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Analise a figura a seguir.


enunciado 912960-1

Considerando os dados apresentados na figura, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a altura do sólido, em cm.

 

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Analise o gráfico a seguir, que ilustra o desempenho dos Cursos e Eventos de Extensão da UEL, e responda a questão abaixo.

enunciado 912959-1
(Adaptado de: UEL em dados 2014: uma universidade em evolução. Gestão 2010-2014. Londrina: UEL, 2014. p.29.)

Seja f a função representada pelo gráfico.

Sabendo que f está em função do tempo t, assinale a alternativa correta.

 

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Supondo que o juro da poupança esteja a 0,5% ao mês, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o tempo que um determinado capital deve ser aplicado, a juros simples, para que o montante a ser resgatado seja o capital investido mais 50%.
 

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Não somente os circuitos das invenções tecnológicas vão evoluindo com o passar dos anos. Os circuitos neurais dos humanos tendem a acompanhar essas mudanças. A maior evidência disso está no cérebro dos chamados “nativos digitais” – crianças, adolescentes e jovens que não conheceram o mundo sem computadores e Internet. Testes científicos com ressonância magnética e eletroencefalograma de alta densidade mostram que o uso de telas e da web está literalmente fazendo a cabeça de quem já nasceu na realidade virtual. Segundo estudos feitos no centro francês de pesquisa científica CNRS-La Sorbonne, o ambiente multitelas em que as crianças são inseridas cada vez mais precocemente altera as aptidões cerebrais das novas gerações. “Os nativos digitais têm melhor atenção seletiva visual e tomam decisões com mais rapidez”, afirma Olivier Houdé, diretor do laboratório de desenvolvimento e educação infantil do CNRS-La Sorbonne. Para Houdé, os estímulos das telas sensíveis ao toque (touchscreen) e dos jogos eletrônicos pavimentaram uma via expressa entre os olhos e os dedos das novas gerações. Elas desenvolveram, assim, um raciocínio rápido e flexível. Mais do que seus pais e avós, esses jovens e crianças possuem o córtex pré-frontal mais ativo e capacidade cognitiva de multitarefas. O estímulo para isso veio também do contexto social. As gerações anteriores nunca tinham sido confrontadas com tal massa de escolhas e microdecisões todos os dias como a geração Z, outro apelido dado aos nascidos de 1995 para cá. Ninguém sabe os resultados dessas mudanças. Só será possível avaliar as consequências das novas alterações cerebrais quando crianças, adolescentes e jovens de hoje forem adultos amanhã. Embora isso pareça assustador, não se pode dizer que seja uma má notícia. Milhares de anos atrás, a leitura não era natural para o cérebro, mas a enorme capacidade de adaptação desse órgão (conhecida como neuroplasticidade) aproveitou mecanismos de identificação de objetos para reconhecer rapidamente letras e palavras. Agora, as mídias digitais vieram turbinar esse processo.

(Adaptado de: MESQUITA, R. V. Cérebros digitais. Planeta. abr. 2015. ano 42. 508.ed. p.37-38.)
Sobre os recursos linguístico-semânticos utilizados no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “Elas desenvolveram, assim, um raciocínio rápido e flexível”, o termo “elas” refere-se às “telas sensíveis”. II. No fragmento “Embora isso pareça assustador”, o termo “embora” pode ser substituído por “ainda que”, sem alterar o sentido. III. Os parênteses utilizados em “(conhecida como neuroplasticidade)” têm caráter explicativo. IV. Os termos “realidade virtual”, “ambiente multitelas” e “web” são próprios do campo semântico das tecnologias digitais.
Assinale a alternativa correta.
 

