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Foram encontradas 124 questões.

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6.

TEXTO 01

Narciso sob medida

1 Depois da agitação política e cultural da década de 1960, que ainda poderia aparecer como

2 investimento de massa da coisa pública, há uma desafeição generalizada que ostensivamente se expande

3 no social, tendo como corolário o refluxo dos interesses para as preocupações puramente pessoais, e isso

4 independentemente de crises econômicas. A despolitização e a “dessindicalização” atingem proporções

5 jamais vistas, a esperança revolucionária e a contestação estudantil desapareceram, a contracultura se

6 esgota; raras são as causas ainda capazes de galvanizar as energias a longo prazo. A res publica se

7 desvitalizou, as grandes questões “filosóficas”, econômicas, políticas ou militares despertam uma

8 curiosidade semelhante àquela despertada por qualquer acontecimento comum, todas as “superioridades”

9 vão minguando aos poucos, arrebatadas que são pela vasta operação de neutralização e banalização

10 sociais. Apenas a esfera privada parece sair vitoriosa dessa maré de apatia; cuidar da saúde, preservar a

11 própria situação material, desembaraçar-se dos “complexos”, esperar pelas férias: tornou-se possível viver

12 sem ideais, sem finalidades transcendentais. Os filmes de Woody Allen e o sucesso que têm são o próprio

13 símbolo desse hiperinvestimento do espaço privado; ele próprio declara que “soluções políticas não

14 funcionam” (citado por C. Lasch, p. 30), e, de muitas maneiras, esta fórmula traduz o novo espírito da

15 época, o narcisismo que nasce da deserção da política. Fim do homo politicus e advento do homo

16 psychologicus, à espreita do seu ser e do seu maior bem-estar.

17 Viver no presente, nada mais do que o presente, não mais em função do passado e do futuro: é esta

18 “perda do sentido da continuidade histórica” (C.N., p. 30), esta erosão do sentimento de pertencer a uma

19 “sucessão de gerações enraizadas no passado e se prolongando para o futuro” que, segundo C. Lasch,

20 caracteriza e engendra a sociedade narcisista. Hoje em dia vivemos para nós mesmos, sem nos

21 preocuparmos com nossas tradições e com a nossa posteridade: o sentido histórico foi abandonado, da

22 mesma maneira que os valores e as instituições sociais. […] Há uma crise de confiança nos líderes

23 políticos, um clima de pessimismo e de catástrofe iminente que explicam o desenvolvimento das

24 estratégias narcisísticas de “sobrevida” que prometem a saúde física e psicológica. Quando o futuro

25 parece ameaçador e incerto, resta debruçar-se sobre o presente, que não paramos de proteger, arrumar e

26 reciclar, permanecendo em uma juventude sem fim. Ao mesmo tempo em que coloca o futuro entre

27 parênteses, o sistema procede à “desvalorização do passado”, em razão de sua avidez de se soltar das

28 tradições e das limitações arcaicas, de instituir uma sociedade sem amarras e sem opacidade; com essa

29 indiferença pelo tempo histórico se instala o “narcisismo coletivo”, sintoma social da crise generalizada

30 das sociedades burguesas, incapazes de enfrentar o futuro de outro modo, a não ser com desespero.

31 Em síntese, pode-se dizer que o narcisismo resulta da deserção generalizada dos valores e

32 finalidades sociais, ocasionada pelo processo de personalização. A anulação dos grandes sistemas de

33 sentidos e o hiperinvestimento no Eu andam de braços dados: nos sistemas com “aparência humana”,

34 que funcionam para o prazer, o bem-estar, a despadronização, tudo concorre para a promoção de um

35 individualismo puro, ou seja, psicológico, desembaraçado dos enquadramentos de massa e projetados

36 para a valorização geral do indivíduo. É a revolução das necessidades e sua ética hedonista que,

37 atomizando suavemente os indivíduos e esvaziando aos poucos as finalidades sociais de seus

38 significados profundos, permitiu que o discurso psi se enxertasse no social e se tornasse um novo éthos

