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Maioridade penal e omissão Frei Betto

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não consegue reduzir o índice de violência no estado. Prefere, então, como a raposa na fábula de La Fontaine, dizer que as uvas estão verdes. Já que a polícia se mostra incompetente para diminuir a criminalidade, reduzamos a idade penal dos criminosos, propõe ele. O número de homicídios na cidade de São Paulo cresceu 34% em 2012. Por cada 100 mil habitantes, a taxa de assassinatos foi de 12,02. Em supostos confrontos com a Polícia Militar, foram mortas 547 pessoas. Os casos de estupro subiram 24%; roubo de veículos, 10%; e latrocínio, 8%. Assalto a banco teve queda de 12%. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública, divulgados em 25 de janeiro.

O DataFolha fez pesquisa de opinião na capital paulista e constatou que 93% dos paulistanos querem a redução da maioridade penal, 6% são contra e 1% não soube opinar. Vale ressaltar que 42% afirmaram que, para reduzir a criminalidade, é preciso criar políticas públicas para jovens. “O problema do menor é o maior”, já advertia o filósofo Carlito Maia. Se jovens com menos de 18 anos roubam e matam é porque, como constatam as investigações policiais, são manipulados por adultos que conhecem bem a diferença entre prisão de quem tem mais de e de quem tem menos. [...]

Sou contra a redução da maioridade penal por entender que não irá resolver nem diminuir a escalada da violência. A responsabilidade é do poder público, que sempre investe nos efeitos e não nas causas. Deveria haver uma legislação capaz de punir o descaso das autoridades quando se trata de inclusão de crianças e jovens. Hoje, 19,2 milhões de brasileiros (10% de nossa população) não têm qualquer escolaridade ou frequentaram a escola menos de um ano.

Não sabem ler nem escrever 12,9 milhões de brasileiros com mais de 7 anos. E 20,4% da população acima de 15 anos são analfabetos funcionais – assinam o nome, mas são incapazes de redigir uma carta ou interpretar um texto. Na população entre 15 e 64 anos, em cada três brasileiros, apenas um consegue interpretar um texto e fazer operações aritméticas elementares. Em 2011, 22,6% das crianças de 4 a 5 anos estavam fora da escola. E, abaixo dessas idades, 1,3 milhão não encontravam va gas em creches.

Este o dado mais alarmante: há 27,3 milhões de jovens brasileiros entre 18 e 25 anos. Desse contingente, 5,3 milhões se encontram fora da escola e sem trabalho. Mas não fora do desejo de consumo, como calçar tênis de grife, portar um iPhone 5, frequentar baladas, vestir-se segundo a moda etc. De que vivem esses 5,3 milhões de jovens do segmento do “nem nem” (nem escola, nem emprego)? Muitos, do crime. Crime maior, entretanto, é o Estado não assegurar a todos os brasileiros educação de qualidade, em tempo integral.

Se aprovada a redução da maioridade penal, haverá que multiplicar os investimentos em construção e manutenção de cadeias. Hoje, o Brasil abriga a quarta maior população carcerária do mundo: 500 mil presos. Atrás dos EUA (2,2 milhões); China (1,6 milhão); e Rússia (740 mil). Segundo o Departamento Penitenciário Nacional, o déficit é de 198 mil vagas, ou seja, muitos detentos não dispõem dos seis metros quadrados de espaço previstos por lei. Muitos contam com apenas 70 centímetros quadrados.

Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, “é preferível morrer do que ficar preso no Brasil”. Isso significa que o nosso sistema carcerário é meramente punitivo, sem nenhuma metodologia corretiva que vise à reinserção social. A Lei 12.433, de 29 de junho 45 de 2011, estabelece a remissão de um dia de pena a cada 12h de frequência escolar, e 3 dias de trabalho reduzem 1 dia no cumprimento da pena. Quais, entretanto, as cadeias com escolas de qualidade, profissionalizantes, capazes de resgatar um marginal à cidadania?

Na verdade, como analisou Michel Foucault, nossas elites políticas pouco interesse têm em reeducar os presos. Preferem mantê-los como mortos-vivos e tratá-los como dejetos humanos. Mas o que esperar de um país em que um ex-governador do mais rico estado da Federação, Luiz Antônio Fleury Filho, justifica o massacre de 111 presos no Carandiru, em 1992, como uma ação “legítima e necessária”?

