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Empatia

1 As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e

2 algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar

3 do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar

4 com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado

5 jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

6 Nada impede?

7 Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada

8 que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um

9 segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho. Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e

10 concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga

11 respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima.

12 Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

13 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não

14 circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes

15 tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua

16 hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

17 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de

18 pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se

19 empilham: políticos corruptos, empresários que só visam o lucro sem respeitar a legislação, pessoas que

20 “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem

21 falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo

22 Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas "coisinhas" que se faz no automático sem

23 pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

24 É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira

25 para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas

26 colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que

27 vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia.

28 Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos. Ninguém espera que você e eu passemos a agir como

29 heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma

30 corrente de acertos e de responsabilidade - colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se

31 faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.

(MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. São Paulo: Arqueiro, 2015)

De acordo com o texto, só a gentileza não basta para melhorar o mundo em que vivemos. É preciso desenvolver a empatia porque

 

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Empatia

1 As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e

2 algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar

3 do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar

4 com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado

5 jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

6 Nada impede?

7 Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada

8 que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um

9 segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho. Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e

10 concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga

11 respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima.

12 Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

13 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não

14 circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes

15 tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua

16 hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

17 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de

18 pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se

19 empilham: políticos corruptos, empresários que só visam o lucro sem respeitar a legislação, pessoas que

20 “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem

21 falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo

22 Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas "coisinhas" que se faz no automático sem

23 pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

24 É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira

25 para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas

26 colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que

27 vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia.

28 Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos. Ninguém espera que você e eu passemos a agir como

29 heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma

30 corrente de acertos e de responsabilidade - colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se

31 faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.

(MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. São Paulo: Arqueiro, 2015)

O verbo dever (linha 20) se apresenta na terceira pessoa do plural porque concorda com

 

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1 As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e

2 algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar

3 do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar

4 com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado

5 jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

6 Nada impede?

7 Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada

8 que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um

9 segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho. Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e

10 concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga

11 respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima.

12 Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

13 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não

14 circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes

15 tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua

16 hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

17 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de

18 pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se

19 empilham: políticos corruptos, empresários que só visam o lucro sem respeitar a legislação, pessoas que

20 “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem

21 falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo

22 Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas "coisinhas" que se faz no automático sem

23 pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

24 É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira

25 para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas

26 colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que

27 vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia.

28 Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos. Ninguém espera que você e eu passemos a agir como

29 heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma

30 corrente de acertos e de responsabilidade - colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se

31 faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.

(MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. São Paulo: Arqueiro, 2015)

No trecho “...qualquer sentimento que não lhe diga respeito.” (linhas 10 e 11), o pronome lhe se refere a

 

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1 As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e

2 algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar

3 do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar

4 com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado

5 jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

6 Nada impede?

7 Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada

8 que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um

9 segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho. Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e

10 concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga

11 respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima.

12 Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

13 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não

14 circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes

15 tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua

16 hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

17 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de

18 pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se

19 empilham: políticos corruptos, empresários que só visam o lucro sem respeitar a legislação, pessoas que

20 “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem

21 falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo

22 Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas "coisinhas" que se faz no automático sem

23 pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

24 É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira

25 para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas

26 colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que

27 vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia.

28 Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos. Ninguém espera que você e eu passemos a agir como

29 heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma

30 corrente de acertos e de responsabilidade - colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se

31 faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.

(MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. São Paulo: Arqueiro, 2015)

O termo prosaicas (linha 21) é sinônimo de

 

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1 As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e

2 algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar

3 do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar

4 com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado

5 jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

6 Nada impede?

7 Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada

8 que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um

9 segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho. Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e

10 concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga

11 respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima.

12 Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

13 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não

14 circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes

15 tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua

16 hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

17 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de

18 pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se

19 empilham: políticos corruptos, empresários que só visam o lucro sem respeitar a legislação, pessoas que

20 “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem

21 falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo

22 Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas "coisinhas" que se faz no automático sem

23 pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

24 É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira

25 para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas

26 colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que

27 vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia.

