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Alberto Giacometti. O homem que caminha I (L'Homme qui marche I), 1960. Carnegie Museum of Art, Pittsburgh.
Alberto Giacometti (1901–1966), desenhista e pintor, é sobretudo conhecido por sua grande produção de esculturas. Esculturas estas que têm como particularidade de ser representadas como espectros, sugerindo um terror existencialista criado por um profundo sentimento de solidão. A obra apresentada acima mostra uma escultura de bronze de um homem solitário, andando a meio-passos, com os braços pendurados ao seu lado. Ela foi realizada em 1960, ano em que Giacometti participou de um edital lançado pela Chase Manhattan Plaza, em Nova York, para fundar figuras de bronze no exterior do edifício. A peça é descrita pelo artista como uma humilde imagem, tanto de um homem comum como de um poderoso símbolo da humanidade. Por meio dessa representação, Alberto Giacometti buscou descrever o equilíbrio natural do passo que age como um símbolo de força do homem no caminho na sua própria vida.
Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta a sensação visual que surge da representação desse homem que anda em um espaço vazio.
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Willem de Kooning, Woman I 1950–52, MoMA. Nova Iorque.
Willem de Kooning (1904-1997), pintor neerlandês, obteve reconhecimento mundial, tendo em vista sua ligação com os artistas expressionistas abstratos norte-americanos, apoiados pelo crítico de arte Clement Greenberg, para o qual a arte moderna devia questionar o seu próprio meio de execução. Se, até as vanguardas, a pintura tinha como principal fundamento a primazia do tema, o modernismo optou pela primazia da forma e do espaço pictórico plano. Essa preponderância do espaço plano chegou a transformar o espaço bidimensional em um palco de expressão gestual, próprio aos principais artistas expressionistas abstratos. Ao olhar essa tela, que pertence à série Mulheres (“Woman”), da década de 1950, percebe-se como o espaço plano permite ao artista experimentar um traço sintético e bruto que traduz o caráter expressivo e espontâneo do seu impulso artístico, remetendo ao maior princípio de composição pictórica herdado do cubismo analítico.
Assinale a alternativa correspondente ao princípio mencionado no texto.
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Geraldo de Barros. Fotoformas 1951. Instituto Moreira Salles. São Paulo.
Geraldo de Barros (1923-1998) é um artista, fotógrafo e designer paulista, fundador, junto com José Yalenti, Gaspar Gasparian e German Lorca, do Cine Foto Clube Bandeirantes de São Paulo. Reconhecido como um dos fotógrafos modernos abstratos brasileiros, Geraldo de Barros desenvolveu uma série fotográfica intitulada Fotoformas, entre 1947 e 1951, a partir de elementos visuais provindos da arquitetura ou da mobilaria, criando um repertório de formas inusitado e original, até então. Em 1951, Geraldo de Barros ganhou uma bolsa para estudar na Escola de Design de Ülm, na Alemanha. Durante a sua estada, o artista se aproximou da Teoria da Gestal, adotando as principais leis de percepção promulgadas por essa teoria.
A fotografia apresentada mostra uma composição realizada a partir de uma sobreposição de fragmentos do teto de vidro da Estação da Luz, em São Paulo. Essa fotografia faz referência à qual lei da teoria da Gestalt?
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Qual característica se relaciona com o movimento do romantismo?
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Martial Raysse. Made in Japan. La grande odalisque. 1964. MNAM Paris.
O artista Martial Raysse é um dos melhores representantes do movimento do novo realismo Francês da década de 1960. Made in Japan. A grande odalisque (Made in Japan. La grande odalisque) é uma das obras mais significativas da sua produção. Ela pertence a uma série realizada entre 1963 e 1964. O rosto representado aqui com cores aciduladas foi uma inspiração no famoso quadro de Jean Dominique Ingres, A grande odalisque, de 1814. O rosto da protagonista foi fotografado e ampliado, repintado com spray, com adjunção de elementos de baixa qualidade colados no lençol, fabricados até então no Japão. Nessa obra, Martial Raysse questiona os estereótipos das mulheres na publicidade.
Qual termo define de modo apropriado o uso que Martial Raysse fez da obra de Ingres?
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O neoconcretismo foi um movimento artístico que surgiu na cidade do Rio de Janeiro, como reação ao concretismo defendido pela sua vertente paulistana, por meio do Grupo Ruptura. Os artistas neoconcretistas pretenderam problematizar, pelo viés de uma adoção formal, os princípios da abstração geométrica. Segundo o historiador de arte e crítico Ronaldo Brito, o neoconcretismo incorporou o projeto construtivo nacional, adotando uma radicalidade cada vez mais contemporânea que abandona a geometria por questões próprias da arte conceitual, do minimalismo e da pop art. O movimento teve início a partir da primeira Exposição de Arte Neoconcreta, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no dia 19 de março de 1959, e da publicação do Manifesto Neoconcreto no mesmo ano.
