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Na questão, considere que todos os programas mencionados estão em configuração-padrão, em português, e que o mouse está configurado para pessoas destras. Assim, a menos que seja explicitamente informado o contrário, expressões como clicar, clique simples e clique duplo referem-se a cliques com o botão esquerdo do mouse. Considere também que não há restrições de proteção e de uso em relação a programas, arquivos, diretórios e hardware utilizados.
No editor de textos Writer do LibreOffice 3.4, para inserir uma quebra de página, é suficiente utilizar a seguinte combinação de teclas:
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Na questão, considere que todos os programas mencionados estão em configuração-padrão, em português, e que o mouse está configurado para pessoas destras. Assim, a menos que seja explicitamente informado o contrário, expressões como clicar, clique simples e clique duplo referem-se a cliques com o botão esquerdo do mouse. Considere também que não há restrições de proteção e de uso em relação a programas, arquivos, diretórios e hardware utilizados.
No editor de planilhas eletrônicas Calc do LibreOffice 3.4, é possível alterar o leiaute da célula de acordo com uma ou mais condições. Para acessar as opções de aplicação de uma formatação, tendo em vista o valor de referência da célula, é correto realizar o seguinte procedimento: clicar o menu
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No texto a seguir, a redação e a formatação originais foram propositadamente alteradas para inclusão de falha(s) a ser(em) explorada(s) nesta questão.
LEI COMPLEMENTAR Nº 95, DE 26 DE FEVEREIRO DE 1998
Dispõe sobre a elaboração, a redação, a
alteração e a consolidação das leis,
conforme determina o parágrafo único do
art. 59 da Constituição Federal, e estabelece
normas para a consolidação dos atos
normativos que menciona.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar:
CAPÍTULO
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º A elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis obedecerão ao disposto nesta Lei Complementar.
Parágrafo único. As disposições desta Lei Complementar aplicam-se, ainda, às medidas provisórias e demais atos normativos referidos no art. 59 da Constituição Federal, bem como, no que couber, aos decretos e aos demais atos de regulamentação expedidos por órgãos do Poder Executivo.
Art. 2º (VETADO)
Considerando as normas acerca da redação oficial, assinale a alternativa correta.
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Texto para responder à questão
Organização educacional sem fins lucrativos, a Khan Academy está revolucionando o ensino on-line, seguindo rigidamente sua missão de “prover com educação de qualidade a qualquer um em qualquer lugar”. A academia fornece uma coleção de mais de 2.700 vídeos on-line que abrangem principalmente matemática, mas também astronomia, economia, finanças, física, história e química.
Criada por Salman Khan, de 34 anos, a academia veicula seu conteúdo por meio de vídeos no You Tube, simples assim. Começou com explicações descomplicadas em vídeo, mas, depois de milhões de dólares em doações e um processo de expansão da companhia, a implementação ficou bem mais abrangente.
O portal tem exercícios que permitem testar o entendimento de cada lição, o que facilita o acompanhamento do progresso usando métricas muito inteligentes. Os professores, mais conhecidos como “treinadores”, podem facilmente monitorar o progresso dos alunos em grupos. Os estudantes, por sua vez, recebem crachás indicativos de mérito, usados como forma de mantê-los motivados. Tudo isso de graça.
O sistema oferece um software que serve de professor, utilizando uma linguagem próxima à dos games, com pontuação de “energia” para representar as conquistas do aluno ao longo do aprendizado. Um vídeo com o próprio Sal Khan mostra o processo.
Sal Khan, natural de Bangladesh, inspirou-se no projeto da academia enquanto servia de tutor para seus primos menores. Resolveu se preparar mais, desenvolvendo ferramentas de software para facilitar o ensino.
“A
ideia
de
Sal
Khan
é
genial.
Ele
quebra
o
conhecimento
matemático
em
pequenas
lições
em
vídeo
com
no
máximo
12
minutos”
—
comenta
Bill
Gates
—.
“Vejo
Sal
como
um
pioneiro,
com
sua
metodologia
que
tem
tudo
para
levar
conhecimento
de
maneira
fluida
e
agradável
para
os
estudantes
de
qualquer
lugar
do
planeta
onde
exista
conectividade
à
Internet.
Sem
dúvida,
é
o
início
de
uma
revolução.”