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Não somente os circuitos das invenções tecnológicas vão evoluindo com o passar dos anos. Os circuitos neurais dos humanos tendem a acompanhar essas mudanças. A maior evidência disso está no cérebro dos chamados “nativos digitais” – crianças, adolescentes e jovens que não conheceram o mundo sem computadores e Internet. Testes científicos com ressonância magnética e eletroencefalograma de alta densidade mostram que o uso de telas e da web está literalmente fazendo a cabeça de quem já nasceu na realidade virtual. Segundo estudos feitos no centro francês de pesquisa científica CNRS-La Sorbonne, o ambiente multitelas em que as crianças são inseridas cada vez mais precocemente altera as aptidões cerebrais das novas gerações. “Os nativos digitais têm melhor atenção seletiva visual e tomam decisões com mais rapidez”, afirma Olivier Houdé, diretor do laboratório de desenvolvimento e educação infantil do CNRS-La Sorbonne. Para Houdé, os estímulos das telas sensíveis ao toque (touchscreen) e dos jogos eletrônicos pavimentaram uma via expressa entre os olhos e os dedos das novas gerações. Elas desenvolveram, assim, um raciocínio rápido e flexível. Mais do que seus pais e avós, esses jovens e crianças possuem o córtex pré-frontal mais ativo e capacidade cognitiva de multitarefas. O estímulo para isso veio também do contexto social. As gerações anteriores nunca tinham sido confrontadas com tal massa de escolhas e microdecisões todos os dias como a geração Z, outro apelido dado aos nascidos de 1995 para cá. Ninguém sabe os resultados dessas mudanças. Só será possível avaliar as consequências das novas alterações cerebrais quando crianças, adolescentes e jovens de hoje forem adultos amanhã. Embora isso pareça assustador, não se pode dizer que seja uma má notícia. Milhares de anos atrás, a leitura não era natural para o cérebro, mas a enorme capacidade de adaptação desse órgão (conhecida como neuroplasticidade) aproveitou mecanismos de identificação de objetos para reconhecer rapidamente letras e palavras. Agora, as mídias digitais vieram turbinar esse processo.

(Adaptado de: MESQUITA, R. V. Cérebros digitais. Planeta. abr. 2015. ano 42. 508.ed. p.37-38.)
Considerando o trecho “A maior evidência disso está no cérebro dos chamados “nativos digitais” – crianças, adolescentes e jovens que não conheceram o mundo sem computadores e Internet”, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a expressão que pode substituir o travessão, sem alterar o sentido.
 

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Educação tem a maior fatia da massa salarial em Londrina

Londrina é a cidade do Paraná onde a educação tem maior participação na massa salarial, que representa a soma dos salários de todos os trabalhadores. Em 2013, último ano para o qual há dados disponíveis no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o setor respondeu por 16,9% da massa salarial ou por R$ 620,9 milhões de um total de R$ 3,6 bilhões. Depois, vem o comércio varejista, com 12% de participação, ou R$ 440,2 milhões. E, na sequência, com 10,4% (R$ 384 milhões), a administração pública.

Dez atividades representam 64,3% da massa salarial da cidade. Além da educação, do varejo e da administração pública, o comércio atacadista e os serviços financeiros respondem por 4% cada, algo em torno de R$ 148 milhões. Já o transporte terrestre tem 3,9%, ou R$ 143 milhões. Atenção à saúde humana e comércio de veículos contribuem cada um com 3,6% (R$ 133 milhões). Construção de edifícios, e serviços de edifício e atividades paisagísticas são a 9ª e 10ª atividades, respectivamente. Elas contribuem com R$ 124 milhões (3,3%) e R$ 82,5 milhões (2,2%).

Agricultura, pecuária e serviços relacionados é a 12ª da lista. Em 2013, contribuiu com 2,1% do total da massa salarial, ou R$ 80,1 milhões. A primeira atividade industrial do ranking, a fabricação de produtos alimentícios, ficou em 14º lugar, com 1,9%, algo próximo de R$ 71 milhões.

Considerada como aposta importante para a economia do município, os serviços de Tecnologia da Informação (TI) estavam em 26º lugar na lista das atividades que mais contribuíram para a massa salarial. A TI foi responsável por R$ 28,9 milhões, ou 0,79% do total. Embora pouco representativa, foi uma das que mais cresceram nos últimos anos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina (Sinpro), André Cunha, a cidade tem cerca de 12 mil trabalhadores em instituições de ensino particulares, da Educação Infantil ao Ensino Superior. “Temos salários que vão desde R$ 1.100,00, no Ensino Infantil, até mais de R$ 10 mil em cursinhos. Londrina tem um processo histórico de não industrialização e os serviços predominam, sendo que a educação é o principal”, afirma. Portanto, segundo ele, é natural que o setor represente a maior parte da massa salarial.

Em geral, os municípios têm a educação, a administração pública e o comércio varejista entre os primeiros setores da lista de maior participação na massa salarial, não necessariamente nesta ordem. Só em Londrina e em Maringá, a educação vem em primeiro lugar, sendo que na Cidade Canção, a contribuição do setor para a massa salarial é de 15,2%.

Em todo o Paraná, a administração pública responde por 25,5% de uma massa total de R$ 69,7 bilhões em 2013. Depois, vem o comércio varejista, com 9,13% e a educação, com 6%. “Por menor que seja um município, ele tem sempre prefeitura, escolas e comércio”, ressalta o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fabiano Camargo da Silva.