Disponível em: <http://www.freibetto.org>. Acesso em: 28 maio 2013 [Adaptado

Ao estabelecer uma comparação entre a atitude do governador e a da raposa da fábula de La Fontaine, o autor pretende mostrar que o governo

 

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Maioridade penal e omissão Frei Betto

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não consegue reduzir o índice de violência no estado. Prefere, então, como a raposa na fábula de La Fontaine, dizer que as uvas estão verdes. Já que a polícia se mostra incompetente para diminuir a criminalidade, reduzamos a idade penal dos criminosos, propõe ele. O número de homicídios na cidade de São Paulo cresceu 34% em 2012. Por cada 100 mil habitantes, a taxa de assassinatos foi de 12,02. Em supostos confrontos com a Polícia Militar, foram mortas 547 pessoas. Os casos de estupro subiram 24%; roubo de veículos, 10%; e latrocínio, 8%. Assalto a banco teve queda de 12%. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública, divulgados em 25 de janeiro.

O DataFolha fez pesquisa de opinião na capital paulista e constatou que 93% dos paulistanos querem a redução da maioridade penal, 6% são contra e 1% não soube opinar. Vale ressaltar que 42% afirmaram que, para reduzir a criminalidade, é preciso criar políticas públicas para jovens. “O problema do menor é o maior”, já advertia o filósofo Carlito Maia. Se jovens com menos de 18 anos roubam e matam é porque, como constatam as investigações policiais, são manipulados por adultos que conhecem bem a diferença entre prisão de quem tem mais de e de quem tem menos. [...]

Sou contra a redução da maioridade penal por entender que não irá resolver nem diminuir a escalada da violência. A responsabilidade é do poder público, que sempre investe nos efeitos e não nas causas. Deveria haver uma legislação capaz de punir o descaso das autoridades quando se trata de inclusão de crianças e jovens. Hoje, 19,2 milhões de brasileiros (10% de nossa população) não têm qualquer escolaridade ou frequentaram a escola menos de um ano.

Não sabem ler nem escrever 12,9 milhões de brasileiros com mais de 7 anos. E 20,4% da população acima de 15 anos são analfabetos funcionais – assinam o nome, mas são incapazes de redigir uma carta ou interpretar um texto. Na população entre 15 e 64 anos, em cada três brasileiros, apenas um consegue interpretar um texto e fazer operações aritméticas elementares. Em 2011, 22,6% das crianças de 4 a 5 anos estavam fora da escola. E, abaixo dessas idades, 1,3 milhão não encontravam va gas em creches.

Este o dado mais alarmante: há 27,3 milhões de jovens brasileiros entre 18 e 25 anos. Desse contingente, 5,3 milhões se encontram fora da escola e sem trabalho. Mas não fora do desejo de consumo, como calçar tênis de grife, portar um iPhone 5, frequentar baladas, vestir-se segundo a moda etc. De que vivem esses 5,3 milhões de jovens do segmento do “nem nem” (nem escola, nem emprego)? Muitos, do crime. Crime maior, entretanto, é o Estado não assegurar a todos os brasileiros educação de qualidade, em tempo integral.

Se aprovada a redução da maioridade penal, haverá que multiplicar os investimentos em construção e manutenção de cadeias. Hoje, o Brasil abriga a quarta maior população carcerária do mundo: 500 mil presos. Atrás dos EUA (2,2 milhões); China (1,6 milhão); e Rússia (740 mil). Segundo o Departamento Penitenciário Nacional, o déficit é de 198 mil vagas, ou seja, muitos detentos não dispõem dos seis metros quadrados de espaço previstos por lei. Muitos contam com apenas 70 centímetros quadrados.

Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, “é preferível morrer do que ficar preso no Brasil”. Isso significa que o nosso sistema carcerário é meramente punitivo, sem nenhuma metodologia corretiva que vise à reinserção social. A Lei 12.433, de 29 de junho 45 de 2011, estabelece a remissão de um dia de pena a cada 12h de frequência escolar, e 3 dias de trabalho reduzem 1 dia no cumprimento da pena. Quais, entretanto, as cadeias com escolas de qualidade, profissionalizantes, capazes de resgatar um marginal à cidadania?

Na verdade, como analisou Michel Foucault, nossas elites políticas pouco interesse têm em reeducar os presos. Preferem mantê-los como mortos-vivos e tratá-los como dejetos humanos. Mas o que esperar de um país em que um ex-governador do mais rico estado da Federação, Luiz Antônio Fleury Filho, justifica o massacre de 111 presos no Carandiru, em 1992, como uma ação “legítima e necessária”?

