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Foram encontradas 100 questões.

271417 Ano: 2012
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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O SIAFI é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo Federal, sendo possível identificar, desde sua criação, dentre os seus principais objetivos, os seguintes: prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública; fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal.
 

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Enunciado 3227537-1
Fica subentendido, no primeiro parágrafo, que houve necessidade, no século XX, de se dotar a sociedade de meios restritivos, como regras de comportamento, normas e sanções mais rígidas.
 

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Enunciado 3227668-1
O fragmento “que se propuseram a destruir não apenas a arte burguesa mas todos os códigos tradicionais das formas expressivas” (l. 10-12) pode ser reescrito assim: “que se propuseram a destruir não apenas a arte burguesa como também todos os códigos tradicionais das formas expressivas”.
 

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Enunciado 3227534-1
Em “Sob o ponto de vista da longa duração, três grandes ondas relativas aos domínios da arte, dos costumes e da economia estruturaram/desestruturaram a organização do mundo e da cultura." (L. 7-9), ocorre, implicitamente, a contraposição de duas realidades.
 

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Enunciado 3227528-1
O texto destaca uma multiplicidade de valores humanos que se tornaram imprescindíveis a partir do século XX.
 

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Enunciado 3227527-1
Da leitura do texto pode-se inferir o desejo do enunciador de retorno ao tempo do equilíbrio e da certeza, anterior ao momento retratado.
 

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Levando-se em consideração muitos aspectos, o século XX se apresenta como o século da escalada das rupturas, dos deslocamentos em cadeia, em todos os campos: uma progressão sob o signo da desestabilização, da quebra, da descontinuidade.

Uma dinâmica multifacetada aí se desenvolveu, rompendo os laços e as amarras com o velho mundo, o mundo “dos antigos peitoris” de que falava Rimbaud, em um movimento progressivamente ampliado de desconstrução, de desarticulação, de desregulamentação. Sob o ponto de vista da longa duração, três grandes ondas relativas aos domínios da arte, dos costumes e da economia estruturaram/ desestruturaram a organização do mundo e da cultura.

A primeira fratura é ilustrada pela arte e suas vanguardas iconoclastas, que se propuseram a destruir não apenas a arte burguesa mas todos os códigos tradicionais das formas expressivas: na esteira de Rimbaud, tudo será feito para que o barco da arte se estilhace e afunde no mar. Além das proclamações revolucionárias, foi de fato um liberalismo artístico total que se afirmou e que, daí em diante, triunfa através do que se convencionou chamar “arte contemporânea”.

A segunda onda de descontinuidade abalou, a partir dos anos 1960, as normas da vida cotidiana, os valores burgueses e familiares, as relações entre os sexos.

Lançando seus sutiãs por cima das barricadas, buscando sob o asfalto a praia do prazer e do sexo, derrubando a autoridade dos mestres, rompendo os tabus de um moralismo conformista, as jovens e os jovens de 1968, de Berkeley a Praga ou ao Quartier Latin, fazem soprar a ventania do liberalismo cultural. Este será um instrumento importante na escalada do hiperindividualismo.

É na virada dos anos 1970-80 que se inicia a terceira grande onda de desregulamentação, esta econômica, que, com o neoliberalismo, procura desmantelar o sistema de regulamentações, os controles administrativos e as barreiras protecionistas, santificando um capitalismo desenquadrado, um mercado-rei liberto dos antigos entraves. Sociedade neoliberal que, após cerca de vinte anos, está no centro de uma hipermodernidade marcada por um movimento de hiperbolização dos próprios princípios da modernidade. A sociedade hipermoderna assinala-se, com efeito, pelo enorme crescimento dos fenômenos bolsistas, digitais, urbanos, midiáticos, artísticos, tecnológicos, consumistas: hipertrofia que é a nova figura da dinâmica desreguladora da modernidade.

LIPOVETSKY, Gilles; SERROY, Jean. A cultura-mundo: resposta a uma sociedade desorientada.

Tradução Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 193-194.

As formas verbais “abalou” e “procura desmantelar” expressam, nos respectivos contextos, um processo em desenvolvimento no presente.

 

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Enunciado 3227521-1
O texto põe em cena causas e consequências diversas da desestruturação que foi implementada no mundo, durante o século passado.
 

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Enunciado 3227519-1
Os dois pontos usados nas linhas 2 e 12 marcam uma consequência daquilo que antes foi enunciado nos respectivos contextos.
 

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Levando-se em consideração muitos aspectos, o século XX se apresenta como o século da escalada das rupturas, dos deslocamentos em cadeia, em todos os campos: uma progressão sob o signo da desestabilização, da quebra, da descontinuidade.

Uma dinâmica multifacetada aí se desenvolveu, rompendo os laços e as amarras com o velho mundo, o mundo “dos antigos peitoris” de que falava Rimbaud, em um movimento progressivamente ampliado de desconstrução, de desarticulação, de desregulamentação. Sob o ponto de vista da longa duração, três grandes ondas relativas aos domínios da arte, dos costumes e da economia estruturaram/ desestruturaram a organização do mundo e da cultura.

A primeira fratura é ilustrada pela arte e suas vanguardas iconoclastas, que se propuseram a destruir não apenas a arte burguesa mas todos os códigos tradicionais das formas expressivas: na esteira de Rimbaud, tudo será feito para que o barco da arte se estilhace e afunde no mar. Além das proclamações revolucionárias, foi de fato um liberalismo artístico total que se afirmou e que, daí em diante, triunfa através do que se convencionou chamar “arte contemporânea”.

A segunda onda de descontinuidade abalou, a partir dos anos 1960, as normas da vida cotidiana, os valores burgueses e familiares, as relações entre os sexos.

Lançando seus sutiãs por cima das barricadas, buscando sob o asfalto a praia do prazer e do sexo, derrubando a autoridade dos mestres, rompendo os tabus de um moralismo conformista, as jovens e os jovens de 1968, de Berkeley a Praga ou ao Quartier Latin, fazem soprar a ventania do liberalismo cultural. Este será um instrumento importante na escalada do hiperindividualismo.

É na virada dos anos 1970-80 que se inicia a terceira grande onda de desregulamentação, esta econômica, que, com o neoliberalismo, procura desmantelar o sistema de regulamentações, os controles administrativos e as barreiras protecionistas, santificando um capitalismo desenquadrado, um mercado-rei liberto dos antigos entraves. Sociedade neoliberal que, após cerca de vinte anos, está no centro de uma hipermodernidade marcada por um movimento de hiperbolização dos próprios princípios da modernidade. A sociedade hipermoderna assinala-se, com efeito, pelo enorme crescimento dos fenômenos bolsistas, digitais, urbanos, midiáticos, artísticos, tecnológicos, consumistas: hipertrofia que é a nova figura da dinâmica desreguladora da modernidade.

LIPOVETSKY, Gilles; SERROY, Jean. A cultura-mundo: resposta a uma sociedade desorientada.

Tradução Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 193-194.

Os termos “das rupturas” e “da descontinuidade” complementam o significado de “século”.

 

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