Foram encontradas 939 questões.
Situação hipotética: Uma pesquisa educacional
aponta que a maioria dos professores de português ainda
prioriza o ensino da gramática normativa de forma
descontextualizada. Assertiva: A adoção de uma didática
funcionalista, que integra o estudo da gramática aos usos
sociais da língua e à análise de gêneros textuais, conforme
preconizado pela LDB (Lei nº 9.394/96) e pela BNCC,
mostra-se inadequada para o desenvolvimento da competência
leitora e produtora nos estudantes, pois negligencia a
importância da estrutura linguística formal, essencial para a
correção e clareza da escrita.
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A flexão das classes de palavras está diretamente
ligada à concordância nominal e verbal, uma vez que a
adequação morfológica entre os termos da oração garante a
coesão gramatical. A frase "Havia muitos problemas que
precisavam ser resolvidos" está gramaticalmente correta, pois o
verbo 'haver' no sentido de 'existir' é impessoal e portanto
invariável, enquanto o verbo 'precisar' concorda com o sujeito
'problemas', ratificando que a impessoalidade de um verbo não
se estende aos verbos que a ele se ligam em locução verbal,
salvo raras exceções já consolidadas na norma culta.
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A regência verbal e nominal, ao estabelecer a
dependência sintática entre um termo regente e seu termo
regido (complemento ou adjunto), é fundamental para a clareza
e precisão da comunicação. Em "Aspiro a uma vaga no
concurso", o verbo 'aspirar' é transitivo indireto com o sentido
de 'desejar', exigindo a preposição 'a'. No entanto, se o mesmo
verbo fosse utilizado no sentido de 'respirar', como em "Aspiro
o ar fresco", ele seria transitivo direto, dispensando a
preposição, o que demonstra a intrínseca relação entre a
semântica do verbo e sua predicação.
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O sistema ortográfico vigente preconiza o uso do
trema em algumas situações de vogais átonas, como em
'linguiça' e 'aguentar', para indicar que a vogal 'u' deve ser
pronunciada. A supressão geral do trema, conforme as reformas
ortográficas mais recentes, implica que, em palavras ambíguas
como 'sequência' ou 'cincoenta', a pronúncia do 'u' agora deve
ser inferida exclusivamente pelo contexto semântico ou pela
frequência de uso, não havendo mais qualquer marca gráfica
que a prescreva.
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Em "Os lusíadas", Camões emprega vocábulos
como 'varonil' (relativo a varão, homem) e 'fero' (feroz) que,
embora possuam um sentido denotativo claro, assumem, no
contexto da epopeia, conotações de bravura e rudeza,
respectivamente, que intensificam a caracterização dos heróis
portugueses. A coexistência e a interdependência entre
denotação e conotação são, portanto, elementos cruciais para a
análise da expressividade linguística, notadamente em textos
literários, sem que haja uma hierarquia intrínseca de
importância entre as duas dimensões significante.
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A compreensão e interpretação de textos, embora
frequentemente tratadas como etapas distintas,
interpenetram-se dialeticamente: a compreensão se refere à
captação do sentido literal e das relações internas do texto,
enquanto a interpretação envolve a atribuição de significados
mais profundos e inferenciais, relacionando o texto a
conhecimentos prévios do leitor. Assim, um erro na
identificação de um referente textual impede, por si só,
qualquer possibilidade de interpretação pertinente por parte do
leitor, limitando-o exclusivamente aos dados explícitos.
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No contexto da Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), o conceito de multiletramentos transcende a mera
alfabetização digital, abarcando a capacidade de o indivíduo
engajar-se criticamente com textos que combinam diferentes
semioses, como imagens, sons e palavras, em ambientes
digitais e analógicos. Essa abordagem exige do professor de
Português a superação da mera instrução gramatical, para
integrar o ensino da leitura e escrita em uma perspectiva
ampliada de letramento, o que inevitavelmente implicará a
redução do tempo dedicado aos aspectos normativos da língua
em sala de aula.
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Situação hipotética: Um professor de Língua
Portuguesa propõe a seus alunos a análise de um poema
simbolista, enfatizando a polissemia inerente à linguagem
poética e a multiplicidade de interpretações possíveis.
Assertiva: A ênfase na polissemia e na multiplicidade de
interpretações do texto poético, sem a guia de elementos
estruturais ou contextuais específicos, pode comprometer o
objetivo didático de desenvolver a compreensão textual crítica,
uma vez que a ausência de um horizonte de expectativas
comum desfavorece a construção compartilhada de sentidos.
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A leitura, em sua dimensão mais complexa e
profícua, não se restringe à mera decodificação de signos
gráficos, mas configura-se como um processo ativo de
atribuição de sentidos, fortemente influenciado pelo repertório
sociocultural do leitor e pelas condições de produção e
circulação do texto. Nesse contexto, a articulação entre leitura e
áreas do conhecimento implica a descompartimentalização do
ensino, promovendo a transdisciplinaridade e a
contextualização dos saberes, elementos que, por si só,
garantem a eficácia do aprendizado sem a necessidade de
estratégias didáticas específicas para a interdisciplinaridade.
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A concepção bakhtiniana de linguagem, ao postular
que a palavra é sempre bivocal e socialmente orientada, diverge
fundamentalmente das abordagens estruturalistas que
privilegiam o sistema linguístico em detrimento do uso e do
contexto interacional. Contudo, em uma perspectiva didática, a
compreensão dos elementos estruturais da língua é precondição
para a análise dos gêneros textuais como formas relativamente
estáveis de enunciados, o que não implica negar a natureza
dialógica da linguagem.
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