(Adaptado de: BORTOLIN, N. Folha de Londrina. 21 ago. 2015. Folha Economia. p.1.)

Assinale a alternativa que estabelece a correta correlação entre a reescrita da frase “Embora pouco representativa, foi uma das que mais cresceram nos últimos anos.” e sua explicação.
 

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A imagem é chocante. Ao ver um corpo estendido na linha férrea, o maquinista pisa no freio. Do lado de fora, o controlador de tráfego determina que ele siga viagem. O trem volta a se mover e passa lentamente sobre o cadáver. O caso aconteceu na última terça em Madureira, no subúrbio do Rio. Seria mais uma morte invisível se a cena não tivesse sido filmada por um passageiro com o celular. O homem atropelado era Adílio Cabral dos Santos, de 33 anos de idade. Batizado com nome de jogador, e negro como ele, driblava o desemprego como vendedor de doces. Os ambulantes atravessam a linha várias vezes ao dia para evitar a apreensão de balas, biscoitos e garrafas d’água. Em nota sobre o acidente, a concessionária Supervia condenou a vítima, ao lamentar “a perda de mais uma vida por invasão dos trilhos”. A empresa, que pertence ao grupo Odebrecht, citou o “horário de pico” para justificar o segundo atropelamento. “A paralisação da linha”, alegou, “criaria transtornos para toda a movimentação do horário”. “Diante do risco de se criar um problema maior e mais grave, com a retenção de diversos trens, o centro de controle operacional tomou a decisão, em caráter absolutamente excepcional, de autorizar a passagem do trem”, afirmou a Supervia. O secretário de transportes se disse indignado e prometeu punir a concessionária. Já tinha acontecido em 2010, quando fiscais foram filmados chicoteando passageiros. O teólogo Marco Bonelli disse ao jornal O Globo que o caso retrata uma “sociedade violenta, na qual o ser humano morre, mas o sistema de transporte não pode parar”. Ao mesmo tempo, achamos normal que o tráfego seja interrompido para a passagem de autoridades. Na música Construção, Chico Buarque conta a história de um operário que “morreu na contramão atrapalhando o tráfego”. Adílio teve azar duas vezes. Foi atingido pelo trem e morreu no horário de pico.
(Adaptado de: FRANCO, B. M. Morreu no horário de pico. Folha de S. Paulo. 2 ago. 2015. Opinião. A4.)
Acerca dos recursos linguísticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “Do lado de fora, o controlador de tráfego determina que ele siga viagem”, o termo sublinhado faz referência ao “controlador”. II. No início do texto, os termos “corpo” e “cadáver” são utilizados como sinônimos. III. Em “Batizado com nome de jogador, e negro como ele”, o termo sublinhado refere-se à palavra “jogador”. IV. O fragmento “e negro como ele” marca uma relação de comparação entre dois elementos do texto.
Assinale a alternativa correta.
 

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A imagem é chocante. Ao ver um corpo estendido na linha férrea, o maquinista pisa no freio. Do lado de fora, o controlador de tráfego determina que ele siga viagem. O trem volta a se mover e passa lentamente sobre o cadáver. O caso aconteceu na última terça em Madureira, no subúrbio do Rio. Seria mais uma morte invisível se a cena não tivesse sido filmada por um passageiro com o celular. O homem atropelado era Adílio Cabral dos Santos, de 33 anos de idade. Batizado com nome de jogador, e negro como ele, driblava o desemprego como vendedor de doces. Os ambulantes atravessam a linha várias vezes ao dia para evitar a apreensão de balas, biscoitos e garrafas d’água. Em nota sobre o acidente, a concessionária Supervia condenou a vítima, ao lamentar “a perda de mais uma vida por invasão dos trilhos”. A empresa, que pertence ao grupo Odebrecht, citou o “horário de pico” para justificar o segundo atropelamento. “A paralisação da linha”, alegou, “criaria transtornos para toda a movimentação do horário”. “Diante do risco de se criar um problema maior e mais grave, com a retenção de diversos trens, o centro de controle operacional tomou a decisão, em caráter absolutamente excepcional, de autorizar a passagem do trem”, afirmou a Supervia. O secretário de transportes se disse indignado e prometeu punir a concessionária. Já tinha acontecido em 2010, quando fiscais foram filmados chicoteando passageiros. O teólogo Marco Bonelli disse ao jornal O Globo que o caso retrata uma “sociedade violenta, na qual o ser humano morre, mas o sistema de transporte não pode parar”. Ao mesmo tempo, achamos normal que o tráfego seja interrompido para a passagem de autoridades. Na música Construção, Chico Buarque conta a história de um operário que “morreu na contramão atrapalhando o tráfego”. Adílio teve azar duas vezes. Foi atingido pelo trem e morreu no horário de pico.
(Adaptado de: FRANCO, B. M. Morreu no horário de pico. Folha de S. Paulo. 2 ago. 2015. Opinião. A4.)
Sobre a expressão do texto “controlador de tráfego”, assinale a alternativa correta.
 

