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Fazia muitos anos que eu lera aquele livro. E eu o lera
como literatura do absurdo, coisa para crianças.
(…)
No incidente que nos interessa, encontramos Alice e
seus amigos completamente molhados - haviam caído
dentro de um tanque. Agora, tinham um problema
comum a resolver: ficar secos. O que fazer?
(…)
O pássaro Dodô sugeriu uma corrida. Correndo o
corpo esquenta e fica seco. Mas Alice queria saber das
regras. O pássaro Dodô explicou:
“Primeiro marca-se o caminho da corrida, num tipo de
círculo (a forma exata não tem importância), e então
os participantes são todos colocados em lugares diferentes, ao longo do caminho, aqui e ali. Não tem nada
de ‘um, dois, três, já’. Eles começam a correr quando
lhes apetece e abandonam a corrida quando querem,
o que torna difícil dizer quando a corrida termina.”
Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que
sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em
zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais
ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida
terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse
Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”
(…)
“Curriculum”, no latim, quer dizer “corrida”, “lugar onde se
corre”. Uma corrida, para fazer sentido, tem de ser entre
iguais, não faz sentido pôr araras, ratos e caranguejos
correndo juntos. Não faz sentido colocar os “diferentes” a correr junto com os “iguais” Aquilo a que se dá
o nome de integração em nossas escolas é colocar os
“portadores de deficiência” correndo a mesma corrida
dos chamados de “normais”. Nessa corrida, os “deficientes” estão condenados a perder. A corrida do pássaro
Dodô é diferente: cada um corre do jeito que sabe e
pode, todos ganham e todos recebem prêmios…
1. “Perguntei ao diretor sobre o segredo daquele milagre.”
2. “Aquilo a que se dá o nome de integração em nossas escolas é colocar os “portadores de deficiência” correndo a mesma corrida dos chamados de ‘normais’.”
3. “Fazia muitos anos que eu lera aquele livro.”
Assinale a alternativa que indica todos os trechos onde há emprego de linguagem denotativa.
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Texto 1
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Cada um corre do jeito que pode
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RUBEM ALVES
Havia crianças com síndrome de Down. E todas elas
trabalhavam com a mesma concentração que as
outras crianças. Pareciam-me integradas nas tarefas
escolares, como as crianças ditas “normais”. Perguntei
ao diretor sobre o segredo daquele milagre. Ele me
deu uma resposta curiosa. Não me citou teorias psicológicas sobre o assunto. Sugeriu-me ler um incidente
do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Fazia muitos anos que eu lera aquele livro. E eu o lera
como literatura do absurdo, coisa para crianças.
(…)
No incidente que nos interessa, encontramos Alice e
seus amigos completamente molhados - haviam caído
dentro de um tanque. Agora, tinham um problema
comum a resolver: ficar secos. O que fazer?
(…)
O pássaro Dodô sugeriu uma corrida. Correndo o
corpo esquenta e fica seco. Mas Alice queria saber das
regras. O pássaro Dodô explicou:
“Primeiro marca-se o caminho da corrida, num tipo de
círculo (a forma exata não tem importância), e então
os participantes são todos colocados em lugares diferentes, ao longo do caminho, aqui e ali. Não tem nada
de ‘um, dois, três, já’. Eles começam a correr quando
lhes apetece e abandonam a corrida quando querem,
o que torna difícil dizer quando a corrida termina.”
Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que
sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em
zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais
ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida
terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse
Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”
(…)
“Curriculum”, no latim, quer dizer “corrida”, “lugar onde se
corre”. Uma corrida, para fazer sentido, tem de ser entre
iguais, não faz sentido pôr araras, ratos e caranguejos
correndo juntos. Não faz sentido colocar os “diferentes” a correr junto com os “iguais” Aquilo a que se dá
o nome de integração em nossas escolas é colocar os
“portadores de deficiência” correndo a mesma corrida
dos chamados de “normais”. Nessa corrida, os “deficientes” estão condenados a perder. A corrida do pássaro
Dodô é diferente: cada um corre do jeito que sabe e
pode, todos ganham e todos recebem prêmios…
Partindo dessas relações coesivas, verifique qual alternativa abaixo (assinalada no texto) se refere a algo que vai ser dito no texto.