As
metas
de
Khan
são
ambiciosas
e,
segundo
ele
próprio,
podem
mudar
o
panorama
da
educação
no
mundo
inteiro.
“Quero
criar
um
modelo
de
escola
on-line
autônoma
em
que
o
aluno
possa
entrar
sabendo
apenas
como
usar
o
mouse
e
mais
nada,
e
ir
aos
poucos
se
instruindo,
galgando
patamares,
avaliando
a
si
mesmo
e
crescendo
em
qualquer
matéria
de
estudos”
—
explica
Khan.
É claro que algumas matérias não podem ser ensinadas em um ambiente puramente on-line com conteúdo pronto, como, por exemplo, redação. No entanto, que tal um futuro em que qualquer aluno possa ter acesso a conhecimento em seu idioma (sobretudo no seu próprio ritmo de aprendizado), sem ter de pagar por esse aprendizado nenhuma quantia a mais do que já paga por seu acesso à Internet? É algo que poderá mudar o planeta.
Internet: <http://canaldoensino.com.br> (com adaptações).
Em
relação
ao
texto,
assinale
a
alternativa
correta.
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Texto para responder à questão
Organização educacional sem fins lucrativos, a Khan Academy está revolucionando o ensino on-line, seguindo rigidamente sua missão de “prover com educação de qualidade a qualquer um em qualquer lugar”. A academia fornece uma coleção de mais de 2.700 vídeos on-line que abrangem principalmente matemática, mas também astronomia, economia, finanças, física, história e química.
Criada por Salman Khan, de 34 anos, a academia veicula seu conteúdo por meio de vídeos no You Tube, simples assim. Começou com explicações descomplicadas em vídeo, mas, depois de milhões de dólares em doações e um processo de expansão da companhia, a implementação ficou bem mais abrangente.
O portal tem exercícios que permitem testar o entendimento de cada lição, o que facilita o acompanhamento do progresso usando métricas muito inteligentes. Os professores, mais conhecidos como “treinadores”, podem facilmente monitorar o progresso dos alunos em grupos. Os estudantes, por sua vez, recebem crachás indicativos de mérito, usados como forma de mantê-los motivados. Tudo isso de graça.
O sistema oferece um software que serve de professor, utilizando uma linguagem próxima à dos games, com pontuação de “energia” para representar as conquistas do aluno ao longo do aprendizado. Um vídeo com o próprio Sal Khan mostra o processo.
Sal Khan, natural de Bangladesh, inspirou-se no projeto da academia enquanto servia de tutor para seus primos menores. Resolveu se preparar mais, desenvolvendo ferramentas de software para facilitar o ensino.
“A
ideia
de
Sal
Khan
é
genial.
Ele
quebra
o
conhecimento
matemático
em
pequenas
lições
em
vídeo
com
no
máximo
12
minutos”
—
comenta
Bill
Gates
—.
“Vejo
Sal
como
um
pioneiro,
com
sua
metodologia
que
tem
tudo
para
levar
conhecimento
de
maneira
fluida
e
agradável
para
os
estudantes
de
qualquer
lugar
do
planeta
onde
exista
conectividade
à
Internet.
Sem
dúvida,
é
o
início
de
uma
revolução.”
As
metas
de
Khan
são
ambiciosas
e,
segundo
ele
próprio,
podem
mudar
o
panorama
da
educação
no
mundo
inteiro.
“Quero
criar
um
modelo
de
escola
on-line
autônoma
em
que
o
aluno
possa
entrar
sabendo
apenas
como
usar
o
mouse
e
mais
nada,
e
ir
aos
poucos
se
instruindo,
galgando
patamares,
avaliando
a
si
mesmo
e
crescendo
em
qualquer
matéria
de
estudos”
—
explica
Khan.
É claro que algumas matérias não podem ser ensinadas em um ambiente puramente on-line com conteúdo pronto, como, por exemplo, redação. No entanto, que tal um futuro em que qualquer aluno possa ter acesso a conhecimento em seu idioma (sobretudo no seu próprio ritmo de aprendizado), sem ter de pagar por esse aprendizado nenhuma quantia a mais do que já paga por seu acesso à Internet? É algo que poderá mudar o planeta.
Internet: <http://canaldoensino.com.br> (com adaptações).