28 Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos. Ninguém espera que você e eu passemos a agir como

29 heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma

30 corrente de acertos e de responsabilidade - colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se

31 faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.

(MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. São Paulo: Arqueiro, 2015)

A palavra se, que, no texto Empatia, foi empregada com sentidos diferentes, expressa a ideia de condição em

 

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1 As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e

2 algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar

3 do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar

4 com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado

5 jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

6 Nada impede?

7 Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada

8 que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um

9 segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho. Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e

10 concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga

11 respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima.

12 Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

13 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não

14 circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes

15 tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua

16 hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

17 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de

18 pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se

19 empilham: políticos corruptos, empresários que só visam o lucro sem respeitar a legislação, pessoas que

20 “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem

21 falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo

22 Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas "coisinhas" que se faz no automático sem

23 pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

24 É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira

25 para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas

26 colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que

27 vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia.

28 Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos. Ninguém espera que você e eu passemos a agir como

29 heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma

30 corrente de acertos e de responsabilidade - colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se

31 faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.

(MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. São Paulo: Arqueiro, 2015)

No trecho “...acima do de todos,...” (linha 18), foi omitida uma palavra empregada anteriormente no texto. A palavra em questão é

 

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1 As pessoas se preocupam em ser simpáticas, mas pouco se esforçam para ser empáticas, e

2 algumas talvez nem saibam direito o que o termo significa. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar

3 do outro, de compreendê-lo emocionalmente. Vai muito além da identificação. Podemos até não sintonizar

4 com alguém, mas nada impede que entendamos as razões pelas quais ele se comporta de determinado

5 jeito, o que o faz sofrer, os direitos que ele tem.

6 Nada impede?

7 Foi força de expressão. O narcisismo, por exemplo, impede a empatia. A pessoa é tão autofocada

8 que para ela só existem dois tipos de gente: os seus iguais e o resto, sendo que o resto não merece um

9 segundo olhar. Narciso acha feio o que não é espelho. Ele se retroalimenta de aplausos, elogios e

10 concordâncias, e assim vai erguendo uma parede que o blinda contra qualquer sentimento que não lhe diga

11 respeito. Se pisam no seu pé, reclama e exige que os holofotes se voltem para essa agressão gravíssima.

12 Se pisarem no pé do outro, é porque o outro fez por merecer.

13 Afora o narcisismo, existe outro impedimento para a empatia: a ignorância. Pessoas que não

14 circulam, não possuem amigos, não se informam, não leem, enfim, pessoas que não abrem seus horizontes

15 tornam-se preconceituosas e mantêm-se na estreiteza da sua existência. Qualquer estranho que possua

16 hábitos diferentes será criticado em vez de respeitado. Os ignorantes têm medo do desconhecido.

17 E afora o narcisismo e a ignorância, há o mau-caratismo daqueles que, mesmo tendo o dever de

18 pensar no bem público, colocam seus próprios interesses acima do de todos, e aí os exemplos se

19 empilham: políticos corruptos, empresários que só visam o lucro sem respeitar a legislação, pessoas que

20 “compram” vagas de emprego e de estudo que deveriam ser conquistadas através dos trâmites usuais, sem

21 falar em atitudes prosaicas como furar fila, estacionar em vaga para deficientes, terminar namoros pelo

22 Facebook, faltar compromissos sem avisar antes, enfim, aquelas "coisinhas" que se faz no automático sem

23 pensar que há alguém do outro lado do balcão que irá se sentir prejudicado ou magoado.

24 É um assunto recorrente: precisamos de mais gentileza etc. e tal. Para muitos, puxar uma cadeira

25 para a moça sentar ou juntar um pacote que alguém deixou cair, basta. Sim, somos todos gentis, mas

26 colocar-se no lugar do outro vai muito além da polidez e é o que realmente pode melhorar o mundo em que

27 vivemos. A cada pequeno gesto diário, a cada decisão que tomamos, estamos interferindo na vida alheia.