Disponível em: <http://www.freibetto.org>. Acesso em: 28 maio 2013 [Adaptado

Considerando o texto em sua totalidade, a intenção comunicativa dominante pode ser sintetizada por meio do verbo

 

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443297 Ano: 2013
Disciplina: Legislação Específica das Agências Reguladoras
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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Considere a Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – RDC Nº 216, de 15 de setembro de 2004.

O descongelamento deve ser conduzido de forma a evitar que as áreas su perficiais dos alimentos se mantenham em condições favoráveis à multiplicação microbiana. De acordo com a RDC 216, o descongelamento deve ser efetuado em condições de

 

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443296 Ano: 2013
Disciplina: Legislação Específica das Agências Reguladoras
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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Considere a Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – RDC Nº 216, de 15 de setembro de 2004.

O processo de resfriamento de um alimento preparado deve ser realizado de forma a minimizar o risco de contaminação cruzada e a permanência desse alimento em temperaturas que favoreçam a multiplicação microbiana. De acordo com a RDC 216, quanto ao processo de resfriamento, o alimento preparado

 

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443295 Ano: 2013
Disciplina: Legislação Específica das Agências Reguladoras
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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Considere a Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – RDC Nº 216, de 15 de setembro de 2004.

De acordo com a RDC 216, o responsável pelas atividades de manipulação dos alimentos deve ser comprovadamente submetido a curso de capacitação, abordando, no mínimo , os temas:

 

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443294 Ano: 2013
Disciplina: Legislação Específica das Agências Reguladoras
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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As afirmações a seguir dizem respeito à Norma Regulamentadora da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – NBR Nº 15. 635 –, e à Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – RDC Nº 216 –, de 15 de setembro de 2004.

I A NBR Nº 15.635 recomenda a implementação de quatro Procedimentos Operacionais Padronizados (POP): Higienização do reservatório; Higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios; Controle integrado de vetores e pragas urbanas; e Higiene, saúde e capacitação dos manipuladores.

II De acordo com a RDC Nº 216, os registros devem ser mantidos por período mínimo de 30 (trinta) dias contados a partir da data de preparação dos alimentos.

III A NBR Nº 15.635 exclui os lactários, as unidades de Terapia de Nutrição Enteral – TNE, os bancos de leite humano e as cozinhas dos estabelecimentos assistenciais d e saúde.

IV De acordo com a RDC Nº 216, os POP referentes à higienização do reservatório devem especificar as informações sobre método de higienização, princípio ativo e sua concentração, tempo de contato, e outras informações que se fizerem necessárias; quando realizada por empresa terceirizada, deve ser apresentado apenas o certificado de execução do serviço.

Estão corretas as afirmações

 

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443293 Ano: 2013
Disciplina: Nutrição
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional é um sistema público de

 

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443292 Ano: 2013
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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No Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO – de um estabelecimento, deve-se incluir, entre outros, a realização obrigatória dos exames médicos admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função e demissional. Em relação aos prazos de realização desses exames médicos, é correto afirmar:

 

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443291 Ano: 2013
Disciplina: Nutrição
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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As afirmações a seguir referem-se à Portaria Interministerial Nº 66, de 25 de agosto de 2006, que altera os parâmetros nutricionais do Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT.

I De acordo com os parâmetros nutricionais para a alimentação do trabalhador estabelecidos nessa Portaria, o sódio nas refeições principais devem ser ≤2400 mg por refeição.

II O cálculo do Valor Energético Total (VET) será alterado, em cumprimento às exigências laborais, em benefício da saúde do trabalhador, desde que baseado em estudos de diagnóstico nutricional.

III Os estabelecimentos vinculados ao PAT deverão promover educação nutricional, inclusive mediante a disponibilização, em local visível ao público, de sugestão de cardápio saudável aos trabalhadores.

IV De acordo com o PAT, que deve propiciar condições de avaliação do teor nutritivo da alimentação, as refeições menores (desjejum e lanche) deverão conter calorias que correspondem à faixa de 15% a 30 % do VET diário

Das afirmações, estão corretas

 

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443290 Ano: 2013
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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Entre as Normas Reguladoras – NR da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do trabalho, está a NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. De acordo com essa NR,

 

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