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Leia, abaixo, o fragmento do Texto 1 publicado no site da revista El Pais em 26 de Setembro de 2021.
“Para a fauna, é uma guerra nuclear”: após erupção, animais mudam de comportamento em La Palma
Pesquisador espanhol encontra um cenário surpreendente e desolador ao lado dos rios de lava, com animais desorientados e à deriva, em um estudo pioneiro em plena catástrofe vulcânica
“Para a fauna, o cenário é o de uma guerra nuclear”. Manuel Nogales há 40 anos estuda a biodiversidade das ilhas Canárias e está encontrando uma alteração da conduta dos animais de La Palma como não havia visto até agora. Tudo são surpresas, comenta. “Estão muito assustados com esse fenômeno, toda a fauna mudou seu comportamento”, diz, acelerado, no começo da manhã de sexta-feira, após dormir quatro horas, antes de ir novamente com seu jipe à área de exclusão da ilha, onde só vão os cientistas. Nogales também se mostra desolado ao contar a situação em que está encontrando os animais domésticos livres na região mais afetada pela lava, “à deriva”, comendo vegetação cheia de cinzas. E os pescadores de Tazacorte, na costa mais próxima ao vulcão, falam de uma escassez notável de peixes.
Nogales, delegado do CSIC (agência espanhola de pesquisa científica) nas Canárias, passa o dia ao lado das línguas de lava cercado de vulcanologistas, “que são as autênticas estrelas da equipe”, mas seu trabalho é muito diferente. O biólogo estuda o que está acontecendo com a vida no entorno. As plantas, por exemplo, estão muito desidratadas, e 40% está muito murcha e em mau estado. Mas são os animais que mais preocupam o pesquisador do Instituto de Produtos Naturais e Agrobiologia (IPNA). Na região, a fauna basicamente é composta de aves e répteis, sobretudo lagartos, que já não se encontram. “Os lagartos praticamente desapareceram do terreno. Agora quase não se vê nada”, diz Nogales, que registrou em seu trabalho de campo atual somente 10% do que observaria normalmente.
E quando os lagartos desaparecem, a base da alimentação de muitas aves de rapina, todo o ecossistema se altera. “Os peneireiros tentam capturar aves, e isso é algo que me surpreende porque nas Canárias é bem incomum”, reconhece o biólogo. Na área há outras aves de rapina que incluem aves menores em seu menu, como os gaviões e os falcões, como o tagarote. “Esses são especialistas na captura de aves. Mas agora os peneireiros precisam tirar de onde puderem, uma mudança completamente inesperada, porque não conhecemos esse cenário totalmente novo”, acrescenta o pesquisador.
O restante das aves também alterou sua forma de interagir no entorno. Antes, quando o cientista ia a campo para anotar todos os contatos em um determinado perímetro, a maioria das notícias que recebia de sua presença era por via acústica: seu canto. “Agora, curiosamente, vemos muito mais aves das que costumávamos ouvir, completamente ao contrário do habitual”. O pesquisador conclui: “A fauna está mudando seus hábitos, seu comportamento, definitivamente. As espécies têm muito menos medo e temor à presença do ser humano, está chamando muito nossa atenção”. Os morcegos, que dependem de insetos, continuam presentes. [...]
Segundo o Texto 1, o ecossistema de La Palma foi afetado pela erupção do vulcão, o que provocou:
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Leia, abaixo, o fragmento do Texto 1 publicado no site da revista El Pais em 26 de Setembro de 2021.
“Para a fauna, é uma guerra nuclear”: após erupção, animais mudam de comportamento em La Palma
Pesquisador espanhol encontra um cenário surpreendente e desolador ao lado dos rios de lava, com animais desorientados e à deriva, em um estudo pioneiro em plena catástrofe vulcânica
“Para a fauna, o cenário é o de uma guerra nuclear”. Manuel Nogales há 40 anos estuda a biodiversidade das ilhas Canárias e está encontrando uma alteração da conduta dos animais de La Palma como não havia visto até agora. Tudo são surpresas, comenta. “Estão muito assustados com esse fenômeno, toda a fauna mudou seu comportamento”, diz, acelerado, no começo da manhã de sexta-feira, após dormir quatro horas, antes de ir novamente com seu jipe à área de exclusão da ilha, onde só vão os cientistas. Nogales também se mostra desolado ao contar a situação em que está encontrando os animais domésticos livres na região mais afetada pela lava, “à deriva”, comendo vegetação cheia de cinzas. E os pescadores de Tazacorte, na costa mais próxima ao vulcão, falam de uma escassez notável de peixes.