28 Logo, sejamos mais empáticos do que simpáticos. Ninguém espera que você e eu passemos a agir como

29 heróis ou santos, apenas que tenhamos consciência de que só desenvolvendo a empatia é que se cria uma

30 corrente de acertos e de responsabilidade - colocar-se no lugar do outro não é uma simples gentileza que se

31 faz, é a solução para sairmos dessa barbárie disfarçada e sermos uma sociedade civilizada de fato.

(MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. São Paulo: Arqueiro, 2015)

No texto Empatia, a autora argumenta que para “sermos uma sociedade civilizada de fato” é necessário que sejamos mais

 

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De acordo com a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações, que dispõem sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, a vacância do cargo publico decorrerá de

 

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Chico Buarque e a era da grosseria online

Os xingamentos ao cantor mostram que há uma migração para o mundo físico de um comportamento péssimo das redes sociais


  • Você deve ter visto o vídeo do cantor Chico Buarque sendo xingado por um grupo de
  • jovens aparentemente alcoolizados. Um bate-boca típico de bar. O fato ocorreu na última
  • segunda-feira (21), na saída de um restaurante no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro. O vídeo
  • publicado no Glamurama mostra o grupo de jovens em volta do cantor questionando o fato de ele
  • defender publicamente o Partido dos Trabalhadores. [...]
  • Não houve agressão física. Só sobrou grosseria – uma tendência comportamental que
  • marcou o ano de 2015 no Brasil. Em agosto, falamos em reportagem da ÉPOCA sobre o
  • fenômeno que chamamos de "A era da grosseria online". Em algum momento, passamos a achar
  • razoável tratar quem pensa diferente com xingamentos e pontapés virtuais. Em algum momento,
  • passamos a achar bacana pegar o comentário de alguém, colocar numa comunidade com ideias
  • contrárias e participar de sessões de linchamento virtual. Com o aval e o apoio de quem pensa
  • como nós – já que o Facebook nos induz a ler apenas o conteúdo com o qual concordamos – nos
  • tornamos visigodos da era digital em busca de um povo inimigo para exterminar
  • O problema – e o caso de Chico é só mais um entre tantos, nos diferentes espectros
  • políticos – é que esse comportamento vem gradativamente migrando para o mundo físico.
  • Pessoas estão se sentindo à vontade para abordar quem pensa diferente na rua e disparar
  • agressões físicas e verbais. Não se trata de liberdade de expressão ou de politicamente correto.
  • Trata-se de um ambiente em que não há espaço para diálogo. Apenas monólogos de quem foi
  • munido por um arsenal de informações recebidas das redes sociais e de sites obscuros e não
  • suporta ser confrontado com uma opinião diferente.
  • [...]
  • Vivemos a era da grosseria e da intolerância e sobretudo a era da ignorância.
  • Compartilhamos textos apenas lendo o título e vendo foto. Compartilhamos textos claramente
  • mentirosos. Compartilhamos matérias de sites de humor, como o Sensacionalista, acreditando
  • serem reais. Depois colocamos a culpa no Brasil. “Ah, mas aqui ocorre tanto absurdo que eu achei
  • que fosse verdade”. Achou mesmo ou de repente cegou-se diante da facilidade em espraiar seu
  • ódio e sua insatisfação?
  • É curioso que estejamos nos tornando mais ignorantes numa era em que quase toda a
  • informação pode ser checada com dois cliques do mouse ou a dois toques na tela do
  • celular. Parece que esse segundo toque dá muito mais trabalho do que o primeiro.
  • [...]
  • Não podemos achar normal que esse comportamento extremo das redes sociais migre
  • para o mundo físico. São locais de naturezas distintas e, portanto, de reações com proporções e
  • consequências diferentes[...]
  • As redes sociais são uma poderosa ferramenta para obter conhecimento, estreitar laços,
  • conhecer gente nova, namorar, se entreter. Mas também se mostraram um habitat perfeito para a
  • ignorância, a intolerância e a truculência. Não é difícil escolher quais dessas características
  • deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais.
  • BRUNO FERRARI 23/12/2015

    Disponível em: http://epoca.globo.com/vida/experiencias-

    digitais/noticia/2015/12/chico-buarque-e-era-da-grosseria-online.html.