39 de massa; foi o “materialismo” exacerbado das sociedades em abundância que, paradoxalmente, tornou

40 possível a eclosão de uma cultura centrada na expansão subjetiva, não por reação ou “suplemento de

41 alma”, mas, sim, por isolamento à escolha de cada um. A onda do “potencial humano” psíquico e corporal

42 não é mais do que o último momento de uma sociedade que está se libertando da ordem disciplinar e

43 completando a privatização sistemática já operada pela era do consumismo. Longe de derivar de uma

44 “tomada de consciência” desencantada, o narcisismo é o efeito do cruzamento entre a lógica social

45 individualista hedonista, impulsionada pelo universo dos objetos e sinais, e uma lógica terapêutica e

46 psicológica elaborada desde o século XIX a partir da aproximação psicopatológica.

LIPOVETSKY, Gilles. A era do vazio: ensaios sobre o individualismo contemporâneo. Tradução de Therezinha Monteiro Deutsch. Barueri: Manole, 2005. p. 32-35. (Adaptado).

Na frase “A despolitização e a ‘dessindicalização’ atingem proporções jamais vistas” (linhas 4 e 5), o termo oracional “A despolitização e a ‘dessindicalização’” exerce a mesma função sintática que

 

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2850094 Ano: 2022
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: UEG
Orgão: UEG
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Nos diferentes contextos sociais, os portadores de deficiência por vezes foram marginalizados, chegando inclusive a serem privados da liberdade. Movimentos nacionais e internacionais, durante anos, lutaram por políticas integradoras e inclusivas. O ápice desses movimentos ocorreu em 1994, com a Conferência Mundial de Educação Especial, que contou com a presença de 88 países e 25 organizações internacionais. Esse evento teve como culminância a “Declaração de Salamanca”. Após quase 30 anos de sua publicação, ainda há muitas questões em pauta sobre a deficiência na sociedade. Sobre inclusão e integração, tem-se o seguinte:

 

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2850212 Ano: 2022
Disciplina: Química
Banca: UEG
Orgão: UEG
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As propriedades físicas das substâncias, como pontos de fusão e ebulição, densidade, entre outras, podem ser explicadas pelo tipo de interação existente entre as moléculas e/ou íons. As forças que agem entre as moléculas não são tão intensas quanto as que agem em íons, mas ainda assim possibilitam que as mesmas possam existir em estados líquido e sólido. Estas forças, de natureza elétrica, podem ser de três tipos: 1- Forças do tipo dipolodipolo; 2- Forças de London e 3- Ligações de Hidrogênio. No quadro a seguir estão apresentados dados de diferentes álcoois.

Álcool

Fórmula estrutural

Massa Molar

(g/mol)*

Ponto de fusão (PF)

(°C)*

Ponto de

Ebulição (PE)

(°C)*

Metanol

H3C !$ - !$ OH

32,04

-97,8

64,5

Etanol

Enunciado 2952956-1OH

46,07

-114,5

78,3

Propanol

Enunciado 2952956-2OH

60,1

-127

96,5 - 98

Butanol

Enunciado 2952956-3OH

74,12

-90

116 - 118

Pentanol

Enunciado 2952956-4OH

88,15

-78

138

*Dados disponíveis em: https://www.sigmaaldrich.com/BR/pt. Acesso em: 26 jan. 2022.

De acordo com o quadro apresentado, verifica-se que:

Questão Anulada

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A AIDS continua sendo um grande problema de saúde pública mundial. No Brasil, no período de 2007 até junho de 2021, foram notificados no Sinan 381.793 casos de infecção pelo HIV, sendo 32.701 casos no ano de 2020, com taxa de detecção de 14,1 a cada 100.000 habitantes. No entanto, com o aumento do acesso à prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados eficazes, inclusive para infecções oportunistas, a infecção pelo HIV tornou-se uma condição de saúde crônica gerenciável, permitindo que as pessoas que vivem com o vírus tenham uma vida longa e saudável.

Enunciado 2952945-1

Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim epidemiológicos HIV/AIDS, 2021.

Com base nas informações do texto e da figura, verifica-se que

Questão Anulada

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