Nogales, delegado do CSIC (agência espanhola de pesquisa científica) nas Canárias, passa o dia ao lado das línguas de lava cercado de vulcanologistas, “que são as autênticas estrelas da equipe”, mas seu trabalho é muito diferente. O biólogo estuda o que está acontecendo com a vida no entorno. As plantas, por exemplo, estão muito desidratadas, e 40% está muito murcha e em mau estado. Mas são os animais que mais preocupam o pesquisador do Instituto de Produtos Naturais e Agrobiologia (IPNA). Na região, a fauna basicamente é composta de aves e répteis, sobretudo lagartos, que já não se encontram. “Os lagartos praticamente desapareceram do terreno. Agora quase não se vê nada”, diz Nogales, que registrou em seu trabalho de campo atual somente 10% do que observaria normalmente.
E quando os lagartos desaparecem, a base da alimentação de muitas aves de rapina, todo o ecossistema se altera. “Os peneireiros tentam capturar aves, e isso é algo que me surpreende porque nas Canárias é bem incomum”, reconhece o biólogo. Na área há outras aves de rapina que incluem aves menores em seu menu, como os gaviões e os falcões, como o tagarote. “Esses são especialistas na captura de aves. Mas agora os peneireiros precisam tirar de onde puderem, uma mudança completamente inesperada, porque não conhecemos esse cenário totalmente novo”, acrescenta o pesquisador.
O restante das aves também alterou sua forma de interagir no entorno. Antes, quando o cientista ia a campo para anotar todos os contatos em um determinado perímetro, a maioria das notícias que recebia de sua presença era por via acústica: seu canto. “Agora, curiosamente, vemos muito mais aves das que costumávamos ouvir, completamente ao contrário do habitual”. O pesquisador conclui: “A fauna está mudando seus hábitos, seu comportamento, definitivamente. As espécies têm muito menos medo e temor à presença do ser humano, está chamando muito nossa atenção”. Os morcegos, que dependem de insetos, continuam presentes. [...]
De acordo com o Texto 1, marque a alternativa adequada:
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"(...) A universidade ainda é o lugar em que podem proliferar confrontos e discussões, ideias melhores por um mundo melhor, o reforço e a defesa de valores fundantes universais, não ordenados nas estantes de uma biblioteca, mas difundidos e propagados pelos meios mais distintos (...)" (ECO, Umberto. Por que as universidades.
Tradução de Marco A. Nogueira. Disponível em
<http://marcoanogueira.blogspot.com/2014/06/umberto-eco-por-que-as-universidades.html>
Acesso em 17/09/2021.
Considerando o exposto acima e, em acordo com a Constituição Federal de 1988, assinale a alternativa correta.
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A respeito dos atos administrativos, assinale a alternativa incorreta.
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As afirmativas seguintes constituem-se, segundo a Constituição Federal de 1988, direitos e garantias dos servidores públicos civis, exceto uma. Assinale-a.
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A respeitos dos direitos e garantias previstas na Constituição Federal de 1988, assinale a alternativa correta.
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Considerando a Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 8.666/93), assinale a alternativa incorreta.
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Considere as afirmações abaixo conforme a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92).
I - Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades da Administração direta, indireta, fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual.
II – Aplicam-se as disposições da Lei de Improbidade Administrativa àquele que, mesmo não sendo agente de público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
III - O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente não está sujeito às cominações desta lei, em qualquer caso.
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Em relação às entidades da administração pública indireta, que têm por objetivo desempenhar atividades administrativas de forma descentralizada, assinale a alternativa correta.
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Considere as seguintes afirmativas sobre os princípios da administração pública previstos na Constituição Federal de 1988.
I - Pelo princípio da legalidade, é dado à administração pública conceder direitos ou criar obrigações ou impor vedações aos administrados, desde que previsto em decreto regulamentar.
II - O princípio da impessoalidade compreende três aspectos: dever de administração tratar a todos com isonomia; dever conformidade ao interesse público e imputação dos atos praticados pelo agente público diretamente ao órgão.
III - O princípio da publicidade se concretiza de duas vertentes: franqueando-se ao cidadão acesso aos registros e dados públicos e quando, por imposição legal, determine que atos e negócios administrativos sejam veiculados na imprensa oficial para conhecimento geral, sob pena de gerar a nulidade.
IV – O princípio da moralidade orienta a atuação administrativa não só pelos preceitos legais, mas também por postulados morais, impedindo comportamentos astuciosos, eivados de malícia de que se utilize da lei para dificultar ou minimizar o exercício de direitos por parte dos cidadãos.
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