    Acessado em 9/02/2016.

    O autor não empregou linguagem coloquial em

     

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    Chico Buarque e a era da grosseria online

    Os xingamentos ao cantor mostram que há uma migração para o mundo físico de um comportamento péssimo das redes sociais


  • Você deve ter visto o vídeo do cantor Chico Buarque sendo xingado por um grupo de
  • jovens aparentemente alcoolizados. Um bate-boca típico de bar. O fato ocorreu na última
  • segunda-feira (21), na saída de um restaurante no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro. O vídeo
  • publicado no Glamurama mostra o grupo de jovens em volta do cantor questionando o fato de ele
  • defender publicamente o Partido dos Trabalhadores. [...]
  • Não houve agressão física. Só sobrou grosseria – uma tendência comportamental que
  • marcou o ano de 2015 no Brasil. Em agosto, falamos em reportagem da ÉPOCA sobre o
  • fenômeno que chamamos de "A era da grosseria online". Em algum momento, passamos a achar
  • razoável tratar quem pensa diferente com xingamentos e pontapés virtuais. Em algum momento,
  • passamos a achar bacana pegar o comentário de alguém, colocar numa comunidade com ideias
  • contrárias e participar de sessões de linchamento virtual. Com o aval e o apoio de quem pensa
  • como nós – já que o Facebook nos induz a ler apenas o conteúdo com o qual concordamos – nos
  • tornamos visigodos da era digital em busca de um povo inimigo para exterminar
  • O problema – e o caso de Chico é só mais um entre tantos, nos diferentes espectros
  • políticos – é que esse comportamento vem gradativamente migrando para o mundo físico.
  • Pessoas estão se sentindo à vontade para abordar quem pensa diferente na rua e disparar
  • agressões físicas e verbais. Não se trata de liberdade de expressão ou de politicamente correto.
  • Trata-se de um ambiente em que não há espaço para diálogo. Apenas monólogos de quem foi
  • munido por um arsenal de informações recebidas das redes sociais e de sites obscuros e não
  • suporta ser confrontado com uma opinião diferente.
  • [...]
  • Vivemos a era da grosseria e da intolerância e sobretudo a era da ignorância.
  • Compartilhamos textos apenas lendo o título e vendo foto. Compartilhamos textos claramente
  • mentirosos. Compartilhamos matérias de sites de humor, como o Sensacionalista, acreditando
  • serem reais. Depois colocamos a culpa no Brasil. “Ah, mas aqui ocorre tanto absurdo que eu achei
  • que fosse verdade”. Achou mesmo ou de repente cegou-se diante da facilidade em espraiar seu
  • ódio e sua insatisfação?
  • É curioso que estejamos nos tornando mais ignorantes numa era em que quase toda a
  • informação pode ser checada com dois cliques do mouse ou a dois toques na tela do
  • celular. Parece que esse segundo toque dá muito mais trabalho do que o primeiro.
  • [...]
  • Não podemos achar normal que esse comportamento extremo das redes sociais migre
  • para o mundo físico. São locais de naturezas distintas e, portanto, de reações com proporções e
  • consequências diferentes[...]
  • As redes sociais são uma poderosa ferramenta para obter conhecimento, estreitar laços,
  • conhecer gente nova, namorar, se entreter. Mas também se mostraram um habitat perfeito para a
  • ignorância, a intolerância e a truculência. Não é difícil escolher quais dessas características
  • deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais.
  • BRUNO FERRARI 23/12/2015

    Disponível em: http://epoca.globo.com/vida/experiencias-

    digitais/noticia/2015/12/chico-buarque-e-era-da-grosseria-online.html.

    Acessado em 9/02/2016.

    No trecho “Não é difícil escolher quais dessas características deveríamos trazer para o mundo real e quais deveriam permanecer nos guetos virtuais.” (37 a 38), a expressão gueto virtual se refere a

     

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