Assinale
a
alternativa
correta
a
respeito
do
texto.
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Texto para responder à questão.
Minha mãe me penteava. Cabelos ondulados. Devia doer. Meus cinco anos fulminaram com um tapa o pente na mão dela. Vermelha frente aos sogros, a autoridade ameaçada, ela fez outro tapa esquentar a mão rebelde. Quando se avizinhava a tempestade, eu abrindo o berreiro, minha avó correndo para proteger a neta, meu avô interveio: “Deixa, a mãe está certa. É de pequenino que se torce o pepino”
Que frase mais repetida na crônica familiar. “Eu sou um pepino?” ― devo ter perguntado.
Se não era, virei. E fui torcida desde pequena: cabelos penteados, mão comportada, corpo esguio, bem estaqueado para a planta produzir frutos mais bonitos, de aparência homogênea. Tão bem estaqueada fui, que me esparramei, alcancei outros terrenos, não parei de frutificar, multiplico-me em cascas lisas ou ouriçadas, de um verde feliz; por dentro, sementes e água, sou de vidro e alimento, como disse um menino a sua mãe.
Tinha algum tempo que eu desconfiava, mas só recentemente encontrei a informação: pepino precisa de abelha por perto para crescer. Conhece a história de que coco só dá água se estiver perto do mar? Pois pepino precisa de abelha para fazer a polinização cruzada, uma vez que suas flores são só femininas ou só masculinas. Tem agricultor que paga dono de apiário para botar suas abelhas a fabricar a crosta delicada da vida.
A mão que me torceu garantiu também as abelhas. Como a saber que me dava destino de buscar água por via do sal, minha mãe reconheceu a menina à beira do eu, a ponto de dar salto para o mundo. Pensou no objeto mais precioso de todos para acompanhar essa travessia mais corajosa de todas. E, acreditando que inaugurava o mundo, nomeou: livro. Abençoou a palavra, considerou, em algum lugar, um parentesco entre ele e as abelhas. Por causa de cera e mel, talvez.
A lembrança dos primeiros livros em minha vida dá-se aí pelos sete anos, mas memória é coisa que tanto trai. O fato é que não me lembro de tempo sem livro, na minha infância. Nem depois. Livro acompanhava cada inquietação, cada alegria, me oferecia personagens e casas, infinitos modos de viver e de perguntar o tempo de ontem e o de amanhã. Para poder escrever bem a horas de hoje.
Pepino bem torcido que fui, cresci fértil e recitei versos, engendrei narrativas para desembaraçar os cabelos de minhas filhas. Regozijada pela lição de avô e mãe, decidi cultiva-las desde cedo, cuidando das estacas, adubando a terra, corrigindo a acidez do solo. As filhas ainda no ventre, trouxe as abelhas para dentro de casa. E fabricamos jardins.
Não nos lembramos, as quatro, de tempo sem livros ou de dias sem ramo de flor.
Nilma Lacerda. Nem infância sem livro nem dia sem ramo de flor. In: Instituto Ecofuturo. Programa ler é preciso, 2010,p.15.
Em
cada
uma
das
alternativas
a
seguir,
é
apresentado
um
fragmento
do
texto
e
uma
interpretação
para
esse
fragmento.
Assinale
aquela
em
que
a
interpretação
está
incorreta.
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Texto para responder à questão.
Minha mãe me penteava. Cabelos ondulados. Devia doer. Meus cinco anos fulminaram com um tapa o pente na mão dela. Vermelha frente aos sogros, a autoridade ameaçada, ela fez outro tapa esquentar a mão rebelde. Quando se avizinhava a tempestade, eu abrindo o berreiro, minha avó correndo para proteger a neta, meu avô interveio: “Deixa, a mãe está certa. É de pequenino que se torce o pepino”
Que frase mais repetida na crônica familiar. “Eu sou um pepino?” ― devo ter perguntado.
Se não era, virei. E fui torcida desde pequena: cabelos penteados, mão comportada, corpo esguio, bem estaqueado para a planta produzir frutos mais bonitos, de aparência homogênea. Tão bem estaqueada fui, que me esparramei, alcancei outros terrenos, não parei de frutificar, multiplico-me em cascas lisas ou ouriçadas, de um verde feliz; por dentro, sementes e água, sou de vidro e alimento, como disse um menino a sua mãe.