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Educação tem a maior fatia da massa salarial em Londrina

Londrina é a cidade do Paraná onde a educação tem maior participação na massa salarial, que representa a soma dos salários de todos os trabalhadores. Em 2013, último ano para o qual há dados disponíveis no site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o setor respondeu por 16,9% da massa salarial ou por R$ 620,9 milhões de um total de R$ 3,6 bilhões. Depois, vem o comércio varejista, com 12% de participação, ou R$ 440,2 milhões. E, na sequência, com 10,4% (R$ 384 milhões), a administração pública.

Dez atividades representam 64,3% da massa salarial da cidade. Além da educação, do varejo e da administração pública, o comércio atacadista e os serviços financeiros respondem por 4% cada, algo em torno de R$ 148 milhões. Já o transporte terrestre tem 3,9%, ou R$ 143 milhões. Atenção à saúde humana e comércio de veículos contribuem cada um com 3,6% (R$ 133 milhões). Construção de edifícios, e serviços de edifício e atividades paisagísticas são a 9ª e 10ª atividades, respectivamente. Elas contribuem com R$ 124 milhões (3,3%) e R$ 82,5 milhões (2,2%).

Agricultura, pecuária e serviços relacionados é a 12ª da lista. Em 2013, contribuiu com 2,1% do total da massa salarial, ou R$ 80,1 milhões. A primeira atividade industrial do ranking, a fabricação de produtos alimentícios, ficou em 14º lugar, com 1,9%, algo próximo de R$ 71 milhões.

Considerada como aposta importante para a economia do município, os serviços de Tecnologia da Informação (TI) estavam em 26º lugar na lista das atividades que mais contribuíram para a massa salarial. A TI foi responsável por R$ 28,9 milhões, ou 0,79% do total. Embora pouco representativa, foi uma das que mais cresceram nos últimos anos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina (Sinpro), André Cunha, a cidade tem cerca de 12 mil trabalhadores em instituições de ensino particulares, da Educação Infantil ao Ensino Superior. “Temos salários que vão desde R$ 1.100,00, no Ensino Infantil, até mais de R$ 10 mil em cursinhos. Londrina tem um processo histórico de não industrialização e os serviços predominam, sendo que a educação é o principal”, afirma. Portanto, segundo ele, é natural que o setor represente a maior parte da massa salarial.

Em geral, os municípios têm a educação, a administração pública e o comércio varejista entre os primeiros setores da lista de maior participação na massa salarial, não necessariamente nesta ordem. Só em Londrina e em Maringá, a educação vem em primeiro lugar, sendo que na Cidade Canção, a contribuição do setor para a massa salarial é de 15,2%.

Em todo o Paraná, a administração pública responde por 25,5% de uma massa total de R$ 69,7 bilhões em 2013. Depois, vem o comércio varejista, com 9,13% e a educação, com 6%. “Por menor que seja um município, ele tem sempre prefeitura, escolas e comércio”, ressalta o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fabiano Camargo da Silva.

(Adaptado de: BORTOLIN, N. Folha de Londrina. 21 ago. 2015. Folha Economia. p.1.)

Leia, a seguir, a última frase do 5º parágrafo.

Portanto, segundo ele, é natural que o setor represente a maior parte da massa salarial.

Sobre o uso do conectivo “portanto” na frase, assinale a alternativa correta.

 

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(Adaptado de: FRANCO, B. M. Morreu no horário de pico. Folha de S. Paulo. 2 ago. 2015. Opinião. A4.)

Acerca do trecho final “Na música Construção, Chico Buarque conta a história de um operário que ‘morreu na contramão atrapalhando o tráfego’. Adílio teve azar duas vezes. Foi atingido pelo trem e morreu no horário de pico.”, considere as afirmativas a seguir.


I. O trecho apresenta uma citação, marcada pelo uso de aspas.

II. O trecho é marcado por traços de ironia.

III. Adílio é comparado ao operário que morreu “atrapalhando o tráfego”.

IV. Adílio é apresentado, no texto, como um herói.


Assinale a alternativa correta.

 

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