TEXTO 1
Experiência recupera memórias perdidas
Estudo com lesmas-marinhas consegue destruir –
e reconstruir – uma memória; descoberta dá
esperança a pacientes de Alzheimer
Marcos Ricardo dos Santos
QUANDO VOCÊ MEMORIZA alguma coisa – um endereço, por exemplo –, aciona um conjunto de neurônios, que formam conexões (sinapses) entre si. SeB) esses laços são desfeitos, a informação é perdida, e você não consegue mais se lembrar dela. O esquecimento é parte da vida. Mas uma experiência conduzida por neurologistas americanos sugere que, um dia, talvez não precise ser. Eles conseguiram fazer algo considerado impossível, recuperar memórias perdidas. Pelo menos em animais muito simples: lesmas do gênero Aplysia, que vivem no mar.
Primeiro, os cientistas deram choques elétricos nas lesmas. Os neurônios sensoriais, queA) detectam o choque, formaram conexões com os neurônios motores – que fazem a lesma se retrair. Essa conexão dura alguns dias, mesmoC) na ausência do choque. A lesma “se lembra” dele, cria uma memória. Só que, logo em seguida, as cobaias receberam queleritina, uma substância que desfaz as ligações entre neurônios. As sinapses sumiram, a memória foi destruída. Mas o mais impressionante veio depois. As lesmas tomaram uma injeção de serotonina (neurotransmissor presente também em humanos). Consequência: as conexões entre os neurônios se refizeram espontaneamente. Ou sejaD), a memória foi recuperada.
Além deE) provar que é possível recuperar uma memória destruída, o estudo levantou uma hipótese intrigante. Talvez as memórias não sejam armazenadas nas sinapses – e sim dentro dos próprios neurônios. Isso pode ser uma esperança para quem sofre de Alzheimer (doença que bloqueia as sinapses, levando à perda de memória). “Se encontrarmos uma maneira de restaurar as sinapses desses pacientes, suas memórias poderão retornar”, diz o neurocientista David Glanzman, líder do estudo.
Fonte: SUPER/FEVEREIRO 2015, p.10. (Adaptado).
Quanto ao emprego de alguns elementos linguísticos no texto, é CORRETO afirmar que