Qual artista assinou esse manifesto?
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Anselm Kieffer. Black Flakes (Schwarze Flocken), 2006. Royal Academy of Arts. London. Oil, emulsion, acrylic, charcoal, lead books, branches, and plaster on canvas.
Anselm Kieffer (1945) é um artista reconhecido internacionalmente pelo fato de sua obra discutir temas históricos tabus e controversos da história alemã contemporânea. Compostas de vários materiais híbridos como terra, óleo, acrílico, carvão e gesso, as obras do artista, antigas e novas, muitas delas pesando centenas de quilos, sempre seguem uma produção in progress, são variações da gramática de Anselm Kiefer, e o peso dos materiais intensifica a densidade de suas produções. De caráter monumental, a obra de Kieffer apresenta como um de seus aspectos plásticos mais marcantes o trabalho do espaço bidimensional.
A partir de qual elemento expressivo esse espaço monumental pode ser definido?
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Hélio Oiticica. Ambiente Eden. A experiência de WhiteChapel [The Whitechapel experiment]. 1969. WhiteChapel Gallery. Londres
As duas figuras apresentadas mostram uma instalação híbrida do artista Hélio Oiticica, mesclando instalação e performance. A exposição foi idealizada no projeto conhecido como A experiência de Whitechapel [The Whitechapel experiment], desenvolvido durante o exílio do artista na cidade de Londres. Última exposição individual do artista, A experiência de Whitechapel foi pensada como uma obra instalada em um ambiente fechado e completo e não de modo fragmentado, como observa a pesquisadora Maria de Fátima Morethy Couto. A exposição, pensada e montada como um manifesto, ou enquanto “experiência mostra” (segundo a concepção do artista), testemunha a rejeição de Oiticica por “formas antigas de arte” e seu crescente interesse por “experiências que se prolonguem para o campo sensorial, como uma ‘experiência afetiva’ total” [...] visando “derrubar todo condicionamento para a procura da liberdade individual”
MORETHY COUTO, Maria de Fátima. “The Whitechapel experiment’, o projeto Éden e a busca por uma experiência afetiva total. ” Revista ARS. São Paulo ECA-USP. Ano 15, n. 30, 2017, pp. 111-131, com adaptações
Essa “procura da liberdade individual” mencionada por Hélio Oiticica no texto de abertura da exposição encontra-se mediada
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Aby Warburg (1866 - 1929) tornou-se uma referência no modo de se pensar a História da Arte na modernidade, por meio do projeto que idealizou a criação do seu célebre Bilderatlas Mnemosyne (Atlas de Imagens Mnemósine), nome dado em homenagem a Mnemósine, musa grega da memória. Segundo Etienne Samain: “Com Mnemósine, Aby Warburg – nutrido de uma informação livresca, escrita e erudita e possuidor de um incomum saber visual, artístico, antropológico, linguístico, histórico –, pretendia firmar sua procura de entendimento das culturas humanas. A obra, na época, agrupava da ordem de 79 painéis, reunindo umas 900 imagens. [...] Instalava, então, esses quadros de imagens nas ilhargas de sua biblioteca elíptica para que as imagens pudessem entrar em diálogo, pensar entre si, no tempo e no espaço de uma longa história cultural ocidental; para que pudessem também ser observadas, relacionadas, confrontadas na grande arquitetura dos tempos e das memórias humanas. A história da arte tradicional transfigurava-se em uma antropologia do visual. [...] Pois se Atlas lembra essa personagem da mitologia carregando o universo sobre suas costas, Mnemósine (isto é, um conjunto de 66 pranchas) era, na visão de Warburg, encarregada de “oferecer e de abrir balizas visuais não de uma história da Arte, mas de uma memória impensada da história”.
SAMAIN, Etienne. As “Mnemosyne(s)” de Aby Warburg: entre antropologia, imagens e arte. Revista Poiésis, Universidade Federal Fluminense: NITEROI, Vol. 30, 2017, pp. 29-51.
Esses painéis propõem, em sua integralidade, uma remontagem das narrativas históricas e artísticas, evidenciando um conceito de leitura iconográfica contraposto, na época da criação do atlas, ao modo de olhar e de estudar as produções artísticas ocidentais a partir de uma leitura histográfica linear. Trata-se do conceito de
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A respeito da pedagogia do oprimido e das possíveis implicações no ensino de artes na educação superior, assinale a alternativa correta.
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