Tinha algum tempo que eu desconfiava, mas só recentemente encontrei a informação: pepino precisa de abelha por perto para crescer. Conhece a história de que coco só dá água se estiver perto do mar? Pois pepino precisa de abelha para fazer a polinização cruzada, uma vez que suas flores são só femininas ou só masculinas. Tem agricultor que paga dono de apiário para botar suas abelhas a fabricar a crosta delicada da vida.
A mão que me torceu garantiu também as abelhas. Como a saber que me dava destino de buscar água por via do sal, minha mãe reconheceu a menina à beira do eu, a ponto de dar salto para o mundo. Pensou no objeto mais precioso de todos para acompanhar essa travessia mais corajosa de todas. E, acreditando que inaugurava o mundo, nomeou: livro. Abençoou a palavra, considerou, em algum lugar, um parentesco entre ele e as abelhas. Por causa de cera e mel, talvez.
A lembrança dos primeiros livros em minha vida dá-se aí pelos sete anos, mas memória é coisa que tanto trai. O fato é que não me lembro de tempo sem livro, na minha infância. Nem depois. Livro acompanhava cada inquietação, cada alegria, me oferecia personagens e casas, infinitos modos de viver e de perguntar o tempo de ontem e o de amanhã. Para poder escrever bem a horas de hoje.
Pepino bem torcido que fui, cresci fértil e recitei versos, engendrei narrativas para desembaraçar os cabelos de minhas filhas. Regozijada pela lição de avô e mãe, decidi cultiva-las desde cedo, cuidando das estacas, adubando a terra, corrigindo a acidez do solo. As filhas ainda no ventre, trouxe as abelhas para dentro de casa. E fabricamos jardins.
Não nos lembramos, as quatro, de tempo sem livros ou de dias sem ramo de flor.
Nilma Lacerda. Nem infância sem livro nem dia sem ramo de flor. In: Instituto Ecofuturo. Programa ler é preciso, 2010,p.15.
Assinale
a
alternativa
em
que
a
reescritura
do
fragmento
do
texto
preserva
a
correção
gramatical
e
o
sentido
original.
Provas
Texto para responder à questão.
Minha mãe me penteava. Cabelos ondulados. Devia doer. Meus cinco anos fulminaram com um tapa o pente na mão dela. Vermelha frente aos sogros, a autoridade ameaçada, ela fez outro tapa esquentar a mão rebelde. Quando se avizinhava a tempestade, eu abrindo o berreiro, minha avó correndo para proteger a neta, meu avô interveio: “Deixa, a mãe está certa. É de pequenino que se torce o pepino”
Que frase mais repetida na crônica familiar. “Eu sou um pepino?” ― devo ter perguntado.
Se não era, virei. E fui torcida desde pequena: cabelos penteados, mão comportada, corpo esguio, bem estaqueado para a planta produzir frutos mais bonitos, de aparência homogênea. Tão bem estaqueada fui, que me esparramei, alcancei outros terrenos, não parei de frutificar, multiplico-me em cascas lisas ou ouriçadas, de um verde feliz; por dentro, sementes e água, sou de vidro e alimento, como disse um menino a sua mãe.
Tinha algum tempo que eu desconfiava, mas só recentemente encontrei a informação: pepino precisa de abelha por perto para crescer. Conhece a história de que coco só dá água se estiver perto do mar? Pois pepino precisa de abelha para fazer a polinização cruzada, uma vez que suas flores são só femininas ou só masculinas. Tem agricultor que paga dono de apiário para botar suas abelhas a fabricar a crosta delicada da vida.
A mão que me torceu garantiu também as abelhas. Como a saber que me dava destino de buscar água por via do sal, minha mãe reconheceu a menina à beira do eu, a ponto de dar salto para o mundo. Pensou no objeto mais precioso de todos para acompanhar essa travessia mais corajosa de todas. E, acreditando que inaugurava o mundo, nomeou: livro. Abençoou a palavra, considerou, em algum lugar, um parentesco entre ele e as abelhas. Por causa de cera e mel, talvez.
A lembrança dos primeiros livros em minha vida dá-se aí pelos sete anos, mas memória é coisa que tanto trai. O fato é que não me lembro de tempo sem livro, na minha infância. Nem depois. Livro acompanhava cada inquietação, cada alegria, me oferecia personagens e casas, infinitos modos de viver e de perguntar o tempo de ontem e o de amanhã. Para poder escrever bem a horas de hoje.