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Cada um corre do jeito que pode
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Havia crianças com síndrome de Down. E todas elas
trabalhavam com a mesma concentração que as
outras crianças. Pareciam-me integradas nas tarefas
escolares, como as crianças ditas “normais”. Perguntei
ao diretor sobre o segredo daquele milagre. Ele me
deu uma resposta curiosa. Não me citou teorias psicológicas sobre o assunto. Sugeriu-me ler um incidente
do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Fazia muitos anos que eu lera aquele livro. E eu o lera
como literatura do absurdo, coisa para crianças.
(…)
No incidente que nos interessa, encontramos Alice e
seus amigos completamente molhados - haviam caído
dentro de um tanque. Agora, tinham um problema
comum a resolver: ficar secos. O que fazer?
(…)
O pássaro Dodô sugeriu uma corrida. Correndo o
corpo esquenta e fica seco. Mas Alice queria saber das
regras. O pássaro Dodô explicou:
“Primeiro marca-se o caminho da corrida, num tipo de
círculo (a forma exata não tem importância), e então
os participantes são todos colocados em lugares diferentes, ao longo do caminho, aqui e ali. Não tem nada
de ‘um, dois, três, já’. Eles começam a correr quando
lhes apetece e abandonam a corrida quando querem,
o que torna difícil dizer quando a corrida termina.”
Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que
sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em
zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais
ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida
terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse
Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”
(…)
“Curriculum”, no latim, quer dizer “corrida”, “lugar onde se
corre”. Uma corrida, para fazer sentido, tem de ser entre
iguais, não faz sentido pôr araras, ratos e caranguejos
correndo juntos. Não faz sentido colocar os “diferentes” a correr junto com os “iguais” Aquilo a que se dá
o nome de integração em nossas escolas é colocar os
“portadores de deficiência” correndo a mesma corrida
dos chamados de “normais”. Nessa corrida, os “deficientes” estão condenados a perder. A corrida do pássaro
Dodô é diferente: cada um corre do jeito que sabe e
pode, todos ganham e todos recebem prêmios…
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Texto 1
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Cada um corre do jeito que pode
Folha de S. Paulo 06/09/2011
RUBEM ALVES
Havia crianças com síndrome de Down. E todas elas
trabalhavam com a mesma concentração que as
outras crianças. Pareciam-me integradas nas tarefas
escolares, como as crianças ditas “normais”. Perguntei
ao diretor sobre o segredo daquele milagre. Ele me
deu uma resposta curiosa. Não me citou teorias psicológicas sobre o assunto. Sugeriu-me ler um incidente
do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Fazia muitos anos que eu lera aquele livro. E eu o lera
como literatura do absurdo, coisa para crianças.
(…)
No incidente que nos interessa, encontramos Alice e
seus amigos completamente molhados - haviam caído
dentro de um tanque. Agora, tinham um problema
comum a resolver: ficar secos. O que fazer?
(…)
O pássaro Dodô sugeriu uma corrida. Correndo o
corpo esquenta e fica seco. Mas Alice queria saber das
regras. O pássaro Dodô explicou:
“Primeiro marca-se o caminho da corrida, num tipo de
círculo (a forma exata não tem importância), e então
os participantes são todos colocados em lugares diferentes, ao longo do caminho, aqui e ali. Não tem nada
de ‘um, dois, três, já’. Eles começam a correr quando
lhes apetece e abandonam a corrida quando querem,
o que torna difícil dizer quando a corrida termina.”
Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que
sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em
zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais
ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida
terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse
Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”
(…)
“Curriculum”, no latim, quer dizer “corrida”, “lugar onde se
corre”. Uma corrida, para fazer sentido, tem de ser entre
iguais, não faz sentido pôr araras, ratos e caranguejos
correndo juntos. Não faz sentido colocar os “diferentes” a correr junto com os “iguais” Aquilo a que se dá
o nome de integração em nossas escolas é colocar os
“portadores de deficiência” correndo a mesma corrida
dos chamados de “normais”. Nessa corrida, os “deficientes” estão condenados a perder. A corrida do pássaro
Dodô é diferente: cada um corre do jeito que sabe e
pode, todos ganham e todos recebem prêmios…
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Assinale a alternativa correta de acordo com as
Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornam
obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na educação básica.
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