Pepino bem torcido que fui, cresci fértil e recitei versos, engendrei narrativas para desembaraçar os cabelos de minhas filhas. Regozijada pela lição de avô e mãe, decidi cultiva-las desde cedo, cuidando das estacas, adubando a terra, corrigindo a acidez do solo. As filhas ainda no ventre, trouxe as abelhas para dentro de casa. E fabricamos jardins.
Não nos lembramos, as quatro, de tempo sem livros ou de dias sem ramo de flor.
Nilma Lacerda. Nem infância sem livro nem dia sem ramo de flor. In: Instituto Ecofuturo. Programa ler é preciso, 2010,p.15.
Assinale
a
alternativa
que
interpreta
adequadamente
ideias
do
texto.
Provas
Texto para responder à questão.
Minha mãe me penteava. Cabelos ondulados. Devia doer. Meus cinco anos fulminaram com um tapa o pente na mão dela. Vermelha frente aos sogros, a autoridade ameaçada, ela fez outro tapa esquentar a mão rebelde. Quando se avizinhava a tempestade, eu abrindo o berreiro, minha avó correndo para proteger a neta, meu avô interveio: “Deixa, a mãe está certa. É de pequenino que se torce o pepino”
Que frase mais repetida na crônica familiar. “Eu sou um pepino?” ― devo ter perguntado.
Se não era, virei. E fui torcida desde pequena: cabelos penteados, mão comportada, corpo esguio, bem estaqueado para a planta produzir frutos mais bonitos, de aparência homogênea. Tão bem estaqueada fui, que me esparramei, alcancei outros terrenos, não parei de frutificar, multiplico-me em cascas lisas ou ouriçadas, de um verde feliz; por dentro, sementes e água, sou de vidro e alimento, como disse um menino a sua mãe.
Tinha algum tempo que eu desconfiava, mas só recentemente encontrei a informação: pepino precisa de abelha por perto para crescer. Conhece a história de que coco só dá água se estiver perto do mar? Pois pepino precisa de abelha para fazer a polinização cruzada, uma vez que suas flores são só femininas ou só masculinas. Tem agricultor que paga dono de apiário para botar suas abelhas a fabricar a crosta delicada da vida.
A mão que me torceu garantiu também as abelhas. Como a saber que me dava destino de buscar água por via do sal, minha mãe reconheceu a menina à beira do eu, a ponto de dar salto para o mundo. Pensou no objeto mais precioso de todos para acompanhar essa travessia mais corajosa de todas. E, acreditando que inaugurava o mundo, nomeou: livro. Abençoou a palavra, considerou, em algum lugar, um parentesco entre ele e as abelhas. Por causa de cera e mel, talvez.
A lembrança dos primeiros livros em minha vida dá-se aí pelos sete anos, mas memória é coisa que tanto trai. O fato é que não me lembro de tempo sem livro, na minha infância. Nem depois. Livro acompanhava cada inquietação, cada alegria, me oferecia personagens e casas, infinitos modos de viver e de perguntar o tempo de ontem e o de amanhã. Para poder escrever bem a horas de hoje.
Pepino bem torcido que fui, cresci fértil e recitei versos, engendrei narrativas para desembaraçar os cabelos de minhas filhas. Regozijada pela lição de avô e mãe, decidi cultiva-las desde cedo, cuidando das estacas, adubando a terra, corrigindo a acidez do solo. As filhas ainda no ventre, trouxe as abelhas para dentro de casa. E fabricamos jardins.
Não nos lembramos, as quatro, de tempo sem livros ou de dias sem ramo de flor.
Nilma Lacerda. Nem infância sem livro nem dia sem ramo de flor. In: Instituto Ecofuturo. Programa ler é preciso, 2010,p.15.
Assinale
a
alternativa
correta
com
relação
ao
texto.
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Os frutos verdadeiros são formados pelo desenvolvimento dos ovários após a fecundação. Em alguns casos, o fruto pode ser derivado do desenvolvimento de outras estruturas, como o pedúnculo e o receptáculo floral. Assinale a alternativa em que o fruto exemplificado está classificado corretamente.
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